Amor de Pirata
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Estava totalmente paralisada, sem reação. Eu não sabia o que fazia, não esperava achar o corpo do meu pai naquele navio.
–Bi? Bianca? Amor? – Jack me chamava.
Mas eu não respondia. Foi aí que ele me agarrou e me beijou. Um beijo intenso e duradouro, que foi se intensificando mais e mais. Enchendo-me de desejo. Jack me fazia ter essa sensação. Fazendo-me esquecer do corpo do meu pai que jazia ali. Fizemos amor outra vez.
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Saímos da sala e fomos para o convés. Estávamos conversando quando o primeiro imediato, Joshamee Gibbs, veio correndo em nossa direção.
–Olá Jack. Bela donzela. – ele nos saudou. Respondi meneando a cabeça. – Tenho ótimas notícias, Jack. Achei um mapa que leva aos confins desses mares, à Baía das Conchas.
Jack não disse absolutamente nada. Olhei em seus olhos, e vi que eles brilhavam com um brilho diferente. O mesmo que aparece em olhos das crianças quando ganham doces.
Um silêncio pairava sobre aquele navio. Nada era ouvido além do barulho do mar e de algumas gaivotas que voavam em volta do navio. Os marujos sustentavam uma expressão de medo em seus olhos.
– As terras de ouro desconhecidas? – Jack perguntou e Gibbs respondeu com um aceno de cabeça. – É pra lá que vamos agora. Vamos marujos, icem as velas! Cadê meu rum? – peguei o rum e dei pra ele. Ele deu um longo gole – Bebei amigos yo-ho. Andem baratas cascudas, porque não se mexem?
–Hã, capitão... – Gibbs tentou intervir, mas Jack não o deu atenção.
Sparrow era o único animado naquele navio. Os outros estavam estacados, não se mexiam. Eu sabia bem por que. Aquelas eram as terras de domínio de Edward Teach, o Barba Negra.
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Já era de noite, eu não conseguia dormir. Fui para o convés tomar um ar e sentir os respingos de água do mar, pensar um pouco. Estava parada, refletindo, quando aquela sensação de estar sendo observada, vigiada, me atingiu. Só que dessa vez foi diferente: eu ouvi uma voz...
– Bianca... Bianca...
Uma voz cheia de dor e sofrimento.
– Acho que bebi rum demais. Preciso dormir – falei sozinha e fui para minha cabine dormir
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Quando acordei tudo estava normal: o sol brilhando, o céu azul, o mar verde como esmeralda, Jack no convés abraçado com uma mulher... ESPERA O QUÊ? Jack abraçado com uma mulher?
Saí do jeito que estava e fui tirar satisfações com eles.
–Jack Sparrow, o que significa isso?
–Oi amor! Não é nada demais! Essa é...
–Não me interessa quem ela é, quero explicações!
Sim, eu estava com ciúmes. Julgue-me.
–Ora Jack! Mais uma vadia de Tortuga? – a irritante piranha com voz de papagaio drogado disse.
–Não sou tua mãe, querida.
–Uuuuuuuuuuh – disse o navio em coro.
–Cuidado com o que diz querida.
–Cuidado o caralho! Te jogo no mar com um dedo.
–Eu sou o mar!
Minha cabeça girou e eu entendi tudo.
–Mas você é... Você é...
– Eu tentei te avisar, mas você não me ouviu, amor. Ficou aí, dando crise de ciúme. Essa é Tia D’Alma. Calypso.
– Ca... Calypso? – gargalhei alto – Vai nessa! – eu disse, limpando uma lágrima que escorria dos meus olhos.
Todos me olhavam confusos e ninguém ria junto comigo. Ela era Calypso mesmo.
Tive um encontro maravilhoso com o chão, ou em outras palavras, desmaiei.
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