Notas iniciais
Um beijo para todo e em especial para "liv" que favoritou esta fic. Obrigada pelo carinho. Álica Cristine, atendi a um pedido seu, querida, mas não consegui postar a foto... Tentei mas não consegui, então coloquei o link... É só clicar e abrir numa outra página. Bjinhos Denise

EM WASHINGTON, D.C.

Aquecida sob o edredom, Kate acordou com um ruído curto e baixo, porém persistente... Contudo, se recusando a levantar pensou... "Deve ser um sonho...". Irritada com a insistência do ruído, ela muda de opinião... "ou um pesadelo...".

Ela já ia se virar para o outro lado a fim de voltar a dormir quando percebe que o tal ruído era o toque do seu telefone celular. — Quem poderia ser a esta hora? — ela pensou. Então, alheia a tudo e ainda de olhos fechados, Kate leva sua mão ao criado mudo e fica tateando até encontrar o aparelho.

Atende mal humorada porque fora despertada no melhor do sono.

— Beckett. — ela se identifica.

— Kate — Com o peito queimando pela emoção ao ouvir a voz de Richard, e quase explodindo de alegria, ela, além de ouvir, ela vê a imagem dele que, por sua vez, continua falando — Kate! Eu não via a hora do ponteiro do relógio marcar seis e meia da manhã para eu poder chamar você pelo Face Time. Eu estava louco para ver você e ouvir a sua voz... — Richard fala do outro lado da linha, deixando Kate abobalhada de tanta felicidade. Seu humor mudou drasticamente... De irritada para alegre.

Rapidamente, ao ver a imagem de Rick na tela do seu iphone, ela desperta e se senta na cama com as pernas cruzadas e passa a mão e os dedos pelo cabelo na esperança de deixá-lo em ordem, quando Rick fala — você está linda, amor. Nem perca seu tempo tentando ajeitar seus cabelos, porque você está linda. Você "é" linda!

Ambos riem.

Ainda boba, e rindo à toa e mesmo vendo a imagem dele, quase nem acredita, então ela diz — Amor... É você mesmo?...

Espirituoso, ele fala com voz metálica, como se fosse uma voz programada de um computador — "isto é uma gravação"... — e, em seguida, dá uma risada e continua — Claro que sou eu, amor... e bom dia!...

— Bom dia? — ela exclama incrédula — Você deve estar brincando... — ela o repreende e dá uma risadinha — Bom dia, é pouco, amor. Na verdade hoje é um excelente dia... Nossa Senhora! Só de ver você aí, vivo, cheio de saúde...

Ele a interrompe e completa — Cheio de saúde e bonitão!... Pode falar, Kate... — ele faz uma cara divertida e movimenta as sobrancelhas.

Nem ele mesmo consegue ficar sem rir diante da gaiatice dele.

Ela entra na sintonia dele e continua — Pois não é? Muito bonitão mesmo!... E todo meu...

Feliz, Richard avisa — Todo seu e com muita saudade.

— Eu também estou, Rick. Com muita saudade... Como é bom ver você...

Com a fisionomia mais séria, ele indaga — Kate, você conseguiu assistir ao pouso do avião ontem à noite?

Sem conseguir disfarçar a emoção, ela responde — Oh, Rick! Eu vi... E te juro que foram momentos terríveis que eu vivi e tenho certeza que estes momentos foram milhões de vezes pior para vocês.

Ele concorda — Foi terrível mesmo, Kate. Nem tenho palavras para descrever o que se passava na minha cabeça e o estado em que meu coração se encontrava...

— Eu nem posso dizer "eu sei", Rick — admitiu Kate — porque, com certeza seria impossível. Só digo uma coisa: Pelo estado de ansiedade e apreensão que eu fiquei, espero que nunca aconteça comigo... E a angústia aumentava a cada minuto que eu via o avião dar não sei quantas voltas para gastar o combustível. Meu coração apertava a cada volta, sem saber o que poderia acontecer... e depois ao assistir à aterrissagem...

Aproveitando uma pausa que sua noiva dera, Rick disse — Kate, e o pior é que eu tinha que disfarçar ao máximo para não passar tensão para Alexis... — ele faz uma pequena pausa — Só de pensar, minha cabeça dá um nó...- Ele solta o ar pela boca em sinal de alívio. — E você sabe, Kate, a tripulação não nos avisou diretamente. Foi anunciado pelo serviço de som da aeronave apenas que estávamos para aterrizar e que tínhamos cinco minutos para guardar todos os nossos pertences de mão nas nossas maletas, inclusive as mulheres, que teriam que guardar suas bolsas nas suas respectivas maletas e na falta delas, que as bolsas fossem acondicionadas no compartimento de bagagens sobre as nossas poltronas. E assim eu fiz. Eu guardei o ipad na minha sacola e pus meu iphone no bolso. Minha mãe pôs sua bolsa na maleta dela.

— Deve ter sido um burburinho na hora, não foi? — Kate quis saber.

— Foi. E eu já estava com uma pulga atrás da orelha, porque sou acostumado a viajar e nunca tinha visto este procedimento por parte da tripulação. E para confirmar minhas suspeitas, foi avisado que deveríamos afivelar nossos cintos de segurança e não abrí-los por nenhum motivo. Então, ao olhar pela janela, eu percebi que o avião não estava se posicionando para aterrizar... Ele não estava indo em direção à pista de pouso. Ao invés disto, ele estava voando em círculos, pois as paisagens estavam se repetindo a todo momento... Muito estranho... E como se não bastasse toda esta tensão... eu vi que as comissárias de bordo estavam tensas e todas elas estavam sentadas nas suas respectivas poltronas e de onde eu estava, na primeira classe, dava para ver duas delas conversando baixinho entre si, ambas com fisionomias assustadas. Aquilo não era normal. Você me conhece... Sou curioso. Não se vê "fisionomias assustadas" em comissárias de bordo que são acostumadas a voar dezenas de vezes por mês. E para piorar a situação eu flagrei uma delas fazendo o sinal da cruz e falando baixinho para si mesma, como se estivesse orando... Aí, já viu, né. Eu não me chamaria Richard Rodgers se eu não me levantasse e fosse até lá falar com elas e questionar o que estava de fato acontecendo. Assim que me viram, elas ficaram tensas e, profissionais, tentaram me passar segurança e me orientaram a retornar imediatamente para minha poltrona. Só que além de teimoso, eu sou persistente. Entrei por completo no compartimento delas, fechei a cortina de acesso, olhei fixamente para elas e exigi notícias verdadeiras. Naquele momento elas, tentando disfarçar a tensão, se olham entre si e uma delas me confidenciou que foi detectado que a luz vermelha do painel de controle estava piscando de forma intermitente, indicando defeito de um componente importante da aeronave. Contudo, elas me informaram que mesmo com este problema, o comandante tinha dito que, apesar de muito difícil, seria possível pousar, mas somente com o tanque de combustível vazio, para evitar explosão quando houvesse o atrito da fuselagem com o asfalto da pista. Então, elas continuaram me explicando. Disseram ainda que ao invés de pousarmos no horário correto, teríamos que gastar 99,9% do combustível.

Kate estava visivelmente preocupada com o ocorrido. — Meu Deus! E você ouvindo tudo... sem poder fazer nada para reverter a situação...

— Pois é... Eu perguntei para elas porque aquela notícia não fora dada para os passageiros. Então, uma delas me disse que o Capitão daria a notícia por alto, e deixaria para dar a notícia completa apenas quando estivesse em solo, porque não acrescentaria nada aos passageiros ficarem tensos, nervosos. Ele disse, contudo, que passaria as orientações de como eles devem proceder e como se posicionar corretamente na poltrona. Elas ainda disseram que se o aviso fosse dado antes, poderia haver tumulto e a situação ficaria difícil de conter, e o descontrole emocional entre os passageiros poderia ser fatal e, com certeza, atrapalharia a concentração do comandante. Ao ouvir isto, Kate, eu analisei rapidamente a situação e concordei com ela. Portanto, procurei saber aproximadamente o tempo que que ainda ficaríamos voando em círculos. Assim que fiquei ciente de tudo, inclusive que teríamos que voar por aproximadamente uma hora antes da aterrizagem... Então, com as explicações das comissárias de bordo martelando minha mente, eu retornei ao meu lugar e, com o coração acelerado tentei ficar o mais normal possível. Abracei e beijei Alexis e fiquei calado. Mas minha mãe, você sabe, me conhece com a palma da mão e deduziu que algo estava errado.

Então ela, desobedecendo a ordem de ficar com o cinto afivelado, foi até onde eu estava sentado e, baixinho me perguntou o que estava acontecendo e por mais que eu disfarçasse, ela dizia que não estava acreditando, então, para que a demora dela ao meu lado não chamasse atenção dos demais passageiros, quase sussurrando, eu contei a ela, resumidamente tudo que estava acontecendo, mas omiti o perigo da explosão e também da possibilidade do avião partir em dois no momento que tocasse o solo e aí, já viu... Depois de contar tudo para minha mãe, eu exigi que ela fosse discreta e que contasse somente para seu pai. Eu não parava de abraçar a Alexis e só pensava que ela era apenas uma criança e que ela merecia viver mais. Foi aí que eu entrei em contato contigo por meio do Face Time, pois não conseguia parar de pensar em você e nas gêmeas.

Kate ouvira tudo com atenção, sem interromper, pois além dela querer saber dos detalhes, sentiu que ele precisava conversar sobre o assunto. Assim que ele concluiu o raciocínio, Kate falou — Amor eu fiquei tão aliviada quando você me chamou pelo face time. Mas ao mesmo tempo que eu fiquei aliviada, eu fiquei aflita, pois, infelizmente, por mais otimista que eu seja, naquele momento não consegui encontrar nada que me animasse. Nada. Eu só fazia pedir ajuda a Deus. Ainda bem que tenho a Lanie. Ela e o Esposito vieram aqui pra casa e, com cuidado, me contaram e, juntos nós assistimos tudo pela TV. Eles sabem que eu não sou muito chegada a assistir TV, então eles acharam melhor contar pessoalmente e ficaram aqui até assistirmos o desembarque de vocês. Depois ela ainda fez chá de camomila para nós duas. E por fim, eu tomei banho para deitar, mas antes eu fui ao quarto das nossas princesinhas e tirei fotos delas e te mandei pelo WhatsApp e escrevi mensagens. Eu não te telefonei porque eu e a Lanie imaginamos que você devia estar atarefado para tomar providências sobre as bagagens e outras formalidades legais.

— Vocês acertaram. — Richard concordou — Foi um sufoco. Eu deixei Alexis com minha mãe e com seu pai, que por sinal, estavam abaladíssimos... Não é prá menos, né... Pois é, eu deixei a Alexis com eles e fui resolver muitas coisas e só depois de quase duas hora após o pouso é que estávamos livres para ir embora, já com todos os nossos pertences, pois não pudemos desembarcar com eles.

Prestando atenção à narrativa, Kate o interrompe com moderação — Eu perguntei a Javier se valia a pena telefonar para pedir ao Malcon para ele ir ao JFK pegar vocês... Mas o Javi me disse que não seria fácil Malcon localizar vocês, sem antes marcar um local de encontro com você.

— É isso mesmo. Esposito estava certo. Se ele fosse lá sem antes falar comigo, ele nunca iria me encontrar tendo em vista que o aeroporto estava lotado. Mas não quer dizer que eu não poderia telefonar para ele e marcar um local para o encontro e foi justamente o que eu fiz. Eu liguei para Malcon e pedi que ele fizesse uma gentileza de nos levar prá casa porque estava o maior tumulto no JFK e não havia um único taxi livre e nas locadoras de veículos também não havia disponibilidade. Malcon, como sempre, um amigão. — ele fez uma pausa e Kate o viu respirar fundo — Nem acredito... Mas graças a Deus tudo passou. — outra pausa — Amor, só para você perceber como eu estava tenso... Eu botei na cabeça que eu tinha que colocar a Alexis para dormir... Eu estava com receio de ela demorar a dormir sozinha... Então eu contei histórias até ela dormir.

— Coitadinha da minha ruivinha! Deve estar assustada... Passar por tanto sufoco... Bem que eu queria estar aí com vocês...

— Para falar a verdade... — ele deu um sorrisinho — Até parece brincadeira, mas não é. Veja como são as coisas. Como não foi anunciado no serviço de som do avião nenhuma palavra específica, como por exemplo, "acidente", "avião cair" ou qualquer outra palavra ou termo similar, eu não vi a Alexis tensa em nenhum momento, exceto quando chegamos ao saguão do JFK e ela viu o tumulto monstruoso que estava lá... Mas mesmo assim, a reação dela não chegou a me assustar... Ela levou numa boa... — outra pausa — Querida, o aeroporto estava lotado... Muitas redes de rádio e TV com seus jornalistas, seus auxiliares, suas aparelhagens, microfones e câmaras. Tinham também os familiares e amigos dos passageiros do fatídico vôo... tinham aqueles que já estavam lá os esperando e também tinham outros que chegaram assim que a notícia virou assunto internacional. Kate, depois disso, eu tive que me controlar para não telefonar prá você. Era muito tarde e eu sabia que você já devia estar dormindo e confesso que só me acalmei mais depois que eu vi as fotos das gêmeas acompanhadas das mensagens que você me enviou pelo WhatsApp... Elas foram um bálsamo para meu final de noite. Depois de tanta tensão, somente a visão da Bia, da Annie e de suas palavras para fazer minha mente ficar mais tranquila. — Ele fecha os olhos e fala suavemente — Kate, como eu queria que você estivesse aqui comigo...

Neste momento, o assunto já estava mais ameno, Kate passa a conversar com ele deitada e, assim, se aconchega nos travesseiros, de olho na tela do iphone.

Richard, que estivera recostado na cabeceira da cama, também escorrega até o travesseiro e fica com sua atenção voltada também para seu iphone.

— Já estou morrendo de saudade, Kate.. Se bem que "morrendo" não é uma palavra bacana para eu usar por algum tempo — ele mesmo sorri diante da brincadeira que fizera.

Kate riu muito com a brincadeira dele — Mas você, eihm, mesmo tendo passado por esse transtorno de ontem, ainda consegue fazer piadinhas.

— Ah, temos é que dar graças a Deus de termos passado por isto e saído vivos e com saúde. — Ele falou convicto da sorte que tivera.

— Nem me fale, Rick. — Parece um sonho que estou aqui com você... Quer dizer... online... — sorriu.

— Amor, você está linda! Eu queria que você estivesse aqui ou eu estar aí agora com você. — Rick falou todo carinhoso com ela.

— Eu também queria estar com você agora... — falou manhosa.

Com voz sedutora, ele continua falando — Eu ia encher seu corpo de beijo... Não ia deixar nenhum ponto sem beijar, lamber, morder...

Adorando ouvir cada palavra que ele dizia, Kate confessa — Babe, eu queria poder ficar assim, deitada com você a manhã toda.

Abusado e divertido ele completa — É, deitado... entre outras vária posições... — ele a olha sedutor.

Tentando seduzi-lo, ela sussurra- Sabe qual a minha posição favorita?

Aceso de desejo ao ouvi-la falar de "posição favorita", ele levanta um pouco a cabeça do travesseiro e a olha com cara de quem queria continuar com aquilo... daí ela completa — A melhor posição Rick, é "pessoalmente"!

Com esta conclusão dela, ele concorda — É, a minha também. Eu também prefiro estar com você pessoalmente...

— Amor, vamos nos ver no sábado... — ela o anima.

Safadinho e com ar de promessa, ele avisa — Vou fazer valer a pena.

Neste exato momento, chega uma mensagem de texto no telefone dela, acompanhada de um curto toque característico, então ela avisa — É um advogado do meu escritório. Está me pedindo para entrar em contato...

— Mas a esta hora? Quem é que está madrugando por lá? — Ele fica curioso.

— Rick, preciso ligar para este advogado. É sobre um caso que está me consumindo... Tenho que batalhar muito... É um caso chato e difícil e espero que consiga concluí-lo até sexta-feira.

Ele fica logo triste e pede — Espero que você não desmarque sua vinda no sábado, Kate.

— Não, talvez não.

Continuando abusadinho, ele sugere — Hey, não quer tomar uma ducha? Você poderia levar o celular..., ele é à prova d'água. — ele movimenta a sobrancelha em sinal de que está louco para vê-la nua.

Só que ela joga água na fervura.... — Talvez mais tarde, amor — ela sorri. — Agora vou tomar banho sem plateia.

Sem deixar a peteca cair, ele avisa — Vou cobrar a você.

Ambos sorriem, então ela fala — Tenho que desligar, amor — Kate pega o iphone leva aos lábios e o beija rapidamente, como se estivesse beijando o noivo, pessoalmente e, ele, divertido, pega o beijo que ela mandou e espalha pelo próprio rosto.

Em seguida, a ligação é desfeita.


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A semana passa se arrastando, contudo, todas as noites eles se comunicavam por telefone e quando Kate via o nome de Richard na tela, antes mesmo de atender, ela já ficava rindo.

Todos as noites daquela semana eles se falaram e quando a ligação era feita em horário cedo, antes das crianças dormirem, Kate pedia para falar com a Alexis e, da mesma forma, Rick pedia para falar com as gêmeas e aí, todos conversavam por meio do Face Time e a animação era total.

No início da noite da quinta-feira, logo após as meninas fazerem a refeição noturna, Richard chama. Assim que atende, Kate falou — Oi, amor!

— Oi, babe...

Kate o interrompeu — Querido, chame novamente daqui a cinco minutos que é o tempo que eu vou com Bia e Annie para o Home Theater para que eu e a meninas possamos falar com você e com a Alexis usando TV de lá, porque a tela é bem maior... Ah, Rick, só te peço que continue sem tocar no assunto do pânico no avião, ok?

— Tá... até já.

A ligação é desfeita.

Kate já estava ao lado das filhas — Princesas, vamos ao Home Theater falar com o papai e a Alexis?

— Êba!

— Oba!

Com esta notícia, as meninas correm para a escada a fim de subir na direção indicada pela mãe.

— Meninas, cuidado! — Kate adverte — Cuidado! Devagar! Cuidado para não tropeçar em nada e também para não escorregar e cair.

Dizem que mãe tem o sexto sentido... Então, imediatamente após Kate advertir as filhas, Kate só ouvu o "baque" e, logo em seguida o choro.

Preocupada, Kate correu para ver o que tinha acontecido, e assim que chegou ao local, Kate viu que Bia, a mais espoleta, estava caída no chão, sobre o tapete macio. Ela havia tropeçado no tal tapete que ficava no caminho e não deu outra... trançou as pernas e caiu...

Bia chorava — Tá doendo! — e continuava chorando e apertava o joelho, em sinal de que era alí que ela tinha se machucado.

Sem saber o real estado da filha, Kate se agachou e tateou o local que Bia se queixava de dor. Enquanto Kate tateava, Bia chorava. — Tá doendo, mãe!

Kate não era médica, mas após o exame tátil, ela percebera que não havia nada quebrado. Machucou, mas nem feriu nem quebrou nada. Foi só o susto e a dor característica de uma pequena queda, então tentou animar a filha — Minha linda, a mamãe examinou e você vai ficar bem, meu amor. Vamos subir, venha. — Kate se levantou e estendeu as mãos à filha para ela se levantar e irem juntas.

Dramática, Bia choraminga — Mamãe, eu não posso andar — e continua fazendo cara de sofrimento.

Se controlando para não rir, pois estava cômica a carinha fofa da Bia — Venha, lindinha. Sua perna está ótima! Venha, amore, venha logo para falar com o papai e com a Lex.

Bia, ainda com biquinho de choro, aceita a ajuda da mãe e, ainda de mãos dadas à ela, começa a andar, só que mancando exageradamente, deixando óbvio que era encenação infantil... Cheia de drama.

— Querida, está doendo muito? — Kate sonda...

— Está, mamãe. Eu acho que nem vou poder ir para a escola depois de acordar — Bia se queixou, mas estava na cara que era pura simulação.

Kate entra no jogo e, discretamente avisa — Então, meus amores, vamos dizer ao papai que não podemos falar com ele porque vou levar você ao hospital. Vamos tratar desta perna, Bia. Querida, diremos ao papai também que não poderemos ir à Nova York por causa da sua perninha, meu amor. Você vai ter que ficar repousando...

Este foi o "passe" para a cura de Beatrice e, imediatamente a garotinha para com o choro, se abaixa um pouquinho, o suficiente para apertar de leve o local atingido, fazendo uma breve massagem e torna a levantar... Então, ainda de forma teatral, aperta a boquinha, dá um sorrisinho discreto e relata — Mamãe, eu peguei na minha perninha... Agora minha perna ficou boa. — Assim que terminou de falar, ela já estava correndo novamente em direção à escada, deixando claro que realmente fora jogo de cena.

— Crianças... Crianças... — Kate falou para si mesma e sorriu alegre por ter duas espoletas lindas e divertidas e cheias de imaginação.

— Céus! — Kate advertia Bia. — Menina, de Deus! Cuidado! Cuidado vocês duas para não caírem agora na escada...

Obedecendo a mãe, Bia e a irmã diminuíram os passos e sobem a escada mais lentamente. Kate estava logo atrás das filhas e, olhando para elas, sorriu diante das traquinagens das meninas, mas sabia que tais atitudes eram típicas de qualquer criança saudável na idade delas.

Mal chegaram no Home Theater, as meninas, efóricas, ouvem o ruído da chamada.

— Mamãe, mamãe, mamãe...

— Estou chegando...

Então a comunicação foi ativada, para alegria de toda família.

Assim que as gêmeas viram o pai, foi uma saraivada de comentários e perguntas e o pingue-pongue estava apenas começando e lógico, que a Bia contou sobre sua queda, fazendo do fato um 'grande momento' e, diante do olhar espantado do pai, Kate tratou logo de piscar para ele e balançar discretamente a cabeça, em sinal de que a filha estava exagerando... e dizer que estava tudo bem, dando a entender que tinha tudo sob controle. Sorrisos dominavam tanto o ambiente do apartamento de Kate quanto o ambiente do loft de Richard.

Depois de alguns minutos, durante a "conferência familiar", Annie perguntou — Papai, você vem hoje para Washington, D.C.?

Richard achou divertido a filha perguntar daquele modo — Querida, o papai não pode ir hoje porque a Alexis tem que ir para a escola amanhã e eu também tenho que trabalhar. Nós nos veremos na sexta-feira à noite e desta vez eu não vou. Sua mamãe já falou que vocês duas vêm para Nova York com ela, lembra? — Richard respondeu à filha com uma pergunta.

Fofa, Annie deu um tapinha teatral na cabeça e falou — Que cabeça a minha, papai! — todos riram — Eu tinha me esquecido.

Kate intercedeu, divertida — Amor, você já percebeu que tem duas filhas atrizes, não é? — sorriu, recebendo de volta um sorriso divertido, concordando.

— Oh, e como eu já percebi. — sorriu.

Sem perder nada do que os adultos falavam, Bia pergunta — Como é ser atriz, mamãe? — Bia quis saber.

— Depois eu te digo, meu amorzinho. Vamos conversar com o papai e com a Alexis. Venham se sentar com a mamãe. Dizendo isto, Kate se sentou numa larga poltrona, mantendo as duas coladas a ela e, imediatamente, Annie se encaixou confortavelmente no colo e nos braços da mãe.

Só que durou pouco as duas lindas bonequinha quietinhas sentadas com Kate, pois, a conversa continuou animada, e com o passar dos minutos, ambas já estavam novamente de pé, cheias de caras e bocas, conversando e gesticulando, de forma a serem convincentes no que estavam falando.

— Eu também vou para Nova York, papai — falou Bia, segura do que falava, sem querer ficar de fora da programação.

— Eu estou com saudade de vocês... — Alexis se manifestou — ... da Bia e da Annie e de você, mãe.

— Eu também estou com saudade de você, Lex. Nós vamos passear e nos divertir em Nova York, papai? — Bia quis logo saber.

— Sim, querida, nós podemos ir ao Central Park e também ao Museu de História Natural de Nova York, querida.

— Eu gosto muito de ir ao Museu de História Natural daqui de Nova York. — Alex expressou sua opinião. — Bia e Annie, vocês vão gostar também. Tem uma baleia enorme, tem elefante, tem esqueletos dos dinossauros. É o mesmo museu daquele filme, Bia, "Uma Noite no Museu".

— Eu gosto deste filme. — Annie falou.

Percebendo que as filhas estavam um pouquinho esquecidas, Kate tentou fazê-las recordar de algo — Princesas, eu já levei vocês ao Museu Nacional de História Natural daqui de Washington, D.C. e vocês amaram.

— Eu acho que eu lembro, mamãe. — Bia falava sem muita convicção.

— Eu acho que não lembro — Annie confessou.

— É, então temos que ir novamente para vocês lembrarem. — Kate avisa.

— Vamos aproveitar bastante, Kate. — Rick falou.

A conversa girava em torno do museu e do que elas veriam lá dentro. Alexis falava com tanta determinação das coisas que as gêmeas iriam ver que as meninas estavam ansiosas para a viagem.

De repente, Annie quer esclarecer uma dúvida... — Nós vamos depois de dormir, é, mamãe? — Annie estava confusa com os dias...

— Não, querida. Amanhã vocês ainda vão para a escola. Depois da escola a gente vem prá casa tomar banho e depois vamos para o Aeroporto e viajar para Nova York para ver o papai, a Alexis o vovô Jim e a vovó Martha.

Com uma carinha de enfado e se achando cheia de razão, Bia avisa — Não precisa ir para a escola, mamãe, podemos logo ir para Nova York.

— Não, querida, vocês têm que ir para a escola para continuar aprendendo as letras que formam os nomes do papai, da vovó, do vovô, as letras dos nomes dos animais...

Bia, gentilmente interrompeu a mãe — Aaahh!!! Entendi.

Kate percebe que as gêmeas estão bocejando, então comenta — Rick, eu vou desligar porque aqui tem gente com sono... — ela piscou, indicando as pequenas.

Fingindo-se de desperta, Bia fala logo — Não sou eu. Eu nem tô com sono. — a última palavra ela já falou bocejando que quase nem deu para entender o que ela falou e os pais se esforçaram para não rir.

Enquanto Bia dizia que não estava com sono, Annie coçava os olhinhos, num nítido sinal que lutava contra o sono. Contudo, como não queria se entregar, foi logo falando — E eu também nem estou com sono. — tentou imprimir na voz um vigor que não tinha naquele momento.

Divertindo-se com as filhas, Richard comentou, fingindo que concordava com elas — É, estou vendo, princesas, deu prá notar que vocês não estão com sono.

Dirigindo-se para as gêmeas, Kate anunciou — Meus amores, vamos desligar. — e olhando para Rick, falou — Querido, eu vou indo. Mesmo que elas não estejam com sono — piscou para ele — vou levar as meninas para deitar... Alexis, te amo, princesa. Estou louquinha de vontade de te abraçar, te apertar e de te dar mil beijinhos.

— Eu também, mommy.- Alexis falou sorridente.

Lindas palavra de carinho foram ditas por todos. — Então, vamos desligar. — Kate concluiu.

— Te amo, babe — coincidentemente, Kate e Rick falaram no mesmo momento, deixando-os sorridentes e contentes, pois a antiga sintonia retornara.

A "conferência familiar" foi desfeita e Kate levou as gêmeas para o quarto delas e as colocou para dormir. Assim que Kate as pôs na cama, mal deu tempo de fazer a oração para o anjo da guarda e ambas caíram num sono profundo.

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Após ter colocado as gêmeas para dormir, Kate foi para a cama e, feliz porque só faltava mais um dia para ver Rick, aconchegou-se nos travesseiros e no edredom e dormiu.

Notas finais
LINKS Kate acordando - http://31.media.tumblr.com/cf6ec404e17d6723d61993f844386ebb/tumblr_nlp666yfEb1qeklrro1_250.gif CASKETT ao telefone - https://plus.google.com/u/0/111266691657295429441/posts/i4Jv1ndRTnE?pid=6157741330724803138&oid=111266691657295429441 CASKETT ao telefone - http://33.media.tumblr.com/2c9bfd648b2e70f335acc59bf0dbccb2/tumblr_n85kevC8g21r4xqjbo3_500.gif Annie e Bia nos braços da mãe - https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTDFNYtMIEunCaMW0dTq1-PsvQGBQaz5paMBO1V8Rjtg7ezX4ZM kate dormiu