Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
49 Reencontro
Notas iniciais
EM NOVA YORK
No momento em que o serviço de som do aeroporto anunciou a chegada do voo de Kate, o coração de Richard deu um salto... Deu um solavanco e passou a bater rápido e forte, e ele tinha quase certeza que as pessoas ao seu redor podiam ouvir. Sentia-se como um adolescente esperando a primeira namorada, faltando apenas o suor nas mãos e as espinhas do rosto. Sorriu diante desta comparação.
Na verdade, estava tenso em rever a noiva e as filhas gêmeas, pois, exagero à parte, a saudade o estava matando... Mas ele sabia que, por mais que amasse Kate e as meninas, este comportamento se dava principalmente porque tudo ainda era muito novo para ele. A reconciliação ainda estava muito recente. E também tinha o fato de que desde que iniciaram o namoro e depois o noivado, há aproximadamente dez anos, excluindo os seis anos do rompimento, eles nunca ficaram separados.
Com Alexis a situação não era diferente. De mãos dadas com o pai, a garotinha estava parada bem em frente ao portão de desembarque e, seu semblante e suas palavras expressavam ansiedade, pois a todo instante ela queria saber informações...
— Pai, está demorando muito.
E de minutos em minutos Alexis tornava a perguntar...
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— Pai, onde elas estão?...
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— Pai, vai demorar muito para elas aparecerem?
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— Pai, elas vêm mesmo?
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— Pai, elas, realmente, vêm por este caminho?
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Como era um pai amoroso, a cada manifestação da filha, Richard fazia carinho nos ombros ou nos cabelos da linda ruivinha diante da sua impaciência e, as vezes, ele se agachava e lhe beijava a face de forma a aplacar sua ansiedade.
Mesmo que estivesse sofrendo deste mesmo problema, o papal de Richard era não deixar transparecer sua própria inquietação. Muito pelo contrário, teria que fazê-la relaxar, então falava suavemente. — Querida, elas estão vindo mas é porque demora para o avião descer, parar, tirar as malas dos passageiros e colocar nas esteiras de bagagens e depois elas ainda vão procurar suas malas... — ele sorria para amenizar o assunto. -, mas já, já elas aparecem. Você vai ver, querida.
Respirando fundo, demonstrando que estava resignada, Alexis fez um beicinho fofo, ficou de frente ao pai, levantou o rostinho na direção dele e depois ao abraçá-lo pela cintura, concorda com ele — Ta bom, papai. — e apoiou sua cabeça no seu tórax.
Preocupado com a ansiedade da filha, Richard consultou o relógio e calculou que daria tempo de ir com ela até uma cafeteria ao lado do desembarque a fim de distraí-la. Então, com a desculpa que estava com sede, ele a chamou para beber água.
— O papai está com sede. Vamos beber água? Aí você aproveita e também bebe um pouco, minha bonequinha.
— Mas papai, se elas chegarem e não acharem a gente? — perguntou preocupada.
Despreocupando-a Richard explica — Não, querida. Não se preocupe. Nós só vamos beber água e voltamos rapidinho, ok?
Alexis apenas balançou a cabeça afirmativamente e aceitou a mão que o pai estava estendendo para andarem de mãos dadas.
Ele a levou para beber água.
Ao serem atendidos, na cafeteria, Richard percebeu que teve êxito na sua ideia de levá-la até ali, pois a garotinha já falava sobre outros assuntos.
Após cerca de cinco minutos, retornaram ao local de origem, em frente ao desembarque, e, não deu outra, Alexis de mãos dadas com o pai, indaga...
— Pai, está demorando muito.
E de minutos em minutos Alexis tornava a perguntar...
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— Pai, onde elas estão?..., vai demorar muito para elas aparecerem?
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— Pai, elas vêm mesmo?
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— Pai, elas, realmente, vêm por este caminho?
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Richard não ralhou com a filha pela insistência nas perguntas, muito menos fez qualquer gesto de impaciência, pois, se para ele, que era adulto, aquele evento, além de tenso, era uma novidade, imagina para ela, que nunca passara por situação semelhante, pois Meredith, sua mãe, nunca anunciava quando ia chegar à Nova York, pois quando aparecia, o fazia de surpresa e, do mesmo modo que aparecia, ela ia embora, não dando oportunidade da filha esperá-la ou levá-la, ou seja, a ruivinha nunca se vira nesta situação no Aeroporto. Mesmo se Alexis fosse pegá-la ou buscá-la no aeroporto, Richard tinha certeza que a menina não ficaria assim como estava naquele momento, pois Meredith raramente vinha ver a filha e quando vinha ficava tão pouco tempo com ela, que não dava tempo da garotinha estreitar o vínculo emocional, além daquele formado pelo sangue e pelo DNA.
Passados aproximadamente dez minutos do horário em que o serviço de som anunciara a chegada do voo, Richard ouve Alexis anunciar em tom alegre — Papai, olha alí, a Kate, a Bia e a Annie...
Richard apurou as vistas e somente então identificou as três, e esta visão fez seu coração palpitar.
Kate vinha empurrando o carrinho de bagagens e ao seu lado, vinham as gêmeas. Num piscar de olhos, Richard sente Alexis se soltar de sua mão e, como um raio, fura o bloqueio da funcionária do aeroporto, invade o portão de desembarque e vai correndo em direção das três, fato que foi percebido por Kate que, só teve tempo de se afastar do carrinho e ser agarrada pela ruivinha que transpassou seus braços na cintura da mãe. Kate agachou-se e ambas ficaram abraçadas.
Alegre com a recepção calorosa, Kate falou — Querida, que bom ver você. Eu estava morrendo de saudades.
— Eu também, mommy! Eu também. — Alexis falava emocionada, grudada ao pescoço de Kate.
No momento em que Kate dava beijos nas faces da ruivinha, uma jovem funcionária do aeroporto se dirigiu a ela de forma muito educada — Senhora, não é permitida a permanência de pessoas estranhas ao vôo.
Kate se levanta para falar com a moça, porém, antes mesmo de argumentar ou apresentar qualquer desculpa, a Alexis se adianta e, de mãos dadas com Kate e com voz firme, porém doce, se dirige à moça, esclarecendo a situação, com expressão facial de quem estava convicta do que falava — Moça, eu não sou estranha, eu sou filha dela e estas são minhas irmãs, Annie e Bia. — apontou para as irmãs — e o nosso pai está lá fora nos esperando — e, levantando o rostinho, olha para Kate e indaga — Não é, mommy?
Emocionada com a espontaneidade do episódio e da declaração de Alexis, Kate olha para a ruivinha faz um gesto afirmativo com a cabeça e confirma a informação dela. — É meu docinho. — Em seguida, Kate se dirige para a moça e ratifica a informação de Alexis — É sim, senhorita, esta garotinha é minha filha.
Naquele momento, mesmo sensível ao reencontro de mãe e filha, ela tinha que cumprir com suas obrigações, portanto, de forma educada, a moça se dirige novamente à Kate e comunica — Desculpe-me Senhora, Eu... Eu até entendo, mas... mas mesmo assim... -, porém logo interrompe o que ia falar, pois percebe que Kate estava tranquila e que nenhuma das quatro representava qualquer perigo àquele local, até porque, já estavam se posicionando na direção da saída do salão de desembarque.
Então, de forma acolhedora, dá um largo sorriso para Kate e para as três crianças e comunica — Sejam bem vindas a Nova York — e, após ouvir um coro de — Obrigada — das quatro, a moça se afasta um pouco e dá espaço para Kate, ladeada pelas filhas, passar empurrando o carrinho.
Ao ultrapassarem o portão de desembarque e alcançarem Richard, que estava posicionado num local que não empatava passagem das outras pessoas, as gêmeas falam em uníssono — Papai! Papai! — então começam a falar e a perguntar sobre mil assuntos, parecendo tiros de metralhadoras.
Antes de se agachar e ficar na altura das filhas, Richard dá um longo olhar para a noiva. Um olhar cheio de amor. Mas este olhar dura pouco e foi logo interrompido, pois precisava não só acalmar os coraçõezinhos das pequeninas, como também o dele próprio que estava morrendo de saudades delas. Ficaram assim por alguns segundos, até que ele comunicou — Vamos sair, vamos prá casa. Lá nós conversaremos mais à vontade.
As três meninas, ainda elétricas, ficaram conversando entre si quando ele se levantou.
Richard e Katherine ficam de frente um ao outro. Corações acelerados, admiram-se mutuamente por alguns segundos, olhos nos olhos, porém, ambos desviavam dos olhos para os lábios, alternadamente. Isto se deu por frações de segundos. Rick ergue suas mãos e acaricia a face da noiva e juntando suas testas, ouvindo-a respirar com dificuldade face a emoção do momento, ele sussurra — Oh meu Deus, Kate! Eu estava morrendo de saudades.
Em resposta, com o coração palpitando, ela murmura — Eu também, babe.
Em seguida, respeitando o local público e contrariando seus instintos carnais que exigia mais, eles dão um largo sorriso e trocam alguns beijinhos rápidos, tipo selinhos.

Em seguida se abraçam. Um abraço apertado, porém rápido, mas que traduzia a saudade e o amor que ambos sentiam.
Ao se afastarem, sorrindo levemente, ambos fazem afagos nas faces um do outro. Ele pisca para ela em sinal de promessas, dá um selinho nela e, por fim, toma o controle do carrinho de bagagens com a intenção de saírem do aeroporto, porém, ainda parado, convoca as filhas de forma carinhosa.
— Vamos!
As crianças continuam elétricas.
Rick continua parado e volta a olhar para Kate e, desta vez anuncia diretamente para ela — Vamos para casa... para 'nossa casa' — frisando as palavras 'nossa casa', deixando Kate emocionada.
Naquele instante, tudo que ambos queriam era se jogar um nos braços do outro e trocar beijos e abraços, porém, mais uma vez em respeito ao local, a única coisa que puderam fazer foi olhar fixamente um nos olhos do outro e dar um leve beijo casto.
Durante o trajeto para o loft, as meninas continuaram a falar e perguntar muitas e muitas coisas, sem parar, demonstrando, assim, que estavam felizes. E Richard, por sua vez, estava igual às filhas, esbanjando alegria e, mesmo dirigindo, respondia a todos os questionamentos delas e ainda contava outras histórias, fazendo-as rir.
Ouvindo e prestando atenção a tudo que acontecia dentro do veículo e com a mão de Rick repousada carinhosamente na sua coxa esquerda desnuda, pois seu vestido era acima do joelho, Kate refletiu — "Meu Deus, e pensar que elas nunca tinham visto o pai pessoalmente... Elas só o conheceram há pouco mais de uma semana e, apesar dele ter ficado quatro dias em Washington, D.C., as meninas conviveram menos de quatro dias com ele... Deus! Eu as conheço muito bem e sei que apesar de serem extrovertidas em casa, na escola e com os amigos, elas nunca se soltam nem se entregam assim tão facilmente com pessoas desconhecidas, como fizeram com o pai no mesmo momento que o viram. Elas só o tinham visto por meio de fotografias... Na verdade, muitas fotografias... Muitas mesmo, mas mesmo assim, tudo que elas sabiam dele é o que eu falava para elas desde que nasceram. — meditando sobre isto, Kate sorriu levemente— Também, né, eu só falava as coisas maravilhosas que ele fazia, as brincadeiras e as piadinhas e trocadilhos que ele é mestre... aliás, não havia nada de ruim para falar dele. Nada. Nada mesmo. Mas mesmo assim, eu fico pasma, porém muito feliz com o amor e paixão que há entre eles. Nossa Senhora! E as vezes eu nem acredito. Primeiramente nunca aventei a hipótese de haver um encontro assim, tão inesperado como de fato aconteceu. Eu imaginava, sim, apresentá-las a ele, mas não assim como se deu. Nunca! Eu teria que prepará-las antes. — sorriu— Mas nem precisou... — continuou sorrindo— Segundo, não tinha a menor ideia de como seria a reação das filhas quando vissem o pai, até porque não sabia quando isso iria acontecer. No entanto, eu pude presenciar que no mesmo instante em que elas o viram na praça, parecia que se conheciam desde sempre e isto vale tanto delas para o pai quando o pai para elas. O amor que unia pai e filhas era uma coisa incrível que eu pensava que só havia em livros, filmes ou novelas. Elas estavam verdadeiramente apaixonadas pelo pai e isto me faz feliz. Caso isto não acontecesse, esse seria o único problema a ser transposto, visto que Alexis havia me aceitado de volta. Então, este problema eu não teria. Portanto, nada me impedirá de ser feliz ao lado de Richard, o homem que eu amo. Ninguém será capaz de me separar dele novamente. Nem mesmo aquele pensamento tolo que ocupou minha mente esta manhã. Eu sou uma boba mesmo... Imagina, pensar aquelas coisas... Eu não deixarei que nenhum pensamento daquele tipo atrapalhe minha vida com ele. Puxa vida! Aquelas coisas aconteceram? Sim, aconteceram. E daí? Já passou. Tudo está superado. Tudo está esclarecido. O nosso amor é mais forte do que qualquer fofoca, do que qualquer mentira, do que qualquer maldade ou intriga que apareça. Deus! O que pode ser mais incrível do que este som de conversas, risadas e brincadeiras entre Rick e as filhas? Nada!"
Ao concluir estes pensamentos, Kate, mesmo presa ao cinto de segurança, estica o corpo e dá um beijo na face do motorista, seu noivo e, com voz suave e afetuosa, ela fala — Eu te amo e não vejo a hora de ficamos juntos, diariamente e para sempre.
Naquele instante, ele e todos os carros à sua frente, pararam o carro pois o semáforo estava com a luz vermelha acesa. A pista era tripla e naquele horário o transito era intenso e havia muitos veículos na rua e o carro deles estava na fileira da direita e era aproximadamente o décimo da fila, então, ele franziu a testa e feliz por ter recebido um beijo e uma súbita declaração de amor da noiva, ele a olhou com ar brincalhão — O que foi isso assim, babe?
Ela o olha com malícia, pisca para ele, acaricia sua perna direita e sussurra — Você não gostou, bonitão?
— Ops! — ele faz um movimento divertido com o rosto e mexendo a sobrancelha, sorri de forma carinhosa para ela. — Longe disto, linda. — sorri novamente. — É que você estava calada e eu percebi que você estava viajando nos seus pensamentos... Aí, de repente você me ataca...
Ambos sorriem.
Correspondendo ao sorriso dele, ela fala com entonação divertida — Bingo! — continua sorrindo — Eu estava pensando mesmo, amor. Estava aqui pensando com os meus botões...
— Pensando o que, Kate? Diga aí...
— Ah... — ela sorri feliz -, pensando em como eu adoro este som de conversas, risadas e brincadeiras entre pai e filhas. Estava pensando em como eu adoro estar com vocês... Ter vocês... — Vendo que ele sorriu diante daquele comentário dela, Kate se esticou novamente e deu outro beijinho na face dele e voltou a falar — Daí eu pergunto: Pode haver som mais lindo? — sem esperar resposta dele, ela mesma responde com um sorriso enorme estampado na face — Não tem, né?
Com o sinal vermelho ainda aceso, carro parado, ele aproxima seu rosto ao dela e dá um selinho e, concordando com ela, responde — Não, Kate. Não há som mais lindo, amor... Bem..., em se tratando de som pueril, este som das crianças sorrindo e conversando comigo e com você..., todos nós felizes..., realmente, é maravilhoso, mas... — dando agora um sorriso carregado de malícia, ele se aproxima do ouvido dela e sussurra — mas eu também adoro o som oco dos nossos corpos se chocando quando estamos fazendo amor, adoro o som dos seus gemidos quando o sexo está pegando fogo e eu estou penetrando você bem forte e bem profundo, adoro o som dos seus gritos roucos quando você chega ao orgasmo...
Assustada com o rumo que o assunto tinha tomado, pois ficara preocupada das crianças terem ouvido o comentário dele, Kate o olha e, com um sorriso provocante, o repreende — Richard! — torna a olhar para as crianças e percebe que elas estão alheias à conversa dos pais, pois estavam numa conversa animada entre elas.
Com a mão direita de Rick ainda sobre sua coxa esquerda, Kate sente ele apertar sua perna de forma provocante e, lentamente, afastar mais o vestido e arrastar sua mão em direção a sua parte íntima. Ele tocou sua calcinha que, naquele momento, estava encharcada devido a sua excitação e, ao pousar sua mão ali, acariciou levemente e faz um movimento de fricção, para, em seguida, afastar para o lado a parte baixa da calcinha, roçando seus dedos sobre as dobras de sua intimidade, e posicionando dois dedos para introduzir na fenda alagada, deixando-a ainda mais acesa do que já estava.
Richard havia levantado o largo apoio dos braços que havia entre os bancos dianteiros, formando, assim, uma barreira visual que impedia a visão de quem estava atrás, ou seja, de onde estavam, as crianças não veriam as carícias íntimas trocadas entre os pais. Ainda assim, Kate ficou tensa e, mesmo gostando do movimento que os dedos dele faziam em sua intimidade, ela protesta e balbucia — Rick... Rick! As crianças... — oportunidade em que ela, ofegante, consegue tirar a mão dele da sua intimidade, interrompendo as carícias, pois, mesmo maravilhosas, não estavam no local apropriado.
Com as pupilas dilatadas, quase tomando todo o azul dos seus olhos, denunciando sua excitação, ele sussurra para ela — Você está certa, babe... até porque — indica com os olhos na direção do semáforo, ele completa — até porque o sinal ficou verde... Quer dizer: verde 'lá' e vermelho 'aqui'... — fazendo menção às carícias que eles estavam fazendo.
Excitados, os dois dão uma breve risada. Embora o sinal tenha ficado verde, ainda não tinha chegado o momento de andar com o carro, então ele continua falando baixinho par ela — Mas não nego que estou morrendo de tesão de me afundar em você... todinho... — ele pega a mão esquerda dela e põe sobre o seu membro, que, mesmo sob a calça jeans, ela percebeu que estava quente e avolumado, oportunidade que ela aproveitou para apalpar e dar um suave aperto, como se tivesse conferindo a mercadoria.
— Uaaauuwww! — adorando o toque dela, ele morde os lábios, fecha os olhos, respira fundo e dá um breve gemido de prazer, porém, vendo que aquilo não ia dar certo..., retira a mão dela do seu membro, olha para Kate e sussurra — Quem é mesmo que estava preocupada com as crianças?
Com cara de inocente, ela respondeu — Você me provocou — , mas depois dá uma piscadinha marota de quem estava adorando aquela brincadeira.
Chegado o momento do carro andar, Rick o pôs em movimento, ao mesmo tempo em que falava baixinho — Você lembra que hoje à tarde você me provocou ao telefone, não lembra?
Kate, marota, respondeu — Sim, senhor. — brincou.
Ele continuou — E eu disse que você ia me pagar, tá lembrada, mocinha?
Quase sussurrando, ela respondeu com outra pergunta — Sério, Rick? Você acha mesmo que eu iria esquecer de uma dívida desta natureza? — sorrindo, ela dá uma piscada para ele e completa — Jamais!
— Então...
Com voz rouca e provocativa, Kate afrouxa um pouco o cinto de segurança e chega bem pertinho dele, sussurrando o seu pé de ouvido, ela o questiona — Você vai me castigar duramente?
— Duramente, mocinha... Bem duro mesmo... — sem tirar atenção do trânsito, ele olha para Kate, pisca o olho e repete — Bem duro, mocinha. Duro, duro.
— Então... Mal posso esperar para pagar esta dívida... Mal posso esperar para receber este 'castigo duro'... Bem 'duro'... — e frisa as palavra 'castigo' e a palavra 'duro' e dá um sorrisinho sonso.
— Te garanto que eu vou adorar cobrar esta dívida e você vai adorar ser castigada e pagar... — e ao invés de sussurrar, Richard se distrai e passa a falar em tom de voz normal — Mal posso esperar... Vai ser uma delícia! — e sorri abertamente, apalpando carinhosamente a coxa esquerda da noiva, causando-lhe arrepios.
— O que é que você mal pode esperar, papai? E o que é que vai ser uma delícia? — Bia questiona.
Ao ouvir tal indagação da filha, Richard diminui bastante a velocidade do carro.
Tanto ele quanto Kate arregalam os olhos diante da pergunta de Bia, olham um para o outro, engolem em seco...e, neste momento, Kate sorri e sussurra para ele — Fique à vontade, amor... Boa sorte! — e se dirigindo para às filhas, ela anuncia — o papai vai explicar para vocês, queridas.
Neste momento Kate olha a cara assustada do noivo e, recebendo um olhar mortal dele, ela se controla para não gargalhar.
Então, rapidamente, sem titubear Richard encontra uma saída e trata de esclarecer — É uma surpresa que o papai preparou para vocês, querida...
— Conta, papai... Conta... — Pedia Bia.
Rick e Kate se entreolham novamente e ele continua na sua explicação... — Como é uma surpresa, não posso posso falar... Mas digo somente um coisa, princesas, que é uma delícia!
— Conta, papai... Conta... — Pedia Annie.
Então a conversa agora girava em torno desta tal 'surpresa' que era uma 'delícia'.
Sussurrando, Kate fala para Rick — Esta foi por pouco, eihm? — e ambos sorriram.
Aproveitando que as meninas estavam animadas com o novo assunto, ele dirige à Kate um olhar safado e sussurra — Você sabe que isto só serviu para aumentar seu castigo, não sabe?
Devolvendo o sorriso, ela responde — Se eu soubesse, já tinha feito isto há mais tempo...
Ele continuava apalpando a coxa esquerda dela e, falando baixinho, anuncia — Pelo jeito, nossa noite vai ser movimentada...
Feliz, ele segue dirigindo o veículo ao som das conversas e das risadas das filhas até que, de repente, Kate, que ainda estava grudada nele, mordisca sua orelha e sussurra ao seu ouvido — Meu algóz... Estou ansiosa esperando ser castigada...
Arrepiado com o carinho e com a proposta dela, Rick sorri divertido com o joguinho deles e responde com uma pergunta — É mesmo? Bom saber...
Continuando na mesma sintonia, ela fala baixinho em tom de choramingo — Você é muito perverso! Rick, estou toda molhada... Não sei o que eu faço com você...
— Hummm! Ai, ai... Você gosta de me provocar... — ele vira o rosto na direção dela, dá um sorriso maroto e torce a boca em sinal de que está tramando alguma coisa... então, dá um aperto na perna dela e, em seguida, fala bem baixinho — Pode deixar, babe, que quando chegar o momento, eu te digo exatamente o que você vai fazer....
E sorrindo com estes pensamentos e ouvindo atrás as risadas das filhas, que não cansavam de falar, eles seguiam em direção ao loft.
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