Amor e Conquista
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Eu irei responder a TODOS os reviews, assim que tiver tempo, mas sempre leio, portando DEIXEM reviews :D
Boa leitura!
No entanto, tinha de admitir que era bom estar fazendo alguma atividade para distrair a mente que pensava sem parar sobre o que estaria acontecendo com a esposa. A visão da palidez da face de Amu e a dor em seus olhos haviam lhe partido o coração.
Não deveria ser nada sério, disse a si mesmo, empurrando para o fundo da mente o medo que lhe apertava o peito. Amu não morreria. Deveria ser apenas uma indisposição por algo que comera, como ela dissera. Ou talvez o palpite da criada estivesse certo sobre a gravidez. Ela era jovem e saudável. Era bobagem achar que estivesse seriamente doente.
Tais pensamentos o estimulavam a seguir em frente e Ikuto alcançou a cidade de Bridgewater em tempo recorde. Com algumas poucas informações, localizou a casa da prima de Oto Tachibana e logo estava batendo à porta da frente.
Segundos depois, a porta foi aberta por uma jovem, que fitou Ikuto, estupefata.
— Cond...
— Estou procurando pela Srta. Oto Tachibana — esclareceu ele.
— Oto? — A mulher parecia ainda mais confusa.
— Sim. Ela está? — indagou Ikuto em tom gentil.
— Oh, sim, sim. Claro que está. Desculpe-me os modos, senhor, mas não costumamos receber visita tão ilustre. — Desajeitada, a jovem se curvou em uma cortesia e gesticulou para que ele entrasse.
— Vou... Hã... Buscá-la. Gostaria de um...? -A mulher deslizou o olhar pelo interior da pequena casa como se nunca a tivesse visto antes e apontou na direção da sala principal, onde estavam várias cadeiras e alguns bancos. — Por favor, sente-se, senhor. Trarei Oto logo.
Ikuto obedeceu, esperando, enquanto olhava ao redor. Momentos depois, Oto adentrou a sala tão estupefata quanto à mulher que havia atendido à porta. Havia também, certo tique nervoso no olhar da ex-criada.
— Olá, Oto.
— Milorde! O que está fazendo aqui? — e então percebeu a grosseria na pergunta — Desculpe-me, milorde, mas o senhor me tomou de surpresa.
— Vim fazer-lhe algumas perguntas — explicou Ikuto.
O olhar antes surpreso se transformou em assustado.
— Perguntas? — repetiu, com expressão duvidosa.
— Sim. Fomos visitar sua mãe ontem e ela nos contou que estava aqui.
— Minha mãe! -Oto parecia não ser capaz de visualizar tal encontro. — Mas por que... Quero dizer...
— Há algumas coisas que preciso lhe perguntar sobre a morte do Sr. Hotori.
Ikuto a observava atentamente e não lhe escapou a tensão que lhe inundou o rosto somente de falar do nome de Tadase.
Oto desviou o olhar.
— Não sei nada sobre isso, senhor.
— Talvez saiba mais do que pensa. Certamente mais do que contou a qualquer um.
— Não sei a que está falando, senhor — retrucou a ex-criada. O medo que transparecia no olhar desmentia as palavras.
— Pois acho que sabe. Parece muito estranho ter saído de sua casa daquela maneira — disse Ikuto.
Oto o olhou, confusa.
— Estranho? O que quer dizer?
— Bem, quando alguém é morto dentro de uma casa e um dos empregados desaparece como que por encanto, levantam suspeitas.
O corpo da jovem travou. A indignação era evidente na face antes assustada.
— Está dizendo que matei o Sr. Tadase?
— Não. Estou apenas tentando fazê-la ver que sua demissão repentina, faz as pessoas questionarem o porquê.
— Não tive nada a ver com aquilo. Ou com ele — afirmou Oto em tom sincero.
— Ainda assim é obvio que sabe algo sobre o assassinato.
— Não! — protestou Oto.
— Então por que alguém lhe daria cinqüenta libras esterlinas? E por que deixou a cidade?
— Não quero mais trabalhar lá, é só — replicou a jovem. — Uma casa onde ocorreu um assassinato? É assustador demais.
— É de fato um pensamento amedrontador — admitiu Ikuto. — No entanto, acho que é do conhecimento de todos que muita gente desejava mal a Tadase. Parece óbvio que quem o matou não tem razões para matar mais ninguém. — Fez uma pausa antes de continuar: — A não ser, é claro, que pensasse que alguém naquela casa pudesse desmascará-lo.
Oto ofegou.
— Não! Não sei de nada!
— Acho que sabe. Está claro como este dia. Basta olhar para a senhorita. Viu Tadase naquela noite? Sabe quem o matou?
— Não!
— A única maneira de escapar do perigo é contando o que sabe — afirmou Ikuto em tom preocupado. — Uma vez revelada à identidade do assassino, não há razão pra alguém lhe fazer mal.
— Não vi nada! Apenas... — Oto deixou escapar um suspiro exasperado. — Estava a caminho do jardim, para levar mais comida para os convidados. Carregava uma grande tigela e o Sr. Tadase me segurou pelo braço. Quase deixei a tigela cair. Então ele me tomou a tigela das mãos, perguntando-me se eu não queria fazer algo mais divertido do que carregar tigelas pesadas. Quando lhe respondi que aquele era meu trabalho, o Sr. Tadase soltou uma gargalhada e apertou-me tão forte que eu mal podia respirar, e então começou a me beijar.
Oto baixou o olhar, corando ante a lembrança amarga-
— Ele sempre fazia aquilo. Beliscando-me, deslizando o braço em torno do meu corpo ou me agarrando. Todas nós temíamos entrar em um aposento em que o Sr. Tadase se encontrasse sozinho.
Ikuto estudou a jovem por alguns instantes.
— Lutou para se libertar? — indagou em tom gentil. — Pegou o atiçador para se livrar dele?
— Não! — A ex-criada ergueu o olhar para fitá-lo, alarmada. — Nunca! Apenas o empurrei e lhe disse que me deixasse em paz, mas o Sr. Tadase estava bêbado, senhor, e continuou a me assediar. Parecia possuir seis mãos. E então a Sra. Hotori entrou e nos surpreendeu...
— A esposa dele?
— Oh, não, milorde. Se fosse ela teria começado a chorar. Foi à mãe dele.
— Yukari?
Oto anuiu.
— Sim. Ela gritou com ele, mandando-o parar... Bem, não gritou exatamente. Na verdade, não ergueu a voz, porém soou incisiva como sempre faz.
— Eu sei.
— E então ele me largou. Recolhi a tigela que havia caído no chão e saí correndo da sala o mais rápido que pude. Isso é tudo que sei juro. Foi só o que vi. Mas não poderia ter sido ela a matá-lo, o senhor não acha? Não a mãe!
Ikuto limitou-se a olhar-la por um longo instante, enquanto a inquietação dentro dele aumentava. Yukari! Não ocorrera a ele ou a Amu que a mãe de Tadase poderia ser o assassino.
Apesar de ter ouvido a história de Oto, aquilo parecia absurdo. Não obstante os recentes sinais de que não estava satisfeita com as atitudes do filho, Yukari o adorava. Na verdade, não havia nada, além dos cavalos, que Yukari amasse mais do que Tadase. Não poderia tê-lo matado.
— Não errei em esconder, não? — perguntou Oto. — A Sra. Hotori não poderia tê-lo assassinado.
— Não tenho dúvida de que está certa — concordou Ikuto. Porém, em sua mente, enquanto saía da casa e montava o cavalo, não tinha tanta certeza.
Afinal, alguém enviara dinheiro a Oto. Obviamente, quem quer que fosse, acreditava que ela vira algo incriminador. Quem mais mandaria o dinheiro senão Yukari? E por que motivo o faria se não tencionasse calar a criada?
Ikuto se encaminhou a casa, mergulhado em perguntas, Por que Yukari não contara a todos que vira Tadase na sala onde fora morto pouco antes do crime?
Por que logo a mãe esconderia informações que ajudariam a chegar ao assassino?
Não fazia sentido... A não ser que não desejasse ver o criminoso na cadeia.
Pensou em Amu sozinha naquela casa, indefesa sobre uma cama. A esposa nunca imaginaria que Yukari pudesse ser a assassina. Estaria fora de perigo contra qualquer um naquela casa, mas não contra Yukari.
Uma onda de temor o destruiu, colocou cavalo a toda velocidade.
Desejava que estivesse errado, que Yukari não fosse à assassina de Tadase, ou não sabia o que aconteceria a Amu.
Notas finais
Beijos Rise-chan.
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