Notas iniciais
Olá.
Nada a declarar, após o último capítulo. Irei matar alguém (Jy) pelos comentários deixados por ela ¬¬
Mas, espero que tenham gostado do capítulo dela.
Iremos responder os reviews assim que o Nyah! parar de atrapalhar nossa vida, sempre que tentando enviar a resposta ele "trava". Entretando, continuem deixando pois ainda conseguimos ler! E aguardamos cada um deles com um carinho imenso.
Boa leitura.
Capítulo 27

Amu passou o resto do dia flutuando em uma nuvem de felicidade. Ficando ainda melhor quando, naquela noite, Ikuto abriu a porta que unia os quartos e a tomou nos braços. Fizeram amor mais uma vez e Amu tornou-se encantada quando ele não foi embora depois do ato, mas a manteve presa em seus braços toda a noite, acordando-a pela manhã para amarem-se novamente.

Amu ficara envergonhado por acordar muito tempo depois do café-da-manhã. Um vermelho tomou conta do rosto quando a criada entrou no quarto, com um grande sorriso malicioso nos lábios, trazendo uma bandeja com o café –da — manhã. Mas, sentia-se tão feliz para se ficar com vergonha. Cantarolou uma música enquanto tomava banho e vestiu a roupa que Matsumoto tinha separado.

O vestido tinha gola alta, que tapava a marca vermelha do pescoço, onde a Ikuto tinha beijado-a. A criada, pensou divertida, além de observadora era discreta.

Depois do banho, e vestida, Amu desceu a escada, indo à sala de visitas, tentando controlar-se para não parecer tão feliz em uma casa onde estavam de luto. Estavam lá Utau e Yukari. A mãe costurava alguma coisa e a filha olhava pela janela, parecendo entediada.

Utau virou o olhar, mostrando um sorriso quando Amu entrou.

— Estava esperando alguma distração. Yaya foi caminhar e me deixou aqui sem fazer nada.

Yukari a olhava, Amu em seguida, e voltou a atenção á costura, desinteressada no tédio da filha.

— O que quer fazer? — perguntou Amu, amigável. Pensou em um jogo de cartas, mas deteve-se a tempo, pensando que não era a melhor opção para Utau.

— Nada — respondeu a irmã de Tadase — Estava com vontade a ir junto de Yaya no jardim.

Amu sabia que haviam muitas cartas de condolências a serem lidas e respondidas, mas tinha certeza que a atividade não atraia Utau.

— O que acha de irmos ao jardim colher algumas flores para encher os vasos.

Utau torceu o nariz para a sugestão.

— Deixo isso para você e Yaya. A vida no campo é muito chata. Até mesmo os passatempos são entediantes.

— Utau — cortou Yukari áspera, erguendo a cabeça e lançando-lhe um olhar frio. — Não espero que Amu faça luto por seu irmão. Não é surpreendente que ela espere encher a casa de flores, apesar de meu filho ter sido enterrado há dois dias. Mas, ao menos você mostra alguma reserva e respeito.

— Desculpe-me — falou Utau, disciplinada

— A mim também — disse Amu — Falei sem pensar. Não colocaremos flores na casa.

— Faça como quiser — replicou Yukari, gélida. — Essa é sua casa agora.

Amu segurou um suspiro. Nem mesmo a morte do filho tinha diminuído as mágoas de Yukari por sua presença ali.

Nesse instante em barulho alto veio do corredor e Amu levantou-se em um impulso, correndo em direção à porta. Lá estava uma jovem de joelhos, recolhendo cacos de algum vaso quebrado. Ela levantou o olhar para a patroa com os olhos cheios d’água.

— Desculpe-me senhorita... não tive intenção. Foi um acidente.

— Está falando com Lady Tsukiyomi. — A voz irritada de Yukari foi escutada atrás de si. — Não se dirija a ela como senhorita.

A face da jovem ficou vermelha, enquanto ela levantava-se e fazia uma mesura para ambas.

— Sinto muitíssimo, sen.... Milady. Não quis ser mal educada. Sou nova aqui. Limparei tudo em um instante — afirmou, voltando a olhar com um olhar suplicante à dona da casa.

Amu percebeu que a jovem temia perder o emprego,

— Está tudo bem. Apenas pegue uma vassoura e retire os cacos.

Yukari olhou para Amu, mostrando sua típica expressão de desaprovação.

— Contratou uma criada nova?

— Não. Melhor, a governanta deve ter feito. Mas, não me falou nada sobre isso.

O olhar de Yukari mostrava a desaprovação para com Amu do controle da casa.

A criada voltou, trazendo consigo a vassoura.

— A Sra. Haeni me contratou hoje. Foi uma substituição rápida, uma das criadas foi embora pela manhã.

— Quem? — perguntou Amu, surpresa.

— Não sei quem foi, sem... Milady— respondeu a moça — Mas, tenho certeza que foi de repente, a Sra. Haeni mesmo me disse.

— Por mais emocionante que seja ficar parada no corredor, fofocando com os serviçais — começou Yukari — Acho que deve deixar-la fazer seu serviço;

A empregada desapareceu depois do comentário de Yukari. Amu sentiu seu rosto avermelhar-se de raiva e mão se fechou em um punho. Tinha vontade de responder e colocar Yukari em seu lugar, mas lutou para controlar sua raiva, afinal, a mulher tinha perdido um filho recentemente.

— Se der licença — disse Amu, controlando sua vontade — Vou falar com a Sra. Haeni.

— Claro, você é a Senhora agora. Não? — retrucou Yukari, voltando para a sala.

Utau, assistia a cena atrás delas, deu um sorriso envergonhado a Amu, dando de ombros. Em seguida foi junto com a mãe.

Amu caminhou pelo corredor até a cozinha. Tinha confiança na Sra. Haeni e não se importava com o fato dela ter contratado uma nova criada, mas não tinha condições de continuar na sala tentando controlar a sua vontade de responder a Yukari.

Encontrou a Sra. Haeni em frente à cozinha, repreendendo a criada pelo vaso. Quando a viu a governanta veio em sua direção com uma expressão de grande culpa.

— Milady — começou a falar, abatida — Por favor, me desculpe por não perguntar-lhe sobre a nova criada — E olhando para a jovem que se distanciava — Acho que não é boa o suficiente, mas não teve tempo para um bom recrutamento.

— O que aconteceu? — perguntou Amu — A criada me contou que uma das faxineiras foi embora de repente?

A Sra. Haeni concordou, assentindo levemente com a cabeça.

— Aceita um chá, Milady?

— Ah, sim, obrigada — Concordou Amu, vendo que a conversa seria mais interessante do que com Yukari.

A Sra. Haeni ordenou que trouxessem o chá. Em seguida, sentaram-se em uma das cadeiras do local.

— Peço desculpas, Milady. Tudo está de ponta cabeça essa semana, com o entra e sai de oficiais com os interrogatórios com os criados. E Então Oto Tashibana foi embora. Aquela garota idiota! Disse que tinha medo de trabalhar na casa e queria ir embora.

— Sim — Amu lembrava da criada que estava tremendo e assustada durante o café da manhã no dia depois da morte de Tadase — Bem, acho que um assassinato na casa é o suficiente para assustar qualquer um.

A Sra. Haeni torceu o nariz, inalterada.

— Não vejo motivo pra tanto, não é como se tivesse um assassino a solta em busca de todo mundo. Não acha?

— Sim — concordou Amu — Creio que o assassino estivesse só atrás de Tadase;

— Só Deus sabe, a quantidade de pessoas que odiavam — A governanta parou, parecendo assustada com o sentimentos em relação ao antigo patrão. — Desculpe-me, não deveria estar dizendo isso.

— Por que não? — perguntou Amu. — É a verdade. Não existe motivos para fingirmos que Tadase era uma pessoa suportável.

— É triste, mas o policial continua perguntando sobre o ferreiro — A expressão da governanta mostrava o que achava disso — Como se Ganta, o ferreiro fosse atacar alguém pelas costas. Eu disse ao policial que muitos queria o Sr. Tadase morto e que ele tinha de buscar em outro lugar — Deu de ombros — Bem, sei que não foi por isso que veio até aqui. Se é sobre a empregada ter quebrado o vaso, não se preocupe, vou dar um jeito dela ser punida e tenho certeza que não voltará a acontecer. Vou mandá-la limpar o chão. Assim não poderá quebrar mais nada.

— Sei que Miyo só estava nervosa. Não precisa ser tão severa. Sem dúvida, com a prática vai melhorar.

— Com certeza — Concordou a Sra. Haeni com expressão severa.

Amu ficou mais um tempo com a governanta, tomando uma xícara de chá e discutindo a rotina da casa e acalmando-a em relação ao problema com a nova empregada. Por fim, despediu-se, indo a parte principal da casa.

Pensou, sem vontade, se tinha de voltar a sala de visitas. Como dona da casa, Yukari e Utau eram sua responsabilidade. Não tinha como melhorar o humor de Yukari, mas podia fazer algo sobre o tédio de Utau.

Mas, quando entrava para o corredor principal, viu Ikuto caminhando em sua direção, e tudo pareceu desaparecer de sua mente. Ele sorriu e seu coração transbordou de alegria.

— Ikuto.

— Amu — o marido a alcançou, tomando as mãos entre as suas. — Estava te procurando

— Estava conversando com a Sra. Haeni sobre uma das criadas.

— Quero convidá-la para um passeio a cavalo — Inclinando o rosto, sussurrou no ouvido — Quero ficar sozinho com você.

Amu não pode deixar de ficar vermelha e retribuir o sorriso.

— É mesmo?

— Sim — Os olhos azuis a olhavam, cheios de malícia — Mandei que arrumassem nossos cavalos e dissessem a cozinheira preparar uma cesta de piquenique.

A idéia era perfeita, o que a fez concordar de imediato.

— Vou subir para trocar de roupa.

— Certo — Entretanto, Ikuto ainda a segurava as mãos, puxando-a para si, encostando a cabeça na altura dos ombros de Amu. — Eu posso ajudá-la.

— Senhor, demoraríamos um século se me ajudasse. — Respondeu Amu, vermelha.

O comentário trouxe um sorriso a Ikuto.

— Tem razão. Não iríamos sair do quarto — dizendo isso, pressionou os lábios na testa da esposa, indo mais abaixo até a boca. O coração de Amu, pulava no peito, queria atirar-se nos braços de Ikuto e beijar-lo ali mesmo no meio do corredor.

Mas ele se afastou, erguendo-lhe a mão e depositando um beijo suave nas mãos. Em seguida, apontou a escada.

— É melhor ir agora, ou não faremos nosso passeio. Amu concordou, incapaz de falar mais alguma coisa com o coração em disparada. Apenas se virou mais uma vez, vendo o sorriso de Ikuto para ela.

Notas finais
Ignorem os erros de ortografia.
Deixem reviews.
Beijos, Lady.