Amor dos anjos caídos
5 O Reencontro parte 2
Eu queria entender o porquê dessa perseguição, porque possuir pessoas sendo que ela não quer ser encontrada. Todo esse mistério envolta dessa mulher apenas me deixava mais instigado para conseguir encontra-la.
No dia seguinte, a cidade estava cheia de pessoas fantasiadas e festejando pela cidade comemorando o dia de todos os santos. Muitos demônios e outras criaturas acabavam passando despercebidos nessa época do ano devido às fantasias utilizadas.
Caminhei entre a multidão com um olhar perdido enquanto a garoa fina batia em meu rosto, algumas pessoas durante essa trajetória chegavam a esbarrar em mim, porém seguiam o seu caminho como se nada tivesse acontecido. Entrei em um bar e sentei próxima a janela, onde poderia observar a garoa que caia e o céu nublado que de alguma forma me reconfortava.
O dia passava e junto com as gostas da chuva ia e embora toda a minha esperança de encontra-la. O bar já estava para fechar quando ouvi uma criança informando a um adulto a mãe de todos eles estava vindo e que o lugar precisava ficar reservado somente a ela e mais uma pessoa. Não fui convidado a me retirar, pelo o contrario! Quando todos estavam deixando o bar, ela chegou de forma deslumbrante.
Seu andar era como se ela flutuasse e a gravidade estivesse longe de conseguir toca-la, seu vestido preto cinturado com uma pequena calda lhe dava o ar de rainha, que de fato ela era. A mascará que enfeitava seu rosto me deixou desconcertado com tamanha perfeição, como um ser assim não havia sido enviado dos céus?!
A ultima pessoa que estava no bar saiu e trancou a porta, nos deixando completamente sozinhos. Ela me encarou e fazendo um leve gesto com as mãos fez com que o rádio ligasse tocando uma música lenta.
Ela então acenou me chamando e sem resistir caminhei a caminho dela como se ela tivesse total controle sobre mim. Parado a sua frente fiquei com os lábios entre abertos sem saber o que falar. Ela então escorregou seus dedos sobre minhas mãos conduzindo elas até sua cintura e então deslizou seus dedos pelos meus braços deixando-os apoiados em meus ombros e se aproximou um pouco mais de mim, fazendo com que nossos corpos ficassem colados. Seu corpo balançava junto com o meu bem lentamente acompanhando a música que tocava, seus olhos ficaram negros completamente tomados pela escuridão e então ela tirou a máscara. Vê-la dessa forma não me assustou como ela esperava então eu a tomei ainda mais para mim, deslizando uma de minhas mãos por suas costas até chegar em seu pescoço, meu rosto se aproximou automaticamente do seu e percebi sua agitação. Alguns objetos começaram a flutuar ao nosso redor, com isso pude perceber que também causa um efeito nela, algo inexplicável onde ela ficava agitada assim como eu.
Passei levemente meus lábios nos seus, então pude ouvir os copos que estavam em cima do balcão estourando em uma sequência, , um após o outro. Suas mãos que estavam apoiadas no meu ombro passearam pelo meu corpo, ela então começou a abrir o primeiro botão da minha camisa e como reação segurei seu pulso com força, pois sabia que isso era um caminho sem volta.
Ela sorriu e então passou a sua íngua levemente em meus lábios e então falou:
—Qual o seu medo anijinho? – ela tem ficou séria por alguns segundos e continuou — Tem medo de brincar no escuro?
Quando ela terminou de falar todas as luzes do bar se apagaram, então levei minhas mãos até o seu vestido rasgando-o até que ele estivesse todo no chão, deixando ela completamente nua. Tudo isso acontecia como se ela tivesse despertado todo o instinto animal que havia em mim.
Surpresa com a minha atitude, ela tirou meu casaco e minha camisa com toda a facilidade possível e em seguida minha calça, me deixando como ela. Minhas asas estavam completamente aparentes e isso a fez sorrir de uma forma indomável. Eu peguei no colo levando-a até uma das mesas do bar onde a deitei ficando por cima dela. Começamos a nos beijar de uma forma feroz e logo estávamos nos unindo e pela primeira vez eu soube como era estar em alguém. Ela me enxia de arranhões que tiravam um pouquinho de sangue, beijos e outras sensações indescritíveis que me davam um prazer que eu nunca havia sentido anteriormente.
No fim das contas estávamos no chão do bar, deitados ao lado um do outro. Seus cabelos estavam espalhados e seus olhos por mais que estivessem completamente negros naquele momento eram o conjunto da perfeição.
Ela se virou apoiando sua mão em meu peito e falou:
—Lilith, meu nome é Lilith.
Depois de tudo o que havia acontecido saber quem ela era realmente de fato não me importou, pois estava sentindo algo inexplicável por ela.
—Castiel ao seu dispor! Rainha do ínferno.
Ela sorriu e então se aconchegou junto a mim, onde passamos o restante da noite juntos.
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