Amor e Conquista
25 Capítulo 25
Notas iniciais
O primeiro do ano *-*
Sem mais o que falar/digitar boa leitura, nos vemos nas notas finais!
Capítulo 25
Na manhã seguinte, Amu e Ikuto foram a cavalo ao vilarejo onde morava a Sra. Nelliel. Amu acordou com dor de cabeça, por ter chorado até pegar no sono. Mas, o sol e a brisa suave, com Ikuto ao seu lado, descobriu que seu mal-estar tinha desaparecido juntamente com suas preocupações.
Caminharam como sempre faziam. Amu imaginou como era possível sentir-se tão à vontade na companhia de Ikuto e ao mesmo tempão tão excitada pela simples proximidade dele.
O marido deu um sorriso e Amu sentiu-se como se fosse derreter. A risada dele a enchia de felicidade e a fazia pensar em algo engraçado para que ele continuasse a sorrir. Quando ele colocou o braço em sua cintura para a ajudar a descer do cavalo, sentiu um arrepio percorrer todo seu corpo.
A Senhora Nelliel os recebeu na porta com um grande sorriso, os chamando para entrar, logo trazendo o chá.
— Desculpe-me, por favor. Não podemos demorar — declarou Amu. — Eu queria só... tenho algo que quero perguntar sobre minha mãe.
— Claro querida — falou a senhora, guiando-os para sentarem-se na cadeiras da sala de visitas. — O que querem saber?
Amu hesitou, sem saber como tocar no assunto, enquanto isso a mulher a olhava com expectativa.
— A Sra. Yukari, contou ontem... bem, disse que minha mãe e o Sr. Kazuomi...
Amu não precisou terminar a frase, quando viu nos olhos da Sra. Nelliel encheram-se de indignação.
— Ah, a Sra. Hotori! Aquela mulher! Sua mãe sempre foi educada e gentil com ela, mesmo como a forma que prima a tratava. — Os olhos da mulher encheram de lágrimas, tentando disfarçar-las — Mesmo assim, sua mãe nunca respondeu à altura.
— Então a Sra. Hotori falou com minha mãe sobre as suas suspeitas?
— Ela agrediu com palavras como se fosse culpa da Sra. Hinamori. Como se fosse culpa dela a forma como aquele homem nojento a tratava.
— Kazuomi? — falou Ikuto pela primeira vez. — Meu tio?
— Sim! — A Sra. Nelliel quase vomitou a palavra. — Ele era o demônio em pessoa. Quando penso no modo como usava a Sra. Hinamori, como abusava dela e...
— Sra. Nelliel — interrompeu Amu, pegando as mãos da mulher — Está dizendo que o... Sr. Kazuomi... forçava minha mãe?
— Não fisicamente, talvez, mas a forçava de qualquer forma. Ela não queria nada com ele, mas não podia se negar. Tinha de fazer aquilo para que você não vivesse na pobreza.
— Então... Ela teve mesmo um caso com ele?
A expressão da ex-criada endureceu. Os olhos duros e frios.
— Não culpe sua mãe, minha criança. Ela estava apenas tentando sobreviver. Tinha medo dele. Odiava as visitas. Tinha nojo do toque dele. Nunca teve outro homem para ela alem do seu pai. Mas, se não cedesse a Kazuomi, iria para rua, sem ter como sustentar vocês.
Amu concordou com a mulher. Eram poucas as chances para uma mulher viúva pobre com uma criança. Mesmo os empregos que Amu conseguiu durante sua vida não poderiam ser para alguém com uma criança. Lembrava a maneira que a mãe se mostrou com medo do futuro nas semanas depois da morte do marido. A forma que caminha de um lado para o outro, chorando, e o alívio que sentiu quando Kazuomi Hotori chegou.
Lembrava do choro que não parava da mãe enquanto a abraçava e dizia que tinha sido salvas. Amu imaginou se no momento a mãe sabia o preço eu pagaria a ele pelo abrigo... ou se tinha descoberto depois de mudarem-se para a cabana.
— Meu Deus! — falou Amu, cobrindo a face com as mãos.
— Ela fez tudo aquilo por você— continuou a Sra. Nelliel — Não pense mal dela.
— Claro que não — interrompeu Ikuto — A culpa é do meu tio. Todos sabemos disso — E passando a mão pelo ombro da esposa — Obrigado, por nos contar o que Amu precisava saber. Temos que ir agora.
A Sra. Nelliel com o rosto repleto de preocupação acompanhando Ikuto e a esposa em direção à porta, nada falou, apenas os seguindo em silêncio.
Depois de ajudar Amu a subir no cavalo, foram em direção da Casa Tsukiyomi.
O dia que a pouco tempo parecia tão lindo e alegre, agora parecia tristemente melancólico para Amu. Tinha dificuldade em manter qualquer pensamento. Queria chorar, mas engoliu o choro segurando as emoções, prometendo a si mesma que somente deixar-se-ia chorar quando estivesse sozinha.
Mas, a medida que aproximavam-se da Casa, Ikuto diminuiu a velocidade do cavalo. Amu somente o seguiu, a cabeça ainda tão confusa pelas descobertas, demorou alguns minutos para perceber que o marido a levava a cabana onde viveu quando criança.
Sentiu o corpo parar, prestes a gritar que não queria ir lá, alcançaram a arvore que ficava ao redor da pequena casa. Parecia tão familiar. Sentava-se na mesma arvore para ler e logo atrás dela ficava o jardim onde brincava com suas bonecas. Lá estava a janela que olhando a paisagem.
Descobriu, surpresa que era exatamente aquele o lugar onde precisava estar naquele momento. Os dois pararam por alguns minutos olhando ao redor. As árvores que tinham envolta da casa tinham crescido e as janelas mal apareciam pelo mato. Parecia abandonada e, mesmo Amu achando nunca ter gostado do lugar, ficou triste ao vê-lo naquele estado.
— Eu devia ter mandando alguém cuidar da cabana
— Ikuto quebrou o silêncio. — Não deveria estar com essa aparência. Ordenarei que cuidem do jardim e limpem a casa.
Amu lhe voltou um sorriso triste.
— Obrigada, mas acho que ela não tem muito sentido
— Tem porque ter sentido.
—Eu gosto desse lugar. — Amu o olhava surpresa, percebendo o olhar ele continuou — Era aqui que eu vinha para fugir daquela casa grande e fria. Era aqui onde você vivia e eu a vinha visitar. A Sra. Nelliel sempre tinha um pote de doces e me dava um prato deles. Sua mãe, sorria e dizia que eu estava mais alto a casa dia, igual como minha mãe dizia. — Ele deu um sorriso melancólico.
Em uma atitude impulsiva, Amu estendeu a mãe e tocou a dele
— Ikuto, eu não sabia...
Ele apertou-lhe a mão.
— Pode parecer idiota, mas era um refúgio para mim, um lugar onde me sentia feliz.
— Queria que tivesse sido assim para ela — disse Amu, pensativa.
— Sinto muito
Amu balançou a cabeça negando.
— Não é sua culpa. Aquele homem que acabou coma vida de todos. Com certeza Tadase seria uma pessoa mulher melhor se tivesse tido outro pai.
Os dois desceram dos cavalos e Ikuto os amarrou em uma árvore. A porta da cabana estava emperrada e ele teve que empurrá-la até abrir.
Dentro o leve cheiro de mofo contaminava o lugar. Os móveis estavam cobertos por lençóis. Ikuto passou pela sala, abrindo cortinas e destrancando as janelas para que o ar pudesse entrar. Amu enquanto caminhava escorregava os dedos pelo papel de parede do corredor, relembrando a infância.
— Sempre pensei que minha mãe era triste por causa da morte de meu pai... que durante todos aqueles anos lamentava a morte dele.
— Com certeza ela o fazia,
— Sim, mas só agora vejo o quanto foi triste toda a sua vida. Sabia como ela odiava Kazuomi, mesmo que me fizesse sorrir e ser educada com ele.Podia sentir a força que ela coloca nos dedos quando me trazia à presença dele. Deve ter sido tão difícil para ela... e pensar que eu ficava emburrada com ela por não se mostrar feliz! — As lágrimas antes guardadas inundaram os olhos. Amu colocou as mãos sobre o rosto tentando ocultar as lágrimas que escorriam abundantemente dos olhos. — Ela se sacrificou por mim! Virou escrava dele para eu tivesse em lugar para morar, ter boas roupas e educação, e eu ficava chateada por ela não sorrir e brincar comigo!
— Ela te amava — afirmou Ikuto, a puxando nos braços e a aconchegando ao peito — Fez o melhor que pode para que pudesse feliz e eu sei que ela não gostaria que ficasse se culpando por isso.
As mãos dele lhe acariciavam as costas de maneira confortante e Amu enterrou a face ao peito largo, entregando-se ao choro. Lamentava por tudo que a mãe passou e pela criança que tinha sido, sempre pedindo a ela ser a mãe que tinha antes do pai morrer.
Aos poucos o choro parou, mas Amu continuou entre o calor e a segurança dos braços do marido. Do ar sensual e do desejo que ele espalhava. Corou de leve, envergonhada pelo tipo de pensamentos que tinha enquanto ele apenas a consolava. Por desejá-lo mesmo quando pensava tanto na mãe. Mas, não podia mentir e ignorar o calor que se espalhava por todas as células do seu corpo , queimando-o.
Sem pensar, roçou a face na dele, fazendo a mão de Ikuto congelar em suas costas. Por um momento ambos pararam, indecisos. Podia ouvir a respiração pesada dele junto ao seu ouvido. Sentia as batidas acelerados do coração contra a própria face.
Com um movimento lendo, Amu afastou-se o suficiente para olhar-lo nos olhos. O desejo que viu estampado neles lhe roubo o ar. Ikuto a queria tanto quando ela o queria. Seria um erro esconder o que os dois sentiam.
E colocando-se a ponta dos pés, ela tocou-lhe os lábios com os seus.
Notas finais
Deixem reviews, façam uma autora idiota feliz!
Beijos, Lady.
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