Amor e Vingança-Reneslec

36 Precisa-se de um Príncipe


P.O.V. Amara.

Eu achei. Achei o antídoto.

—Sei como acordá-la.

—Como?

—Fazendo uma anti-poção, mas o problema é a aplicação.

—Porque?

De acordo com o livro o antídoto tinha que ser aplicado via oral, mas eu precisava de alguém de coração puro e esse alguém tinha que ser da realeza, um Príncipe.

—Será que dá pra botar uma placa lá fora dizendo, Precisa-se de um Príncipe?

—Um Príncipe?

—Tem que ser um nobre, alguém de coração puro e sangue real.

—Eu não sou Príncipe, mas meu avô era um Duque.

—Vai ter que servir.

Eu fiz primeiro a poção purificadora. Era uma mistura de ervas raras e esquisitas que virou uma papa grossa e encaroçada.

—Bon appettit.

—O que é isso?

—Poção purificadora. Não quero duvidar das suas intenções, mas também não quero arriscar. O indivíduo que aplica o antídoto tem que ter o coração puro, mas isso é difícil nos dias de hoje, então tem que ser feito quimicamente. Agora, bebe. Ou eu faço você beber.

Felizmente o garoto bebeu a poção.

—Nem foi tão ruim assim.

—Ainda não terminou.

P.O.V. Sebastian.

Por Deus! Por Deus, isso dói. Eu vejo meu rosto mudando de cor ficando literalmente multi-colorido, roxo. Vejo a fumaça negra saindo de minha boca, de minhas narinas.

—O que diabos?

—Ele está sendo purificado. Purgando. Ninguém disse que seria bonito.

A dor foi tamanha que fiquei inconsciente por algum tempo.

—Pela mãe do guarda!

—Agora só tem que beijá-la.

E assim o fiz. E ela acordou num pulo, no susto. Tudo explodiu quando ele gritou.

—Calma, calma. Está tudo bem querida. Foi só um sonho.

Assisti enquanto ela desabava num choro compulsivo e a mãe a abraçava.

—Calma querida, está tudo bem, você está bem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.