Notas iniciais
Nem demorei a postar Gente o segundo ainda não tem muita emoção, mas o terceiro vai começar a bombar.

Estávamos em um caminho perto da estação de metro, já estava de noitinha então eu estava com um pouco de medo, o suficiente para segurar a mão de Guilherme, ele apenas deixou que eu ficasse segurando a mão dele. Estava acontecendo algo a nossa frente, pois as pessoas pareciam bem agitadas, quando entendi mais ou menos a situação vi que era um assalto, um cara gritava atrás de um outro cara que corria na sua frente em minha direção.

- Pega ladrão – escutei o cara atrás dizer tentando alcançar o que estava a sua frente.

E então fiz a única coisa que me veio à cabeça, e que ja funcionar em filmes as vezes, quando o cara estava passando ao meu lado estiquei a perna em sua direção e ele tropeçou no meu pé e caiu assim como uma fruta cai de uma árvore, acho que ele bateu com a cabeça, pois não o vi se levantar, mas também não pensei que minha perna fosse doer por causa daquilo, mas estava doendo, logo em seguida vi a mala que o cara carregava caindo no chão, quer dizer, era o que eu pensava que ia acontece, quando então senti algo pesado caindo sobre meu pé que já estava doendo por derrubar alguém, a dor mais forte veio logo em seguida e então disse:


- Merda, que dor terrível – senti que meu corpo havia ficado pesado no lado que sentia dor no pé e então manquei um pouco e logo depois sentei no chão perto da mala e perto do assaltante que estava desmaiado.

O cara que estava correndo atrás do assaltante logo nos alcançou, eu estava sentada no chão quando ele parou na minha frente para respirar e repor o fôlego.

Olhei para a mala ao lado e a levantei em direção ao cara, e então disse:

- Acho que é sua – sorri.
Cara desconhecido: — Obrigado, eu não teria alcançado o ladrão – ele disse pegando a mala
Cara desconhecido: — Como você está? – ele perguntou apontando para o pé que eu estava segurando e apertando
- Eu torci o pé – falei fazendo uma careta de dor
Cara desconhecido: — Como você sabe? – perguntou ele olhando para meu pé
- Ela quer ser medica – Guilherme falou pela primeira vez depois de tudo o que aconteceu.

Guilherme me olhou e então se sentou ao meu lado, olhou para o meu pé e disse:
- Deixe-me dar uma olhada nisso. — falou apontando

Estiquei um pouco a perna até ele e então ele tirou meu tênis e minha meia, (e eu dei graças a Deus por não ter chulé), então olhou um pouco e depois virou o pé fazendo-me da uma volta completa, o que causou muita dor e me fez gritar.

Cara desconhecido: — Meu carro está logo ali na frente, possa levá-la a um hospital para ajudar?– perguntou o cara que estava olhando para mim como se soubesse a dor que eu estava sentindo
- Sim – disse Guilherme e então quase junto dele eu disse

— Não, não precisa – falei pensando no quanto eu queria estar em casa
— Lógico que precisa você torceu o pé e vai precisar que um médico veja isso – Guilherme disse
— Vamos aceitar a carona até o hospital sim – Guilherme disse decidido
— Ta bem, mas antes precisamos chamar a ambulância para esse cara aqui – falei e apontei para o assaltante que ainda estava desmaiado.
Cara desconhecido:
— Estou ligando agora mesmo – disse ele já discando no celular


Depois de uns 15 minutos a ambulância chegou e levou o assaltante, eu expliquei ao policial que tinha chego perto para saber o que estava acontecendo, então o informei do que tinha acontecido e o policial disse que assim que o assaltante levasse alta do hospital estaria preso.

Guilherme se levantou e perguntou se eu conseguia ficar em pé, eu disse que sim, mas quando tentei ficar em pé não consegui, pois apoiar o mínimo peso possível já me fazia querer gritar de dor, então ele me pegou no colo, me pegou com tanta facilidade que parecia que eu era levíssima assim como uma pena.

- Mel você é bem levinha – disse ele quando acabei de pensar nisso
- Quem me dera, mas acho que estou no peso ideal – disse sorrindo.
Cara desconhecido: — O carro está para cá – ele disse apontando na direção e indo um pouco à frente


Guilherme foi seguindo o cara até o carro e quando chegamos o cara abriu a porta da frente, Guilherme me colocou na frente e logo em seguida abriu a porta de trás e entrou, o cara abriu a porta e logo estávamos seguindo para o hospital mais próximo.

Olhei para o lado e meio que pensando em algo que só havia me dado conta agora perguntei:


- Qual é seu nome? – perguntei olhando
- Ah, desculpe, esqueci completamente de me apresentar

- Meu nome é Ronaldo – disse ele olhando-me
- Ah prazer, me chamo Melany e no banco de trás é o Guilherme – disse apontando para o Gui, que parecia meio sonolento.

Depois de uns 15 minutos, quando olhei para o Gui de novo ele parecia esta cochilando, então eu não tinha com quem falar e resolvi puxar conversa com o Ronaldo, que estava calado apenas dirigindo.

- O que tem dentro da mala – perguntei curiosa
- Tem meu notebook com as coisas do meu trabalho – respondeu ele ao me fitar um pouco
- Deve ter bastante coisa importante – disse olhando-o
- É, realmente tem – ele disse ao chegar enfrente ao hospital.


Ronaldo parou enfrente ao hospital e como o Guilherme estava dormindo no banco de trás, ele pediu para o segurança dar uma olhada e então deu a volta, me pegou no colo com a mesma facilidade que o Gui, nós entramos no hospital, Ronaldo me colocou sentada em um banco e pediu meus documentos para que pudesse entregar a secretaria e ela providenciaria um atendimento. Enquanto Ronaldo tomava as providencias escutei meu telefone tocando, e vi que era minha mãe, logo atendi, pois sabia que ela estava preocupada eu disse que chegaria no máximo as 7 da noite e já eram 7:30.

Inicio da ligação:

- Onde você está ? – minha mãe pergunta quase gritando

- Estou no hospital, pois torci o pé – disse tentando fazer com que não parecesse ruim.

- Que hospital? Eu e seu iremos para ai agora – ela disse

Dei-lhe o nome do hospital e o nome da rua do hospital, expliquei mais ou menos como se chegada e então minha mão disse:

- Em 20 minutos estaremos ai – ela disse desligando o telefone e parecendo estar correndo para se arrumar.

Fim da ligação.

Logo depois que desliguei o telefone, Ronaldo veio em minha direção, entregou minhas documentações e disse que o medico já estava vindo me atender, agradeci a ele por estar me ajudando e ele disse que era apenas uma forma de retribuir o favor que eu tinha feito a ele. Disse a ele que se quisesse poderia ir, pois meus pais já estavam vindo, mas ele disse que esperaria até pelo menos meus pais chegarem, agradeci novamente e logo vieram me levar para o atendimento. Depois de uns 40 minutos sai do consultório com gesso e vi minha mãe e meu pai sentados me esperando, olhei para eles e depois olhei para Ronaldo que ainda estava ali e já deveriam ser quase nove da noite, fui até Ronaldo e agradeci, apontei para meus pais e disse que já estava tudo bem, depois fui até meus pais e disse a eles que ele que havia me levado até o hospital, meus pais se levantaram e foram agradecer, logo depois de agradecerem eu perguntei pelo Gui e o Ronaldo disse que ele ainda estava dormindo no carro, eu disse aos meus pais que poderíamos ir e perguntei se o Guilherme poderia dormir lá em casa eles falaram que sim. Então fomos até o carro do Ronaldo e eu acordei o Gui, disse a ele que ele poderia dormir lá em casa porque já era tarde e ele agradeceu, saiu do carro do Ronaldo e foi para o carro dos meus pais, que já estavam dentro do carro, olhei para Ronaldo e agradeci mais uma vez, disse tchau e logo em seguida fui para o carro dos meus pais. Olhei para Gui e ele já estava cochilando de novo, deveria realmente estar cansado, então peguei meu celular e liguei para casa dele:

Inicio da ligação:

- Boa noite, é da casa do Guilherme? – disse tentando parecer educada

- Boa noite, é sim querida – disse uma voz feminina que reconheci como a mãe dele.

- Tia Angélica aqui é a Melany amiga do Guilherme, estou ligando para saber se ele pode dormir na minha casa – disse.

- Pode sim querida, mas aconteceu alguma coisa? – ela perguntou preocupada

- É que eu torci o pé e ele estava junto comigo, ai me acompanhou até o hospital, só que ele dormiu pois está cansado e por já está tarde pedi meus pais para ele dormir lá em casa – disse explicando a historia para ela

- Ah tudo bem querida, e como está o pé? – ela perguntou

- Está bem tia Angélica, ficarei duas semanas com gesso, mas nada grave – disse.

- Ah que bom então querida – disse tia Angélica

- Tia eu vou desligar porque estou cansada, amanhã eu falo para o Gui te ligar – disse tentado não parecer grosseira, mas realmente estava com sono.

- Ah sim querida, e obrigada por cuidar do Gui – ela disse carinhosamente.

- Ah que nada, ele que cuidou de mim – disse olhando-o dormir ao meu lado no banco do carro.

- Então um cuidou do outro – disse tia Angélica

- É realmente tia – disse bocejando

- Boa noite queria – disse tia Angélica parecendo ter percebido meu bocejo

- Boa noite tia – disse desligando o telefone e encostando a cabeça no ombro do Gui e adormecendo junto com ele

Fim da ligação.


Quando acordei eu estava no meu quarto e o Guilherme estava dormindo na cama da minha irmã, fui ver no celular que horas eram e vi que eram 6 horas da manhã. Levantei-me e quase cai, lembrei que minha perna estava com gesso, olhei para o lado e ri sozinha por ser tão esquecida. Fui até o banheiro do meu quarto, dei um jeito no meu cabelo, lavei o rosto e escovei os dentes. Fui até o quarto peguei uma roupa e me troquei, após sair do banheiro voltei ao quarto e Gui ainda estava dormindo, fui até o quarto do meu irmão que era do lado do meu e ele estava acordado no computador como sempre, pedi a ele uma blusa e uma bermuda emprestada para o Gui e logo em seguida voltei ao meu quarto, o Gui continuava dormindo na cama de minha irmã, cheguei devagar e deitei do lado dele e sussurrei:


- Gui acorda querido – dei um beijo em sua bochechar
- Mel? – Guilherme perguntou abrindo os olhos e me olhando um pouco assustado.
- Sim, eu mesma Gui – respondi olhando-o
- Onde estou, e como vim parar aqui? – ele perguntou assustado e olhando-me deitada do lado dele ele logo em seguida perguntou
- Nos não fizemos néh? – ele perguntou me olhando
- Não calma, eu deitei aqui só pra te acordar – disse rapidamente antes dele surtar.
- Ah que alivio, tomei um susto e tanto – respondeu ele parecendo mais calmo.
- Ah você está no meu quarto e na cama da minha irmã, ontem eu torci o pé e você ficou o hospital comigo até tarde então eu liguei pra sua casa e avisei a sua mãe que você iria dormir na minha casa. – disse explicando-o rapidamente o que tinha acontecido
- Agora eu me lembrei, e como está seu pé – ele disse sentando na cama e olhando pra meu pé.
- Ah está bem, nem estou sentindo dor, só está mais pesado que o normal por causa do gesso. – disse rindo um pouco
- Ah que bom então – ele disse sorrindo e me deixando encantada com seu sorriso
- Bem meu irmão mais velho me deu umas roupas para te emprestar, se quiser tomar banho a roupa está ali – disse apontando para minha cama.
- Ah obrigada Mel – Ele disse agradecendo e me dado um beijo na bochecha.


Corei um pouco e sorri de forma meiga, sentei na cama e disse:


— O banheiro é naquela porta ali, sinta-se em casa, e sua mãe pediu pra você ligar pra ela – disse informando-o
- Ah obrigada novamente – ele disse levantando pegando a roupa sobre a cama e entrando no banheiro,

Enquanto Gui estava no banho liguei meu notebook e abri o orkut e o facebook, dei uma olhada em tudo e logo em seguida coloquei uma musica no computador e comecei a cantar e só percebi quando o Gui abriu um pouco a porta do banheiro e perguntou qual toalha ele poderia usar, eu fiquei um pouco sem jeito, mas logo peguei uma toalha azul no meu armário, entreguei a ele, ele disse que eu cantava bem e logo em seguida fechou a porta. Esperei ele sair do banheiro para avisá-lo que já tinha pão e que podíamos tomar café da manhã. Gui me levou no colo até a cozinha, mesmo comigo reclamando e pedindo para ele me por no chão. Depois ficamos um tempo conversando e quando vimos já era de tardinha, ele almoçou comigo também e depois foi para casa, porque ele disse que tinha uns exercícios de casa para fazer.

Fiquei duas semanas tediosas em casa por causa do gesso, por mais que eu pedisse minha mãe não deixava eu ir para a escola, e eu tinha que pegar a matéria com minha amiga que escaneava e me mandava pelo MSN todos os dias, depois que eu pegava a matéria eu sai do MSN, copiava e estudava para tentar manter o ritmo dos estudos. As duas semanas não passaram rápidas, mas até que enfim terminaram, e quando vi lá estava eu no médico tirando o gesso e o andar depois eram como se eu estivesse aprendendo a andar novamente, a melhor e a parte mais esquisita é sentir o seu pé tocando o chão novamente. Eu nunca mais quero torcer, quebrar ou qualquer outra coisa que me faça colocar gesso novamente. Quando sai do médico eu já estava toda animada pensando na aula segunda-feira que eu veria algumas colegas minhas e me atualizaria sobre as coisas na escola e pediria ajuda a alguns professores, pois tinha matéria que eu não tinha entendido direito.

Notas finais
Espero que tenham gostado, ainda tem muita coisa para acontecer, logo logo postarei o proximo. Deixem REVIEWS, pois faz bem pra minha saúde. Não parem de ler, o terceiro vai estár beem melhor. Beijos ;*