P.O.V. Felix.

O avião finalmente aterrizou no aeroporto de Roma. E de lá foram mais algumas horas até chegarmos á Volterra e o Mestre cometeu o mesmo equívoco que nós.

—Ao invés de me trazerem o que eu pedi, me trouxeram um prêmio de consolação?

—Ah, Aro... tão agradável quando eu me lembrava. Mas, eu perdoo você.

—Me perdoa?

—Acho que vou ter que ser mais direta. Oi, eu sou Renesmee Cullen, filha de Isabella e Edward Cullen. É tão bom ver você de novo.

—Oh! Eu peço que me perdoe, eu não...

—Me reconheceu? É. Isso acontece muito.

—Você parece tão... humana. Parece mais com um deles do que com um de nós.

—Eu sei.

Ela parecia incomodada.

—O que que foi Cullen?

—O Solstício de Inverno está chegando e esse lugar vai virar um inferno. Se agora já tá ruim daqui a dois dias vai ser pior.

—Não vejo nada de errado com o Castelo.

—Por agora, mas vai. No Solstício de Inverno o véu que separa os vivos dos mortos ou não vivos no seu caso, fica mais fino por isso lá em casa queimamos toras de Yule para manter os espíritos vingadores e coisas ruins longe. Dessa vez vai ser pior poque o solstício vai cair no mesmo dia em que teremos um Nero Solaris, um evento que só acontece uma vez a cada trezentos e setenta e cinco anos. É, vai ser um dia infernal.

—Nero Solaris?

—Quando a noite conquista o dia, a escuridão triunfando sob a luz. Mas, os leigos chamam de eclipse solar.

—E porque isso é tão importante?

—Me diga Caius, o que você acha que acontece com as almas das pessoas que são massacradas aqui todos os dias? Você acha que eles vão embora em paz e passam a eternidade cantando no céu? Errado. Mortes violentas geram espíritos vingadores e energia de massacre marca um lugar para sempre.

—Energia de massacre? Espíritos vingadores? O que é isso, sua patética tentativa de me assustar.

—Vem cá Caius. Quero mostrar uma coisa.

—Eu...

Ela foi até ele, meu irmão estava confortavelmente acomodado no seu Trono.

—Tem razão, esse lugar é melhor. Vai te fornecer uma visão mais ampla do que está ao seu redor todos os dias.

A híbrida tocou o ombro de Caius.

—Esculvacasven.

Os olhos deles mudaram de cor por alguns poucos segundos. Então, os olhos de Caius se esbugalharam.

—O que... O que é isso?

—Almas penadas, assombrações, fantasmas. Alguns são espíritos vingadores outros agouros de morte. É uma bela visão não concorda?

—Como isso é possível?

—Eu acabei de explicar. Solstício de Inverno, Mortes violentas, energia de massacre, etc. Etc, etc.

—Mas, como estou vendo isso? Eu nunca os vi antes.

—Você está vendo pelos meus olhos. Está vendo através do véu.

P.O.V. Caius.

Haviam tantos, de tantas épocas diferentes. Camponeses com trajes medievais, roupas da era vitoriana, roupas modernas.

—É horrível não é? Eles estão presos entre os mundos, alguns estão aqui a séculos, enlouquecidos pela própria raiva. E no Solstício vocês estarão em considerável desvantagem.

Ela tirou a mão do meu ombro e eles sumiram.

—Ainda estão aqui.

—E como nos livramos dessas coisas?

—Um, não são coisas, são almas e dois não cabe a você. Á nenhum de vocês na verdade.

—Então, não há como nos livrarmos dessas almas?

—Talvez. Não sei. Eu até tentaria sifar ou canalizar, mas não posso. Não devo. Fazer isso só vai piorar as coisas.

—Sifar? Nada disso faz sentido. Nada do que fala faz sentido.

—É claro que não. Você não é um bruxo.

—E você é?

—Sou. Pior que sou. Sam! Os Winchester sabem lidar com fantasmas! Fantasmas são alérgicos a ferro e sal.

—Ferro e sal?

—Isso.

—E como vamos lutar contra algo que não conseguimos ver?

—Espelhos. Os espelhos mostram o reflexo da alma.

—Os espelhos não vão prender os fantasmas?

—Não é assim que funciona Jane. Para ficarem presos dentro do espelho, eles tem que morrer diante dele. Como a Bloody Mary.

—Não pode esperar que eu acredite nisso.

—Você é que sabe. O solstício e o eclipse do sol vão acontecer em dois dias. Boa sorte.

Ela simplesmente saiu.

—Onde está indo?

—Comer.

—E como espera que nós lidemos com isso?

—Não acredita nessa coisa de fantasma, não é Caius?

—Boa sorte. Tchauzinho.

P.O.V. Renesmee.

Eu de fato comi em um restaurante muito bom, mas então fui atrás dos lobisomens. Game On.

—Nós não gostamos de sanguessugas.

—Mas, eu sou só meio vampira. E tenho uma oferta pra vocês.

—Não queremos saber.

—Você é o Alfa?

—Sou. E não faço tratos com sanguessugas.

—Que pena, então nada de ser híbrido ou imortalidade pra vocês.

—Já ouvi falar dessa coisa se híbridos, mas é tudo lenda.

—É? É mesmo? Oh, Dwain!

Ele veio atrás de mim. Porque eu pedi.

—Porque você não mostra para o Senhor Alfa, como você é de verdade.

P.O.V. Clay.

Meu Deus! Um híbrido.

—Gostou? Eu posso fazer você ser igual a ele. Híbridos podem caminhar ao sol, sua mordida é absolutamente letal para vampiros e apenas os híbridos podem controlar quando ou se se transformam.

—E o que quer por isso?

—Você quer vingança? Imagino que antes dos vampiros virem pra cá, essa terra era sua. Ou não?

—Sim. Era.

—Como um híbrido você vai poder tomar de volta o que é seu. Os Mestres vão morrer gritando e eu vou poder assistir de camarote.

—Aceito sua proposta. Quando começamos?

—Temos que ser inteligentes. Cautelosos. Isso vai ter que ser feito na surdina, então vamos começar agora. Algum voluntário?

—Eu.

—Muito bem.

Eu morri com o sangue dela no meu organismo, então voltei e completei a transição.

—Caramba Clay! Isso é incrível.

—Vocês não vão contar nada sobre isso pra ninguém. Temos que ser discretos se quisermos vencer. Vamos enganar os Mestres bem debaixo dos narizes reais deles e passar-lhes uma bela duma rasteira. Mas, para isso acontecer vocês tem que ser discretos.

—E seremos.

—É melhor mesmo. Porque se eu cair, vou levar todos vocês comigo.

Retornei ao Castelo Volturi e o gêmeo estava á minha espera.

—Onde estava?

—Eu fui comer e depois sai pra dar uma volta. A cidade é muito linda. Parece uma máquina do tempo.

—Tem terra nos seus sapatos.

—É claro. Eu fui pra floresta. A natureza me ajuda a esvaziar a cabeça. Todas aquelas árvores lindas, as flores. É uma pena que não possa aproveitar.