Amor e Luxúria

1 Capítulo 1 - PRÓLOGO


Em um reino não muito distante, vivia um pequeno príncipe chamado Rogue. Ele tinha sonhos que iam além de sua imaginação e vontades que na época era normal para a sociedade machista. O garoto não tinha amigos fora do palácio e nem mesmo no internato frequentado por nobres e futuros reis. Nas férias, Rogue passava maior parte do tempo trancado em seu quarto lendo e relendo grandes obras sobre mitologia. Certo dia, o jovem resolveu fechar seu livro e olhar pela janela de seu quarto. No jardim havia três lindas damas que aparentavam ter a mesma idade que ele. Uma com cabelos negros, uma ruiva e a outra de cabelos verdes. Elas corriam e riam e naquele momento, Rogue sentiu vontade de sair e descobrir de outra forma como é se divertir sem os livros.

Ele aproximava-se com cautela das meninas, tudo que menos queria era assustá-las. — Olá garotas! – Disse ele forçando um sorriso.

Ao notarem a presença do rapaz, ambas se curvaram e responderam – Boa tarde, príncipe! – falaram como se estivessem ensaiando para um coral da Igreja.

- Por favor, sem formalidades! – Seu olhar era um pouco suplicante e os músculos estavam rígidos. – Posso brincar com vocês? – Ele olhava da ruiva para a morena.

- C-c-claro! – A ruiva respondeu. – Me chamo Erza Scarlet! – Tentou ela quebrar o gelo – E essas são Kagura e Bisca.

As meninas acenaram com timidez.

Rogue sentia uma sensação de embriaguez, pois nunca estivera a brincar no jardim de seu palácio, ainda mais na companhia de três belas moças.

Os anos se passaram e em todas as férias, Rogue regressava ao palácio para ver suas amigas novamente. Certa noite, o jovem recebeu um comunicado que mudaria drasticamente o seu destino. Seu pai havia falecido por conta de uma tuberculose. Ao saber da notícia seus olhos negros encheram-se de lágrimas e um nó em sua garganta estava a se formar. Aquela sensação era nostálgica. Seu corpo virou-se automaticamente esperando a chegada da dona dos passos delicados.

- Ele morreu! – Rogue falou enquanto as lágrimas escorriam por seu rosto indo ao encontro do chão, impedindo-o de reconhecer a figura feminina.

- Eu sinto muito! – Foi tudo o que ela disse. Ao tentar se aproximar do órfão o guarda que estava parado diante a porta do quarto apontou uma espada para o peito da moça.

- Erza, é melhor você voltar para sua casa! – Disse o médico empurrando a espada e puxando a garota pelo braço.

Os dias se passaram e desde o enterro ninguém não teve notícias do futuro Rei. Em um sábado, foi anunciado que na manhã de domingo haveria uma grande festa para a coroação do novo rei. Kagura e Bisca estavam felizes porque finalmente saberiam algo do amigo de infância.

- Erza, não está feliz? – Kagura indagou.

- Estou! – Disse ela sem aparentar ânimo algum.

- Não é o que parece! – Bisca apareceu desfilando seu novo vestido.

- Já pensaram no que irá acontecer, caso Rogue se torne Rei? – A pergunta saiu junto há um suspiro triste e pesado.

- Erza, apenas sabemos que será perfeito! Quem sabe uma de nós não se torne uma rainha? – Bisca olhava-se no espelho e deslumbrada com o vestido, seus olhos brilhavam.

- Além do mais, todo rei precisa de uma rainha! – Completou Kagura.

- Vocês me dão náuseas! – A ruiva saiu do quarto correndo.

- Ela está louca, só pode! – Bisca caiu na gargalhada.

- Senhoritas, desculpem interrompê-las, mas o mensageiro do príncipe deixou este envelope. – Disse a criada colocando o envelope sobre a cama e em seguida saindo de cena.

“ENCONTREM-ME HOJE A NOITE, PERTO DO LAGO DOS CISNEI. VENHA AS TRÊS CAUTELOSAMENTE!”

- É tudo o que tem escrito? – Perguntou Kagura

- Sim! Temos que achar a Erza e avisá-la.

A neblina cobria a vista das três garotas que caminhavam pela trilha que levava ao destino final. Erza escutava atentamente os barulhos dos bichos que moravam por perto. O cricrilar dos grilos deixava-a profundamente irritada, enquanto suas amigas caminhavam desatentas logo atrás.

- Pensei que não viriam! – Disse Rogue demonstrando alívio ao ver a fisionomia magra e alta das garotas. – Como sabem, amanhã serei nomeado rei e não terei tempo para brincar com vocês.

- Mas, você será o rei... Você manda e todos obedecem! Não toma tanto tempo assim. – Resmungou Kagura.

- Um rei não faz apenas isso minha doce Kagura... E acho que uma de vocês já sabe perfeitamente disso! Mas eu estou aqui para outra coisa.

- Que coisa? – Bisca sobressaltou-se.

- Farei das três minhas rainhas. – Ele abriu um sorriso enorme, como se dentre tudo o que estava acontecendo tê-las ao seu lado era a melhor coisa que um homem poderia querer.

- Escolha uma! – Disse Erza encarando-o seriamente.

- Me desculpe, mas não posso! Eu amo as três, e desde pequeno sempre tive essa vontade de ter várias mulheres apenas para mim.

- Quanto egoísmo! Pois quer saber? Se quiser, fique com as duas, pois eu não farei parte dessa palhaçada. – Enquanto falava, ela puxava Kagura e Bisca pelos braços.

- EU FAREI DE VOCÊS MINHAS! – Esbravejou Rogue. – NÃO ESQUEÇA MINHAS PALAVRAS!

Erza parou e engoliu seco, mas logo seguiu seu caminho de volta para casa. Um clima tenso e poderoso percorreu de Rogue para Erza como um furacão descontrolado que destruía tudo que ficava a sua frente.

Seria isso o inicio de uma história de amor diferente dos contos de fadas?