Amor e Conquista
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Cá estamos com o ultimo capítulo de Amor e Conquista!
Espero que gostem, e boa leitura!
Capítulo 32
De seu quarto Amu conseguia ouvir o burburinho que vinha do imenso salão da mansão de Londres dos Tsukiyomi. Já havia se passado quase um ano desde a ultima vez que tinha adrentado em um salão de baile. Ela era a dama de companhia, e agora uma Condesa. O casamento com Ikuto era o assunto mais discutido pelas linguas viperinas das fofoqueiras de Londres. Para incrementar ainda mais o fato era a morte repentina de Tadase e a internação de Yukari.
Olhou-se no espelho, Matsumoto fazia milagres e mágicas com seu cabelo como sempre. A empregada sorriu, incentivando-a.
— Vamos Amu-san, todos estão anciosos por ver-la.
— Estão é para ver quem conseguiu aguarrar o Conde Tsukiyomi.
A empregada sorriu.
— A Senhora está maravilhosa. O Patrão a espera lá em baixo.
Amu deu um sorriso resignado.
Quando a apareceu a condesa no alto da escadaria de mármore que baixava da galeria, propagou-se por todo o salão de baile murmúrios diverso.
Sob os reluzentes candelabros estava reunida a flor e nata da aristocracia londrina a presenciar sua entreda em sua sublime sociedade. Ao receber o convite, muitos tinham voltado a toda pressa de suas casas de campo para abarrotar as estreitas ruas com suas carruagens de quatro portas e carruagens de cidade.
Desde a morte da última condesa, mãe de Ikuto, não tinha havido nenhuma grandiosa recepção na casa, e todos estavam quase tão ansiosos por jogar um olhar à legendária mansão como para a esposa do notório Conde.
O que não resultou em uma decepção, nem um e nem outro.
O salão era tão imenso que não dava lugar aos sufocantes calores e empurrões tão correntes na maioria deste tipo de reuniões. O chão sob seus pés resplandecia, e seu delicado aroma de cedro encerado se mesclava com os perfumes das damas. A luz das velas cor de rosas sustentadas por castiçais encostados às paredes complementava maravilhosamente a agradável luminosidade que jogavam as dos candelabros.
Mas todas essas luzes pareceram empalidecer ante a deslumbrante beleza da mulher que estava no alto da escadaria.
Tinha recolhidos, sobre a cabeça, seus aveludados cabelos rosa em um coque frouxo sujeito por um diadema de pérolas. Do coque escapavam uns quantos cachos que acentuavam a luminosidade de seus olhos e as arqueadas sobrancelhas. As sardas lhe salpicavam as bochechas como brilhantes moitas de ouro em pó. A próxima noite tanto as senhoras mais velhas como as belas jovens se dariam ao laborioso trabalho de reproduzir esse efeito polvilhando a pele com pós dourados.
Sua esbelta figura estava muito bem servida por um vestido de corte alto de seda branca realçado por uma sobressaia de tule do mais puro verde mar. Suas mangas bufantes e a borda do vestido estavam adornadas por fitas alternadas de cetim e renda. Seu branco pescoço só estava adornado por uma muito fina correntinha de prata que desaparecia sob o decote do corpete, deixando à imaginação que jóia fantasticamente cara levaria oculta.
Ikuto estava perto de uma das portas de vidro bebendo champanhe e conversando com Fujisaki quando se elevou o rouco murmúrio pelo salão. Virou-se para ver o que acontecia então viu sua mulher no alto da escada.
Sua graça ultrapassava com muito a uma simples camponesa, como as mulheres maldosas a chamavam. Seus olhos brilhavam com um toque de desafio tranqüilo e seu queixo elevado a feita muito mais sedutora a seus olhos.
Mesmo que não houvesse nenhuma necessidade, posto que Amu já tinha captado a atenção de todos os olhos, um empregado avançou um passo e cumpriu seu dever de anunciá-la:
– Sua Graça, a Condesa Tsukiyomi.
Enquanto Amu descia os degraus sob o avaliador olhar dos mais elegantes da sociedade, um só pensamento ocupava sua mente: o de gratidão porque já tinham saído de moda os aros, assim não tinha que se angustiar pensando que poderia tropeçar com um e cair rodando pelo o resto dos degraus.
E não lhe falharam os pés, até que viu seu marido ao pé da escada, esperando-a. Seus cabelos azuis como safiras formavam um deslumbrante contraste com seu fraque negro e os babados brancos engomados da frente de sua camisa. Embora seus olhos estivessem sombrios, essa esquiva covinha paquerava com sua bochecha.
– É tradição que o baile se inicie com a convidada de honra – disse-lhe, estendendo a mão.
Amu pôs sua mão enluvada na dele e se deixou levar ao centro da pista. Interpretando bem o sinal, os músicos iniciaram um minueto.
Amu jamais tinha considerado o minueto uma dança particularmente apaixonada, mas cada vez que se encontrava cara a cara com Ikuto e pegava ligeiramente suas mãos, a expressão que via em seus olhos fazia palpitar mais rápido o seu coração. Dançaram como deveriam ter feito em seu café da manhã de bodas, seus passos medidos não menos tenros e eróticos que os do baile em sua cama a noite anterior. Quando soou a última e delicada nota, Amu estava tão sem fôlego como se houvessem dançado um reel escocês.
Ainda não acabava o caloroso aplauso quando chegou correndo até eles uma jovem de cabelos loiros, cujos volumosos seios ameaçavam saltar do decote do seu vestido.
– Vossa graça – ronronou, fazendo uma reverência que aumentou o perigo de saltar os seios.
– Ah, lady Yuu, certo? Espero que seu marido se encontre bem.
– Acompanhou-a esta noite? – Perguntou-lhe.
– Bem, meu Nikaidou está na cama com um forte ataque de gota. – Fez um bonito beicinho. – Suponho que esse é um dos riscos de se casar com um homem mais velho. Com freqüência tenho que atender sozinha as minhas necessidades.
Lady Yuu, era a antiga Utau Hoshina. Que depois de algum tempo de Amu ter cido demitida foi encontra por sua mãe em um canto recluso atracada aos beijos com Sir Yuu. Ela tinha cido o motivo mais recente das fofocas, que somente tinham cessado pela sua baixa importancia na sociedade londrina. O casamento dela com um simples e velho Sir apenas aumentou a raiva de Lady Hoshina para com Amu, que de acordo com sua opinião tinha roubado o homem que estava apaixonado por sua bela filha.
– Que lástima. Em realidade, esperava ansiosa para lhe saudar. Já lhe apresentaram a minha esposa?
Lady Yuu fez uma fria inclinação de cabeça para a Amu.
– Como vai, vossa graça. Ouvi muito sobre você. Em toda a Londres não se comenta outra coisa que seu vertiginoso noivado – disse, injetando suas palavras com a maior maldade que se atreveu.
– O que não me surpreende – disse Ikuto – Fofocas nas mais altas cúpulas, não é?
– Alguns poderiam chamá-lo acaso, mas eu o chamo destino. Tudo se deve a uma debutante perdida. Depois que entrei em um salão de baile qualquer, foi a primeira que reconheci. Tenho que confessar que me encontrei bastante a sua mercê.
Embora Amu continuasse sorrindo, colocou o pé sobre o seu e apertou com força.
– Não lembro ter ouvido nenhuma reclamação nesses momentos.
– Pelo contrário. O dia mais feliz de minha vida foi aquele em que ela aceitou se casar comigo.
Amu o olhou batendo as pestanas.
– E como poderia ter resistido a uma proposta tão eloqüente e romântica?
Ele entrecerrou ligeiramente os olhos.
–Não é à toa que tenhamos dado assunto às línguas fofoqueiras, verdade, carinho? Quem podia pensar que o cruel Pirata rico acabaria entregando seu coração a um anjo?
Levando a mão de Amu a seus lábios depositou nela um terno beijo.
As mulheres que tinham estado ouvindo a conversação não se incomodaram em reprimir um suspiro de inveja. Quando um dos maridos se atreveu a olhar para o céu pondo os olhos em branco, sua mulher lhe golpeou o braço com seu leque.
Lady Yuu franziu a boca como se tivesse comido algo terrivelmente amargo.
– Se me desculparem acredito que prometi o próximo baile ao visconde Fujisaki
– O céu o ampare – murmurou Ikuto, observando seus exagerados meneios ao se afastar.
– Ikuto não precisava ter falado daquela maneira.
Ikuto riu.
– Pareceu uma das fofoqueiras.
– E você uma esposa ciumenta.
– Eu sou uma esposa e muito ciumenta quando uma beldade quase mostra suas partes para você.
– Por isso que digo que só me importam as suas partes.
Amu ficou vermelha.
– Seu tolo.
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Já era bem passada a meia-noite quando partiram os últimos convidados da Casa Tsukiyomi. O baile e o jantar formal que o seguiu foram proclamados um sucesso retumbante. A principal diversão chegou quando a viscodessa mãe Fujisaki levantou a tampa de uma fonte e descobriu debaixo a um gordo gatinho negro mordiscando o frango que continha. Acreditando que era um rato, a roliça viúva lançou um chiado e desmaiou
Como de costume, o galante anfitrião da festa já era a fofoca nos salões de Londres, todo mundo falava dele. Mas desta vez não foi o conde, nem sua fortuna nem sua entrada na sociedade que captaram a imaginação para a fofoca, foi sua comovedora adoração por sua formosa e jovem esposa.
Embora não fosse moda dançar toda a noite com a própria esposa, ele recusou firmemente se afastar de seu lado. Entre dança e dança, ia a apresentando a seus convidados, favorecendo os seus encantados ouvintes com a dramática história de seu primeiro encontro e cortejo. Durante o jantar fez um brinde em sua honra, com tanta ternura e eloqüência que até a insuportavel Lady Hoshina se viu limpar uma lágrima. A pobre lady Yuu se sentiu tão curvada pela emoção da raiva que partiu logo em seguida.
Enquanto os músicos guardavam seus instrumentos e os lacaios apagavam as velas dos castiçais e candelabros, Amu passeou pelo salão, desejando que o baile tivesse continuado toda a noite, ou eternamente. Uma eternidade seria pouco tempo para passá-lo desfrutando do carinho com que brilhava os olhos de Ikuto, de seu quente contato.
Quando haviam se retirado para o quarto. Amu estava um tanto insegura de como contar. Estava em frente a penteadeira enquanto tirava as pequenas perolas de seu elaborado penteado.
– Ikuto o que você acha sobre ter filhos?
– Acho que seria o homem mais feliz da Inglaterra. Por que da pergunta?
Amu nada mais disse apenas dirigiu-se ao lado de Ikuto que estava sentado na beira da cama. Ikuto tinha uma expressão duvidosa no rosto, quando Amu pegou sua mão e colocou sobre seu ventre.
Ikuto quando percebeu, abriu o maior dos sorrisos.
– Desde quando sabe? – Perguntou-lhe Ikuto
Brotou uma lágrima de um olho de Ikuto, que desceu pela bochecha até Ikuto a secar-la.
– Suspeitei há quase uma semana, mas só tive a certeza esta manhã, quando vomitei o café da manhã em minha bacia para me lavar e quase fiz saltar a cabeça da pobre Matsumoto com um grito, sem nenhum motivo. Pareceu-me que a pobre estava a ponto de chorar.
– Posso mudar minha resposta?
– Sobre oque?
– Tenho certeza que sou o homem mais feliz de todo o mundo
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Seis meses depois a Casa Tsukiyomi tinha um herdeiro. Depois que Ikuto foi para o lado de Amu e estava certo de que tudo tinha ocorrido bem, lhe foi entregue seu filho pela parteira. Ele sorriu com alegria quando segurou o bebê pela primeira vez e viu a si mesmo nas características de seu filho, mas sem sombra de dúvidas seu filho tinha os grandes olhos brilhantes da mãe.
Ikuto riu quando o bebê bocejou e colocou a lingua para fora para ele em saudação e exclamou para Amu o que ele tinha acabado de fazer.
– Parece que ele já tem seu temperamento.
Ela brincou fazendo Ikuto rir.
– Ele é muito bonito não é Amu?
– Isso por que se parece com o pai também
Amu sorriu.
Depois de algum tempo privado na cama juntos admirando a criança que tinham gerado Amu não conseguia mais ficar acordada, apesar de ter lutado durante algum tempo. Tudo o que ela queria fazer era olhar o quão bonito era ver pai e filho juntos. Ikuto a beijou carinhosamente e fez o que podia para seu conforto antes que ela finalmente adormecesse. Enquanto ela dormia, ele passou alguns minutos segurando a mão dela e, silenciosamente, agradecendo a Deus por sua eposa e a entrega segura de seu filho.
Ele então levantou da cama e cuidadosamente levantou o bebê de seu lugar de descanso ao lado de Amu. Parecia muito natural para ele segurar um bebê. Sua anciedade por carregar um ser tão pequeno rapidamente desapareceu. Ele balançou seu filho suavemente durante alguem tempo então caminhou até a janela. A lua havia acabado de sair de trás das nuves e Ikuto sorriu enquanto pensava nos momentos com Amu desde que tinham se reencontrado, e quantos acontecimentos tinham acontecido desde aquela noite.
– Eu tenho uma história para te contar Aruto Tsukiyomi. Uma história de como você veio nascer aqui.
Ikuto começou seu conto. Amu só acordou brevemente e viu o marido iluminado pelo céu da noite de pé perto da janela segurando seu filho enquanto ele gentilmente acariciava seus cabelos macios. Ela voltou a dormir com um sorriso nos lábios enquanto Ikuto contava a história de como o orgulhoso pai de Aruto e sua bela mãe se apaixonaram.
– Há muito tempo atras...
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Olá Minhas Leitoras Kawaii do Kokoro!
Agradeço de coração a Novata_Love e a AliceMorcerf pelas maravilhosas recomendações!
Agradeço também as fofas leitoras da listinha abaixo de deixaram reviews na história, que são graças aos incentivos que esta história chega ao final.
Irei colocar todos os reviews em dia, Okay?
Para finalizar... Leia You’re Perfect For Me – Minha fic “nos tempos atuais” também de Shugo Chara. Aguardo todas vocês lá
Beijos, Rise-chan
MarianaArmelin
Midnight Angel
carol_teles
Lady Dya
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