Amor e Conquista
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Era e ainda é tanta coisa pra fazer nessa reta final do colégio, que não tive tempo de escrever, e falto a criatividade...
Espero que gostem, como não tive tempo de revisar, qualquer coisa avisem!
Boa leitura!
Capítulo 22
Um silêncio seguiu o comentário de Hisagi antes de Ikuto falar.
— Tadase tinha tantos inimigos assim?
— Conhecia-o bem. O que acha?
— Tadase podia ser bem ... é ... desagradável — concordou Ikuto. — Mas seria o suficiente para alguém matá-lo?
— Talvez algumas pessoas não necessitem de muitos motivos para isso — disse Hisagi.
— E quanto ao senhor? — perguntou Amu. O homem lhe voltou um olhar surpreso.
— Está perguntando se o matei? — Antes que ela pudesse responder, continuou: — A resposta para sua pergunta é não. Mas quanto ao fato de estar aborrecido com ele, é verdade. Tadase me traiu.
— Como? — quis saber Ikuto.
— Vendendo-me um cavalo de corrida inútil. Mas, inferno! O homem se dizia meu amigo! E então, vendeu-me um campeão que sabia estar estropiado. Diabos! — E, voltando-se para Amu. — Desculpe-me, milady.
— Então ele lhe vendeu um cavalo machucado? -questionou Ikuto.
— O animal se encontrava em prefeitas condições quando o vi aqui pela primeira vez. Estava visitando Tadase e encantei-me pelo garanhão. Fiz uma oferta, mas ele não se mostrou interessado em vender. Meses depois, em Londres, Tadase disse-me que havia decidido colocar o cavalo à venda, pois estava precisando de dinheiro. Claro que concordei em comprar... o animal era um espécime espetacular. Porém, a primeira vez que montei o cavalo, percebi que algo havia acontecido ao animal. Obviamente Tadase negou tudo, alegando que nada ocorrera. Uma mentira!
— Era sobre esse assunto que estavam discutindo ontem à noite?
— Discutindo? — Hisagi parecia surpreso.
— Percebi que o senhor e Tadase estavam tendo uma conversa alterada enquanto dançava — explicou Amu. — Não parecia amistosa.
— E não era. Tadase tentava colocar a culpa em mim. Imagine! — O homem lhes lançou um olhar indignado. — Como se eu fosse um idiota! Foi por isso que vim até aqui... sequer sabia sobre o casamento — afirmou Hisagi com um sorriso amarelo. — Não queria impor minha presença a vocês. Pensei que talvez, se falasse com Tadase, ele caísse em si. Afinal, não se trai um amigo.
Amu achava que não era certo trair ninguém, mas evitou o comentário.
— Suponho que Tadase tenha se recusado a lhe devolver o dinheiro que pagou pelo cavalo — interveio Ikuto.
— Sim. E mais de uma vez.
— Deve ter ficado furioso — comentou Amu, compreensiva.
— É verdade. Não estou em excelente condição financeira também. Poderia ter usado o dinheiro que paguei pelo animal para outro fim. Tadase podia ter ao menos dito que usou a quantia para pagar uma dívida ou coisa parecida. Porém usou para fazer outra aposta no jogo. Ele não conseguia parar. Estava obcecado.
Aquela era uma característica comum entre os amigos de Tadase, pensou Amu. Muitos cavalheiros destruíam suas fortunas em mesas de jogo.
— Em que ele apostava? — indagou Ikuto.
— Em qualquer coisa — replicou Hisagi em tom suave. — Corrida de cavalos, carteado, lutas de boxe... o que encontrasse pelo caminho. Certa vez, apostou em uma corrida entre ratos com Maguri Tsujimiya. É óbvio que no fim perdeu tudo. Estava devendo a uma multidão... não só agiotas, mas a cavalheiros também.
— Foi a única pessoa que Tadase traiu?
— Claro que não. Penso que o fez com outras pessoas antes de tentar com um velho amigo. Pedia emprestado como louco.
— De quem?
— De qualquer um tolo o bastante para lhe emprestar dinheiro. O cunhado, por exemplo. Sempre recorria a Sir Kukai primeiro, por causa da proximidade familiar. Ele emprestou centenas e centenas de guinéus* com o passar dos anos e Tadase nunca lhe devolveu um centavo. Porém, acho que o cunhado parou de lhe fazer empréstimos. Ele estava furioso com Lady Utau.
— Por que Tadase a introduziu no mundo da jogatina? — quis saber Amu.
Hisagi anuiu.
— Como sabe? Tadase fez isso durante algum tempo para pagar as próprias dívidas com as casas de jogos. Trazia-lhes otários para serem tosquiados e em troca tinha seus débitos perdoados ou recebia mais crédito.
— Então ele traía os amigos nesta época também? Hisagi deu de ombros.
— Bem, a maioria era nova na cidade para acreditar que Tadase os levaria ao jogo honesto. Mas suponho que lady Utau não pensou que o próprio irmão fizesse aquilo com ela. Ou talvez se achasse protegida. Sir Kukai não economiza dinheiro com a esposa. A princípio ela ganhava... é assim que eles agem. Porém mais tarde começou a perder. Ouvi dizer que acabou com a própria fortuna. Foi por isso que vieram passar a temporada no campo. Ao menos é o que se diz em Londres.
Amu e Ikuto trocaram um olhar cúmplice. As palavras de Hisagi confirmavam o que ela escutara na discussão entre Tadase e o cunhado. O homem permaneceu em silêncio por algum tempo, enquanto comia o presunto, parecendo pensativo.
— Acho que ele tomou dinheiro de Utau também — disse Hisagi por fim.
— O que quer dizer com isso?
— A última vez em que o vi, quando da compra do cavalo, Tadase deixou escapar que a irmã estava lhe emprestando dinheiro. Fiquei surpreso... depois de tudo que ele fizera para Utau, mas Tadase afirmou que era melhor ela lhe dar dinheiro do que o marido ficar sabendo de seus segredos.
— E que segredos eram esses? — inquiriu Ikuto.
— Não sei ao certo. Tadase não me contaria. Ele sempre... descobria algo sobre as pessoas, coletava informações que poderiam envergonhá-las e usava isso contra elas. Geralmente para conseguir dinheiro.
— Que ser humano desprezível! — exclamou Amu. Hisagi lhe lançou um olhar de dúvida.
— Fez isso com a senhora também?
— Não. Porém, acho que não teria hesitado se soubesse de algo que pudesse usar contra mim. Jamais gostei dele, mas não imaginei que foi pelo caminho da chantagem.
— Ultimamente ele estava pior. Mais desesperado por dinheiro do que nunca.
— Por quê? — indagou Ikuto, inclinando-se à frente, com expressão interessada.
— Bem, talvez por sua causa.
— Por minha causa? Por pensar que eu o expulsaria daqui?
— Não estou certo. Talvez sim. Porém acho que os credores estavam apertando o cerco em torno dele. Antes de o senhor aparecer, muitos achavam que ele iria herdar a fortuna da família quando o pai morresse. Nem todos, lógico. Alguns sabiam que a linhagem vinha de seu pai, milorde. Os afortunados. — Fez uma pausa antes de acrescentar: — Não eu.
— Realmente — murmurou Amu. — O senhor me surpreendeu.
— Oh, bem, tenho um certo capital, sabe, mas nunca fui afeito aos livros ou assuntos como árvores genealógicas ou coisa parecida.
— Tadase espalhava a notícia de que pretendia herdar a fortuna? — questionou Ikuto.
— Não era bem assim — explicou Hisagi. — Era o modo como se referia a Casa Hot... a Casa Tsukiyomi e como dirigia este lugar. Agia como se fosse herdá-lo algum dia. Porém, quando o Lorde morreu e todos descobriram que não era Tadase o sucessor, mas sim uma pessoa que ninguém conhecia... bem, muitos ficaram preocupados quanto ao dinheiro que lhe haviam emprestado. Sequer sabiam se o teriam de volta. Sendo assim, começaram as cobranças.
— Ah, compreendo.
Hisagi levou à boca a última fatia de presunto e tomou um gole do chá.
— Bem... — Bateu de leve no estômago para indicar que estava satisfeito. — Tem uma excelente comida, mi-lorde.
— Obrigado, Sr. Hisagi. Espero que fique desfrutando de nossa hospitalidade por algum tempo.
— É mesmo? — indagou o hóspede lançando-lhe um olhar surpreso. — Pensei... bem, desde que não me conhecem e já que era amigo apenas de Tadase... bem, que fosse mais adequado que partisse o quanto antes.
— Bobagem — retrucou Ikuto, dando com um sorriso. — Sinto-me honrado com sua presença aqui.
— Sendo assim — disse Hisagi, sorrindo. — É muito generoso de sua parte. Afinal, haverá o funeral de Tadase. Terei de prestar minhas condolências. E, bem, Londres não está muito confortável para mim. Também estou tendo dificuldades em manter os credores longe da minha porta... ainda mais agora que não reaverão o dinheiro que emprestaram a Tadase.
Seguro de que Ikuto estava feliz em tê-lo como hóspede, o Sr. Hisagi deixou a sala, com ânimo renovado.
— Parece estar lidando muito bem com a tristeza pela perda de Tadase — comentou Ikuto em tom seco.
— Sim. Ao que me parece, a indignação do Sr. Hisagi quanto à traição de Tadase só se justifica no que dizer respeito a ele.
— Acho que podemos concluir que o amigo de Tadase não é um homem de moral corrupta — acrescentou Ikuto. — Porém pergunto-me se ele seria capaz de matar Tadase, ainda mais quando isso não o beneficiaria em nada.
— Ele parece do tipo que age apenas em benefício próprio — concordou Amu.
— É possível que o Sr. Hisagi não nos tenha contado a verdade sobre sua vinda até aqui... ou ao menos toda a verdade.
— Tem razão. E a ânsia em nos contar os motivos que os outros tinham para repudiar Tadase é um tanto suspeita. Não me parece do tipo assassino, mas acho que ainda não podemos excluí-lo da lista. — Com um profundo suspiro, Amu se ergueu. — Por menos que me agrade, tenho de providenciar os preparativos para o funeral de Tadase, e por certo haverá muito o que fazer. Preciso verificar como estão Yukari e Yaya e ver o que posso fazer para lhes abrandar a dor. E, claro, temos de descobrir quem matou seu primo.
— Amu... — chamou Ikuto, erguendo-se ao mesmo tempo que ela. Havia um tom de advertência na voz dele. — Não se esqueça de que alguém nesta casa matou Tadase e pode não gostar do fato de você ficar fazendo perguntas. Por favor, não faça isso a não ser em minha presença.
— Tenho de falar com todos, de qualquer modo —disse Amu. Mas, acrescentou, ante a expressão de alarme do marido
— No entanto, terei cuidado em não dizer nada que preocupe o assassino.
Pela expressão de Ikuto, era óbvio que ele não acreditara em suas palavras. Pensando assim, disparou pela porta sem lhe dar tempo para posteriores objeções.
Passou o resto do dia tentando manter os trabalhos domésticos sob controle. Os criados — como todos na casa — pareciam bastante agitados. Pratos foram quebrados e objetos derrubados. Amu percebeu que as empregadas pareciam trabalhar em dupla, o que expressava de maneira óbvia o medo que sentiam de ficar sozinhas na casa.
Não ajudou muito o fato de o policial do vilarejo passar a maior parte do dia interrogando toda a criadagem. Ele foi quase indiferente quando questionou Amu, e aceitou de pronto a afirmação de que Ikuto estivera com ela durante toda a noite depois de deixarem a festa. Mas toda aquela atenção a preocupou, pois parecia que o policial não estivesse disposto a investigar a fundo nenhum membro da família Hotori e pretendesse se concentrar apenas no ferreiro, sem se esforçar em procurar a verdade.
A julgar pelo tipo de pessoa que fora Tadase, o ódio do assassino fora direcionado a ele, o que não colocaria em risco nem um outro membro da família. Ainda assim, compreendia o sentimento de insegurança que rondava a casa
As providências quanto ao funeral ficaram todas por conta de Amu, bem como receber os visitantes que vinham prestar condolências, já que a mãe e a esposa de Tadase não saíam de seus quartos.
Amu foi visitar Yaya e a encontrou sentada, ainda trajando a camisola de dormir, o olhar perdido na janela. Voltou-se quando Amu entrou e forçou um sorriso.
— Vim saber se precisa de algo — declarou Amu, entrando no quarto e sentando em um banco próximo à cadeira de Yaya.
A esposa de Tadase balançou a cabeça em negativa.
— Trouxeram-me algo para comer, mas não consegui me alimentar... Sou uma pessoa desprezível.
Amu imaginou se a jovem não estaria prestes a confessar que matara o marido, mas limitou a dizer:
— Tenho certeza que não é verdade.
— Mas é verdade — insistiu Yaya. — Não consigo chorar a morte dele. Gostaria muito de poder fazê-lo. Juro que tentei, mas não fui capaz. — A jovem se inclinou à frente, lançando um olhar sincero.
— Meu marido está morto e eu... sinto-me aliviada. — Yaya levou a mão à boca, cobrindo-a como a conter os sentimentos que acabara de expressar. Amu não sabia o que dizer. Era capaz de compreender perfeitamente por que uma pessoa casada com Tadase se sentia daquela forma.
— A mãe dele está sofrendo terrivelmente — continuou ela em tom de voz baixo.
— Percebi que a criada que esteve aqui esperava ter me encontrado em prantos também. Você veio para tentar me confortar, mas eu... — E deixando escapar um longo suspiro, ergueu o olhar para a janela.
— Quando conheci Tadase, pensei estar diante do homem mais belo que jamais conhecera... os cabelos loiros e aqueles olhos maravilhosos. Tão sofisticado e sutil. Tinha tanta experiência. Viu tantas coisas. — Os olhos da jovem viúva brilharam ante as recordações e o tom de voz se tornou quase alegre.
— Não conseguia acreditar que ele tinha me escolhido entre tantas jovens da corte. Havia acabado meus estudos recentemente e nunca viajara ou fizera outra coisa. Tadase dedicou-me tanta atenção que minha mãe preveniu-me para ser cautelosa quantos às intenções dele. Teria dançado três valsas** comigo naquela noite se minha mãe não tivesse me proibido de fazê-lo.
— Soa muito romântico — comentou Amu, esperando não deixar que a próprio nojo por Tadase aparecesse em sua voz.
— E era — concordou Yaya, os lábios curvados em um tênue sorriso
— Quando ele me propôs casamento, senti que era a jovem mais feliz da Inglaterra. — E então o sorriso morreu.
— Porém, ele se arrependeu.
— Não, Yaya... — interveio Amu, incapaz de protegê-la da tristeza.
Porém a jovem balançou a cabeça, devolvendo um olhar agradecido.
— E muito gentil, mas é verdade. Sei disso. Outro dia... quando Lorde Tsukiyomi contou sobre a esposa do ferreiro...
— Sinto muito que tenha escutado aquilo — afirmou Amu, tomando nas suas a mão de Yaya.
— Não foi a primeira vez que aconteceu. Já tinha ouvido boatos e comentários por parte dos criados. Eu sabia. A própria mãe dele afirmou que o filho nunca deveria ter se casado comigo.
Amu trincou os dentes.
— Não deve levar em conta o que Yukari diz. Ela é... bem, consegue ser bastante cruel em seus comentários. Não tem nada a ver com você. Ela jamais consideraria ninguém bom o suficiente para o filho. Quando éramos crianças, Yukari o venerava.
— Isso é verdade — concordou Yaya. — Acho que até hoje o faz, embora algumas vezes Tadase fosse bastante desagradável com ela. Vivia lhe pedindo dinheiro e, muitas vezes, quando Yukari negava, ele se irritava com a mãe. Lembrava que, do jeito como ela prezava as aparências, não iria querer que o próprio filho acabasse na prisão e manchasse o nome da família. E a olhava com de um jeito que me surpreendia Yukari não o batesse. Mas ela nunca o fez. E de vez em quando, dava-lhe dinheiro ou alguma jóia para que vendesse.
— Então, como vê, não pode levar a sério as palavras de Yukari.
— Mas aquele também era o pensamento de Tadase. Não me achava inteligente o bastante para ele. Considerava-me uma tola. Nunca me levou a Londres e quando pedi... — Naquele instante, as lágrimas até então contidas banharam seus olhos.
— Ele me disse que eu o envergonharia. Que seus amigos iriam me considerar uma caipira.
Amu foi assolada por uma onda de compaixão pela jovem. Por certo, Yaya seria mais feliz sem Tadase, mas seu futuro não seria dos mais promissores. Com base no que escutara nas últimas semanas, Tadase estava falido e não lhe deixaria nada. Ikuto, sem dúvida, permitiria que ela vivesse ali sem que se sentisse uma parente agregada, mas ainda assim, Yaya saberia que aquela era sua condição.
Amu se ergueu e se ajoelhou diante dela, fitando-lhe a face. Em seguida, cobriu as mãos da jovem com as suas.
— Conheci Tadase desde criança e sei que era perfeitamente capaz de ser cruel com a mãe. Não é de bom-tom falar mal dos mortos, mas a verdade é que ele nunca falava a verdade. Não pode levar a sério o que seu marido lhe dizia. Provavelmente não queria ter uma esposa em Londres. — E, lançando-lhe um olhar sincero.
— Os erros de Tadase não são responsabilidade sua. E eu... bem, acho bastante compreensível que não consiga chorar sua morte. Por mais lamentável que seja dizer, acho que ninguém nesta casa o fará, com exceção da mãe.
Yaya a fitou, pesarosa.
— Sei disso e é triste. Contudo, lhe agradeço as palavras de conforto. Fizeram-me sentir... melhor — dizendo isso, apertou a mão de Amu e lhe ofereceu um sorriso.
— Agora... acha que pode comer algo? — indagou Amu levantando. — Posso mandar trazer uma refeição bem quente, se desejar.
— Sim, talvez eu consiga. — Outra vez Yaya sorriu. — Obrigada.
Amu deixou o quarto, refletindo que seria difícil considerar aquela jovem uma assassina. Ao mesmo tempo em que tinha sérias razões para repudiar o marido, parecia lamentar mais a perda do antigo amor do que revoltar-se contra Tadase e estava inclinada a culpar-se pelo fracasso do casamento.
Havia a possibilidade de Yaya estar representando em benefício próprio, mas se fosse o caso, por que não fingia estar arrasada pela morte do marido em vez de se referir às mazelas de seu casamento?
Amu tocou a campainha para chamar a criada e lhe ordenou que levasse uma refeição frugal ao quarto de Yaya.
— Veja se a convence a dormir um pouco, sim? Após a partida da criada, Amu seguiu para o quarto de Yukari. Apesar do relacionamento inconstante entre ambas, não poderia se abster de lamentar pela mulher. Por certo, era a única pessoa em toda aquela casa a sentir de fato a morte de Tadase.
Amu bateu à porta, esperando que a senhora a dispensasse, mas depois de algum tempo a voz de Yukari soou lá de dentro.
— Entre.
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* Guinéus: moeda antiga inglesa ** A valsa na época que é ambientada a história, eu uma dança que só poderia ser dançada, após se apresentar na corte, ou seja com mais de 16/17 anos. Era considerada ousada pela proximidade que implica entre os corpos das pessoas que dançavam. A bailar uma valsa era aceitável, duas já mostrava que o homem tinha interesse na moça (para casar, provavelmente, mudava pelas circustâncias) e três já era extremamente impróprio, ousado e ultrajante.
– mais informações vide Wikipédia, pois a autora está com sono e sem paciência para pesquisar.
Notas finais
Bjs Lady.
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