Amor e Luxúria
3 Capítulo 3 - O INÍCIO
Notas iniciais
“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas...” – Sun Tzu.
Uma neblina densa cobria o céu negro de Veritas, os pássaros estavam todos em seus respectivos ninhos com sua família. Em um lugar pouco distante do reino, um mensageiro cavalgava em um cavalo branco com a crina grande. A mensagem que ele carregava era de extrema importância e algo muito perigoso para o novo Rei. A neblina cobria todo o caminho, o animal pisoteava na lama grudenta e diminuía seu ritmo. Antes de o sol raiar, o mensageiro conseguiu chegar ao palácio e com dificuldade leu o que estava escrito.
– Eu já esperava por isso! – Disse Rogue com calma. – Chame Erza! – Ele ordenou.
Não demorou muito para que ela se apresentasse, curvando-se diante do Rei, Erza perguntou:
– Em que posso lhe ajudar?
– Prepare os melhores homens, pois amanhã Veritas estará em puro caos. – As palavras do jovem saiam com frieza.
Erza levantou rapidamente a cabeça com os olhos arregalados, “não pode ser!” pensava ela enquanto recuperava os sentidos e saia correndo para alertar os homens.
A garota deu a orientação para que mulheres e crianças deixassem a pequena cidade o mais rápido possível. Em poucas horas o local foi esvaziado. Os homens mais fortes e resistentes foram direcionados para o palácio.
– Homens, vocês devem estar se perguntando o porquê disto, certo? – Disse Erza com voz autoritária. – Hoje de manhã, o Rei recebeu uma mensagem dizendo que nosso Reino irá ser atacado, e precisamos defender nosso orgulho.
– Quem irá nos atacar? – Perguntou um dos homens.
– Ainda não se sabe! Mas como todos sabem, Veritas vem crescendo progressivamente e está ficando conhecida. Isso desperta a inveja em outros reinos e para nos derrubar, irão nos atacar. – Respondeu ela.
– O que não entendo é, porque mandaram avisar! – Um homem forte aproximava-se. Ele era alto, usava uma armadura feita de titânio reforçado e carregava em sua mão direita, uma espada grande e pesada. – Talvez, seja muito mais do que um simples ataque.
– Papai! – Sussurrou Erza arregalando os olhos assustados.
– Achou que eu ficaria de fora disso, minha filha? O Rei mandou me chamar, para auxilia-la nesta batalha. – Disse ele sorrindo. – Antes mesmo de sermos notificados, o antigo Rei Norio, pai de Rogue havia comentado sobre boatos de um reino distante daqui chamado Las Noches. Antes de Veritas crescer e se destacar este reino era o mais poderoso. Como falei no início, isso não é um simples ataque... É uma luta de vida ou morte. – Ele pronunciou tais palavras como se fosse divertido, um sorriso cruel formou-se no canto da boca e todos que o observava sentiram seus pêlos arrepiarem.
– O que estão esperando! Vamos treinar... – Gritou Erza, em um piscar de olhos todos a obedeceram, pegaram suas armas e começaram a treinar. Um contra um, depois dois contra um e assim simularam possíveis acontecimentos durante uma guerra.
– Erza! – Uma voz grossa e alta aproximava-se.
Como instinto, Erza virou-se feito uma felina e colocou a ponta de sua espada na garganta do indivíduo. – Rogue, não me assuste enquanto eu estiver concentrada! – Disse ela com ferocidade e a respiração ritmada.
– Desculpe-me, Titania! – Disse ele entre risos. – Posso treinar com você, minha doce senhorita dos cabelos escarlates.
– Tudo bem, mas não irei pegar leve contigo só porque é o rei. — Sua voz é baixa, desafiante, em um tom sensual de ameaça.
– Não quero que pegue leve! – Disse ele sorrindo enquanto desembainhava sua espada feita pelo melhor ferreiro do reino.
Eles lutaram durante horas e parecia que nenhum dos dois iria ceder até que Rogue deu-lhe uma rasteira e apontou sua espada para o peito da moça. – TOUCHE! – sussurrou ele com um sorriso malicioso. – Você é boa nisso!
Ele estendeu a mão e com um movimento rápido Erza o derrubou e sentou-se sobre sua barriga apontando uma pequena adaga que retirou de seu decote sem que Rogue percebesse. Seus olhos encontraram-se e ele levantou as sobrancelhas, atônito por um momento, seus olhos escureceram e balançou a cabeça como se não pudesse acreditar.
– Boa menina! – Disse ele olhando-a e com voz rouca. — Eu admito, você é muito melhor nisso do que eu havia pensado... Para uma mulher, você é bastante forte!
Erza levantou-se pegou sua espada e guardou a adaga. – Levarei isso como um elogio! – murmurou ela enquanto ajeitava sua saia.
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