Notas iniciais
Quero agradecer a todas vocês que colaboraram com a escolha de nomes para os trigêmeos. Chegaram indicações de todos os cantos: comentários dos capítulos e também Mensagens Privadas do Nyah, os nossos grupos fechados do Facebook, Messenger do Facebook, Tweeter, WhatsApp Então, fiz a seleção e três nomes foram os vencedores. Obrigada, meninas. Boa leitura. Bjinhos. Denise

Após uma noite de desejos e jogos eróticos e sensuais, tudo regado a muito amor e sexo, Kate é acordada por Richard, na quinta-feira, com um beijinho na nuca idêntico àquele que recebera na madrugada, segundos antes de dormirem.

Como ele estava fora do seu campo de visão, então, ainda sonolenta, Kate girou o corpo na cama de modo que pudesse vê-lo e, surpresa, já o encontrou completamente arrumado, inclusive, com os cabelos ainda úmidos do recente banho matinal.

Sentado sobre o colchão, Richard percebeu o olhar confuso dela, então brincou — Hey, dorminhoca...

Sem conseguir disfarçar a dor de saber que ele iria retornar à Nova York, Kate indaga baixinho — Você já está pronto, amor? Você já vai embora? — ela estava manhosa. — Eu já estou com saudades... Parece que eu não te vejo há tanto tempo...

Richard percebe que ela estava prestes a chorar... Talvez por conta dos hormônios desregulados deste período da gravidez... Então, tenta brincar um pouco... Com um sorriso safado, Richard argumenta não só para animá-la, mas também para caçoar — Sério!? Eu vou avivar sua memória... — e manteve uma fisionomia e um tom de voz divertidos, fingindo que estava se queixando — Você usou e abusou de mim nesta madrugada, mocinha...

— Hummm! – Rick atingira seu objetivo, pois Kate já estava mais esperta por conta do assunto e brincou com ele, seguindo a mesma “vibe” — Juro que pensei que você havia gostado...

Sapeca, Richard simulou estar meditando sobre o assunto, depois confessou fingindo hesitação — Sim..., tudo bem... Confesso que eu gostei... Aliás, gostei muito... Para ser mais exato, eu adorei! — voltando a fingir sofrimento exagerado, ele afirmou — Mas que foi um abuso..., isso você não pode negar... Imagina! Fazer uso do meu corpo... Assim... — continuava com a fisionomia divertida — Eu juro que me senti um homem objeto...

— Bem que você amou cada segundo do meu desejo, Richard Rodgers... Amou muito... — Sorrindo muito diante do modo como ele falara, ela justificou — Mas amor, eu estava com desejo... Desejo de gestante — Fazendo drama, ela prosseguiu — E você sabe, né..., mito ou verdade, não se pode negar desejo de mulher grávida, senão... — ela deixa no ar as consequências da não satisfação dos desejos da gestante.

Com olhar pensativo, porém sério, ele comunica — É sobre isto mesmo que eu queria falar com a senhora...

— Sim... Diga... — ela se sentou.

— Sobre seus Desejos...

Kate o interrompe — Sim, amor, diga... O que é que tem os "meus desejos"?

— Estou tentando dizer... Repare bem... Siga meu raciocínio... Eu só vou poder morar definitivamente aqui com você e com as meninas, assim que a documentação da transferência da Alexis estiver pronta. Fato! Eu ainda tenho que resolver umas coisas lá em Nova York sobre minha mudança... E você sabe, né, o vôo daqui para Nova York dura quase meia hora... Somado-se ainda o percurso daqui para o "Washington Dulles" e do "JFK" até a fábrica... Bem, então, tenho que ganhar tempo... — Vendo que ela não estava entendendo onde ele queria chegar, ela já ia interrompê-lo, quando ele prosseguiu — Amor, eu levantei cedo porque hoje eu tenho uma reunião agendada com todos os Diretores de Departamentos lá da fábrica para agilizar minha vinda para Washington, D.C.... Mas isto, tenho certeza, que vai ser rápido... Eles vão solucionar tudo. Nesta reunião de hoje eles vão me dar as opção de onde e como o meu escritório vai funcionar e, depois que eu escolher, eles resolverão coisas como documentações da compra e instalação do imóvel, etc, etc, etc... Ou seja, apesar de eu ter que estar lá para resolver estes assuntos, não estou preocupado, porque meu pessoal é excelente. Mas, na verdade, Kate, eu falei sobre isto tudo só para dizer que devo me mudar em pouco tempo, mas a minha aflição é.... E até lá? Até lá, mocinha, estou preocupado com estes seus desejos...

Achando fofo ele se preocupar com isso, ela sorriu — Amor, quando eu estava grávida das meninas, não tive desejos... Quer dizer, se tive eu não estou lembrada agora... Então, pelo que eu me recordo, esta foi a primeira vez na minha vida que eu tive desejos de grávida, então talvez não tenha outro...

— Sim... — ficando sério — E se você tiver outro desejo enquanto eu estive lá em Nova York? E o pior, se o próximo desejo for do tipo que você teve esta noite, eihm? E eu lá, tão longe... Você aqui sozinha... — percebendo que ela ficara calada, ele prosseguiu — Por isto, amor — ele fez uma carinha divertida de quem iria falar uma piadinha — Será que você podia pedir a Lanie um sonífero levinho, próprio para gestantes, para você dormir a noite toda e não ter desejos assim... igual ao que você teve esta noite... enquanto eu estiver longe? Esta noite eu estava aqui e você satisfez seus desejos... Quer dizer – ele sorriu – Nós dois, né?...

(risos)

— Só você mesmo, Rick, para falar uma bobagem desta... (risos) Querido, fique você sabendo que pelo que se sabe, desejos de gestante podem acontecer durante as 24 horas do dia... Não necessariamente à noite... Então...

Richard ficou alarmado — Meu Deus! Não tinha pensado nisto... Então, mais um motivo para eu acelerar minha vinda prá cá... Mas me prometa, babe, se você tiver qualquer tipo de desejo, você vai ligar pra mim, não importa a hora... e para todo tipo de desejo, inclusive e principalmente, se você quiser provar do meu corpinho novamente... Com ou sem cobertura de leite condensado...

(risos)

— Tá bom, tá bom, tá bom... (risos) Eu te telefono... ou passo um WhatsApp...

— Ok! Combinado. Mudando de assunto — ele apontou para uma bandeja que colocara ao pé da cama — Trouxe torrada, requeijão cremoso, panquecas, geléia e suco de limão com gengibre, que a Beth falou que é ótimo para você. Nem me olhe com esta carinha por eu não ter te trazido o seu Caffe Latte... Eu não fiz o seu caffe latte porque a Lanie disse para você evitar cafeína...

Kate agradeceu, deu um nó frouxo no cabelo, ajeitando com uma prendendor que estava sobre o criado mudo e passou a comer, enquanto ele se dirigiu para o closet para terminar de se arrumar, inclusive colocar perfume.

Kate reservara uma parte do closet para ele, onde já estavam guardados seus sapatos, roupas e os itens do toalete masculino, assim, enquanto ele ainda não morava lá, ele não precisava trazer sacolas com seus pertences... Ali já tinha tudo que ele poderia precisar e muito mais.

Kate se deliciava com a panqueca com geleia e também com a torrada com requeijão cremoso. Ela comia com satisfação e ainda saboreava o suco de limão.

Assim que ele retornou e se sentou ao lado de Kate, ela sentiu um odor desagradável e sentiu seu estômago embrulhar e o olhou com expressão aflita.

— Richard que cheiro é este? – mal terminou de falar, ela pôs a bandeja de lado e saiu correndo com as mãos na boca em direção ao banheiro e, não deu outra, debruçou-se sobre o vaso sanitário e pôs prá fora a refeição que acabara de comer.

Preocupado, ele foi atrás dela e a encontrou pálida, passando mal e já estava sentada no chão, ao lado do vaso sanitário. — Amor, o que foi? — Ele tentou ampará-la, mas foi repelido veementemente.

— Richard, é você... — ela estava engulhando — Seu cheiro está me enjoando, Rick... Saia daqui, por favor... Vá chamar Beth para me ajudar....

Ele entrega a ela uma toalha de rosto e continua confuso diante dos fatos — Mas querida — aflito ao vê-la passando mal, ele tentou argumentar — eu uso este perfume há séculos e você sempre gostou, querida.

— Richard, não insista... — ela falava sério e estava debruçada sobre o vaso sanitario — Este cheiro está me fazendo mal. Vá chamar Beth para me ajudar....

Ela não tinha mais nada para colocar prá fora, mas a ânsia de vômito continuava e este mal estar estava arrasando com ela. Pálida e sentada no chão, não se via uma gota de sangue nos lábios, ela se encostou na parede ao lado do vaso sanitário.

Visando o bem estar da noiva, Richard, mesmo arrasado por ter de deixa-la sozinha no banheiro, sai em busca de Beth.

Aproximadamente vinte minutos depois, ele retorna trajando outra roupa e, constrangido, fica à porta do quarto, olhando-a deitada na cama, encolhida sob o edredom, porém, já corada.

Ao percebê-lo parado à porta, ela comenta — Babe, você está com outra roupa... o cabelo voltou a ficar molhado...

Encabulado, Rick explica — Eu tomei outro banho...

Ela o interrompe — Você tomou outro banho? Porque? Aonde você tomou banho, babe?

— Tomei banho no quarto de hóspedes. Eu tinha que tirar o perfume... Nem usei o sabonete cheiroso que havia lá... Usei um sabonete neutro que eu peguei na suíte da Alexis... — ele deu um sorriso fraco — Um sabonete infantil, eu sei..., mas neutro... Esfreguei bastante os lugares onde eu costumo borrifar o perfume... — fez uma pausa — Espero que tenha saído o cheiro...

Sorrindo levemente, Kate se senta na cama, usando um roupão pós banho. Ela dá um leve sorriso e o chama.

Ele se aproxima e ao se sentar ao seu lado, Richard lamenta ter sido o causador do mal estar dela — Amorzinho, me desculpe...

Habilmente, ela se senta no colo dele e o abraça, recostando a cabeça no seu ombro — Querido, eu sei que você é um fofo, mas você não tem porque se desculpar... Você não tem culpa... Você não tinha como saber que eu iria enjoar com seu perfume... — ela dá uma pausa e coloca a mão na boca em sinal de ânsia de vômito... — Ai, meu Deus! Só de lembrar do cheiro, meu estômago embrulha...

Ele a abraça forte e, carinhosamente, pede para ela não falar mais naquele assunto — Sssshhiiiii!!!!! Tá tudo bem.... — faz uma pausa — Mas você já está melhor?

— Sim... Eu estou bem... Eu tomei o remédio que a Lanie me prescreveu para estes eventos e o suco que Beth me trouxe... O efeito é imediato... Um santo remédio...

Ficaram assim, abraçados e calados por quase um minuto. Kate se afasta um pouco, apenas para olhar para ele e, então, quebra o silêncio — Babe, você não tem uma reunião em Nova York?

— Sim, eu tenho, mas estou preocupado com você, amor.

Já mais corada e sorrindo um pouco, ela coloca o dedo indicador no peito dele, em riste, e o adverte fingindo-se zangada — Pois eu acho melhor o senhor ir logo, porque quanto mais rápido o senhor resolver a transferência da Alexis e a abertura do seu escritório aqui em Washington, D.C., mais rápido vocês vêm morar aqui. E eu já não aguento mais ficar longe de vocês. – ela voltou a abraça-lo e deu um suave beijo no pescoço dele.

— E você já está bem, mesmo? – ele voltou a se afastar um pouquinho e a olhou desconfiado.

— Sim. Estou bem e já já eu também vou sair porque preciso agilizar umas coisinhas antes da audiência que tenho às dez e meia.

— Hummmm! Acho que você não devia ir, babe — ele fala carinhoso, acariciando os cabelos dela. — Sem querer me intrometer no seu trabalho, mas já me intrometendo — ele riu — Que tal você ligar para o escritório e mandar outro advogado ir no seu lugar?

— Não, amor. Eu passei mal... Mas já estou bem... — recebendo um olhar de dúvida dele, ela declara — Eu juro! — piscando prá ele, ela argumenta — Aliás, como é que as pessoas falam mesmo? "Gravidez não é doença!" — ela mesma ri do que falou e diante da cara que ele fez.

— Sim, eu sei, mas você sentiu um mal estar... Você não pode sair assim... Pode passar mal... Pode ficar fraca...

Acariciando o rosto dele, Kate tenta convencê-lo — Oh, amor — ela dá um leve beijinho no rosto dele -, eu sei que você está cuidando de mim..., eu entendo sua preocupação..., eu juro que entendo, mas eu já estou bem. Pode acreditar — ela sorriu — A Beth me trouxe mais suco de limão com gengibre... Além de delicioso, é revigorante e combate enjoo. E eu já te disse... Eu tomei o remédio que a Lanie passou.

Passados alguns minutos de negociação, decidiram que os compromissos de ambos ficariam mantidos. Despediram-se.

Sentindo-se realmente bem, Kate foi se arrumar para trabalhar e Rick foi para o aeroporto, não sem antes passar no quarto de Bia e Annie. Ele as encontrou dormindo. Ainda não era o momento de acordá-las, tendo em vista que a aula delas não começava cedo. Com cuidado, ele deu um beijo em cada uma delas e foi embora com o coração apertado de saudades da mulher e das filhas e pensava — Isto tem que acabar logo... Não suporto mais esta distância.

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EM NOVA YORK...

Richard seguiu para a fábrica assim que chegou a Nova York.

No caminho telefonou para Malcon e o informou que precisava falar com ele e com Antonella antes da reunião.

Chegando à fábrica, foi direto à sua sala e, antes de entrar, cumprimentou a Sra. Rosenthal, sua Secretária, e mandou que ela avisasse a Malcon e a Antonella que ele já estava os aguardando e que poderiam entrar sem serem anunciados.

Em poucos instantes o casal chegou. Após os cumprimentos, o clima era descontraído e Antonella comentou — Richard, eu estou adorando essa sua nova versão "pós-Kate"... "Upgrade" fantástica! — os três deram risada diante do comentário dela e ela continuou. — Bom te ver todo contente, rindo à toa... Maravilha! Mas me diga uma coisinha... — ela sorriu para o marido e piscou prá Richard — É impressão minha ou desde a semana passada você está ainda mais animado?

Richard olhou para Malcon e sorriu para o amigo em tom brincalhão de quem pedia socorro — Mulheres!!!

— Pois é, Rodgers! — Malcon torceu a boca como quem concordava com o amigo... Prá você ver... Mulheres!!! — sorriu e continuou — Mas eu adoro isto e pela sua cara, amigo... Você também!

— Vocês se queixam mas não conseguem viver sem nós... – (risos) – Richard, você sempre foi gente boa! — fazendo um trejeito no rosto indicando reconhecimento, ela o informa — Bem verdade que você sempre foi um chefe que ninguém nunca teve nada para reclamar e um amigo nota dez, sempre presente... Mas... Deixe de mistério, Richard... Eu te conheço.... Você vai negar que você tá mais felizinho... Mais sorridente...? — Antonella o provocou. — Eu estou sempre falando com a Kate e com a Lanie e não consegui tirar nada com elas...

Richard levantou as duas mãos em sinal de que estava se rendendo, então admitiu — Você está certa, Antonella...

Ela o interrompeu toda contente — Ahhhááá! Eu sabia! — olhou para o marido — Bem que eu te disse, não foi? — retornando a atenção para o chefe, ela perguntou — Mas diga aí... Eu sei que a Kate está te fazendo um bem danado... — sorriu — Mas o que é que aconteceu? Temos novidades? — ela piscou novamente prá ele? Ou esta animação toda é por conta da sua mudança para Washington, D.C.?

— Bem... A Kate já me liberou para eu contar... Olha, Antonella, ela me disse que estava ansiosa prá te contar, mas vou adiantar... — Os olhares dos amigos estavam grudados nele, então Richard fez um suspensezinho... e depois, com um sorriso radiante, falou de vez — A Kate está grávida!

Boquiabertos, os dois ficaram mudos.

Malcon quebrou o silêncio e foi cumprimentar o amigo, apertando a sua mão e o abraçando apertado — Parabéns, amigo! Parabéns! Que novidade maravilhosa!

— Bote maravilhosa nisto... Amei a novidade! Aquela danadinha... Falei com ela ontem e ela nem me falou nada. — A advogada fez-se de magoada, mas logo cumprimentou o amigo, o abraçando — Richard, parabéns!

E aí disparou a fazer mil perguntas sobre o tempo da gestação,... sexo do bebê,... Se já tinham nome em vista... e Richard foi respondendo a tudo... ou quase tudo..., até que, de repente, ele comentou — Bem, o exame afirmou o sexo... Masculino...

— Que maravilha! Até que enfim você terá um molequinho prá te fazer companhia, amigo. Filhas são ótimas! São fofas, lindas, carinhosas...- Malcon o felicitou. – Mas menino... Você vai ver... Você vai adorar... Eu adoro o meu molequinho!

Todo bobo e radiante de felicidade, ele continua explicando — Só que não é “um” moleque... — ao falar isto, conseguiu prender mais ainda a atenção do casal – São “três”! – ele concluiu feliz da vida.

— O que? — Tanto Antonella quanto Malcon, não conseguiram esconder a surpresa.

A partir daí a conversa ficou ainda mais animada e assim seguiu até o horário que se aproximava da reunião, quando a própria Antonella mudou de assunto, anunciando que precisava falar de trabalho pois já estava chegando o horário da reunião... Queria saber de mais detalhes sobre o que ele queria exatamente no escritório de Washington, D.C., com relação ao porte e a quantidade de funcionários, bem assim quanto a localização desejada e outros assuntos relacionados à mudança.

Então, no momento em que a Secretária anunciou a chegada dos demais Diretores de Departamento da fábrica, tanto Antonella quanto Malcon já sabiam exatamente o que Richard queria. Portanto, a reunião foi somente para arrematar o tema e mostrar a Richard as opções dos endereços para o novo escritório, dentro do que ele pretendia.

Finalizada a reunião sobre o novo escritório de Washington, D.C., Richard marcou para depois do almoço outra reunião com todos os Diretores para tratar sobre outros assuntos importantes ligados à fábrica.

Às dezesseis horas, após resolvidos todos os assuntos pendentes da fábrica, Richard deu por encerrada sua jornada de trabalho e partiu em direção à escola da Alexis e, chegando lá, após os dirigentes lamentarem a perda da excelente aluna, ele conseguiu todos os documentos solicitados pela nova escola de Washington, D.C., e, para ficar melhor, eles próprios se ofereceram para encaminhá-los, de sorte a ficar registrada a transferência para ambas instituições de ensino e, em menos de uma hora, Richard já saiu de lá não só com a comprovação do envio da papelada, mas também com o comprovante da efetivação da matrícula do novo colégio, sendo que ficou acertado com ambos colégios, que Alexis ficaria em Nova York até o final das avaliações bimestrais, período que coincidia com a conclusão da instalação do novo escrotório de Washington, D.C., ou seja, aproximadamente três semanas. Ficou acertado, inclusive, que não falariam com a garota acerca da mudança imediata, a fim de impedir que tal notícia causasse ansiedade e assim, afetasse o seu desempenho escolar.

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SÁBADO, EM WASHINGTON, D.C.

A sexta feira passou voando e logo chegou o horário em que Richard e Alexis viajariam para Washington, D.C.. A viagem foi perfeita e, desta vez, Richard dispensou que Kate fosse buscá-los, pois iriam de taxi e, logo que se encontraram, o início da noite foi animada, pois todos saíram para jantar fora e, entre conversas e sorrisos, a noite terminou maravilhosa e todos dormiram felizes.

Seguindo a combinação prévia, o anúncio da gravidez seria feito logo após o café da manhã, pois, assim, as meninas teriam dois dias inteiros para assimilar a novidade e, por outro lado, o casal também teria o mesmo tempo para tirar todas as dúvidas delas.

O casal levantou mais cedo do que de costume, pois queria organizar um desjejum sortido para todos, principalmente para as filhas, a fim de comemorar a notícia dos trigêmeos.

Dentre as muitas delícias que eles prepararam, Richard fez suas famosas panquecas com carinhas felizes.

Assim que a mesa do café da manhã ficou pronta, Rick e Kate foram acordar as filhas. Primeiro seria a Alexis e, em seguida, despertariam Bia e Annie. Entretanto, assim que Kate estava com a mão na maçaneta da porta do quarto da ruivinha, Richard a impediu de adentrar no quarto da garota.

Kate não entendeu o motivo da obstrução — Richard, o que foi? – ela lhe dirigiu um olhar de dúvida — Porque isso? Porque não podermos entrar?

— Eu estava pensando, Kate...

— Pensando o que, Rick?

— Acho que já toquei de leve neste assunto..., mas vou insistir um pouco mais... – ele fez uma pequena pausa – E se deixássemos para escolher os nomes dos garotos apenas quando eles nascessem... Daí colocaríamos seus nomes de acordo com as carinhas deles...

— Sério!? — Kate fez um jeito de quem não estava querendo acreditar no que ouvira.

— Seríssimo!

— Richard, se for assim... Repare bem, amor... Se formos esperar eles nascerem para escolhermos seus nomes de acordo com as carinhas deles... — usando de ironia, ela acrescentou — Podíamos espera eles crescessem um pouco mais, daí perguntaríamos a eles próprios os nomes que eles escolheriam para si...

— Ok! — Richard fez uma cara divertidíssima como quem “caiu na real” e se deu por vencido... Vamos acordar logo essas meninas.

(risos)

Sorridentes, retomaram à atividade de acordar as meninas. Na noite anterior, as três já tinham sido avisadas que o café da manhã seria animado, no entanto, mesmo assim as gêmeas deram um certo trabalho para acordar.

Ainda de pijamas, todos os cinco se sentaram à mesa, sendo que Kate e Rick estavam de roupão. Assim que as crianças viram as panquecas, Alexis fez uma expressão de quem estava desconfiada e com um certo receio — Papai, eu amo suas panquecas de carinhas felizes... Mas você disse que só faz estas panquecas sorridentes para me animar quando eu estou triste ou preocupada... — fez uma pausa — Eu não estou triste... — olhando para as irmãzinhas, ela completou — Nem a Bia e nem a Annie, não é, meninas?

— É, Lexis... — Annie confirmou — Eu não estou triste...

— Queridas — Richard começou a explicar -, estas panquecas, realmente, têm este objetivo de alegrar carinhas tristes... Mas elas também servem para alegrar mais ainda quem já está alegre... — as meninas riram do jeito divertido do pai falar — Então, se vocês já estão felizes, vão ficar mais felizes ainda.

A partir daí, todos continuaram se alimentando, dentro de um clima leve e agradável. Assim que terminaram a refeição, as crianças foram orientadas a brincar um pouquinho lá na brinquedoteca, enquanto os pais lavariam as louças e arrumariam a cozinha.

Em menos de quinze minutos os adultos ajeitaram a cozinha e foram ao encontro das filhas.

Ao chegarem à brinquedoteca, Richard e Kate chamaram as filhas para se sentarem em círculo sobre os almofadões coloridos. Richard e Kate haviam decidido que ele puxaria o assunto e que não fariam rodeios.

— Bia, Alexis e Annie, vocês gostariam de ter irmãozinhos? — conforme combinara com Kate, Richard fora direto ao assunto.

— Irmãozinhos? — Annie perguntou.

— Sim, querida... Irmãozinhos. — Kate confirmou – bebês para vocês brincarem...

Fazendo uma carinha de ciúmes, Alexis opinou — Não sei se seria agora que eu queria irmãozinhos... Eu já tenho a Bia e a Annie — A ruivinha esclareceu — Mas eu adorei quando soube que eu tinha duas irmãzinhas e adoro brincar e conversar com elas. — e logo depois ela, pensativa, emitiu, com sinceridade, seu parecer final – É... Acho que eu gostaria, sim, papai.

Bia não deixou por menos e foi logo dizendo o que pensava sobre o assunto — Eu também adorei saber que eu e a Annie tínhamos uma irmã. Adoramos a Alexis, mas ter irmãozinhos significa que eles iriam querer brincar com meus brinquedos... — mas tentando entender as coisas, ela acrescentou — Mas eles poderiam ter os brinquedos deles, né, mamãe, e depois poderíamos brincar juntos... Todo mundo junto... Acho que seria bom...

Kate olhou para as três, mas ficou analisando a feição da Annie, que ainda não emitira sua opinião. No entanto, estava aliviada por saber que, apesar da pequena rejeição inicial, Bia e Alexis aceitaram o fato. — Então, quer dizer que vocês querem irmãozinhos?

Ouviu-se, a seguir, um coro infantil, mal ensaiado.

—Sim.

— Sim.

— Eu quero, sim.

— Então, já que vocês disseram "sim", eu quero dar uma notícia para vocês... — quase sem fazer pausa, Rick dispara — Vocês vão ganhar estes irmãozinhos...

Interrompendo o pai, Bia, afoita e com uma carinha contente, foi logo perguntando — E onde é que eles estão, papai? — e se dirigindo à mãe — Eles vão chegar igual como a Alexis chegou? Mamãe, onde eles estão?

Annie olhava de um lado para o outro a procura dos irmãos — É? Eles vão chegar igual como a Alexis chegou? – A garota estava sorrindo. — Eu quero vê-los, mãe. — a garotinha pediu. – Eles não chegaram ainda? Onde eles moram?

Alexis ouvia as irmãs, mas estava pensativa — Você falou em "irmãozinhos", pai, quantos são? — Alexis estava curiosa.

Bia estava impaciente — Eu quero conhecê-los, papai. Eu quero brincar com eles.

As três meninas se atropelavam nas perguntas e elas não paravam... Uma atrás da outra...

Aflita com tanta pergunta, porém muito feliz com a empolgação das filhas, Kate dirige seu olhar para as meninas e para Richard e não consegue segurar seu contentamento.

Kate tentou amenizar a ansiedade das filhas — Queridas, a mamãe vai explicar... Mas eu quero, antes de mais nada, informar que ainda não podem conhecer os irmãozinhos de vocês...

Interrompendo a mãe, Bia ficou não só desolada, ficou também curiosa — Porque, mãe?

Como ficara sem resposta, Alexis insiste — Kate, você e o papai falaram em "irmãozinhos", pai, quantos são? — Alexis estava curiosa.

— Bem, vocês vão ganhar três irmãozinhos... Três menininhos... — Kate olhava para as filhas e sorria diante da expressão de surpresa e alegria delas.

Imediatamente ouviu-se novo coro infantil.

— Três?

— O que? Três!

— Três irmãozinhos de uma só vez?

Perplexa com a notícia, Alexis ainda quis saber – Primeiro foram duas menininhas, a Annie e a Bia... – ela sorria, mas estava surpresa — E agora são três meninos? Como são os nomes deles?

Richard esclarece – Bem são muitas perguntas... Bem... Sim, minhas princesas, são três menininhos... Até o momento eles não têm nomes... E vocês ainda não podem brincar com eles porque eles estão na barriga da mamãe.

— Na barriga? — Annie indagou, arregalando os olhos, igual como qualquer criança da idade dela.

— Sim, querida, na minha barriga — Kate respondeu.

— Eles estão na sua barriga como eu e a Annie ficamos, mamãe? — Bia quis saber — Eles estão juntinhos como eu fiquei com a Annie?

— Sim, minha lindinha. Eles estão juntinhos, do mesmo modo que a Annie e você ficaram aqui dentro — Kate passou a mão sobre seu ventre.

Imediatamente após Kate passar sua mão sobre eu ventre, Bia afastou-se da almofada e aproximou-se da mãe e acariciou a barriga dela — Mas mamãe, você não tem barriga grande... Quando eu e a Annie ficamos na sua barriga, ela estava enorme — a garota fez um gesto com as mãos indicando exageradamente o tamanho que a barriga de Kate ficara quando da gestação delas — Você nos mostrou fotografias...

Kate achava engraçado a espontaneidade das filhas — É porque as fotografias que eu te mostrei, meu bem, já estava perto de vocês nascerem, então a barriga estava bem grande.

Annie olhava e ouvia tudo e estava com a boca retorcida e a testa franzida, indicando desconfiança, então perguntou — Mas... se eles estão na sua barriga, mãe, como é que eles foram parar aí dentro? Eu ainda também não sei como eu e a Bia entramos na sua barriga, mãe...

— É, mãe... Eu também ainda não sei... O papai prometeu explicar e ainda não o fez... — Bia olhou meiga para o pai num sinal claro de quem estava cobrando.

Kate olhava para as três filhas e, pensativa, arriscou — Tanto vocês duas quando seus três irmãozinhos foram parar dentro da minha barriga, queridas, por conta do amor que eu e seu pai temos um pelo outro.

Richard reforça a explicação da noiva e, se aproximando de Kate, acaricia a barriga dela — Então aqui dentro da barriga da mãe de vocês — ele continua afagando a barriga de Kate — Dentro da barriga da mãe de vocês têm três bebezinhos... Três menininhos.

— Ah, sim.... — Annie demonstrava claramente que, apesar de ter dito "sim", não estava entendendo nada e, visivelmente confusa, indagou — Mãe, eu amo você e o papai... Então, quer dizer que eu também posso ter irmãozinhos na minha barriguinha?

— Não, querida... Crianças não podem ter bebezinhos na barriga. Somente gente grande é que pode. – Richard tratou logo de elucidar aquela dúvida absurda.

— Você ainda não falou como os bebezinhos vão parar na sua barriga, mãe. — Bia insistia. — E como a Alexis foi parar dentro da barriga da outra mãe dela.

— Falei sim, querida... Tanto vocês quanto os seus irmãozinhos vieram parar na minha barriga porque eu amo o seu pai e ele me ama e porque também somos adultos...

— E porque a sua barriga está pequena agora e porque quando eu e a Annie estávamos na sua barriga, ela estava enorme?

Olhando travessa para Rick, Kate explica sorrindo — O pai de vocês vai explicar direitinho... Ele vai explicar para vocês contando a história da "sementinha".

— Aaahhhmm !!!??? — Pego de surpresa, Rick fica aturdido diante daquela afirmação de Kate e não tem outra saída senão confirmar — É... Sim... Eu vou contar... Sim... Eu vou contar... Mas eu vou contar a vocês daqui a pouco, porque antes eu quero fazer uma proposta para vocês. Esperem um pouquinho.

Kate ficou receosa diante da proposta de Rick, mas confiou na decisão dele. No entanto, mesmo assim, o interrompeu. Desejando que as filhas aceitassem completamente os três irmãozinhos, Kate colocou em prática sua ideia de modo que elas se sentissem prestigiadas — Bem, vocês são minhas três princesas, não sabem disto? — As três meninas balançaram afirmativamente a cabeça. — Vocês sabem também que a Alexis já é uma mocinha e — olhando para as gêmeas – e vocês duas já são bem grandinhas... — recebendo sorrisos das filhas, Kate se sentiu animada, continuou — Então, já que vocês são grandinhas e seus irmãos vão ser pequenininhos — Kate demonstrou com as mãos o tamanho aproximado que os bebês teriam ao nascer — e já que vocês vão poder olhar, brincar e se divertir com eles, que tal vocês três escolherem os nomes deles, eihm?

Neste momento, tanto Kate quanto Rick receberam três sorrisos maravilhosos e Alexis foi a primeira a expressar sua alegriia — Sério, papai? Mommy!? — e as gêmeas seguiram o mesmo caminha da irmã mais velha.

— Verdade. Vocês três podem escolher os nomes deles... Cada uma escolhe o nome de um... E aí? – Richard quis saber.

— Eu gostei disto... — Bia foi logo dizendo.

— Eu também — disseram Annie e Alexis, ao mesmo tempo.

Annie prosseguiu — Eu já sei o nome que eu quero... — Eu escolho "Cotton".

Imitando a irmã, Bia se apressou e anunciou — E eu escolho "Sweetie".

Ao ouvir os nomes que as gêmeas escolheram, Kate gelou... e antes mesmo dela falar qualquer coisa, Rick falou baixinho prá ela — E aí, amor, eu acho melhor você optar por "Cosmo"... Eu acho melhor! Vá por mim.... Pelo menos é um nome forte... "Cosmo"! — sorriu da expressão de aflição que a mulher passava, diante das escolhas das filhas.

Sem deixar se abater diante daquele cenário, tampouco pela zoação de Richard, Kate toma fôlego e, então, usando de cautela, começa a esclarecer para as meninas sobre o que seria a escolha de nomes dos seus irmãos. — Minhas lindinhas — dirigindo-se às gêmeas — Vocês não podem colocar estes nomes nos seus irmãozinhos... Sabe porque? — as meninas ficam olhando para ela com atenção... — Porque "Cotton" já é o nome do seu bichinho de pelúcia, Annie e "Sweetie" é o nome do seu, Bia.

Alexis fica só prestando atenção.

Bia, esperta, faz que entendeu — Ah, entendi, mãe. Se eu colocar o nome do meu irmãozinho de "Sweetie", então vão ter dois "Sweeties", né? E aí eu ia ficara confusa...

Tentando não aprufundar mais aquele assunto, Kate apenas fala – Mais ou menos isto, querida... Mais ou menos isto...

Contudo, Bia ainda estava reflexiva e queria se explicar. Ela fica pensando um pouquinho, e daí, sorrindo feliz, faz uma nova comunicação – Então... Já sei! – ficou feliz ao encontrar uma saída — Ao invés de "Sweetie" eu escolho "Dengoso".

Annie pega carona da ideia da irmã — E eu escolho "Pinguinho". Não é lindo, mamãe?

Percebendo que Kate estava apreensiva para contornar aquela situação, Rick continua caçoando com Kate — E eu escolho "Cosmo"... Ainda tá em tempo, amor... – Mesmo sabendo que era um assunto sério, Richard se divertia com a cara que Kate fazia diante das escolhas das filhas.

Sem as meninas perceberem, Kate envia a Rick um olhar ameaçador e depois, amenizando o olhar, fala entredentes, disfarçadamente — Querido, amor da minha vida, que tal você me ajudar, eihm? — sem esperar, ela tenta mais uma vez explicar para as filhas — Queridas, tanto "Dengoso" quanto "Pinguinho" são nomes lindos... Mas são nomes lindos para colocar em cachorrinhos e gatinhos... entenderam?

— "Dengoso" é o nome do coelhinho de Jessica, minha amiguinha da escola... E eu acho lindo este nome... — Annie explica, toda fofa.

Ao ouvir a explicação de Annie, Bia se reporta à sua irmã gêmea e justifica sua escolha — E "Pinguinho" é o nome do hamster de Isabelle, Annie. A Isabelle já levou fotografias de “Pinguinho” prá gente ver... Ele é muito fofo!

Com muito tato, Kate tenta contornar a situação — Queridas, “Pinguinho” e “Dengoso” são nomes fofos, mas também não servem para vocês colocarem nos seus irmãozinhos... Ainda são nomes de cachorrinhos, gatinhos, coelhinhos e outros bichinhos lindos... – Ela sorri acanhada.

Ao terem vetado os nomes que escolheram para seus irmãos, as gêmeas ficam pensativas, até que Alexis, mais madura do que as irmãzinhas e meditativa nesta mesma tarefa, se dirige às duas e toda meiga passa a orientar as irmãs — Bia e Annie, não podemos colocar nome de bichinhos nos nossos irmãos. — e, num rompante de alegria, com os olhos brilhando e sorriso de orelha a orelha, dirigindo-se aos pais, ela comunica – Já sei! Arthur! Arthur! O nome que eu escolho para meu irmão é Arthur. — faz uma pequena pausa e depois, toda feliz pensa alto — Meu Deus, como é que eu pude esquecer dele...

— Esquecer de quem, Alexis? – Richard estava com uma pulguinha atrás da orelha.

Animada e sem responder ao questionamento do pai, Alexis se dirige à Kate — O nome que eu escolhi para meu irmãozinho é Arthur, mãe.

Kate e Rick ficam olhando para a ruivinha, espantados e, ao mesmo tempo alegres, pela naturalidade da garota e, antes mesmo deles fazerem mais perguntas ou qualquer comentário sobre a escolha do nome, Alexis dá um sorrisinho maroto para Kate e acrescenta — Momy, Arthur é o nome de um coleguinha lá da minha sala. – completamente inocente, porém com um olhar sonhador, ela completa — Ele é o menino mais bonito do Colégio.

Enquanto Kate sorri diante da pureza e da simplicidade da filha, Rick, soltando fogo pelas ventas, fala para a mulher — Você viu isso? — percebendo que Kate sorria diante do ciúme dele, ele fica revoltado — Hey, você ainda fica sorrindo? Katherine Beckett! — ele fala num tom reprovador, então finaliza — Graças a Deus que ela vai sair daquele colégio e vem para cá..., Ela vem bem prá longe do inimigo!

Sorrindo para Rick, deixando claro que ela estava se divertindo com aquela explosão de ciúmes dele sem razão de ser e, sem dar importância àquilo, Kate comenta — Alexis, minha linda, amei sua escolha, meu bem. Arthur é um lindo nome!

Como se não bastasse, Alexis, completamente alheia ao ciúme do pai, arremata – Lindo... É, Arthur é um nome lindo... Mas lindo mesmo é o meu coleguinha, mommy. O Arthur é lindo! E ele também é muito bonzinho comigo.

Ao ouvir isto, Richard fica boquiaberto.

Antes mesmo dele emitir qualquer parecer sobre o assunto, cada uma das gêmeas, seguindo o exemplo da irmã mais velha, também escolhe nomes dos coleguinhas.

Annie, animada, é a primeira a comunicar sua decisão — Eu escolho Bernardo, papai. Sabe, mamãe, Bernardo também é meu coleguinha... Ele também é muito lindo... Ele tem os olhos iguais aos seus, mãe. E ele adora brincar comigo...

Imediatamente, Bia segue a irmã — E eu escolho Bryan. Meu irmão vai se chamar Bryan, igual ao meu coleguinha. Eu o acho tão engraçado, papai. Eu gosto muito dele e brincamos muito no intervalo... As vezes eu deixo ele comer um pouco do meu lanche... – fazendo um jeitinho meio zangado, ela acrescenta — Mas as vezes ele puxa meu cabelo, mãe... — a garota se queixa.

Ao ouvir todos aqueles comentários acerca dos coleguinhas das filhas, todos os elogios dirigidos aos garotos, Rick fala para as meninas — Queridas, voltem a brincar um pouquinho... Vão lá... Depois o papai e a mamãe chamam vocês...

Animadas por voltarem a brincar e sem noção do motivo que levou o pai a dispensá-las, as três meninas se afastam e retornam à brincadeira

Após a saída das filhas, Richard sentencia — Kate, mudei de ideia...

Sem entender o que ele queria dizer com o "mudei de ideia", Kate o questiona — Amor da minha vida, como assim, mudou de ideia? — sorrindo da cara amuada dele, ela informa — Acho que não estou acompanhando seu raciocínio... Mas me diga aí, babe... Você mudou de ideia com relação a que, mesmo?

Muito sério, fazendo bico e com a testa franzida, ele avisa — Vou tirar Bia e Annie do colégio delas e cancelar a matrícula da Alexis... Vou fazer isto segunda feira mesmo... Não faço agora.... Não faço hoje porque o colégio não funciona nos finais de semana...

Pega de surpresa com aquela cena exacerbada de ciúme, Kate começa a dar risada. — Meu Deus! — ela dá um selinho nele com o objetivo de acalmá-lo. — Meu amor...

Ele a interrompe e complementa — Vou matriculá-las num Convento. Decidido.

Ao ouvir tamanho absurdo, Kate desata a rir, deixando-o zangado — Você ainda dá risada, é?

— Meu amor, eu só posso pensar que você está brincando... — riu solto – Não vejo outra explicação...

— Eu, brincando? Negativo... — Ele ainda estava sério.

Conseguindo parar de rir, Kate argumenta — Babe, me deixa ver se entendi... — ela deu um meio sorriso, pois a reação dele estava muito engraçada — Você está com ciúmes dos pirralhos, é, querido? — (risos) — Deixa eu te lembrar de uma coisinha... Alexis é apenas uma criança... Ela tem menos de doze anos e... Outro pequeno detalhe... As meninas... — ela riu mais um pouco — Pelo amor de Deus, querido, eu estou rindo porque só posso crer que você está de brincadeira... Rick, as nossas princesinhas, Bia e Annie, têm apenas cinco anos... Nenhuma das três teve nem um pinguinho de malícia ao fazer os comentários sobre os coleguinhas... Elas apenas acham os garotinhos lindinhos, divertidos ou sei lá mais o que... E daí? Nada mais, amor... Nada mais. Não há nada por trás dos elogios que elas dirigiram aos garotinhos. São só três crianças que nem espinhas na cara tem ainda... Todos cheios de dente de leite...

Analisando as palavras de Kate, Rick vai relaxando e caindo em si do seu ciúme desmedido. Ele vai se acalmando e por fim, mais sereno, admite — É, amor... Você tem razão...

— Prá variar, né... — Kate graceja.

— Não tripudia, babe. — ele pede.

Sentados lado a lado no chão, sobre as almofadas gigantes e coloridas, ela chega pertinho dele e pergunta — Amorzinho, já que você tocou neste assunto e já que você está mais calminho... acho até que você já me respondeu uma vez isso, mas não estou lembrando agora... — ela envia a ele um olhar indagador — Quando as meninas estiverem em idade de namorar, como é que vai ser? Sim, porque elas com a idade que estão, você reage assim... Imagina quando chegar o momento delas terem realmente interesse em algum garoto... Quando elas quiserem namorar... – Kate recebe um olhar enviesado de Rick. Sem dar tempo dele responder, Kate faz outra pergunta – Meu amor, pelo jeito acho que vou ter um problemão quando isto acontecer... Então, qual qualidade que os namorados das meninas têm que ter?

— Eles têm que ser à prova de bala. – Sentenciou.

Após o choque inicial, Kate se embolou de rir ao ouvir a resposta dele. – Amor, você, realmente, é muito espirituoso.

— Estou falando sério! – Richard fazia bico.

— Sim... – Kate ainda ria do ciúme dele – Tô sabendo... Estou louquinha para ver você administrar o ciúme com suas três filhas... Vou aguardar com ansiedade este dia e ver você mudar de ideia...

— Pode aguardar...

Notas finais
Bem, gente... Minha prima, Inez, tinha cinco anos, e a irmã dela, (Carol), tinha quase dois anos, quando a mãe delas, minha tia, ficou grávida novamente. Elas moravam aqui em Salvador, mas tinham fazenda no interior do estado. Querendo ganhar simpatia de Inez para com o bebê que ia nascer, minha tia perguntou a Inez qual o nome que ela queria pôr no irmãozinho (já se sabia que era menino). O primeiro nome que Inez escolheu para o Irmão, foi “Valete”, que nada mais era do que o nome do cavalo dela, que, aliás, ela também escolheu o nome. Minha tia tentou de todas as formas dizer que o nome do cavalo não podia ser o nome do bebê... Depois de muito explicar, Inez entendeu e aí escolheu outro nome... kkkk... Ela escolheu “Gobil”.... nome de um bonequinho dela... Não teve jeito... Ela queria porque queria Gobil... Todos nós na família soubemos deste episódio e passamos a chamar o bebê (ainda na barriga de minha tia) de Gobil... kkkk Resultado, “para o bem de todos e felicidade geral da nação”, quando o bebê nasceu, minha tia colocou o nome dele de “Gabriel”, que, além de ser um nome lindo, era o mais próximo de “Gobil”. E digo mais, Gabriel hoje é um homem lindo, já tem uns 28 anhos, eu acho, é Engenheiro, casado e tem dois filhos e, muitos de nós, primos, muitas vezes o chamamos de “Gobil”... kkkk... Ou seja..., Os trigêmeos de Kate e Rick deram muita sorte de não serem chamados de "Cotton", "Sweetie", “Pinguinho” ou “Dengoso”. kkkkk ==================== Kate aflita - http://images6.fanpop.com/image/photos/32300000/Stana-Castle-5x02-stana-katic-32356257-400-225.jpg panquecas com carinhas felizes - https://n1.picjoke.org/useroutputs/3324/2018-08-21/1-pt-7bff28a505777f6c2f3ab39c4461ab94.jpg Kate (contentamento) - http://38.media.tumblr.com/90dde47ec78ad9ce3934b71d3efd7ec3/tumblr_mww83xTxsH1qd7fc3o2_250.gif Rick rick aturdido - http://images5.fanpop.com/image/photos/29800000/Ricky-33-richard-castle-29893985-500-281.gif http://u.livelib.ru/reader/joeynebari/o/xvfckxau/Rickrichardcastle33257975500298-o.gif Rick se diverte - http://33.media.tumblr.com/1cd63498cf491ed28bf5d0be450b9b2e/tumblr_inline_mo3gocawll1qz4rgp.gif