Notas iniciais
Estou muito contente por ter ganho mais uma leitora. Chegou a “HADASSA BECKETT CASTLE“ e ela ainda me deu uma alegria ainda maior. Ela favoitou a fic. Então, um agradecimento especial para “HADASSA BECKETT CASTLE”. Obrigada. Também quero agradecer a todos os leitores novos e antigos, porque o número de pessoas que estão acompanhando através do sistema de acompanhamentos vem aumentando a cada dia. Obrigada!!! E pode chegar mais... Cabe mais gente.... rsrsrs Bjinhos para todos os leitores. Divirtam-se e boa leitura. Observação: Estou morrendo de sono, estamos no meio da madrugada, mas quero logo postar este capítulo que terminei agora, portanto, não consigo ficar acordada nem mais um segundo para corrigir... Vou postar agora e assim que possível, eu corrijo... amanhã à noite... Portanto, se encontrarem "pedradas", dê um desconto. rsrsrs

NO CAPÍULO ANTERIOR, JÁ REFEITA DO MAL-ESTAR E, ACOMPANHADA DE RICHARD RODGERS (SEU NOIVO, MAS MOMENTANEAMENTE INTITULADO DE MARIDO), KATE BECKETT SE DESPEDE DA EMPRESÁRIA INDIANA, PROPRIETÁRIA DA “NICE CLOTHES”...

Então, Sra. Wilker, eu já vou embora. Foi um prazer te conhecer...

Kelly Wilker interrompeu Kate – Dra. Beckett, terminou que você não chegou a me falar sobre o motivo da sua visita...

Sem revelar o motivo que a levara ali, Kate responde de modo cortês — Não se preocupe, Sra. Wilker. Eu volto a ligar para marcarmos outra reunião.

Intimamente, Kate sabia que nunca mais colocaria seus pés naquela empresa, muito menos naquela sala, mas não daria ousadia para Rick em contar-lhe os delírios e desejos da indiana com relação a ele. Sem chances de mudar de ideia. Já que notara que ele ficara bestificado com a figura da indiana, Kate não queria dar espaço ao azar.

— Faça isto mesmo, Dra Beckett. – Kelly assentiu e sorriu para o casal — Estarei esperando, pois fiquei curiosa para saber o motivo da sua visita. – Quando voltar, venha com o Sr. Rodgers.

Ao ouvir a última parte do convite da indiana, mesmo sem perceber qualquer insinuação maliciosa da empresária, Kate sentiu uma queimação no pescoço. Ficou enfurecida. Por mais que o tom da moça não fosse sedutor com relação ao Rick, Kate não gostara, pois já ficou imaginando coisas.

Richard e Beckett estavam lado a lado prontos para sair ao escutar tal solicitação, quando Kate percebeu que Rick, cheio de simpatia, já estava sorrindo e, pelos gestos de braços indicava que ele já iria responder. Contudo, Kate foi mais rápida, e antes mesmo dele emitir qualquer resposta ou qualquer opinião, que "sim" ou que "não", Kate, com olhar vitorioso e um sorriso de satisfação, se apoiou no noivo, pondo o braço direito sobre as costas dele, dirigiu seu olhar à empresária e avisou – Antes dito eu volto a entrar em contado com você para te entregar o convite do nosso casamento.

— Casamento? Como assim!? – Kelly estava sem compreender — Mas vocês já não são casados?

— Sim, somos. – Kate confirmou – Mas é que vamos renovar nossos votos. Queremos fazer uma festa linda com todos os nossos filhos e nossos amigos e familiares...

— Tá... entendi...

Kate e Richard despediram-se da empresária e foram embora, deixando uma Kelly Wilker boquiaberta e pensativa, pois, tentava assimilar tudo o que acontecera naquela sala naquele início de manhã. Muita coisa para tão curto espaço de tempo.

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Já fora da edificação da “NICE CLOTHES”, o casal caminhava no estacionamento da fábrica em direção à Ferrari vermelha do Rick, quando ele, ainda sem entender muito bem o que tinha acontecido, pergunta em puro tom de curiosidade – Hey amor... O que foi aquilo, eihm? Aquela moça me encarando..., você dizendo que eu era seu marido e que a convidaria para nosso casamento de ‘renovação de votos’, eihm?..., Aquela troca de sorrisos estranhos entre vocês duas...

Seguindo em frente, Kate olha de um lado para o outro e, após constatar que não estavam sozinhos, pois próximo dalí havia um Segurança da empresa, ela, de mãos dadas com o noivo, dá leves, pequenos e discretos apertões nos seus dedos, num sinal universalmente conhecido de que ele deveria interromper o que estava falando... Tipo, calar a boca mesmo.

Muitos passos adiante, já distante do rapaz de quepe, Kate dá uma leve parada e, de frente a Rick, põe seus braços em volta do pescoço dele e sussurra – Querido, conversaremos no carro sobre isto, sim? – e, após uma rápida e insinuante piscada de olho e um sorriso sensual, cheio de promessas, ela retoma a caminhada, puxando-o divertidamente pela mão.

— Ah, meu Deus!!! – Rick desabafa em tom pilhérico, como se estivesse sofrendo – Kate, você ainda me mata com este seu sorriso e com essa piscada de olho.

Ao terminar de falar, ambos sorriem e, ainda andando, ele solta a mão dela e a puxa na sua direção, passa o baço pelo seu ombro trazendo-a colada a ele, dá um beijo estalado no pescoço e na face dela e, lado a lado, sorrindo feliz, retomam a caminhada.

Continuando a provocar o noivo, ela o adverte – Hey, babe... Se controle aí, gatinho... – torceu a boca em sinal que estava se divertindo com ele e, em seguida, deu uma gostosa e curta risada sensual.

Já no trânsito, Richard guiava sua Ferrari vermelha em uma das movimentadas avenidas da bela e agitada "Big Apple” e mantinha sua mão direita sobre a coxa da noiva, quando retomou ao assunto.

— Vai, Kate, estou esperando....

— Está esperando o que, Richard? – ela o olhou como se realmente estivesse sem entender o que ele queria.

— Engraçadinha... – ele imitou o som de risada forçada — “rá-rá-rá”... Estou morrendo de rir.... Diz aí o que é que se passou lá na “NICE CLOTHES” entre você e a Sra. Wilker... Toda a aquela conversa e sorrisos estranhos... – imediatamente após ele ter feito tal comentário, ele fala enraivado — Que ódio! — e, olhando para os lados e pelo retrovisor interno e externo, em sinal de que estava procurando algo e milagrosamente encontra.

Quanto menos Kate espera, ele põe o carro num espaço junto à calçada, estacionando displicentemente.

Assim que Rick desliga a ignição, antes mesmo dele falar qualquer coisa, Kate o olha assustada e indaga – Deus!!! O que foi isso??? – fez menção ao palavrão que ele soltou e à súbita manobra que ele fizera. – Porque você fez isso, Rick? O que deu em você para falar assim, todo nervoso e parar o carro assim, de uma hora pra outra? – ela esperava uma resposta – Amor, eu não estou chateada... Estou somente preocupada.

— Desculpe, Kate... Desculpe... É que eu sou um idiota...

— Ãããhhnnn!!! – Ela ficou sem entender mais ainda....

— I'm sorry, honey. É que assim que ficamos a sós, eu fui incapaz de perguntar sobre sua saúde... – com uma fisionomia realmente tensa, ele faz um carinho no rosto e nos cabelos de Kate, olhando-a profundamente no fundo dos seus olhos e, logo depois, soltou seu próprio cinto de segurança e, com esforço, pois ainda estavam dentro do carro, girou o corpo para ficar quase de frente à Kate e passou a mão esquerda sobre o ventre dela. — Eu te perguntei lá dentro da “NICE CLOTHES”, mas você me enrolou e não me respondeu. Sei que você está bem agora... Quer dizer, você está aparentando que está bem, mas fale a verdade, amor, você está bem mesmo?... Kate! – ele estava visivelmente preocupado. – Não me esconda nada, por favor. Como é que você está? O que causou seu mal-estar?

— Querido, eu estou bem... – ela se esticou um pouco e deu-lhe um selinho — Se eu não estivesse bem, com certeza eu não estaria aqui, assim, conversando com você normalmente. Eu não estou mais enjoada nem tonta. — Neste momento, já que explicara que realmente passava bem, ela procura um motivo para adiar o restante daquela conversa, pois ainda não sabia ao que dizer pois, ainda pensava igual a antes, ou seja, não queria contar a ele sobre o louco interesse da Kelly Wilker nele. Ainda tentando achar um pretexto para empurrar o assunto mais pra frente, Kate olhou para fora do veículo, viu uma placa de “proibido estacionar” e, discretamente comentou – Hey amor, depois nós conversamos... inclusive, aqui nem é vaga... Vamos embora, babe, antes que chegue algum agente de trânsito. Nós conversaremos no seu escritório...

Mas Rick não quis interromper o papo. Ele fazia uma pergunta atrás da outra e no momento em que Kate pensava no que responder, um guarda de trânsito chega ao lado do carro e, com uma caneta, aponta para a placa de “proibido estacionar das 8:00 às 18:00 horas”, depois bate com a mesma caneta no mostrador do seu relógio de pulso e, por fim, bate com a ponta da caneta num bloco de multa e faz um gesto de que iria aplicar a penalidade.

Sem demora, Richard faz um sinal de positivo para o policial como quem pede desculpas, liga o motor do veículo e, com cautela, acena educadamente para o agente de trânsito que compreende e aceita e, em seguida, põe o carro novamente em movimento, então comenta – Um momentinho, amor... Eu vou encontrar um local para parar o carro... Eu quero saber de tudo...

De forma suave e carinhosa, Kate tenta contemporizar — Babe, poderemos conversar na “RODGERS’s”. – ele a olha desconfiado e ela confirma sobre seu estado de saúde – Estou falando sério, Rick. Eu juro! Eu estou bem... Eu não estou fugindo de falar sobe o meu estado de saúde, amor. Imagina se eu iria prejudicar a mim e os meus bebezinhos... Pode ir direto para seu escritório que lá nós conversaremos.

Preferindo acreditar no que ela dizia sobre sua saúde, ele decidiu não levá-la mais ao hospital e retornou para o parque industrial onde estava localizada tanto a “NICE CLOTHES”, quanto a “RODGERS’s”.

Richard seguiu por avenidas que Kate reconheceu se tratar do caminho que os levariam de volta ao escritório dele.

Ao perceber que ele aceitara sua sugestão, Kate, involuntariamente, soltou o ar pela boca e pensou – “Uffffaaaa!!! Ainda bem! Estou aliviada por ele ter aceito minha sugestão de ir direto para o escritório sem parar em nenhum lugar antes, pois, assim, até chegarmos lá, terei tempo suficiente para elaborar respostas coerentes, pois não tenho a mínima intenção de relatar a ele o real motivo que me levou a ver tudo turvo e passar mal. Imagina só se eu sou louca para contar a ele sobre os devaneios e alucinações daquela indiana safada. Hummm!!! Onde já se viu, falar assim do meu bonitão como se ele estivesse disponível... Ele é o pai dos meus filhos. Ele é o amor da minha vida, é o ‘meu’ noivo e vai ser ‘meu’ marido. Lógico que eu também não vou ser idiota de falar que percebi a troca de olhares entre eles... Ai, ai... Huummm!!" — sorriu para si mesma por ter tido aquela brilhante ideia de dizer que Richard era seu marido— "Kelly, nunca esperava ver o Richard... Mesmo tendo tomado um susto danado ao vê-lo, mesmo sabendo que ele era meu marido ela ainda o olhou do mesmo jeito que o gato “Tom” olha para o ratinho “Jerry”... com olhar de cobiça... e óbvio que também não vou dizer que percebi a forma que ele ficou paralisado ao ver a indiana. Huuummm!! Ela é linda e coisa e tal, mas, independente do amor verdadeiro que nos une, eu sou mais eu. Se eu não for por mim, quem será? Espero que agora, ela sabendo que Richard é casado, desista desta ideia louca de querer casar com ele.”

Kate sorria sozinha dos seus pensamentos quando ouviu ao longe Rick chamando por seu nome... Então foi tirada dos seus devaneios. – Ãããhhhnn??? – Olhou ao redor e viu que estavam parados num semáforo. Ela não entendeu o que ele queria, nem sabia se ele tinha dito mais coisas, pois estava longe....

— Hey, querida, aonde é que você estava?

Percebendo que fora flagrada ‘viajando’, ela sorri para ele e disfarça – Estava aqui pensando nos nossos filhos... Nos nossos seis filhos... – assim que terminou de falar ela pensou “Uffaaa!! Foi por pouco... Mas eu nem menti de tudo, pois o que eu falei que não deixa de ser verdade, pois durante sua divagação, pensara mesmo nas crianças.”

— Você estava longe mesmo... Teve uma hora que você respirou fundo, como se estivesse... sei lá... nem sei.... como se estivesse aliviada. – ele sorriu.

— Ah, amor... É como eu te disse, estava pensando nas crianças... Todas elas... Alexis, Bia, Annie, Bernardo, Arthur e Bryan. Eu pensava em como eu sou feliz de ter você e elas na minha vida.

Sem perceber que ela tentava despistá-lo, ele continuou a conversa sobre os filhos e assim ficaram falando sobre eles e sobre a mudança para Washington, D.C. até chegarem ao escritório e assim que o carro foi estacionado, foram direto para a sala dele, passando pela antessala onde ficava a Secretária e Kate deu uma paradinha.

— Olá, Sra. Schirley Rosenthal, bom dia! – Kate cumprimentou a jovem senhora que ao vê-los, se levantou e, igualmente cordial, cumprimentou a noiva do chefe.

— Olá, Dra. Beckett. Que bom vê-la. Como tem passado? Huummm! Nem preciso perguntar. – a moça sorriu – A senhora está cada dia mais linda! – Pelo tom de voz e pela fisionomia da moça, inclusive o olhar terno, via-se que não estava puxando o saco, mas falava com sinceridade.

— Oh, obrigada, querida. – Kate agradeceu o elogio.

— Como vão as crianças? – a moça sorria e prosseguiu na conversa com Kate.

— Ah, que mal vai a elas? – sorriu – Elas estão bem, cheias de saúde. Estão na escola e a esta hora devem estar aprontando com os coleguinhas... A senhora sabe como é, né?

— Ah, sei sim. Os meus também são assim. Eu já te falei, né, eu tenho três filhos com idade entre seis e onze anos e são da mesma forma... Arteiros... – sorriu. Percebendo que deveria parar de falar sobre si, Schirley pergunta ao chefe – Sr. Rodgers, o senhor quer que eu providencie alguma coisa? Quer que eu chame alguém?

De forma cordial, Richard se dirige à secretária — Não, obrigada, Sra. Schirley Rosenthal. Eu vou para minha sala conversar com a Dra. Beckett, mas qualquer coisa pode me interromper, ok?

Kate se despediu da Sra. Rosenthal e foi conduzida por Richard para dentro da sala dele.

Assim que entraram, ele foi direto para o frigobar e retirou uma pequena garrafa com água mineral. Tirou o lacre e despejou o conteúdo em dois copos e deu um para Kate, que agradeceu. Em seguida, foi à máquina portátil de café e preparou café para os dois: um normal para ele e o especial de Kate... o seu peferido: café latte sem açúcar. Como ela estava grávida, ele preparou descafeinado.

Sentaram-se juntos um do outro no conjunto de sofás que se localizava do lado oposto onde ficava a mesa de trabalho de Rick.

Ao provar o café latte, Kate fechou os olhos e saboreou o primeiro gole – Incrível, Rick, somente você sabe fazer este café latte do jeito que eu gosto... Nem mesmo as mais famosas cafeterias de Washington, D.C. ou daqui de Nova York sabem fazer igual a você. Até este descafeinado é delicioso. – ela sorria para ele.

Gostando da empolgação dela, ele brinca – É um segredo que eu não conto para ninguém... Nem mesmo pra você... – ele sorriu maroto e completou – Para você sempre ficar desejando que eu fique por perto... Pelo menos para fazer o seu café...

— Ah, tá. – ela sorriu diante da piadinha dele — Até parece que eu te quero somente para fazer meu café... Vá pensando... Mas, de qualquer forma – ela piscou para ele — Não me conte mesmo este segredo, porque quero que você sempre faça este café delicioso pra mim.

Ambos sorriram diante da colocação dela.

— Sim, Kate... Voltando ao nosso assunto, me fale aí, babe. – ele a olhou de soslaio e depois consultou o relógio de pulso – Bem, já tem um tempo que saímos da “NICE CLOTHES” e você não apresentou mais nenhum outro sintoma de mal-estar, então...

— Eu te disse, não foi? – ela o olhou, torceu a boca e sorriu.

— Ok! Ok! Sim, querida, mas eu estava preocupado... Primeiro: Eu te amo; Segundo: Sua saúde é muito importante para mim e para os nossos seis filhos; Terceiro: Você está grávida; Quarto: Eu não só sou o pai destes seus bebezinhos como também sou seu noivo... – ele a olhou intrigado com um jeito de quem se lembrou de algo significativo – Hey, por falar nisto, o que foi que aconteceu para você me apresentar na “NICE CLOTHES” como seu marido? Não estou me queixando — ele riu todo bobo de alegria -, aliás, eu amei este título, que, por sinal, não vejo a hora de ser verdade.... Mas me conte, amor, porque você disse que eu era seu marido?

Durante o percurso da “NICE CLOTHES” até o escritório de Richard, Kate pensou em várias possibilidades de respostas coerentes para as perguntas que, com certeza, ele faria, então escolheu uma delas. Ela pensava “- Eu não queria mentir para ele, pois detesto mentira, qualquer que seja ela, pois uma mentia sempre puxa outra e mais outra e mais outra e não para nunca, contudo, diante do assunto delicado, aliás, delicadíssimo, prefiro me utilizar deste recurso, pois nunca contarei a ele sobre o interesse secreto, ou quase secreto, que a tal Kelly Wilker tem por ele. Se contasse, mesmo que ele esteja comprometido comigo, casamento marcado, mudança para Washington, D.C. acertada, etc, etc, etc, ele poderia ficar pensando sobre o assunto e isto é a última coisa que eu quero.”.

Pronta para responder, ela o chamou — Querido, assim que eu conheci a Sra. Wilker, rolou uma simpatia mútua, então ficamos conversando sobre nós. Aliás, ela ficou falando sobre a vida dela... passado, presente e futuro e em certo momento eu não ouvi mais nada que ela falava, pois vi tudo ficar turvo e tudo rodar. Eu me senti super mal e caí no sofá... – ao vê-lo apreensivo, ela esclareceu – Não, querido, eu não desmaiei, mas estava me sentindo muito mal, meu corpo estava gelado e tudo rodava e eu não me aguentava em pé. Então, assim que eu estava arriada no sofá, a Sra. Wilker chamou a secretária que mandou uma copeira me servir chá. E foi aí que tudo piorou, porque a moça estava usando um perfume que me enjoou até a alma e não deu outra, o mal-estar piorou. Além de tonta, de ver tudo rodando e me sentir gelada, como se minha vida estivesse escapando por um ralo, eu estava também enjoada por conta do perfume da moça. Então procurei um sanitário mais próximo e o resto você sabe... O maior vexame. E pra piorar, foi a Sra, Walker quem me auxiliou... Imagina o constrangimento... Uma mulher que eu nem conhecia...

Richard ouvia tudo com atenção e Kate continuou a narrativa.

— Depois que eu retornei para a sala dela, ainda tonta e gelada, Ainda um pouco enjoada, eu fiquei prostrada no encosto do sofá e daí ela perguntou algo sobre o motivo do meu mal-estar. Então eu comentei que o enjoo e a tontura eram porque eu estava grávida e estes sintomas, infelizmente, eu estava tendo com frequência. Daí ela me parabenizou e falou algo como “... Parabéns para você e seu marido...” e sobre “tradição”, “valores de família” e outras coisas referentes a este assunto. Foi aí que me vi numa enrascada... Em respeito a ela, eu não queria ofender a tradição milenar dela... Tipo, eu não queria dizer que eu não era casada com o pai das minhas filhas e dos meus bebês. Imagina se ela sabe que eu sou mãe de seis filhos de um homem que nem é meu marido. Fiquei constrangida e no momento em que ela perguntou sobre “meu marido”, eu não tive outra saída, senão confirmar a história. Então eu te telefonei e te disse para se identificar como meu marido.

Ao terminar a narrativa, Rick pegou uma mão dela, levou aos lábios e a beijou e, em seguida pôs entre as suas – Querida, você fez bem. Não vejo nada demais em você ter me apresentado como seu marido, até porque já me sinto seu marido e, oficialmente, serei em breve. – ele a puxou para si e deu um selinho. – Realmente, existem povos que tem a tradição mais aguçada e mais rígida do que outros.

Ele levantou e pegou outra garrafinha de água, servindo, novamente, nos dois copos.

Enquanto ele pegava e servia a água, ela pensava “- Hummm! Rick nem sonha que o que eu disse é somente uma desculpa, porque..., imagina se essa tal Kelly ia se incomodar de eu ser mãe de seis crianças cujo pai não é meu marido!!... Logo ela, que escapou das tradições milenares..., fugiu da casa da família e do seu país só porque não queria casar com um homem escolhido pelos pais e, ao invés disto, resolveu se unir a outro, que, de uma forma indireta, era inimigo da sua família e da sociedade a qual ela pertencia... Huuumm!! Só por piada que Kelly iria me recriminar.”.

Em seguida Richard voltou a perguntar – Mas você está bem agora...

— Ah, sim. Estou ótima! – sorriu.

— Então, querida, me conte o porque daqueles sorrisos estranhos que você deu para a Sra. Wilker...

No momento em que Kate ia pensar na melhor maneira de responder aquela pergunta, sem contar o real motivo, ela foi salva pelo gongo. O telefone de mesa tocou e ele pediu licença para atender.

Assim que ele levantou e se dirigiu à mesa, Kate respirou aliviada. Teria mais alguns minutos para pensar em algo convincente, igual como fizera com relação a pergunta anterior sobre ela tê-lo apresentado como marido.

Não demorou um minuto ele retorna com uma fisionomia de que estava constrangido e explicou o motivo – Querida, sinto muito. Quando eu fui ao seu encontro na “NICE CLOTHES”, eu mandei a Sra. Rosenthal desmarcar meu único compromisso desta manhã, que era uma reunião importantíssima com um grande fornecedor e com o Malcon, que é o meu Diretor Financeiro. Como ela não conseguiu desmarcar, então eu falei com o Malcon que o que ele resolvesse, eu assumia. Mas só que o Malcon soube que eu já estou de volta e disse que precisa da minha presença e que a reunião começará em vinte minutos. Na verdade, eu gostaria muito de participar desta reunião... É muito importante para a empresa.... E o pior é que não tem hora certa para acabar... Se for igual às outras, vai entrar pela tarde...– ele a olhou com carinho – Querida, sinto muito.

Kate ficou tão aliviada por adiar mais uma vez aquela conversa chata que envolvia a assanhada da indiana, contudo, ficou com receio dele perceber sua alegria, então, sorriu levemente, se levantou e deu um selinho nele – Oh, querido. Não se preocupe. Eu sei muito bem o que é uma reunião... Imagina!!! Eu já vou. Não se preocupe de me levar até a porta da empresa...

— Querida, eu vou mandar preparar o helicóptero para te levar ao JFK.

— Nossa Senhora! – ela fez sinal de que não precisava – Não precisa, amorzinho. Não tenho urgência... Não tenho mais nenhum compromisso hoje e como eu não tenho compromisso, vou aproveitar para eu mesma pegar as meninas na escola. Você sabe, a aula delas termina 17:30 horas e... — consultou o relógio — ... e até lá tem muito tempo. A hora que eu chegar ao JFK, tem voo para Washington, D.C..

Kate caminhou até Richard, e, como se fossem imãs, agarraram-se e beijaram-se como se não fizessem isso há anos. Ele passou os braços pela cintura e pelas costas dela e ela passou os braços pelo pescoço dele e o beijo apaixonado parecia não ter fim.

Após o final do beijo, ela o olhou com apelo erótico e, passando a ponta do dedo indicador pelo peito dele, perguntou suavemente – Hey, bonitão, vocês vão viajar hoje mesmo, né? – ela fez cara de carente.

Fazendo carinho nos cabelos dela, ele a encarou com os olhos semicerrados e, com voz rouca falou baixinho, mas em tom de repreensão – Mocinha -, ele deu um cheiro sensual no pescoço dela, provocando arrepios — Fique você sabendo, que nunca mais na sua vida eu vou te deixar dormir sozinha... – ele contornou os lábios dela com a língua e depois sugou suavemente o lábio inferior dela, puxando-o levemente com os dentes e, após soltá-lo deu um beijo apaixonado nela.

— Então, Srta. Beckett, eu vou dormir todos os dias até o fim das nossas vidas ao seu lado – ele acariciou os seios dela, mesmo por cima da roupa -, vou deixa-la arrepiada assim diariamente e, se Deus nos der forças e saúde, aquela cama vai balançar todos os dias, faça chuva ou faça sol e mesmo que por um motivo ou outro, por uma bobagem ou outra a gente esteja brigado, vamos continuar, sim, dormindo juntos na mesma cama todos os dias, agarradinhos. Não existe a hipótese de você dormir longe dos meus braços, como também não existe a possibilidade de eu dormir no sofá ou no quarto de hóspedes, muito menos você... – ele mordiscou a orelha dela – Então a resposta é “SIM”, babe, eu e a Alexis vamos hoje para Washington, D.C..

Kate continuou com os braços em volta do pescoço de Richard e disse baixinho, também em tom de aviso — Se você continuar falando assim, gatinho, me tocando e me beijando assim, me excitando, acho que não vou deixar você ir à reunião com o tal fornecedor. – ela piscou para ele e passou as mãos pelo rosto e pelo cabelo dele e continuou a adverti-lo de forma bem vagarosa e sensual. — Se você continuar assim, eu vou trancar aquela porta – Kate apontou para a porta da sala – vou telefonar para a Sra. Rosenthal e dizer que você não vai poder ir à reunião... – apontou para o sofá, para a mesa de trabalho dele e para os outros móveis da sala – e vamos fazer amor naquele sofá, naquela mesa, na sua cadeira, na poltrona até não aguentarmos mais...

— Nossa Senhora! – Richard respirou fundo – Mulher, assim você me mata...

— Eu ainda nem comecei... Só estou te avisando... – ela sorriu e de ponta dos pés, ela deu um selinho nele – E então, querido, você quer que eu vá ao loft para ajudar arrumar alguma coisa sua ou da Alexis para a viagem? – ela piscou para ele.

Entendendo onde ela queria chegar, ele sorriu satisfeito por amar e ser amado por uma mulher tão maravilhosa, linda, inteligente, gentil, espirituosa, de bem com a vida, divertida, charmosa e muitas outras qualidades que um homem deseja numa mulher.

Em resposta a ela, Richard, continuou fazendo os carinhos nela. Deu um beijo no pescoço dela e uma mordiscada no lóbulo da sua orelha e explicou – Não, querida... – ele sorriu e ao ver a expressão de surpresa dela, ele continuou – Primeiro: Minha reunião vai demorar um pouco mais do que eu suponho; Segundo: Você precisa pegar Bia e Annie na escola às 17:30 horas; Terceiro: Todas as coisas que eu e a Alexis levaremos para Washington, D.C., já estão arrumadas; Quarto: Se você for comigo para o loft, mesmo sendo adultos, bem crescidinhos e coisa e tal, não conseguiremos ficar longe da cama, até porque estamos há alguns dias sem fazer amor... Então, babe, se isso acontecer, com certeza você perderia o horário da escola das meninas e todos os outros nossos compromissos iriam por água abaixo... – ele sorriu – Portanto, babe, vá para Washington, D.C., pegue nossas filhas na escola, faça com que a Sra. Elizabeth McGuillie prepare o jantar para uma família de cinco pessoas... Nós dois e nossas três filhas porque este será o nosso primeiro jantar da nossa vida de casados, porque a certidão de casamento será mera formalidade – ele deu um selinho nela — E mais tarde – ele deu outro cheiro no pescoço dela -, após colocarmos nossas três princesas para dormir – ele mordiscou a orelha dela -, nós encheremos a banheira com água quente porque nela, minha linda, iniciaremos, de fato, nossa primeira noite de casados.

Continua...

Notas finais
E aí? ============ CASKETT olhando-se apaixonados - http://images4.fanpop.com/image/photos/19600000/-3Stanathan-3-nathan-fillion-and-stana-katic-19679813-374-258.gif CASKETT agarrados - https://31.media.tumblr.com/94df5f15a65f0e544ffb8da7b23fcdb2/tumblr_ni5camnqhA1qh2b83o1_250.gif