Notas iniciais
Gente, estou contente com as respostas de vocês por meio dos comentários daqui do Nyah, twitter, Facebook e Messenger. Obrigada mesmo. Ainda quero agradecer a BruFreitas, Aline, MM e Cleo Tavares que também favoritaram. Obrigada! Ai, fiquei toda contente porque a Cleo Tavares, além de favoritar, ainda postou lá no nosso grupo no Facebook (grupo Castle Fanfic) uma indicação da minha fic. Obrigada, Cleo!!! Você, eihm, rsrsrsrs, me fez rir de alegria sozinha aqui. Amei!!!!! Obrigada também a Michelle Mello, Penny e Juliana Monteiro pelos comentários carinhosos e muito divertidos no grupo Castle Fanfic. Está muito difícil escrever esta história, pois, para ficar emocionante, escolhi um caminho tortuoso e nada muito fácil para Kate e Rick e, por ser Universo Alternativo, as situações são novas. Porém, vocês estão me animando tanto que a tarefa está se tornando gostosa de fazer. Juro!!! Ainda mais com a Bia e a Annie fazendo gracinhas, ehim... Bem, já falei muito, né???? (normal....) rsrsrsrs Boa leitura e espero que gostem. Agora eu vou responder aos comentários ainda não respondidos e, mais uma vez, obrigada por comentar. Bjinhos, Denise

Em Nova York, nos dias de hoje...

Antonella tinha acabado de deixar sua sala e seguiu em direção à sala da Presidência. Teria a difícil incumbência de transmitir para Richard as palavras de Kate.

Caminhando pelos corredores, a italiana pensava “vou agir como a própria Kate orientou, não vou me preocupar em filtrar nada. É sim, não vou ‘dourar a pílula’, e falarei tudo”, quem sabe, assim, o Richard desiste de uma vez desta birra com a “NICE CLOTHES”. Huummm!!! Mas não vai ser fácil. É, não tinha jeito, terei que enfrentar Richard e não tenho a mínima noção da reação dele. Seja o que Deus quiser”.

Antonella parou em frente à Secretária de Richard, Sra. Rosenthal – Schirley, preciso falar com o Sr. Rodgers.

Imediatamente, a Secretária respondeu com voz calma e suave – Dra. Symens, sinto informar que o Sr. Rodgers não quer falar com ninguém. Deu ordem para que eu não deixasse ninguém entrar, tampouco passasse nenhuma ligação telefônica.

Entendendo a situação da Secretária, que cumpria ordens, Antonella argumentou educada, porém firme — Schirley, é urgente, pode acreditar. Eu preciso falar com ele agora. Se a situação não fosse urgente eu não estaria aqui, eu não insistiria.

— Dra. Symens, eu compreendo, mas é que o Sr. Rodgers me deu ordens severas que não queria falar com ninguém. Ele foi bem claro comigo. – a Secretária repetiu sem se abalar. – A senhora sabe, ele não gosta de ser contrariado.

— Schirley, você sabe que eu tive uma reunião com ele logo cedo, agora pela manhã, assim que chegamos, não sabe? – Antonella falava calmamente para ganhar atenção da moça.

— Sim, eu sei, mas...

Antonella, educadamente, interrompeu a Secretária e continuou – então, Schirley, você pode, por favor, comunicar a ele que eu estou aqui, pois precisamos terminar o assunto que ficou pendente. Faça a ligação e pode colocar o aparelho no ‘viva-voz’, porque se ele se exaltar com você, eu digo que eu que insisti, aí não vai ter problema para você. – Schirley olhou para Antonella, respirou fundo, demonstrando que estava receosa, mas pegou o telefone, fez a ligação e colocou no ‘viva-voz’.

Richard atendeu no segundo toque — Sr. Rodgers, a Dra. Symens está aqui e quer...

Richard a interrompeu – Deixe-a entrar, Sra. Rosenthal.

Ao ouvir o som característico do final da chamada, Schirley soltou a respiração que estava presa e sorriu para Antonella, demonstrando alívio por não ter levado bronca do chefe.

Antonella sorriu amigavelmente e disse – Obrigada, Schirley.

Ao entrar na sala da Presidência, antes mesmo de Antonella falar qualquer coisa, Richard foi logo perguntando – E aí, Antonella, agendou para quando a visita da Dra. Katherine Beckett? – olhou para ela esperando uma resposta.

“Richard sempre fora direto, mas desta vez ele bateu o record”, pensou Antonella.

Sem demonstrar nervosismo, ela se sentou na poltrona em frente à mesa dele, se recostou, cruzou as pernas colocando uma pasta e umas anotações no colo e começou a falar – Richard, não ocorreu como nós esperávamos. As notícias não são boas.

— Sim, Antonela, estou esperando. Prossiga. Diga, porque as notícias não são boas?

Por mais que ele tentasse disfarçar, ela percebeu que Richard estava ansioso para saber detalhes. – Você conseguiu falar com ela? – perguntou, gentil, porém tenso.

— Richard, utilizei muito tato e por isso consegui fazer com que a Secretária de Kate passasse a ligação telefônica para ela.

— Sim,... – ele a fitava com olhar indagador, levantando as sobrancelhas.- E aí...

— Enquanto eu falava com a Kate, em nenhum momento eu entrei em detalhes sobre o caso e tampouco mencionei o nome da fábrica. Falei de forma genérica sobre a necessidade de tê-la aqui como advogada. Contudo ela foi direta e disse que não poderia vir, mas que, em seu lugar, mandaria um dos advogados do escritório. Eu disse, então, que o caso era de extrema importância para a fábrica e que, por isso e pela excelente recomendação que tivemos acerca do trabalho dela, o assunto só poderia ser tratado com ela e aqui em Nova York.

— Sim. – Richard continuava atento, deixando claro que ela deveria continuar.

— Pois é, mesmo assim ela repetiu que era impossível ela própria tratar do assunto porque não poderia sair de Washington D.C.. Ela disse ainda que todos os advogados que trabalham com ela são competentes, e passam por uma bateria de provas, entrevistas e trinamento para fazer parte do escritório dela, etc, etc, etc... – ela olhou para Richard e percebeu que ele continuava atento, e prosseguiu — Quando eu percebi que ela já tinha decidido que não vinha, eu vi que estava na hora de eu usar um método infalível: Sutileza. Pois é, Richard, eu insisti, mas com sutileza. E como forma de persuadi-la a advogar para nós, eu disse que eu própria, apesar de ter examinado bastante o caso e viver o dia a dia do problema, não havia obtido êxito, o que é verdade, né, Richard. – ela olhou para ele e sorriu de leve – Então, foi aí que eu a convenci.

— Sim. — Richard continuava escutando.

Antonella prosseguiu – Desde o início, Richard, ela foi muito educada e falava com muita tranquilidade. Mas a partir do momento que eu disse que eu não havia conseguido solucionar o caso e que eu precisava dela para resolvê-lo, Bingo! Ela passou a conversar mais amigavelmente comigo, até sorrimos de algumas coisas que falamos. – Antonella deu uma parada, respirou fundo e torceu a boca, mostrando-se alegre.

— Sim... E que foi que aconteceu? O que foi que deu errado? – Richard olhava atentamente para Antonella.

— Estávamos descontraídas, e já tudo acertado que ela abriria uma exceção e que viria para Nova York. Fiquei de enviar os papéis relativos a passagem aérea e a hospedagem e tudo mais. Tudo certro. Mas foi aí que, descontraída, ela me disse que estava curiosa para saber o nome do meu chefe, que, com certeza, devia ser a pessoa que estava insistindo para ela vim. – Antonella sorriu,

— Sim... Aí você falou... – neste momento ele não conseguiu esconder a ansiedade.

— É, Richard. Eu falei e ela deixou transparecer, pela voz, que levou um susto ao ouvir o seu nome. A Kate, então, perguntou seu nome completo, talvez para ter certeza que realmente se tratava de você, e como eu não via motivos para negar, então eu disse. Pronto! Foi aí que a situação realmente mudou drasticamente. Ela se transformou em outra Kate. Ela ficou verdadeiramente irada e começou a dizer um monte de coisa sem sentido e eu fiquei sem entender nada. Kate disse que compreendia que eu não tinha nada a ver com aquela história, mas que não sabia se eu sabia do que aconteceu. Ela disse que era para eu te dizer que você está redondamente enganado sobre a possibilidade de ela sair de Washington D.C. e vim para Nova York só porque você queria. Disse ainda que há seis anos foi ela quem queria falar com você e que você se recusou, não tendo nem a decência de atender pelo menos uma ligação telefônica dela para saber o que tanto ela tinha para te falar e sequer respondeu a nenhuma mensagem de texto ou e-mail que ela encaminhou para você. Disse ainda que eu deveria te comunicar que não deu certo o artifício usado por você para trazê-la à Nova York. A esta altura eu estava confusa com tanta coisa que ela dizia. – Antonella parou um pouco para dar uma respirada.

Richard continuava sentado, olhando fixamente para a italiana.

Antonella prosseguiu — Richard, ela estava tão enfurecida que não parava de falar. E o pior é que eu nem sabia o que pensar, pois não estava entendendo absolutamente nada. Eu não sabia o que a levou a falar assim de você. Eu ainda aproveitei que ela tinha parado um pouco de falar, usei de cautela para tentar amenizar a situação, mas não consegui. E digo mais, ela disse que já que eu estava sem entender nada, era para eu procurar saber dos fatos diretamente com você e que por ela, o assunto estava encerrado. E disse, por fim, que, infelizmente, você teve a infeliz ideia de contactá-la, fazendo com que eu e ela perdêssemos o nosso valioso tempo.

Antonella soprou o ar pela boca, aliviada por ter terminado a narrativa, e, ao consultar suas anotações, constatou que não se esquecera de falar nada. Em seguida, olhou para Richard e viu que ele estava com a testa franzida e um olhar distante, porém ferino, característico de quem está com raiva.

Sabia que Richard não gostava de ser contrariado e, como não queria vê-lo explodir, Antonella não falou mais nada. Esperou que ele tomasse a iniciativa de conversar sobre o assunto. Contudo, para seu espanto, sem nem mesmo olhar para ela, ele pegou o telefone interno e apertou algumas teclas. Antonella não fazia a mínima ideia para qual setor ou departamento ele estava telefonando. Mas foi só ela pensar isso, ela o ouviu pronunciar o nome da Secretária. — Sra. Rosenthal, providencie que meu jatinho seja preparado, pois eu vou agora para Washington D.C.. Eu não vou dirigindo ao aeroporto, vou precisar do motorista. Providencie também minha hospedagem, pois talvez eu precise passar a noite lá. Obrigada. – sem nem mesmo esperar resposta da Secretária, ele desfez a ligação.

Ele olhou para Antonella e a encontrou com a expressão tensa. Em seguida ela falou – Richard, você nem precisa me contar o que aconteceu entre vocês para ela agir assim, mas eu preciso saber o que é que você vai fazer lá. Você não pode forçá-la a advogar para você. Isto é um absurdo! Para um advogado pegar uma causa ele tem que ter, no mínimo, um relacionamento urbano com quem lhe contrata e isso não está ocorrendo. Vocês estão em pé de guerra. Ela não vai aceitar a causa. E pelo estado em que ela ficou, isto não vai se reverter. Acho que isso seria impossível.

— Vamos ver se é impossível. – olhando para ela, ele continuou — Antonella, tudo na vida tem um preço, eu quero saber o dela. Você não me disse que ela é a melhor advogada do país? Então, nada mais justo que eu queira que ela advogue para mim. Eu não quero o bom, eu quero o melhor. Então, eu vou lá para ouvir o que tanto ela queria falar comigo há seis anos. Obviamente, as coisas que ela queria dizer não vão ter mais sentido depois de tanto tempo. Com certeza eu vou escutar as desculpas esfarrapadas dela, as mesmas que eu não quis ouvir há seis anos. Se não me interessaram há seis anos, lógico que não vão me interessar agora. O que tinha há seis anos morreu. Então eu vou deixá-la falar tudo que quer, vou deixar ela botar prá fora toda a raiva, até ela ficar leve. Nada que ela disser vai me atingir, tenho certeza. O que eu quero agora é contratar os serviços advocatícios dela, nada mais.

Antonella ficou pasma com o que ouviu dele, pois aquele não era o Richard que ela conhecia. Ele podia nem estar consciente do que ele estava fazendo, mas suas palavras e ações exalavam paixão. Ela conheceu ali o lado acalorado, entusiasmado e passional dele e Antonella não sabia se isto era bom ou ruim, pois continuava sem saber ao certo o que houve entre eles no passado, tinha apenas uma ideia e a cena que passava pela cabeça dela não era nada inocente e sim cheia de luxúria.

Antonella ainda refletia que nunca imaginara que ao tentar desencorajá-lo a encerrar a birra contra a “NICE CLOTHES”, a birra agora seria com a Kate Beckett e, mesmo tendo ciência de que ele sabia resolver sozinho seus próprios problemas, ela não gostaria de vê-lo em apuros, porque no estado de 'paixão X ódio' em que eles se encontravam, boa coisa não ia resultar quando ele se encontrasse com Kate, pois ambos não estavam nas suas melhores condições. A coisa ia explodir. Então, tentando levar o assunto para a esfera comercial, interveio – Richard, eu sei que sou sua funcionária, mas você há de convir que eu também sou sua amiga e é como amiga que eu te digo: Você está se deixando levar pela emoção. Você é um homem de negócios...

— Eu não quero falar sobre este assunto, Antonela! – ele a interrompeu.

Antonella botou prá fora seu lado mandão de matrona italiana e retrucou firme — Não, Richard! Você não precisa falar nada. Quem vai falar sou eu e você vai ouvir. — ele arregalou os olhos diante da atitude inesperada dela — E saiba que é para o seu próprio bem. Você está tão transtornado que já está vendo as coisas por uma outra ótica. A situação fugiu do seu controle e você não pode agir assim. Você está levando ‘à ferro e fogo’ esta sua ideia de tirar a “NICE CLOTHES” do seu caminho. Esqueça este assunto. A “RODGERS’s” nunca esteve tão bem no mercado nacional e internacional como está agora e você sabe disto e acompanha isto de perto porque Malcon te passa toda semana os gráficos e demonstrativos. A “NICE CLOTHES” não está atrapalhando em nada os nossos negócios. Richard, este caso está indo para uma direção desconhecida e, com certeza, errada. Kate não quer advogar para você: fato. Aliás, ela não quer nem ouvir falar seu nome, quanto mais falar com você. Entenda que ela tem as justificativas dela. Aceite-as. Bote na sua cabeça que você não pode...

— Posso, sim, Antonella. Obrigada pelos conselhos, mas eu estou de saída para o aeroporto. Encaminhe para mim uma mensagem ou e-mail com o endereço do escritório da Dra. Katherine Beckett e, por favor, não cometa a besteira de avisar para ela que eu estou indo. – ele respirou fundo e a olhou com semblante mais leve e falou com um tom de voz amigo – Antonella, eu entendi perfeitamente que o seu objetivo como amiga é de me preservar. Você sabe que eu gosto muito de você, a respeito e prezo sua amizade e a de Malcon e sei que vocês só querem o meu bem, mas não se sinta ofendida por eu não acatar o seu conselho.

Vendo que não tinha mais nada a fazer, pois ele já estava decidido, Antonella retribuiu-lhe o olhar e falou – Ok, Richard, vejo que você realmente já está decidido, mas não se esqueça, se você precisar de algo é só ligar que estaremos ao seu lado como amigos ou como funcionários. Você sabe que pode contar conosco.

— Eu sei, Antonella, obrigado. – neste mesmo momento, ele ficou calculando mentalmente o tempo de viagem. “De avião, apesar da viagem durar apenas 45 minutos, vou perder muito tempo para chegar até o aeroporto, além do que pode haver qualquer contratempo no trânsito e eu não quero correr este risco, pois preciso chegar com urgência em Washington D.C.”. Então ele pegou o telefone e teclou — Sra. Rosenthal, cancele o motorista, eu vou para o aeroporto de helicóptero, então se comunique com o piloto para que ele possa providenciar autorização de voo, junto com as autoridades aeroportuárias. Diga que eu tenho pressa.

Antonella se levantou com o semblante preocupado e falou para Richard – Richard, faça uma boa viagem e boa sorte. – torceu a boca indicando que tentara fazer o melhor. Sorriu levemente, demonstrando amizade — Vou providenciar o endereço do escritório da Kate e, pode deixar que eu mesma encaminharei para você por mensagem de celular e também por e-mail.

Continua...

Notas finais
Então, amores, como estão se sentindo??? Falem comigo. Comentem!!!! Façam uma escritora feliz!!!