Amor e Conquista
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Estou empolgada por este capítulo, pois o próximo vai ser bem diferente, e atenderá a pedidos de algumas pessoas...
Boa leitura e nos vemos nas notas finais!
OBS: O espaço em branco é o que separa a parte "hot" da fic, que não interfere muuuuuuuuuito do decorrer da fic, então leiam se somente gostarem deste tipo.Créditos a parte destacada a Jy-chan que teve todo o trabalho de escrevê-lo :D
Obrigada pela ajuda!
Ikuto abriu a porta do quarto de Amu e a levou para dentro, seguindo-a. Não conseguia encará-lo por temer que o semblante traísse o que estava sentindo. Desejava-o. Ansiava que o marido a tomasse nos braços e lhe enchesse a face de beijos. Queria ser a esposa de Ikuto no sentido literal da palavra. Porém não estava certa do que ele queria, e por aquele motivo, sentia-se com medo.
Lançou um olhar à cama e o desviou. Parecia que tudo naquele quarto a lembrava das possibilidades que agora estava pensando.
Atrás dela, Ikuto abriu a garganta. Voltou-se para olhar-lo.
O que viu não a encorajou. Tampouco serviu para atenuar-lhe os receios. Aquele homem parecia ter se transformado em um estranho. A face impenetrável. Os olhos azuis, que se alternavam entre calorosos, divertidos ou predadores, não transpareciam qualquer emoção.
Ele deslizou o olhar pelo aposento, cruzando as mãos atrás das costas. Parecia, pensou Amu, um professor, decidindo o castigo que iria aplicar ao aluno. Tentou desesperada encontrar algo para dizer, que os trouxesse de volta à amizade habitual. O que primeiro lhe veio à mente foi Tadase e a cena que ocorrera instantes atrás, porém aquilo não os relaxaria.
— Foi uma bela cerimônia — comentou Amu, por fim.
— Sim. E o jantar estava... delicioso.
Ikuto a fitou, sentindo-se tolo e tenso. Amu era bela e ele a desejava com toda força de seu ser. Pensara desesperadamente em algum modo de tomá-la nos braços e fazer amor com ela sem quebrar a promessa que fizera, mas aquilo era impossível. A sedução seria uma forma mais gentil do que exigir os direitos conjugais, mas estaria fazendo o que jurara não fazer do mesmo modo.
Havia piorado as coisas lhe mostrando o quão bruto poderia se tornar. Embora soubesse que Amu não tinha nenhuma simpatia a Tadase, não a agradara ver a festa de casamento ser estragada por uma briga— e sendo o marido um dos envolvidos! Devia ter sentido repulsa por seu comportamento. Não poderia dar-lhe certeza de sua natureza animalesca, levando-a para a cama e quebrando a promessa que fizera. Não suportaria que Amu expressasse desilusão ou desapontamento em relação a ele.
— Bem... hã... — Ikuto fez um gesto em direção à porta que conectava os quartos. — Vou para meu quarto agora. Desejo-lhe uma boa noite.
Amu anuiu, entorpecida. Sentia um certo alívio em não ter que decidir se dormiria ou não com Ikuto, porém percebeu que o primeiro sentimento foi de decepção. Teria se enganado quanto aos sinais de desejo e luxúria que identificara no marido? Ele sequer queria levá-la para a cama? Fora tão tola a ponto de se preocupar em como iria reagir quando a beijasse?
— Sim, claro. Boa noite — respondeu ela, sentindo um aperto na garganta.
Observou-o se encaminhar à porta e escancará-la. Com um aceno de cabeça, Ikuto entrou no próprio quarto, fechando a porta. Naquele momento, Amu se deixou afundar na cadeira a seu lado.
Então aquilo era tudo, concluiu ela, com os olhos marejados de lágrimas. Aquela seria sua vida de casada — Ikuto distanciado e alheio a ela. Teria de se contentar com a amizade entre ambos, sem esperar o amor e proximidade de um verdadeiro casamento. Ele lhe prometera filhos se aquela fosse sua vontade, mas Amu sabia que nunca lhe faria tal exigência. Não suportaria tê-lo daquela forma fria e sem amor. Em breve, Ikuto procuraria prazer em outro lugar e só lhe restaria a velhice e a solidão, sem filhos e sem conhecer a paixão carnal.
De repente, parecia-lhe que, a despeito do conforto e segurança que tinha através do casamento, fizera uma péssima barganha.
Desamparada, ergueu-se e tocou a campainha para chamar a criada. O elegante vestido de seda que usara Como traje de casamento, possuía uma carreira de pequenos botões na parte traseira, que tornava impossível a tarefa de removê-lo sozinha. Se fosse uma noiva como as outras, o marido teria se encarregado daquela função com todo o prazer.
Mikako, a empregada, adentrou o aposento alguns minutos depois, sorrindo. Diligente, começou a desabotoar o traje delicado repleto de laços e fitas. Conversava excitada, enquanto auxiliava Amu a se livrar do vestido.
— Oh, Srta.... devo dizer, milady. Não está nervosa? Oh, o Lorde é um homem tão belo. Alto e forte...
Amu lhe devolveu um sorriso superficial. Os comentários da jovem estavam lhe dando nos nervos. Estava consciente dos ruídos que vinham do quarto contíguo. Imaginou o que ele estaria fazendo. Talvez estivesse se despindo também. A visão dos dedos longos e ágeis desabotoando a camisa se formou em sua mente. O modo como ele retiraria a camisa, passando a mãos pelos cabelos que sempre lhe caíam na testa. Amu sentiu os dedos se encresparem, ansiando tocar a mecha dos cabelos azuis . Sabia como deslizariam por sua pele e conhecia o olhar agradável que ele lhe lançaria de soslaio.
Recriminou a si mesma por pensar daquela forma. Tinha de aceitar a vida como ela se mostrava. Seria aquilo de fato o que o futuro lhe reservava? O simples pensamento parecia por demais doloroso.
Ela se sentou, permitindo à criada retirar os prendedores dos cabelos e escová-los. Bloqueou da mente a tagarelice da jovem e observou o próprio reflexo no espelho. Não seria bela o suficiente? imaginou. Seriam seus cabelos rosas muito lisos, espessos e comuns? Ou a face sem graça, com as sobrancelhas muito retas, nariz e lábios graciosos, porém não deslumbrantes? Se possuísse as maçãs do rosto salientes, os olhos grandes e a boca carnuda de Rima, Ikuto se sentiria mais atraído por ela? Teria ficado em seu quarto?
Obrigou-se a interromper aquela linha de pensamento. Ikuto prometera manter o casamento de ambos em nível platônico porque desejava apenas ajudá-la. Pensava em seu bem-estar e que aquela união fosse suportável para ela. Era ignominioso de sua parte interpretar a generosidade e delicadeza de Ikuto como repulsa.
Ainda assim, uma pontada mesquinha de dúvida lhe assombrava a mente — se ele a desejasse de verdade, não teria sido tão fácil afastar-se.
A criada deu um passo atrás, fitando-a de cima a baixo.
— Está deslumbrante, milady. O Lorde será um homem afortunado esta noite.
Em seguida, soltou uma risadinha pela própria audácia e, curvando-se em leve mesura, precipitou-se em direção à porta. Amu se voltou e examinou o aposento, sem saber o que faria. Não se sentia inclinada a dormir.
Ajustando a faixa do penhoar à cintura, caminhou até a mesa onde se encontrava o livro que estivera lendo nos últimos dias. Sentou-se e o abriu, porém o largou sobre o colo, inclinando a cabeça para trás e fitando a parede oposta.
Ouviu passos no quarto de Ikuto e por instantes seu coração disparou ante a possibilidade de ele estar se encaminhando à conexão entre os quartos. Porém os passos se afastaram e, no momento seguinte, escutou a porta do aposento de Ikuto que dava para o corredor bater. Ele havia saído.
Amu escutou as passadas do marido abafadas pelo carpete do corredor com os olhos marejados de lágrimas.
Empertigando-se, forçou-se a voltar a atenção à leitura. Tentou se concentrar nas frases escritas, sem obter êxito. Ouvia pessoas caminharem pelo corredor de vez em quando e ansiou escutar a porta do quarto do marido se abrir e fechar outra vez.
Passado algum tempo, ouviu o som pelo qual estava esperando. Apurou os ouvidos, tentando identificar os ruídos, enquanto ele se movia pelo aposento, dizendo a si mesma que estava fazendo papel de tola.
Com um profundo suspiro, ergueu-se e dirigiu-se à cama, desatando o penhoar e o deixando escorregar pelos ombros. Em seguida, o atirou na extremidade da cama e deslizou para dentro das cobertas.
De repente, a porta que conectava os quartos se abriu com um barulho que a fez dar um salto. Girou para encontrar Ikuto parado à entrada de seu quarto. O coração de Amu pareceu querer saltar pela garganta, onde sua voz ficara presa. limitou-se a encará-lo.
Não havia como duvidar do desejo estampado no rosto de Ikuto — o formato sensual dos lábios carnudos, o olhar predador e enigmático. Com algumas passadas, ele atravessou o quarto e quando a alcançou, segurou-lhe os braços puxando-a para si. Amu podia sentir o hálito de conhaque e imaginou que ele estivera no andar térreo, talvez trancado em seu escritório, bebendo. Os olhos azuis a fitavam, penetrantes, e os dedos longos lhe apertavam o braço, fazendo-a sentir-se um tanto amedrontada, porém ainda mais excitada.
— Não consigo parar de pensar em você — murmurou ele. — Fico imaginando-a aqui, tão próxima de mim, dormindo nesta cama, e não sou capaz de ter sono. Minha mente não consegue se concentrar em outra coisa que não você.
— Ikuto... — suspirou Amu, derretendo ante aquelas palavras.
— Não quero um casamento assim. Desejo-a em minha cama.
~♥~
Com um único e preciso movimento, Ikuto a puxou contra a parede sólida do próprio peito e tomou-lhe os lábios, possessivo. As mãos fortes se enterraram na massa de cabelos sedosos, as pontas dos dedos lhe pressionando o couro cabeludo, mantendo-lhe a cabeça inerte, enquanto os lábios famintos a devoravam.
Amu deslizou os braços em torno do pescoço largo, erguendo-se nas pontas dos pés, moldando o corpo ao dele. Um desejo avassalador a engolfou, fazendo-a pressionar os quadris contra a rigidez dos de Ikuto. A boca, ávida, correspondendo com igual intensidade. Sentia os seios inchados e pulsantes, ansiando pelo toque masculino, o que a fez roçá-los contra o peito musculoso. Apenas o fino tecido da camisola e da camisa de Ikuto separavam a pele de ambos. Quando Amu se moveu, os mamilos enrijeceram de pronto ante a fricção abrasiva. Recordou os dedos de Ikuto a acariciá-los, o que só fez aumentar o desejo que sentia.
As mãos delicadas procuraram, aflitas, os botões da camisa de Ikuto, porém o tremor quase a impedia de executar a tarefa. Ele a afastou um pouco para lhe segurar a camisola e em seguida a escorregou pela cabeça de Amu, deixando-a nua. Surpresa, ela se descobriu despudorada e tomada por uma onda avassaladora de calor. Deleitava-se com o fogo que emanava do olhar de Ikuto ao fitá-la despida.
Ele arrancou a camisa, deslizando-a apressadamente pelos ombros e soltando uma imprecação quando a peça de roupa se prendeu em seus punhos pelas abotoaduras. Deixou-a pender dos braços, tão ávido se encontrava por tocá-la. As mãos fortes lhe cingiram a cintura, puxando-a um pouco mais para a frente e inclinando a cabeça em direção aos seios fartos. Beijou-lhes a superfície, deslizando pela extensão alva e macia. Os lábios macios possuíam a textura de veludo contra a pele de Amu, enviando fagulhas elétricas por todo o corpo, quando lhe tomaram os mamilos rijos, fazendo-a soltar um gemido de prazer.
Nada a preparara para aquilo — o calor, o tinir do excitamento, a avidez que a engolfava, exigindo alívio, enquanto o próprio corpo ansiava por prolongar aquelas sensações para sempre. A língua quente e experiente traçava o contorno do mamilo, fazendo-o ainda mais rígido e extremamente sensível e quando os lábios de Ikuto rumaram para o outro seio, o toque do ar frio na pele úmida do seio a excitou ainda mais.
A umidade crescia entre as pernas de Amu, onde parecia o centro da conflagração que a consumia. As mãos másculas deslizaram pela cintura delgada, descendo para se espalmarem nas nádegas torneadas. As pontas dos dedos longos se cravando em sua pele e a puxando contra a excitação do corpo masculino, enquanto os lábios carnudos cobriam um dos mamilos, sugando-o e estimulando-o com o movimento da língua
~♥~
Amu gemeu, perdida no próprio desejo. As mãos delicadas se enterraram nos cabelos azuis e sedosos, apertando-se contra a nuca larga. Suspirando, pronunciou o nome de Ikuto, sentindo-se imergir em um mar de paixão.
E então, em algum ponto da casa, uma mulher soltou um grito horripilante.
Notas finais
Obrigada a todas que deixam reviews, as autoras fantasmas, que sei que estão aqui :D
Estou feliz por ter passado dos 100 reviews *--* e espero muitos mais!
Beijos a todas e até o próximo capítulo.
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