Amor e Conquista
5 Capítulo O5
Notas iniciais
Capítulo O5
Amu endurece.
- O que?
- Mãe – Lulu virou-se para a Sra. Morcerf com a face vermelha – Não pode deixar Amu sair com Lorde Tsukiyomi. Eu é que deveria passear com ele
Amu precisou juntar toda sua vontade para não gritar que ela é quem foi convidada e não Lulu.
- Ah, querida – respondeu a Sra. Morcerf – Não se preocupe com isso. Ele precisava convidar Amu. Não fica bem uma moça passear sozinha com um homem solteiro, Amu precisa acompanhá-la
- Não precisa – insistiu – É normal que uma moça passeie sozinha em um coche com um cavalheiro, principalmente a céu aberto. Saaya me contou que moças e cavalheiros fazem isso o tempo todo.
A mãe pareceu indecisa.
- Bem, isso é para damas de mais idade, você é jovem e está a pouco tempo na cidade. – Ela olhou pra Amu- O que acha?
- É irrelevante, Lorde Tsukiyomi já me convidou
- Isso mesmo – A Sra. Morcerf concordou – Lulu se um homem como Lorde Tsukiyomi pediu que Amu fosse junto, assim deve ser.
Amu apertou os dentes para não responder a altura, dizendo que Lorde Tsukiyomi nem se quer havia convidado Lulu. A irritava pensar naquela chata se intrometendo entre ela e Ikuto. Ficaria falando e atirando-se nele o tempo todo e Amu não teria chance de conversar com o amigo, como havia acabado de acontecer. Mas, não podia dizer à patroa que a filha dela não era bem-vinda. A Sra. Morcerf, com certeza não a deixaria ir.
Lulu ficou chateada por alguns instantes, lançando-lhes olhares irritados para Amu, até que, a Sra. Morcerf disse para ambas fossem comprar um chapéu novo para a filha usar no passeio. E Amu aproveitando para levar Ami À livraria. Se as Morcerf soubessem que preferia a filha mais nova a elas, ficariam surpresas. Ami tinha somente 13 anos, mas tinha mais inteligência e personalidade que as duas. Geralmente a Sra. Morcerf não conseguia responder as perguntas da filha mais nova então mandava para a atenciosa Amu.
- Se eu escutar mais alguma palavra sobre Lorde Tsukiyomi acho que irei enlouquecer – disse Ami a Amu enquanto caminhavam para à livraria
Amu sorriu para a menina. Não era nem um pouco parecida com a irmã.
- Ela não falou mais nada a não ser nesse homem o dia inteiro. – continuou a menina irritada – Ah! Como é bonito, é muuuuito rico e como seu nome é respeitadissimooooo – falou agora imitando os gestos e as falas da irmã.
- Lorde Tsukiyomi é um homem... Notável – respondeu Amu.
A garota fez uma careta
- Ninguém pode ser o exemplo de perfeição como Lulu descreve
Amu riu.
- Isso é verdade. Mas, ele é um grande amigo meu, crescemos juntos e por muitos anos foi meu único amigo.
- É mesmo? – Ami a observou pensativa – Você é amiga do homem que Lulu vai se casar?
Amu levantou uma sobrancelha duvidosa
— Ela disse isso?
- Aham. Disse que ele cairá a seus pés em alguns dias – fez uma careta – Bom, ela geralmente tem esse efeito sobre homens mesmo sendo ignorante em quase todos os assuntos, eles caem por ela.
Amu começou automaticamente a lembrar que a menina não podia falar assim, mas não poderia repreender-la por falar a verdade.
- Não sei se terá sucesso desta vez.
Na noite anterior Amu pensou na possibilidade de Ikuto estar interessado em Lulu, mas pela forma que agia na presença da jovem e a falta de paciência para manipulações lhe dizia o contrario. Se a Sra. Morcerf pensasse sobre o convite perceberia que não incluía Lulu, mas possivelmente fariam algo para incluir a filha no passeio amanhã.
Amu já havia visto muitas vezes Lulu atrair os homens com um estalar de dedos, mas não sabia se conseguiria esse feito com Ikuto, com certeza não seria fácil.
- Isso é maravilhoso! – exclamou Ami, rindo. – Deve ser mais esperto que os homens que cortejam Lulu.
- Sim, ele sempre foi muito atento.
- Como o conheceu?
- Era órfão e vivia com o tio. Minha mãe era prima da esposa do tio dele e fomos morar em um chalé da propriedade. Ikuto e eu éramos um... Espécie de aliança entre renegados.
- Por que era renegado? Digo, ele é um Conde agora.
- É estranho – concordou Amu – Não era tratado como um futuro Conde. Não imaginava que viria a acontecer até que ouvi que herdou o título. Seu avô era doente e vivia em Bath e o tio de Ikuto era o tutor. O jeito que todos agiam... Achava que era o tio dele o herdeiro do título e depois Tadase, o filho dele. Kazuomi Hotori cuidava da propriedade do pai e todos agiam como se ele fosse o dono.
- Por quê? – perguntou Ami.
- Era um tirano. Todos tinham medo dele. Havia pessoas que eram boas com Ikuto, mas não na frente de Ikuto. Agora entendo a razão, ele sabia que era Ikuto que iria herdar o título e isso devia irritá-lo muito o fato de ter que mandar as propriedades para Ikuto e ter-lo de chamar de Milorde.
- Era burro, não seria melhor tratar ele bem? Talvez não tivesse perdido tudo quando Lorde Tsukiyomi herdasse o título.
- Tio Kazuomi não era desse jeito. Para ele era tudo ou nada. Ele tinha que estar no comando. Julgava a propriedade sua e odiava Ikuto por lembrá-lo que nada era dele – Amu deu de ombros – De qualquer jeito, morreu há muitos anos.
- Parece ter sido um homem horrível – comentou Ami.
- Era. Fiquei feliz de estar na Europa com a minha antiga patroa quando ele morreu, então não precisei aparecer no enterro. Seria falso apresentar minhas condolências.
- Se Lorde Tsukiyomi é seu amigo, acho que gostarei dele. Caso não caia de quatro por Lulu
- Aham – concordou Amu – Acho que seria difícil eu continuar gostando dele caso isso acontecesse
Ami começou a falar do livro que acabava de ler e Amu ouvia apenas parte do que dizia. Estava ocupada tentando achar um vestido descente para usar no passeio do dia seguinte. Seria uma tarefa impossível, todos seus vestidos eram cinza, azul-escuro e marrom, escolhido pela durabilidade e praticidade para lhe dar uma aparência de dama de companhia.
Amu pensou que não conseguiria aparecer na manhã seguinte com uma aparecia desalinhada, portanto na noite pegaria seu melhor chapéu e costuraria nele o ramo de cerejas que havia sido tirado, quanto ao vestido nada restava a não ser acrescentar algumas rendas.
Pensou na triste imagem que ficaria sentada ao lado de Lulu, que estaria usando seu melhor e mais belo vestido e o novo chapéu. Não pode evitar ficar com ciúmes. Passou sua vida toda do lado de pessoas com mais posses que ela. Sempre considerou sua riqueza era a boa saúde, a aparência razoavelmente atraente e a habilidade de conquistar seu próprio caminho no mundo sem depender da caridade dos outros como sua mãe. Tinha alguns e importantes amigos. Essas coisas não eram as mais valiosas que alguém poderia conseguir.
Mas dessa vez não pode evitar a raiva em pensar que Lulu ficaria intrometendo-se num momento só seu. A moça chata ficaria falando e flertando com Ikuto e estragaria o passeio. E nada havia o que pudesse fazer.
Na manhã seguinte, Lulu já estava pronta e sentada na sala de estar com as faces vermelhar de excitamento. Os olhos brilhavam e as faces rosadas, Amu tinha que admitir a deixavam adorável. O chapéu que comprou no dia anterior era espetacular e ressaltava ainda mais a beleza da garota.
Quando Ikuto foi anunciado alguns minutos mais tarde e entrou na sala seus olhos pararam nas figuras de Lulu e a mãe.
- Sra. Morcerf. Srta. Morcerf
Em seguida olhou para Amu e viu seu sorriso amarelo no rosto.
- Amu, já está pronta?
- Sim – Amu levantou-se e olhou Lulu que também tinha se levantado.
- Milorde – disse Lulu, com um sorriso encantador e caminhou na direção dele, estendendo-lhe a mão – Estou pulando de emoção. Seu coche é alto? Ficarei assustada se for – deixou escapar uma risada, convidando-o a dividir seu divertimento do tolo medo feminino.
Ikuto a olhou sem tomar-lhe a mãe e apenas disse:
- Desculpe-me Srta. Morcerf deve ter algum mal-entendido. Meu convite para esta manhã foi para a Srta. Hinamori.
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