Notas iniciais
Obrigada pelos comentários estimulantes. Promessa é dívida. Respondi a todos os comentários e consegui postar mais um capítulo. Se por pura loucura eu deixei algum comentário sem resposta, fineza puxar minha orelha (sem torcer kkkkk) e apontar que eu vou lá me retratar, ok!? Bjinhos Denise Desconsiderar os negritos, pois foi um erro do editor de texto e não estou conseguindo tirar. Amanhã eu tento novamente.



Apesar de tensa pelo modo como a filha pedira para ela se deitar com Rick, anda mais depois que, naturalmente eles entrelaçaram suas pernas, Kate não demorou a dormir, pois seu dia fora muito agitado.

Ela ficara até o meio da tarde envolvida com o seminário e do meio da tarde até à noite, se viu no meio de uma forte tormenta emocional, então, mesmo cedo e muito antes do horário a que estava habituada a dormir, o sono a pegou no momento em que pôs a cabeça no travesseiro.

Ela se encaixou entre a filha e os maravilhosos braços e o peito do marido. Ela se sentiu acolhida e, aos poucos, a paz tomou conta dela.

O mesmo acontecera com ele. Situação difícil no início. Muito difícil, mesmo, pois ele a tinha nos braços, mas não podia nem mesmo fazer um carinho. A única coisa que ele pode fazer foi entrelaçar suas pernas com as delas e passar seu braço sobre a cintura dela, trazendo-a mais para junto dele, o que aconteceu naturalmente e que, graças a Deus, ela não voltou a reclamar.

Além deles terem se deitado mais cedo do que tinham costume, ele também estava tenso e por conta disso custou para ele relaxar, mas assim que se viu abraçado com a Kate, mesmo que ela não estivesse declaradamente receptiva, ele sentiu que ‘estava em casa’, e que em pouco tempo, se Deus assim permitisse, ela entenderia a armação que acontecera no escritório e pensaria no amor infinito que ele tinha por ela. Pensando assim, conseguiu relaxar e o sono o pegou.

A noite foi tranquila e o ‘sonho mau’ não visitou Annie novamente.

Deitaram muito cedo, muito antes do horário em que eles costumavam dormir.

Devia ser um pouco mais de meia noite quando Rick acorda com um solavanco no seu braço e antes de dar tempo dele ficar sobressaltado, ele sente pequenas mãozinhas sobre ele. Abriu os olhos e viu sua outra princesinha. Era Bia, sonolenta, querendo colo, se espremendo entre ele e Kate.

Com rapidez e delicadeza, ele se afasta da mulher o suficiente para a filha se encaixar entre os pais e ficar acolhida dentro dos braços do pai e para isto, infelizmente, ele teve que destrançar as pernas com Kate.

— Oi, papai. – ela murmurou rouca e sonolenta, que quase não dava para ouvir.

— Oi, Princesa. – ele falou baixinho.

Quando ele ia pedir a filha para fazer silêncio e ficar quietinha para não acordar a mamãe e a Annie, ele percebeu que Bia, agarrada a ele, já voltara a dormir.

Ao se ver naquela situação, com a mulher e duas de suas filhas num emaranhado de amor naquela cama, ele constatou que, mesmo que a Kate estivesse equivocada e momentaneamente chateada, ele era um homem feliz. Com estes pensamentos, ele voltou a dormir.

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Aproximadamente uma hora depois, ele acorda com o balançar da cama e vê Kate se levantando com cuidado para não acordar ninguém. Assim que consegue sair do sanduiche de filhas, sem acordá-las, olha o marido que estava deitado, abraçando Bia, e ambos estavam virados para o lado onde Kate e Annie estavam e ao encontra-lo acordado, olhando para ela, não consegue ocultar o sorriso que estava estampado no rosto, mas depois faz bico de birra prá ele, e, sorridente, o provoca, falando baixinho – Não estou sorrindo para você. Eu estou sorrindo de felicidade porque estou rodeada das minhas filhas. – Kate apontou para Bia, Annie e Alexis. A ruivinha também estava na cama e dormia abraçando a irmãzinha. – Olha prá isso... Não é lindo? Haja coração. – Kate continuou se movendo e se sentou na cama.

— Aonde você vai? – Richard perguntou curioso.

Já de pé ao lado da cama, Kate acariciou a barriga e informa — Seus filhos estão determinando que eu vá ao sanitário, com urgência. – ela faz cara de aflição e corre, entra no closet para ir ao sanitário.

De volta ao quarto, ela segue em direção a uma das poltronas e se senta séria, com ar pensativo e isto chama atenção dele, que fica em dúvida se pergunta ou não o motivo dela não retornar à cama, então decidiu arriscar. Mas logo depois, com receio dela expulsá-lo do quarto, ele resolve fingir que voltara a dormir.

No entanto, quase sem acreditar, ele ouve Kate falar bem baixinho para as crianças não acordarem – Richard, você está acordado?

Ele resolve pirraçar – Não!

— Muito engraçado! — ela ironiza, e dá uma risada curta, mas logo se dirige novamente a ele — Hey, Richard, você pode vim aqui? – ela sussurrava.

Ao ser chamado por ela, seu coração bateu acelerado e toma o mesmo cuidado que ela tivera para sair da cama. Ele não tinha a mínima noção do que ela queria. Será que ela iria pedir para ele ir para o quarto de hóspedes, já que as meninas estavam dormindo?

Tenso, ele estava parado em frente à poltrona onde a esposa estava sentada e ele passava as mãos nos cabelos que ficavam na nuca. Não sabia o que o esperava, tendo em vista que a expressão do rosto dela não deixava nenhuma pista.

— Richard, eu estou com uma dúvida muito grande.

— Eu posso ajudar? – ele indagou.

— Sim... Creio que sim. – ela fez uma pausa, se levantou e deu alguns passos para a direita e depois parou um pouco distante e olhou para ele.

Apesar da suave iluminação que vinha do abajur, ele se sentia completamente no escuro. Não fazia ideia do que ela iria falar. Estava ansioso e resolveu descontrair o ambiente mesmo sem saber o que viria a seguir. – Kate, se você não disser o motivo porque me chamou até aqui, eu acho que vou ter um infarto. – sorriu.

— Oh, não! – ela também sorriu diante do que ele falara. – Fique tranquilo que você não vai morrer de enfarto. Na verdade, eu queria dizer que apesar de eu ter pegado no sono assim que deitamos mais cedo, eu já estou acordada faz algum tempo. E neste tempo eu pensei sobre tudo o que eu vi no seu escritório e tudo o que Kelly Wilker me falou naquele dia em que eu estive no escritório dela, lá em Nova York, inclusive e principalmente sobre os delírios dela com relação a você. Desde antes de eu encontrá-la ela já estava com uma fixação com relação a você. Ela disse que queria casar com você a todo custo. Disse que você não sabia, mas que ia fazer você ficar apaixonado por ela de qualquer jeito.

— Você tá me falando isso para eu não conseguir dormir mesmo, né? Acho que eu vou ter pesadelo com essa mulher, Kate.

— Cala a boca, Richard e me deixa terminar meu raciocínio. – de forma leve e um tom de voz até um pouco divertido, ela o repreende, mas sem nenhum traço de grosseria.— Pois é — Kate volta a falar à sério -, Eu pensei em tudo que aquela louca falou e também fiz uma reflexão sobre tudo que você me falou hoje à tarde e hoje à noite... sobre, tudo o que você me falou desde o momento em que eu te vi lá no seu escritório. Aliás, o que você vem me falando desde que você me conheceu, inclusive quando nos reencontramos – fez uma pequenina pausa – então -, emocionada, ela torceu levemente a boca e voltou a falar — então eu queria que você soubesse que eu estou em dúvida o que dar para esta indiana.

Ela fez uma pausa e Rick prendeu a respiração, pois continuava no escuro.

— Você está em dúvida o que dar para esta indiana? Não entendi. Depois de tudo isso que essa maluca aprontou com a gente, não consigo imaginar o que você poderia dar para ela.

— Eu estou em dúvida o que dar para esta indiana. Não sei se eu dou um tiro no meio da testa dela pela raiva que me fez passar ou se dou um troféu de melhor atriz.

Assim que terminou de falar, ela o olhou, mas desta vez não estava séria, porém tinham lágrimas descendo dos seus olhos, mas junto com as lágrimas havia um sorriso tímido.

— Eu – Kate começou a falar, mas sua garganta travou devido à emoção.

Com o coração saindo pela boca, ele dá passos largos até parar em frente à esposa e, sem encostar nela, indaga – E... – ele agora tinha uma ideia do que ela queria realmente falar.

Houve um pequeno silêncio e as lágrimas de Kate desciam.

Agora ele sabia o que ela estava querendo dizer. Apesar dele ter certeza do que Kate estava querendo dizer, ele queria que ela dissesse por si só, para não ter dúvida.

— Pois, é – Kate agora continuava com o sorriso tímido — Não sei se dou um tiro naquela indiana estúpida ou se dou para ela um troféu de melhor atriz, porque a atuação dela foi irretocável.

Bem de frente para ele, quase colada, ela levanta o rosto e dirige a ele um olhar cheio de amor. – Rick, você me perdoa por ter acreditado nela ao invés de acreditar em você? Você me perdoa por todas as barbaridades que eu falei e as que eu pensei sobre você? – ela continuava sorrindo tímida e também chorava, mas seus olhos transmitiam felicidade ao mesmo tempo. Kate fixa seus olhos no marido e declara – Babe, eu te amo. Eu sou louca por você. Eu não quero mais pedir o divórcio. Você ainda quer ficar casado comigo, para vivermos verdadeiramente como marido e mulher?

Não cabendo em si de tanta felicidade, Richard já fazia carinhos nos cabelos dela e, assim, pergunta para ela — Sra. Katherine Rodgers, a senhora quer que eu responda com palavras ou com ações?

— Pode ser os dois? – já mais solta, ela quis saber.

— Seu desejo é uma ordem.

Dizendo isto ele a puxou para ficar colada ao seu corpo – Moça, você é o amor da minha vida. – deu um selinho nela — Não existe no mundo mulher que é mais amada do que você. Então – ele a beijou apaixonadamente e ela retribuiu com intensidade. Ele interrompeu o beijo e continuou a falar – Então, moça, eu quero, sim, continuar casado com você. É o que eu mais desejo no mundo – retornaram ao beijo, desta vez com carícias por todo o corpo.

De repente, enquanto ele está acariciando o corpo da esposa, passa a mão na barriga e dá um salto prá trás, assustando Kate.

— Rick, o que foi isto?

— Mexeu. – ele estava com os olhos arregalados — O bebê mexeu... Um ou dois, ou três, não sei....

— Foi, eu senti... Vem cá, amor, — Kate pega a mão dele e põe no local onde ela sentia o bebê mexendo e ao sentir o movimento, ele se emociona. – Kate, é a primeira vez que eu sinto um filho meu mexer ainda na barriga.

— E a Alexis? Você deve ter sentido a Alexis, quando a Meredith estava grávida dela.

Ele torceu a boca expressando sua tristeza ao pensar naquele assunto — Ah, melhor nem comentar... Você sabe... Eu não amava a Meredith. Foi um sexo casual na noite em que eu a conheci. Casei com ela porque ela estava grávida, já que ela tinha a intenção em fazer aborto. Mas ela detestou cada minuto dos nove meses da gestação e não fazia questão de esconder isto. Ela falava a todo momento que aquele bebê tinha estragado com os planos dela, pois interrompera um contrato para um filme que ela almejava por muito tempo. Eu até fiquei com medo dela fazer uma besteira, e prosseguir com a ideia do aborto. Deus me livre! Só de pensar eu fico louco. Nós não tínhamos um casamento tradicional. Desde o início da gravidez, nem sexo ela queria e eu, para falar a verdade, nem tinha vontade. Eu só sabia notícias da gravidez quando eu a levava ao obstetra. Pelo menos ela não me impedia de entrar com ela nas consultas e nos exames. Ela não comentava nada sobre a gravidez, não me deixava encostar nela nem mesmo fazer um carinho na barriga, muito menos conversar com a bebezinha... E o resto você já sabe. A parte boa é que a Alexis nasceu perfeita, linda, cheia de saúde e ficou melhor ainda quando a Meredith aceitou o divórcio e não se opôs quando eu pedi a guarda, aliás, ficou até aliviada por não ter que cuidar da filha. Então – ele acariciou a barriga da esposa -, Kate, estou amando esta sensação de sentir meus bebês se mexendo dentro de você. Nossa Senhora! Obrigada. Hey, eles pararam!

— Ah, babe, não é o tempo todo que eles ficam se mexendo. – ela sorriu e em seguida, com olhar safadinho ela laçou o pescoço dele com seus braços, deu um monte de pequenos beijos no rosto dele e, ficou sussurrando no ouvido dele – Na verdade, marido, sabe quem é que eu queria que tivesse dentro de mim, se mexendo muito... agora? – após receber um olhar guloso dele, ela confirmou – Sim, babe, você.

— Sério!? – assim que ela confirmou com a cabeça ele a pegou no colo e a levava para sair do quarto quando ele mesmo parou, olhou para a cama e perguntou – E as meninas? Se elas acordarem e não nos acharem?

— Ah, não, babe! Não temos o que nos preocupar com elas. – Kate o tranquilizou – Que horas são? Uma e meia, duas horas na manhã? Huuummm! Elas só vão acordar lá pelas seis, sete horas da manhã. – Kate ria, feliz. – E aí, onde vamos? – ela o encorajou.

— Então, garota – ele estava tão feliz quanto ela -, vamos para o quaro de hóspedes — se prepare porque hoje você vai saber se aquela cama é resistente mesmo.

— Só não me jogue na cama como você faz aqui, porque o colchão de lá é ortopédico, aí, já viu, né...

— Pode deixar... Terei cuidado...

Chegando ao quarto de hóspedes ele trancou a porta, pois não queria arriscar ser flagrado pelas filhas, então se sentou na cama e permaneceu com ela no colo e, deixando-a ansiosa, ele desabotoa a camisa do pijama dela enquanto ela desabotoava a camisa do pijama dele. Ambos sem camisa, Rick se lembrou que devia ter cuidado com os seios sensíveis dela, então, os lambeu e os acariciou em toda a sua extensão, deixando-a ainda mais excitada.

Ambos queriam mais – Rick – ela sussurrava e gemia de prazer ao ser estimulada por ele. – Eu estou com muita saudade de você... Parece que estamos separados há mil anos... Eu quero você dentro de mim, babe, agora.

Com força e habilidade ele a ergue e a põe deitada, sem ao menos se desgrudar dela e aí se seguiram momentos de amor e de paixão, todos quentes e mágicos.

No início, ambos estavam tensos, mas no segundo seguinte se entregaram de corpo e alma ao outro e não economizaram palavras de amor e paixão.

Devido ao aumento da barriga dela, experimentaram movimentos, caminhos, posições e carícias diferentes, o que deixou o sexo extraordinário, arrancando gemidos e murmúrios de prazer de ambos.

Após estarem satisfeitos, felizes e já com a energia recuperada, estavam deitados, Richard meio de bruços e Kate de lado, de frente para ele.

— Kate, acho que nunca vou cansar de te dizer o quanto eu te amo. Há aproximadamente dez horas meu mundo desabou quando você falou em divórcio. Desde o escritório que meu coração está descompassado e não pensa noutra coisa senão recuperar a minha mulher.

— Eu também, babe. E pensar que aquela destrambelhada poderia ter destruído nosso casamento.

— Psssiiiii!!!! – ele põe o dedo indicador na boca da mulher, num gesto de pedir silêncio. – Não vamos falar nela. Vamos falar de nós.

— Você tem razão, Rick. O nosso amor é maravilhoso e tão forte que venceu anos de separação e a este episódio horrendo. Eu te amo tanto, tanto, tanto e tenho certeza do seu amor por mim e isto me faz forte. É um amor que não pode ser explicado pela ciência ou religião; vai além da medicina além da razão. É inexplicável. A única coisa que sei, Rick, é que amar você é o que faz a minha vida valer a pena.

— Ele girou o corpo e ficou parcialmente sobre ela – Minha mulher está inspirada. Querida, esta sua inspiração e sua declaração de amor me deixaram excitado e louquinho para fazer amor com você. Eu quero entrar em você, babe.

— Novamente?

— Sim, novamente. Um sexo bem gostoso e faremos cada vez melhor e eu estou com mais pressa do que você. Dá prá sentir? – ele encostou seu membro rijo nela e ela o envolveu com a mão, habilmente, ela o acariciou em movimentos rápidos, da base para a extremidade, repetidas vezes.

— Pois, então, venha que eu estou pronta.

Com a mão e com os dedos, ele passou a acaricia-la e a estimulá-la intimamente, deixando-a mais ainda entusiasmada.

Eles se amaram, se encaixaram e ele bombeava de leve.

— Tudo bem, Kate? – excitado, ele se preocupava com o prazer dela.

— Delícia, babe, não pare... Não... Continue, que está uma delícia. – ela gemia e o orientava – Mais rápido, babe. Mais rápido.

Sobre os travesseiros, os lindos e longos cabelos de Kate cascateavam para o lado e para frente e balançavam no mesmo ritmo das arremetidas do marido que cada vez era mais forte e mais rápida e depois de muito estímulo, muitas palavras e termos excitantes e muitas estocadas profundas, Kate chegou ao prazer máximo e, com as pernas trêmulas por conta do orgasmo ela desabou sobre os travesseiros. Rick se desconectou apenas para posicioná-la de outra posição, voltando a se encaixar e a bombear deliciosamente.

Desta maneira, ela foi premiada pela terceira vez e logo em seguida foi a vez de Rick.

Ficam relaxados, lado a lado na cama.

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Relaxados e leves após duas rodadas de sexo intenso, eles estavam cansados e o sono os atingiu.

— Eu não me aguento de sono, Rick, porque dormi pouco e agora você me deu uma canseira – ela se aconchegou nos braços dele. – Graças a Deus! Adoro quando você me dá canseira assim – ela sorriu e beijou o tórax dele.

— É você quem me deixa assim, aceso, vivo. – acariciou os cabelos dela – Mas não podemos dormir aqui, temos que ir para o nosso quarto senão as meninas, a Annie, pelo menos, vai acordar chorando pensando que o “sonho mal” levou você embora.

— Por falar nisto, você viu que coincidência o pesadelo dela com a ameaça que você tinha me feito?

— Pois é, fiquei assustado, viu? Mas graças a Deus que aquilo não passou de um pesadelo tanto para ela quanto para nós e já acabou. – ele a apertou entre seus braços bem forte, como se estivesse com receio dela desaparecer.

— Uai, babe, você me apertou mesmo agora.

— Eu sei, moça. Foi de propósito, pois eu prometi para Annie que ia apertar você bem forte para o “sonho mal” dela não te levar, lembra?

— Sim. Vamos, amor?

— Vamos.

— Mas antes vamos tomar um banho para ficarmos cheirosinhos quando formos abraçar e beijar as meninas.

Eles se sentaram, daí Kate se lembrou de algo – Amor, você não vai se esquecer de investigar quem foi o parceiro ou a parceira de Kelly Wilker nesta palhaçada, não é?

— Não! – ele ficou vermelho de raiva e suas narinas ficaram dilatadas — É uma questão de honra. Assim que você saiu de lá do escritório com a Lanie, eu pedi para Antonella investigar discretamente e não comentar com ninguém. Ela mesma ia sondar com um, com outro e depois ia juntar as peças do quebra-cabeça. Alguém ali tem que saber ou ter visto algo estranho.

— Ah, sim. Esta pessoa tem que pagar caro. Sempre tem alguém invisível querendo empatar nossa felicidade. Primeiro foi a pessoa invisível que teve a autoria daquelas fotos ridículas e o bilhete igualmente ridículo que recebemos três meses antes no nosso casamento, há seis anos. E agora outra pessoa invisível ficou orquestrando nossos passos para saber o momento exato desta maluca atacar, pessoalmente.

— Querida, pode deixar comigo que eu vou resolver. Desta vez não vai ficar assim. Não vou deixar esfriar como fizemos no passado ou deixar prá lá. Veja bem, eu não quero modificar o passado, até porque depois de seis anos fica difícil saber de quem foi a autoria daquelas fotos e bilhetes. Mas eu quero encontrar e punir esta pessoa que foi parceira da indiana louca. Mas fique tranquila, esqueça e deixe comigo. Não fique pensando nestas coisas porque só vai machucar você.

— Ah, eu estou bem, Rick. Estando com você colado ao mau lado, babe, você cuidando de mim e eu cuidando de você, nada mais nos afeta. Mais uma vez fica a lição: temos que confiar um no outro. Sempre.

— Sempre.

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Já no quarto e na cama deles, voltaram às posições originais.

Assim que Rick se deitou, a Bia, mesmo dormindo, foi procurando um lugar confortável e se encaixou naturalmente nos braços do pai.

— Coisa linda, né? – Kate falou baixinho, toda feliz ao olhar sua filhinha que se aninhou nos braços do pai.

— Demais!

Antes de Kate se virar para colar seu peito nas costinhas da Annie, ela, ficou de frente para o marido. Bia estava entre eles, mas não empatava o contato visual.

— Amor, me ajuda a pensar numa coisa. – Kate chamou bem baixinho o marido.

— As meninas não acordam se ficarmos conversando?

— Não. Elas dormem feito pedras e além do mais, estamos falando baixinho.

— Sim...

— Rick, será que vamos superar esta crise?

Olhando amorosamente para a esposa, ele responde — Vamos, babe, pode ter certeza. E pode ter certeza também que outras acontecerão e baseado no amor que nós sentimos um pelo outro, saberemos nos livrar e nos recuperar de todas elas. Temos que usar de esperteza e ter consciência dos perigos que nos rodeiam e também temos que ser espertos para deixar realmente pra trás estas coisas que estamos deixando para trás. Passou, passou. Deixa ir embora. Aconteceu? Sim, aconteceu, mas já passou. Não vamos ficar matutando como poderia ter sido ou o que poderia ter feito para não acontecer, etc... Passou. Temos que enxergar que a sabedoria do viver bem está em 'não lutar' para tentar mudar ou esquecer das dores do passado. A sabedoria está em saber aceitar que 'a dor faz parte do que somos". A "dor" e o "sofrimento" fazem parte da vida e é lutando contra eles que nós amadurecemos. E nós dois juntos, somos mais fortes e teremos mais chances para lutar bravamente contra quem quer que seja ou o que for que aconteça e também para nos desviar deles ou se não conseguirmos nos desviar, temos que saber que juntos teremos mais força para levantar.

— Adoro suas palavras, Rick. Eu te adoro. Você é brilhante, amor, é perspicaz e sempre tem algo de bom para me dizer e para me animar. Eu te amo.

Eu também te amo.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo. A história ainda não acabou.... ainda tem mais... Hey, tá liberado: pode comentar, favoritar e recomendar. rsrsrs ============= Rick pega na barriga de Kate - https://static.bolsademulher.com/sites/default/files/styles/large/public/bdm/sexo-na-gravidez.jpg?itok=FS7s6Lpq Rick rolando com Kate na cama - http://31.media.tumblr.com/cfed657a33b220b920531e80c28a0479/tumblr_nnbyienEm81upkpglo1_500.gif CASKETT na cama - http://41.media.tumblr.com/tumblr_ly907jWTSk1qhvyilo3_1280.png CASKETT relaxados pós sexo - http://fc08.deviantart.net/fs71/i/2013/020/b/e/castle_and_beckett_the_morning_after2_by_castlefreak005-d56z1yq.jpg