Amor e Conquista
6 Capítulo O6
Notas iniciais
Nos vemos lá em baixo.
Boa leitura!
Capítulo O6
O queixo de Lulu caiu diante da resposta, e Amu precisou apertar os lábios para não cair na gargalhada.
A Sra. Morcerf que olhava a cena chocada se recuperou mais rápido que a filha.
- É... Bom,... Nós presumimos que foi um convite generalizado. Pois é não é certo um cavalheiro e uma dama passearem sozinhos na cidade em uma carruagem.
Ikuto olhou para a mulher mais velha.
- Fico feliz que se preocupe tanto com a reputação da Srta. Hinamori, mas Senhora creio que é perfeitamente aceitável já que é uma carruagem aberta e também pequena, possuindo apenas espaço para duas pessoas. Por isso meu convite foi apenas para Amu.
A Sra. Morcerf não conseguia dizer nada e apenas o ficou olhando. Ikuto aproveitou a oportunidade e ofereceu o braço a Amu, que rapidamente caminhou até ele. Não iria perder tempo e dar a patroa à chance de se recuperar e impedi-la de ir.
Pelo jeito Ikuto pensava do mesmo jeito, pois atravessou o caminho depressa até a porta e depois até seu coche amarelo mal dando a chance de Amu admirar-lo, antes de ser empurrada para dentro dele. Tomando as rédeas do cocheiro, Ikuto sentou-se ao lado de Amu.
- Que mulher insuportável! – exclamou ele, puxando as rédeas e deixando o veículo em movimento.
Amu deu uma risada de prazer por ter acabado com os esquemas da Sra. Morcerf. Com certeza, enfrentaria a raiva da patroa quando voltasse, mas agora não se importava. Era maravilhoso estar com Ikuto, “liberta” pela próxima hora, circulando em um veículo que era a sensação do momento e tendo a bela vista da agitação de Londres. Amu ajeitou o chapéu, apertando o laço à altura do pescoço e encarou o amigo com um sorriso nos lábios.
Ikuto retribuiu o sorriso.
- Como foi parar na casa daquelas duas? Amu deus de ombros.
- Não é fácil arrumar um emprego de dama de companhia. As pessoas geralmente querem alguém mais velho e menos... Bem...
- Menos atraente? – Ikuto arriscou um palpite. Amu lanço-lhe um sorriso atravessado.
- Bem, muito obrigada, senhor. – Realmente estaria flertando com Ikuto? De jeito nenhum, mas, não se incomodava com isso. – Na verdade, iria dizer mais bajulador e servente,
Ele deixou escapar uma risada.
- Já vi que não mudou nada. Não consigo imaginar você seguindo alguém cegamente. De onde tirou essa idéia de dama de companhia?
- Pareceu o caminho mais normal, depois de ter vivido com Utau e tia Yukari todos aqueles anos – respondeu Amu – Eles me mandaram terminar meus estudos junto com Utau – Ainda conseguia lembrar-se da felicidade da mãe pela oportunidade da filha que, naturalmente não poderia pagar. Mas, nunca soube realmente o motivo da generosidade dos Hotori – Eles precisavam de alguém para cuidar de Utau e garantir que não se metesse em problemas. O que não foi fácil. Ela virou uma mulher tão idiota como quando era criança. E depois que terminamos os estudos, Utau fez um tour pelo continente. A guerra já tinha terminado. Então, de novo, e a acompanhei e achei que já fosse experiente. Sabia tudo sobre arrumar malas, ouvir entediantes conversas e bajular as pessoas.
- A tia Yukari a dispensou? – perguntou ele em um tom de voz perigoso.
- Ah, não. Eu poderia ter ficado. Mas, sabia que ela não gostava de mim, mas gostaria da minha ajuda no debut de Utau. E não queria ser alvo das fofocas sobre ter jogado uma pobre moça sozinha no mundo. E com a morte de mamãe, não tinha mais razão continuar ali. Acho que tia Yukari ficou feliz com a minha decisão.
Amu não falou que Tadase havia mudado de tática quando ela cresceu. Em vez de lhe puxar os cabelos, começou a tentar encurralá-la nos cantos da biblioteca para roubar-lhe um beijo ou passar a mão pelo seu corpo. Aquela perseguição foi definitiva para deixar a Casa Hotori. Tia Yukari, pensou, suspeitava de algo, mas estava convencida do contrario. E até mesmo acusou Amu de perseguir o filho.
- Então tia Yukari escreveu uma carta de recomendação para mim e me estabeleci por conta própria. Demorou até que me contratassem para tomar conta da mãe idosa – E também não contou que aquele emprego terminou quando o patrão bêbado certa noite apareceu em seu quarto tentando tomar liberdades com ela – Após um tempo encontrei a Sra. Kazuya e foi um tempo muito agradável.
Ikuto franziu a face.
- Não gosto desse seu emprego na casa da Sra. Morcerf
- Nem eu – concordou Amu – Mas, é o preço que pago por querer ser independente. Pelo menos é tudo estritamente comercial. Não dependo da caridade de ninguém.
Ikuto manobrava o veículo pelas estreitas ruas enquanto conversavam. Tinham alcançado o caminho que levava ao Hyde Park, onde tinha menos movimento e podiam relaxar e desviar a atenção dos cavalos. Ele olhou Amu.
Ainda ficava surpreso toda a vez que a olhava. Sabia que ela estaria mais velha, naturalmente, apesar de ter reconhecido a criança no rosto feminino. Mas, de certa forma, era embaraçoso ver a mulher na qual ela se transformara. O doce rosto familiar de criança transformara-se em uma beldade.
Não das beldades pálidas e insípidas como a filha da Sra. Morcerf, a qual achava terrivelmente chata. A beleza de Amu não ficava apenas nos vastos cabelos rosa, sempre presos em um coque na nuca, apesar de ser o tipo de cabelo que gostaria de deslizar os dedos com luxúria. Nem nas feições bem delineadas de seu rosto. A beleza m dela brilhava em seus olhos caramelos e no sorriso que lhe curvava os lábios, mostrando inteligência e forte personalidade. E também em varias outras coisas que tornavam Amu uma mulher única.
Ele a conhecia e ao mesmo tempo não, e achava aquela combinação extremamente atraente. Olhando-a por um momento, Ikuto sentiu um repentino desejo de se inclinar e beijar os lábios macios, para descobrir o gosto que tinham.
Os olhos deles tornaram-se escuros e precisou de uma enorme força de vontade para resistir àquela tentação. Ele desviou o olhar para a paisagem ao redor por alguns instantes, diminuindo o momentâneo desejo que se dominou dele. Afinal, não poderia ter esse tipo de sentimento em relação à Amu.
Ela era sua amada companheira de infância. A garota que lhe deu os únicos momentos de calor e amizade depois da morte de seus pais. Tentou desesperadamente encontrá-la ao voltar à Inglaterra, mas somente por ser sua amiga, quase irmã. Ele a amava tanto, mas era um amor puro, sem complicações, uma amizade profunda, uma memória da infância.
Ainda sim, ali estava Amu, não apenas uma lembrança, mas sim uma mulher bastante atraente, e o sentimento que acabara de invadi-lo não era uma devoção infantil e sim o desejo de um homem para com uma mulher.
Aquilo o surpreendeu. Sem duvida, se qualquer outro homem expressasse aquele sentimento em relação à Amu, lhe daria uma lição brutal.
O inesperado desejo não podia ser mostrado, Amu confiava nele e nunca poderia tirar vantagem disso, por menor que fosse. Muitos o consideravam perverso e sem escrúpulos, e ele mesmo admitia que não fosse um homem bom. Entretanto, jamais faria algo que pudesse mudar os sentimentos de Amu em relação a ele.
Ainda mais, tirando a importância de não ferir os sentimentos dela, não poderia manchar a honra da amiga, pois estava sozinha no mundo. Seria muito fácil manchar o nome de uma moça sem família para proteger-la. E o único apoio era ele agora, mas a ligação de seu nome e sua reputação poderia prejudicar-la ainda mais.
Ikuto sabia, portanto, que jamais poderia prestar qualquer atenção especial, sem causar um escândalo envolvendo o nome da jovem. Não poderia visitá-la com freqüência e nem chamar-la para dançar mais de uma ou duas vezes. Teria sido bem mais correto, admitiu, ter trazido a chara da Srta. Morcerf com eles. Aquilo teria desviado a atenção de Amu para Lulu e ele, para falar a verdade, estava pouco se lixando do que falariam sobre a moça. Mas, fora egoísta que quis Amu só para si, pelo menos daquela vez.
Notou os vários olhares observadores na direção dele e estava certo de que a roda de fofocas logo começaria se perguntado sobre a mulher vista na companhia de Lorde Tsukiyomi no parque. Teria que evitar sair no público com Amu pelo menos durante duas semanas, se inteligente nem visitá-la por alguns dias. Ikuto detestava agir de acordo com os trâmites da sociedade, mas não poderia manchar a reputação da amiga.
Quando olhou Ikuto, Amu percebeu a mudança na expressão dele. A forma como o olhar caia involuntariamente em seus lábios. E o ar ficou parado em seus pulmões, enquanto o estomago se apertava. Ele estava perto de beijá-la.
E de repente ele desviou o olhar. Amu relaxou não muito segura se era de alivio ou desapontamento. Na verdade, não tinha certeza de nada que estava acontecendo. Será que confundira o brilho no olhar de Ikuto?
Não. Não estava enganada. Durante um segundo ele a desejou e algo dentro dela correspondeu. Não podia negar aquela resposta, nem o calor que a invadiu e espalhou fagulhas por todo seu corpo. Foi tão rápido e sutil quanto um pensamento. Instinto, sem duvida.
Ela o olhou de esguelha. Ele agora olhava a paisagem á frente. O queixo erguido. Gostaria de saber o que Ikuto estava pensando. O que sentia. Será que se arrependeu do impulso involuntário? Com certa tristeza, concluiu que sim. Por que razão tinha se virado tão rápido?
E aquilo a machucou. Afinal, se ele sentiu um repentino desejo por ela, visivelmente tinha se arrependido. Ikuto estava certo, é claro. Mesmo que um dia foram amigos, no presente era uma mulher que ele jamais cortejaria ou pensaria em se casar. A diferença entre eles era enorme. Tudo o que poderia esperar dele era a amizade de qualquer tipo de desejo estragaria tal sentimento.
Ele estava correto e, se aquilo feriu seu orgulho teria que superar. Não queria que ele a tivesse beijado, lembrou para si. Era agora um estranho depois de todos os anos de separação. Ela estava muito mais madura e pratica para dar importância o amor adolescente que um dia teve por ele.
E fosse o que fosse, pensou, era dona da sua vida e emoções. Um beijo seria inadequado e estava feliz que Ikuto não havia cedido ao impulso.
Mas, não conseguia negar a presença de Ikuto com tanta intensidade. O calor do seu corpo, seu tamanho. Sua presença quase magnética ao lado dela. Olhou o rosto masculino, perfil forte. O único toque suave era dos cílios espessos.
Ikuto deve ter notado o olhar fixo sobre si, pois se virou em sua direção. Amu desviou depressa, sentindo o rosto vermelho. Odiaria que ele a achasse atrevida.
Os olhos de Amu, então, fixaram-se nas fortes mãos de Ikuto enquanto dirigia as rédeas. Lembrou-se do toque quente e forte daquelas mãos em sua cintura enquanto dançavam.
Alguma coisa naquela lembrança a deixara sem ar.
A brisa acariciou-lhe a face rubra e fez algumas mechas de seus cabelos voarem. Amu sentia como se a pele estivesse mais sensível que o normal, mais viva e quente do que o sol.
Ela depositou as mãos no colo e fitou-as. Ikuto a acharia extremamente chata se continuasse ali sentada sem dizer uma palavra.
Passaram por uma carruagem ocupada por duas damas que lhes lançaram olhares raivosos. Amu estava certa de que naquela noite toda a sociedade estaria falando que Lorde Tsukiyomi passeara com uma dama desconhecida no parque e que ela era sem graça e malvestida.
— Todos comentarão sobre você, sabia? — disse ela. — Causará uma grande fofoca o fato de estar em companhia de uma moça que ninguém conhece.
Ikuto deu de ombros.
— Sempre falam de mim. Ou, pelo menos, é o que as pessoas me contam. O bom de tudo isso é que nunca ouço as fofocas. — Ele a fitou. — Isso a incomoda?
Amu sorriu para ele.
— Oh, não. Como disse, eles não saberão quem sou. E mesmo que soubessem como você mesmo disse, não darei ouvidos aos rumores. O que me preocupa é o que a Sra. Morcerf dirá quando eu voltar.
— Talvez eu devesse voltar com você. Se eu passar alguns minutos com aquela moça idiota, talvez melhore o humor da senhora.
— Não. Não pediria tal coisa. — Amu sorriu. -Tenho certeza de que vai ter que conversar com ela muitas e muitas vezes... Quer dizer, se pretender evitar-me de novo. — Ela parou, notando que, sem querer, havia sido bastante ousada, presumindo que ele iria continuar a visitá-la. — Desculpe-me. Eu o coloquei em uma posição delicada. Tia Yukari sempre dizia que eu tinha a língua solta.
— Bobagem. Acho sua espontaneidade fascinante. E é claro que a visitarei mais vezes... Mesmo que tenha que agüentar as mulheres da família Morcerf.
— Não venha muitas vezes — avisou-o Amu.
Ele ergueu uma sobrancelha com um olhar maroto.
— Acha minha presença tão chata assim?
— Não — Amu se apressou a falar — Claro que não. Mas a Sra. Morcerf e Lulu o convencerão de que está loucamente apaixonado por ela se me visitar com freqüência.
— Nem pense nisso — respondeu ele. — Apesar de... Bem eu poderia usá-la como artifício. Dessa forma, sua reputação não seria maculada se a visitasse com freqüência.
Amu sentiu uma pontada de ciúme ao pensar em Ikuto fingindo namorar Lulu.
— Sim, mas teria que propor casamento a Lulu ou então seria considerado um rude.
Ikuto deu de ombros.
— Já me chamaram de coisas bem piores. Na verdade, já fiz coisas bem piores.
— Se pensa assim, é por que nunca passou um dia em companhia de Lulu.
Ikuto deu uma risada.
— Ah, Amu, fico tão feliz que não tenha se transformado em uma dessas mulheres reservadas e estúpidas.
— E eu fico contente de poder conversar com alguém, com quem não precise segurar a língua.
— Acredito que metade do que diz na casa dos Morcerf não seja nem mesmo compreendido.
— Não. Lulu tem uma irmã muito inteligente. Chama-se Ami e não consigo imaginar como nasceu naquela família.
— Existe um Sr. Morcerf?
— Oh, sim, mas ele teve o bom senso de permanece em Yorkshire durante a temporada de Lulu.
— Talvez seja dele que Ami ganhou a inteligência.
— Tem razão — respondeu Amu, sorrindo.
Continuaram a conversar animados enquanto atravessavam o parque. Passaram por várias pessoas, algumas em veículos, outras cavalgando. Estava na moda cavalgar pela manhã, apesar de poucos terem condiçõesde acordar cedo após as várias noitadas. Algumas pessoas cumprimentavam Ikuto ou falavam com ele. Outras esperavam ser notadas e receber um cumprimento dele.
— Um grande número de pessoas parece querer conhecê-lo — comentou Amu.
— É incrível o quanto um título pode tornar a gente popular — retrucou-o.
— Oh, é preciso mais do que um título. Dinheiro, talvez.
Mais uma vez ele soltou uma risada. Nenhum dele estava ciente de como a curiosidade das pessoas com relação à identidade de Amu era aguçada pelos olhares; que ele lhe lançava.
— Cínica — disse Ikuto. — Não sabe que deveria! Protestar, dizendo que são minhas boas qualidades que os outros admiram?
— A experiência me ensinou que a maioria das pessoas nunca admira as boas qualidades — retrucou Amu. — E estou certa de que nenhuma dessas pessoas as conhece.
— Tem razão. Acho que você foi sempre minha única amiga.
— O que não lhe valeu grande coisa. Se bem me lembro, nunca fui capaz de defendê-lo contra nenhuma punição.
Ele deu de ombros.
— Ninguém poderia, ainda mais uma menina de 10 anos. Meu destino foi selado no dia em que meu pai e minha mãe morreram.
— Seu avô poderia ter tomado conta de você. Ou pelo menos interessar-se por sua sorte.
— O único interesse dele era nas dores que sentia reais ou imaginarias. Ele e meu pai tinham brigado. Não me lembro de tê-lo visto ou recebido sua visita antes da morte de meus pais. A primeira vez que me lembro dele foi ao funeral de meus pais, e em seguida ele me deixou aos cuidados de tio Kazuomi. E considerando as informações que recebia a meu respeito, duvido que tenha tido alguma vontade de me ver.
— Isso não é desculpa — insistiu Amu.
Ele a fitou com uma expressão indecifrável no olhar.
— Acho que não se lembra de mim como eu era. Você era uma amiga melhor do que eu merecia.
— Bobagem — retrucou Amu. — Sei que não era um santo. Quase sempre vivia emburrado, era malcriado com a professora e às vezes tirava sangue do nariz de Tadase.
— Ah, então você realmente se lembra.
— Sim. Lembro também que poucas pessoas mereciam ter o nariz quebrado como Tadase. Ele era um menino odioso que se tornou um homem de mau caráter. E a Srta. Kisaki não era apenas rígida. Era injusta. Talvez você devesse ser menos duro com Utau. Ela não era de fato má, acho. Apenas idiota. Mas como poderia deixar de odiar seu tio? Era um homem terrível. Quando soube que ele havia morrido, não tive o menor sentimento de pesar.
— Nem eu. Será que somos dois vilões?
— Acho que não. Apenas humanos.
— Você não sabe o que mais eu fiz — lembrou-o com expressão triste. — Ficamos muitos anos separados.
Amu fitou-o diretamente nos olhos e viu refletido neles, como vira anos atrás, a mesma terrível solidão. Num impulso, segurou-lhe um dos braços.
— O que quer que tenha feito Ikuto, tinha de ser feito.
— E isso o torna certo?
— Não sei. Mas significa que não tem um coração mal.
Ikuto a fitou por um longo momento, sem dizer nada e as linhas de seu rosto se suavizaram. Ele passou as rédeas para uma só mão e pôs a mão livre sobre a dela. Por um momento permaneceram assim, silenciosos, e então ele retirou a mão.
— E seu coração deve ser muito bondoso — disse, divertido. — Agora devo levá-la de volta para casa antes que a Sra. Morcerf comece a cuspir fogo.
A pele formigava onde ele a tocara e sua face ficou de repente quente. Evitou acariciá-la. Aquele gesto, por certo, revelaria muito do que estava sentindo. Concluíra surpresa e chocada ao mesmo tempo, que gostaria que ele não tivesse retirado a mão. Que, em vez disso, se inclinasse e a beijasse.
Amu pressionou os lábios com força e virou o olhar para a estrada. Ele a considerava uma amiga. Não poderia deixá-lo desconfiar que o que sentia por ele era algo diferente. Muito mais forte muito mais apaixonado que o amor de um amigo e uma amiga.
Muito, mais forte.
Notas finais
Agora que finalmente *com os olhos brilhando* arrumaram minha net, poderei postar com mais frequência, assim espero.
Aguardando os reviews, e
Até o próximo capítulo.
Beijos, Lady.
Fale com o autor