Amor e Ódio

12 Queria que fosse como ? Com beijos


Notas iniciais
Olá !!
Gente , mil desculpas mesmo , como eu disse na ultima atualização
( que faz muuuuito tempo ) tá muito corrido as coisas , e acabo ficando sem tempo para escrever e se não escrevo , não posto =/ . Mil desculpas mesmo , eu vou tentar atualizar nos finais de semana e durante a semana tento escrever mais capitulo ok ? Apenas não me matem kk eu prometo não abandonar a fic e nem vc ( como se vcs sentissem minha falta , mas enfim... ) e espero que vocês também não me abandone
E adorei os comentários , pelo visto todos estavam esperando por esse beijo haha e espero que gostem dos outros !

- Você também sente isso Juliana – sussurrou partindo o beijo

- Não podemos – falou se separando rapidamente do primo

- Por quê ? – perguntou a puxando novamente

- Porque você é meu primo , que eu odeio

- Por isso ? — riu sem animo – Fala serio Juliana , primo não é parente

- Cala a boca , cala a boca – sussurrou – PRECISO SAIR DAQUI POR FAVOR – gritou batendo na porta desesperada. O primo a assistia confuso

- Não tem ninguém em casa – avisou – sabe disse

- Preciso sair daqui , eu não aguento ficar aqui – falou deixando algumas lagrimas teimosas descerem pelas suas bochechas quentes

- Para com isso Juliana – enxugou suas lagrimas acariciando suas bochechas – Nunca tivemos um momento assim , devíamos...

- Justamente , nunca tivemos e nunca deverias ter – fugiu novamente – Pietro isso não pode acontecer

- Me dê um bom motivo ? Quando digo bom , não é ‘‘somos primos’’ ou ‘‘nos adiamos’’ isso são desculpas e não motivos

- Porque ... – falou baixo , fungando- Porque não , apenas isso – falou trombando na próprias palavras

- Belo motivo – riu sarcástico

- Eles querem uma trégua ? Ok , nunca mais olho na sua cara e não dirijo a palavra a você

- Qual parte do ‘‘ sou louco por você’’ você não entendeu ?

- Você não é ok ? Isso é apenas um surto ou uma brincadeira , mas VOCÊ NÃO É . Somos os primos que se odeiam e estamos trancandos em uma dispensa tentando uma trégua que já foi concebida ok ? So isso

- Sabe que não foi so isso – falou impaciente se aproximando – Acha que isso não significa nada?

- Acho – falou seria

- Tudo bem – falou levanto suas mãos em forma de rendição – Mas isso vai atormentá-la tanto quanto me atormenta

- Sei controlar meus sentimentos – disse orgulhosa , quando escutaram risadas entrando na cozinha

- Olá – Larissa disse pela porta

- Larissa por favor , deixe-me sair daqui – suplicou

- Entendem-se ? – Bruno perguntou

- Sim , só ... – soluçou olhando pra o primo que estava quieto – Nos deixe sair

- Ok , acho que aprenderam a lição

Quando Bruno abriu a porta , Juliana e Pietro estava encarando um ao outro e rapidamente desviaram os olhares , saindo da dispensa. Os amigos os olhavam confusos e ansiosas por alguma palavra vinda de ambos , que saíram calados.

- Trégua? – John perguntou

- Sim cara , trégua – Pietro ironizou indo em direção a sala , acompanhado pelos demais

Juliana ficou ali , onde estava desde que saira da dispensa com o primo. A imagem dele indo para a sala desanimado , ou com raiva depois de tudo aquilo , a fez sentir tudo o que estava encubado durante anos. O jeito que o primo a segurou , colando seus corpos , fez com que ela sentisse uma corrente de energia percorrer dentre seu corpo e tudo havia voltado.

Estatua, ela sentiu novamente lagrimas percorrer seu rosto. A idéia de Pietro sentir algo por ela era desconhecida, não podia acreditar nisso. Sempre fora cega pelo ódio por causa de pirraças vindo do primo que nunca o viu de uma forma que estava vendo agora, como um homem. Sabia o quanto ele era atraente e qualquer pessoa também pudera ver o quanto era.Mas nunca que ele sentia algo por ela.

- Ju ? – Larissa sacudiu a amiga , tirando-a de um transe

- Oi ?! – perguntou com a voz falha

- Está chorando ? – perguntou preocupada – O que aconteceu ?

- Nada – fungou – eu apenas preciso ... – não completou a frase e subiu para o quarto , passando pelos amigos que assistiam algo na tv.

Entrou no quarto e fechou a porta para que ninguém pudesse perturbá-la. Precisava pensar no que fazer diante daquela situação. Morava na mesma casa , dividiam os mesmo espaço e não sabia como ignorar os últimos acontecimentos. O fato de saber esconder os sentimentos a torturou mais ainda, pois nunca tinha sido um sentimento daquela forma, que lutava para sair. Uma mistura de ódio e desejo estava tomando o seu ser. A imagem do primo a beijando veio a mente de novo e pode sentir aquela sensação novamente, como um replay. Tocou em seus lábios que estavam quentes e tremendo, tentando de alguma forma parar aquela sensação. Mas não sabia se não queria ou se não conseguisse.

Juliana caminhou de um lado para o outro tentando achar uma maneira de esquecer tudo aquilo, mas missão falha. Porque quanto mais ela lutava para esquecer , mais lembrava-se. O cheiro de seu primo parecia que estava impregnado ainda em suas narinas e aquilo era incrivelmente bom e torturante. Poderia ser loucura , mas Juliana queria descer aquelas escadas e ir em direção ao primo o agarrando novamente. Respirou fundo depois desse pensamento, indo em direção para um ducha fria.

- Ela não fala com você e você com ela , essa foi a trégua ? – John perguntou

- Queria que fosse como ? Com beijos – Pietro ironizou e engoliu o seco

- Beijos não – falou – Não vindo de vocês , isso seria impossível – Guilherme comentou com humor

- Seria mesmo – comentou perdido em lembranças e deu um longo suspiro – Vou subir , ficar trancando com a minha prima é bem cansativo

- Tudo bem – Bruno disse puxando a irmã – So viemos solta-los , vamos para casa

- Valeu pela brincadeira – ironizou

- Sempre que precisar – Bruno retribuiu o tom e saiu com os amigos

Pietro subiu as escadas com passos pesados e sem animo. Ao passar pela porta da prima , sentiu uma vontade imensa de abri-la e ir atrás da propria e pega-la em seus braços e senti-la novamente como na dispensa. Respirou fundo e continuou a andar. Se o fizesse , com certeza a prima iria sentir mais raiva... ou não , pensou. Deu dois passos para trás parando de frente a porte de Juliana

- Não , não , esquece esse menina – disse a si mesmo , virando-se – Mas ela me deixa tão louco e eu....

- Falando sozinho filho ? – Graça perguntou espantando o filho

- As vezes – brincou voltando a direção ao seu quarto

- Se entenderam ?

- Sim , nada de briga mais – disse forçando um sorriso

- Isso é bom – lhe deu um beijo na bochecha e entrou em seu quarto

Pietro olhou para a porta de Juliana e respirou fundo , entrando no seu quarto. Afundou-se nos travesseiros , atravessando um mar de pensamentos e sentimentos, caído no sono logo depois.

Notas finais
Então , gostaram ? E qualquer coisa pessoal , passa no meu twitter @_brunatamires e vamos conversar haha ou para vocês me cobrarem ok ?! Mas peguem leve kk
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