Notas iniciais
Eu amo a Kate e o Rick e tenho certeza que na telinha e nas fics eles formam o casal mais lindo e apaixonado no mundo, além disto, são os melhores pais da história. Este capítulo é em homenagem a Alexis, uma garota inteligente, carismática, simples, fofa, linda, ótima filha, ótima irmã, ótima neta e é muito fofa e sincera para seus amigos. A homenagem se estende para todas as adolescentes. Bjinhos. Denise

O tempo passava rápido.

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...

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Os trigêmeos estavam com onze meses.

Faltava um mês para o casamento de Rick e Kate Rodgers.

Em uma manhã de sábado os meninos e as gêmeas estavam com o pai na brinquedoteca.

Havia alguns dias que Kate notara que Alexis estava introspectiva. Então, combinou com a garota de levá-la para as compras de roupas, sapatos e roupas íntimas. Iriam apenas as duas. Mais ninguém. Seria o dia de mãe e filha.

Kate estava feliz por poder estar presente nesta linda fase da filha. Tinha certeza que a ruivinha nunca esqueceria as compras daquele dia. Foram assim que o shopping abriu, almoçaram em um restaurante lá mesmo no shopping.

Durante a refeição conversavam sobre moda, estilo, cores, tendências, gosto pessoal de cada uma, e tudo o que se relacionava à programação de compras. Logo após a sobremesa, retornaram às compras. Dentre as roupas íntimas, estava na relação comprar o famoso “primeiro sutiã”, que, na verdade seriam “primeiros”, pois Kate compraria vários conjuntinhos. A garota crescera, estava ganhando corpo e os seios já apontavam e as roupas que ela tinha já não serviam muito bem não só pelo tamanho, mas também no estilo, pois eram muito infantis.

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As compras e o passeio ao shopping foram proveitosos e as duas se divertiram muito.

Alexis estava em seu quarto com a mãe. Elas haviam retornado às quatorze horas com muitas sacolas. Compraram blusas, regatas, vestidos, shorts, calças, saias, sandálias e tudo o que uma garota da idade dela precisava, inclusive para as festinhas que, com certeza, passaria a frequentar. Um dos itens que Alexis mais gostou foram os conjuntinhos de calcinhas e sutiãs fofinhos e todos com bojo.

Richard passava pelo quarto da garota quando ouviu a conversa da esposa com a filha, então entrou e todo sorridente as cumprimentou – Hey, vocês duas querem me matar de saudade, é? – brincou.

Kate se aproximou do marido e o abraçou, recebendo um beijo no rosto – Quando drama, marido! Nem demoramos.

Os dois continuavam abraçados, sendo repreendidos, mesmo que de brincadeira, pela filha – Hey, vocês dois aí. Não sabem ficar junto um do outro sem ficar se agarrando, é?

— Não! – os dois responderam simultaneamente, fazendo os três rirem.

— Ah, filha, eu não consigo resistir ao seu pai.

— E eu à sua mãe.

Kate e Rick eram só sorrisos.

Rick e Kate se afastaram. Ele chegou perto da filha e a beijou.

Kate se dirigiu às sacolas de compras da garota — Alexis, querida, arrumaremos suas compras no seu armário e vamos ver o que falta, ok, filha? Na semana que vem nós voltamos ao shopping e compramos o que esquecemos hoje. Ok?

— O que? Vou ficar sem vocês novamente na semana que vem?

— Mas é dramático este meu pai! – Alexis fez graça e voltou a falar com Kate — Beleza, mãe. Cansei de tanto experimentar roupas, mas adorei. – A garota abraçou a mãe pelo pescoço e deu um monte de beijo em Kate.

Kate e Alexis arrumaram tudo, separando o que seria previamente lavado antes de usar e depois relacionaram itens que comprariam na semana seguinte e saíram do quarto.

Apesar de terem se deliciado nas compras, a garota voltou a ficar calada. Kate percebera que Alexis estava com a fisionomia meio tristinha, deitada em um dos confortáveis sofás da sala concentrada na leitura de um livro. De vez em quando o largava, sonolenta. Esta cena se repetia já há algumas semanas.

Ultimamente a ruivinha estava mudada, diferente daquela garota alegre e comunicativa que sempre fora. Passou a ficar calada e ficava procurando um lugar sossegado para ler seus livros. A garota devorava os livros que os pais indicavam e também aqueles que a escola determinava.

Alexis tinha um raciocínio rápido e, apesar de ultimamente estar mais reservada, ela sempre discutia com os pais sobre o que lia e Kate achava estes momentos maravilhosos e proveitosos.

Kate não sabia o motivo do desânimo da sua ruivinha. Kate pensava “- Será que é por conta que ela está passando pela fase de transição de criança para adolescente. Breve ele completaria treze anos... Seria uma guerra de hormônios que por certo estavam interferindo no humor e nas emoções dela? Foi assim nas duas vezes em que eu fiquei grávida... Outro tipo de guerra de hormônios, eu sei, mas uma vez hormônios, sempre hormônios... Será que ela está na fase do primeiro amor? Será que está apaixonada por algum coleguinha? Ai, meu Deus! Tenho que encontrar um jeito de conversar com ela, sem que ela se sinta invadida na sua privacidade. Pode ser também que ela esteja se sentindo sozinha? Os trigêmeos têm a companhia uns dos outros para brincar; as gêmeas, pelo mesmo modo e ela, que antes brincava com as irmãs, agora possuía interesses diferentes e brincava com as pequenas somente de vez em quando e de atividades que não eram de “criancinhas”, como ela agora chamava. Então só restavam os livros e os filmes. Minha menina está crescendo. Será também que ela estava se sentindo diferente porque ela não era filha biológica dela? ... Nããããooo...”— a própria Kate não acreditava nesta hipótese— “Ela sabe que eu a amo e que não faço distinção entre ela e os outros cinco, até porque se ela pensar bem, ela foi a primeira criança a quem eu dei o amor de mãe. Ah, meu Deus! Não sei mais o que pensar. Vou parar de ficar fazendo conjecturas, senão vou enlouquecer. Tenho que falar com ela e descobrir o motivo da sua introspecção”.

Preocupada com a garota, Kate aproveitou o momento que Rick e as crianças estavam na brinquedoteca. Era a oportunidade ideal para ficarem sozinhas.

Kate vai até onde a menina estava deitada e a chama – Querida, que tal irmos para a cozinha para prepararmos um lanche para o meio da tarde?

A garota faz uma carinha meio triste demonstrando que não estava interessada.

— Ah, vamos, filha. – Kate anima a garota. — Podemos fazer juntas aquela sobremesa que você adora, eihm?

— Tá bom, mãe. Vamos. – ela levanta e seguem juntas até a cozinha.

Kate vai listando os ingredientes e os utensílios que iriam utilizar e a menina vai pegando e pondo sobre a enorme mesa com tampo de madeira que havia bem no centro da cozinha.

Elas já haviam feito outras vezes esta mesma sobremesa, então enquanto Kate fazia uma coisa, orientava a garota para ela ir fazendo outra e assim, entre uma atividade e outra, elas conversavam sobre assuntos diversos, em completa descontração.

Neste papo, Alexis se soltou mais e voltou a sorrir e a interagir como antes.

Neste momento, Kate se sentiu confiante para começar a sondar e ia começar pelo assunto mais leve. — E aí, filha? Como andam os garotos da sua escola? Você conhece algum gatinho ou simpático ou inteligente? Ou quem sabe todas essas qualidades em um único garoto, eihim?

Alexis riu, tímida.

— Ah, filha, mata a minha curiosidade. Sabe, quando eu tinha a sua idade, perto dos treze anos, eu já comecei a olhar os garotos com outros olhos – Kate sorriu de modo a passar confiança para a filha – Eu comecei a achar os garotos interessantes. – riu – É! É Verdade, querida. E eles também já olhavam prá mim e eu ficava meio tímida, mas depois fui me socializando, trocando ideias com minha mãe, pegando umas dicas com ela. Eu e minhas amigas também conversávamos sobre isto, mas era com minha mãe que eu ouvia as melhores opiniões porque minhas amigas até tinham ideias bem bacanas, bem bacanas mesmo, mas todas elas estavam na mesma situação que eu, ou seja, pouca idade, nenhuma experiência e não sabia nada de nada.

Kate conversava de modo leve e ficava atenta as reações da filha.

— Nesta época eu comecei a ir para as festinhas de adolescentes que tinham nos finais de semana sempre nas casas das amigas e meus pais também faziam festinhas lá em casa. Bebíamos refrigerantes ou sucos e sempre havia variedades de salgadinhos. Colocávamos músicas, a gente dançava e se divertia. – Kate fez uma pausa e com jeito de quem ia falar um segredo, falou baixinho – Nestas festinhas aconteciam os primeiros contatos com os garotos. – a garota achou interessante ouvir o segredo da mãe – É, querida, a gente tinha que aproveitar estes momentos. Durante a semana na escola, nós nos olhávamos e até conversávamos um pouco, mas nas festinhas é que a gente se conhecia mais e foi numa destas festinhas que rolou o meu primeiro beijo.

— Mesmo, mãe? — Alexis estava amando a conversa.

— Ahhãã! – ela confirmou — Foi com o menino mais gato da escola. Eu era muito alta para a minha idade, então, acontecia de às vezes o garoto que estava interessado em mim, quando chegava perto, via que eu era mais alta do que ele e isto o inibia... Hoje eu acho bobagem, mas na época, eu também não gostava. Mas este garoto, o tal do primeiro beijo, ele era um pouquinho mais alto do que eu. – Kate fez um comentário para tornar a conversa mais animada – Óbvio que se seu pai fosse da minha turminha naquela época eu não conseguiria olhar para nenhum outro garoto, porque seu pai ganharia de todos eles em todos os quesitos: é lindo de morrer, carismático, charmoso, inteligente, cheiroso, educado, fortão... eu posso dizer gostoso, filha ou fica pesado? – as duas se acabaram de rir com a pergunta e Kate continuou a citar as características marcantes do marido – Ele é cavalheiro, sedutor, muito mais alto do que eu, tão alto que mesmo quando eu uso os meus saltos altos eu ainda fico menor que ele... Socorro!!! Seu pai é um escândalo! – ela ria toda apaixonada ao mencionar tais informações e isto diminuía a distância entre as duas — Irresistível!

— Uaaauuwww!! Que lindo! Você e o papai se amam tanto e a gente vê isto nos olhos de vocês quando vocês falam um do outro ou quando estão perto, mesmo calados, trocando olhares. Eu já vi também o papai te olhando quando você está fazendo alguma coisa... Mãe ele te olha de uma forma tão linda. Hoje eu percebo, mamãe e acho lindo.

— Oh, filha, quer dizer que você já nota isto, é?

— É, mãe.

— Huuummm!!! Bom sinal. É sinal de que você está uma mocinha. Criança não presta atenção nestas coisas. Que lindo, filha. Sim, mas voltando a falar do Bonitão do seu pai... É, pena que naquela época, enquanto eu estava com treze, quartoze anos, seu pai já começava a faculdade, ou seja, ele nunca olharia para mim como olha hoje. Mas ainda bem que Deus fez nossos destinos se cruzaram e hoje eu tenho você, a Annie, a Bia, o Arthur, o Bernardo e o Bryan. Pois é, filha, quando eu falo do seu pai eu esqueço do mundo e até do que eu estava fazendo ou falando – ela riu – Tô brincando... O que eu quero dizer com tudo isto, filha, é que eu quero que você venha a mim quando tiver alguma dúvida, alguma curiosidade, sei lá, qualquer coisa, tá bom? Ou só pra conversar mesmo, prá trocar ideias sobre garotos. E filha, ninguém nasce sabendo, a gente vai aprendendo com o tempo, com a vida e, se você quiser minha ajuda, eu tô coalda em você, ok?

— Tá certo, mãe.

— E nada de ficar tímida, tá certo, filha? Pode falar comigo sobre qualquer assunto. Por exemplo, eu não te contei sobre o meu primeiro beijo? Eu não te contei um monte de coisa, inclusive sobre como eu me sinto em relação ao seu pai?

Alexis ouvia a mãe com atenção – Sim. Eu vi.

As duas conversavam entre tigelas e mantimentos, sem interromper as tarefas. Vez ou outra paravam um pouquinho para gesticular e dar mais ênfase ao que falavam, mas a sobremesa estava sendo preparada.

De repente, Alexis para um pouco o que estava fazendo e pega o iPhone no bolso. Ela acessa a galeria de fotos, escolhe uma e mostra a Kate. – Olha, mãe, este é o garoto mais lindo da minha escola.

A foto era de um garoto moreno claro, magrinho e com os cabelos escuros jogados prá trás. Ela mostrou algumas fotos em momentos diferentes e a carinha dela estava toda sorridente.

Paquera da Alexis

Paquera da Alexis

Paquera da Alexis

A garota dá uma risadinha – Gostou, mãe?

— Uaauuww, filha! Que gatinho! Qual o nome dele?

— Max. Ele tem quatorze anos, mãe. Ele é de uma turma mais adiantada que a minha e é um dos melhores alunos da sala dele e faz parte da seleção de baseball do colégio. E você sabe, né, mãe, só fica na seleção da escola quem tem as melhores notas. — a garota fala contente.

— Uaaauuww!!!! Ele é inteligente e gosta de esporte. Que beleza, filha!

Ambas riram.

— E vocês conversam ou ficam só se olhando e coisa e tal...

A garota ficou vermelha – Antes a gente só se olhava, mas depois a coisa mudou...

Kate sentiu seu coração acelerar, diante daquela informação. Medo de mãe. Medo de algo acontecer à sua bonequinha.

Alexis continuou sua narrativa.

— Uma amiga minha lá da minha turma, a Leah, é irmã dele, então um dia ele veio falar com a irmã e eu estava junto dela... A partir daquele dia, ele sempre vem falar comigo e todas às vezes ele me dá chocolate. Quinta-feira, na hora do intervalo, ele me chamou para lanchar com ele e ficamos na mesma mesa.

— Sozinhos? – Kate ficou logo preocupada e não conseguiu disfarçar.

— Não, mamãe! Imagina! – a garota ficou rindo — Eu fui com duas das minhas amigas, e uma delas era a Leah, e passamos o intervalo todo conversando sobre esportes, filmes e sobre bandas de música que a gente gosta. – Alexis fez uma pausa e uma expressão de quem queria contar uma coisa interessante – Mãe... Você não vai acreditar...

Kate arqueou as sobrancelhas e esperava a menina contar.

— Mãe, eu já sou amiga da Leah desde que eu cheguei aqui em Washington, D.C.. Ela e as amigas dela me receberam muito bem na sala de aula e me ajudaram, e muito, com relação a minha ambientação e adaptação na nova escola. Elas me chamavam para fazer parte das conversas, brincadeiras e dos jogos tanto na hora do recreio quanto na aula de ginástica e durante a aula, ela me convidava para participar da mesma equipe de trabalho dela... Pois é, mãe. Tanto tempo juntas e somente depois que eu passei a conversar com o Max é que eu soube que o pai deles é franqueado da grife do papai. Pode uma coisa dessas?

— Deus! Incrível esta coincidência.

— Pois é, mãe... o Max disse que por coincidência, o nome das lojas do pai dele tem o meu sobrenome, então eu falei que meu pai é o dono da RODGERS’s. Foi muito interessante esta coincidência e este assunto rendeu muita conversa.

...

...

O papo entre mãe e filha fluía e estava no semblante das duas que ambas estavam felizes com o entrosamento.

Assim que terminaram de preparar a sobremesa e puseram a massa no forno para assar, Kate começa a recolher as coisas sujas que usaram, põe na pia e começa a lavar.

Enquanto isto, Alexis se senta em uma das banquetas que estavam em frente à ilha e daí Kate comentou com a garota – Sabe, Alexis, eu amo conversar com você. Querida, você sabe que eu e seu pai nos amamos muito, não sabe?

— Sei.

— Pois é, querida, uma coisa que eu amei ao começar a namorar com seu pai é que eu ganhei você de presente e agora, então, casada com ele, assim, eu posso ficar juntinho de você e participar do seu dia a dia, ver você crescer e se transformar em uma mocinha. É uma alegria imensa participar disto. – Kate segue lavando as vasilhas e sempre olhava para a garota — Você foi a primeira experiência que eu tive da maternidade e fiquei apaixonada por você, como uma mãe mesmo, tanto que para mim eu sinto como se você tivesse saído mesmo da minha barriga, igual a Bia, a Annie, o Arthur, o Bernardo e o Bryan. E eu amo todos eles igualzinho, igualzinho mesmo, igualzinho como eu amo você. E o melhor é que eu sei que você também me ama...

Alexis se levanta e vai em direção à pia onde a mãe lavava a louça e a abraça por trás, um abraço bem de filha mesmo.

— É, mãe. Eu te amo muito mesmo que até me esqueço deste detalhe de eu não ter saído da sua barriga.

— Oh, querida, que lindo isto. – Kate enxuga suas mãos em uma toalha de pratos e abraça a garota — Lexis, eu queria te falar uma coisa... Meio piegas, eu sei...

— Fala mãe. Pode falar...

— É... Eu nunca te falei, mas preciso falar... Meu amorzinho, eu queria te agradecer por você me deixar ‘ser’ sua mãe.

A garota aperta o abraço – Ah, mãe, eu que tenho que agradecer por você ser minha mãe. E eu amo ser sua filha. Juro! Amo! Amo! Amo! – ela repetia dando ênfase ao amor que sentia. – Acho que nenhuma amiga minha tem uma mãe tão linda e tão bacana quanto eu tenho. Não existe! Tenho certeza.

— Ai, ai, ai... – Mesmo sorrindo, Kate passa os dedos nos cantinhos dos olhos onde lágrimas queriam sair – Que mãe babona que eu sou. – ela fungava — Daqui a pouco eu vou chorar... Este é um assunto alegre... Temos que sorrir de alegria, né, então, vamos nos animar...

Ambas dão risada, e Kate retorna à lavagem da louça, então ela pega o gancho — Filha, eu queria te dizer outra coisinha...

— Diz, mãe. Pode dizer.

Kate faz uma pequena pausa, finalizar a lavagem da louça, vai enxugando, guardando e conversando. Logo termina de acondicionar tudo nos armários e vai se sentar ao lado da filha.

— Olha, Alexis, pode parecer frescura de mãe, mas quando você quiser tirar qualquer dúvida sobre qualquer assunto... Paquera, namorado, amizade, romance, intrigas, cigarro, drogas... Qualquer assunto mesmo, filha, até aqueles que você escutar na escola, qualquer dúvida sobre assuntos de garotos, sobre qualquer coisa mesmo, filha, venha e converse comigo. Se eu não entender, você me explica e descobrimos juntas e se você não entender, eu te explico. Que tal? Pode ser? O legal é que além de mãe e filha nós também somos amigas. Tem coisa melhor?

— Eita que é muito bom mesmo, mãe...

O aroma delicioso do Lemon Cake enche a cozinha e a garota eleva ligeiramente o rosto, dá uma fungada profunda e apura o olfato para sentir o cheiro da sobremesa que ainda estava no forno e dá um largo sorriso – Mãe, o cheiro tá bom, viu? Será que já está pronta?

Kate vai conferir e confirma – Beleza! Você está certa, querida. Prontinho.

Kate, então retira do forno, desenforma em um prato para torta, com pedestal e jogou por cima uma deliciosa cobertura de chocolate branco feita com leite condensado. Assim que termina, cobre com a tampa de vidro transparente. Ela pega logo os pratinhos, os garfinhos e põe ao lado do bolo.

— Que delícia! – Alexis lambe os beiços. – Já estou de água na boca. Que horas vamos comer, eihm?

— Vá chamar seu pai e seus irmãos, filha. Enquanto isto eu vou pegar suco e copos.

A garota sai da cozinha e Kate acompanha com os olhos a saída da garota e fica pensando “- Minha garotinha cresceu. Está uma mocinha.”.

De repente Kate apura as vistas e percebe uma manchinha vermelha na parte traseira dos shorts da filha e acha que talvez seja de sangue e a chama – Querida, volta aqui, meu anjo.

A menina retorna e a Kate comenta — Querida, olha que interessante. Nós acabamos de ter uma conversa de mãe e filha e agora eu vou continuar o papel de mãe. Vamos lá para o meu quarto que vou te dizer e mostrar uma coisa.

A garota relutou, pois queria fazer o lanche — E a sobremesa, mãe? – a garota demonstra que estava com vontade de comer a torta.

— Daqui a pouquinho nós comemos. Mas primeiro vamos lá ao meu quarto. Prometo que não vamos demorar. Depois eu desço enquanto você chama seu pai e seus irmãos.

No seu quarto, Kate constata que é sangue mesmo e daí explica o motivo daquela manchinha de sangue e dá todas as orientações para a filha seguir mensalmente. Kate falava de forma tão natural e simples, tanto que ao contrário de muitas meninas da mesma sua idade, ela não ficou assustada nem preocupada ou qualquer coisa do tipo, até porque, Kate já falara algumas vezes sobre este assunto, já prevendo que estava chegando o dia da filha ficar menstruada.

Kate e Alexis resolveram tudo sobre o assunto da menstruação e tomaram todas as providências. A garota tomou um banho rápido, vestiu um lindo shorts jeans e uma camiseta branca.

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A sobremesa foi um sucesso e até os bebês gostaram. Para alegria da mãe, eles comiam de tudo e não rejeitavam nada. Eles já não mamavam e apesar de gostarem de tudo, eles comiam alimentos próprios para a idade deles, mas de vez em quando ela permitia que eles comessem algo, digamos, fora do cardápio infantil.

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Após o jantar, quando todos os seis filhos já dormiam e Kate e Rick já tinha, inclusive, tomado taças de vinho, eles também foram se deitar. Ela estava com uma camisola de seda preta, curta e decotada e ele estava somente de cueca boxer.

Kate relata ao marido toda a conversa que tivera com Alexis.

Ele fica comovido com a sensibilidade da esposa e o amor que a ela tinha por sua filha. – Babe, obrigada por tudo.

— Ops! – ela brinca com ele – Eu que tenho que agradecer por você ter me presenteado com esta filha tão linda e tão amorosa. E eu não fiz mais do que qualquer mãe faria com sua filha. – Kate pisca para ele, demonstrando sua felicidade.

Eles trocam palavras doces, então Richard olha para ela com cara de dúvida e um pouquinho tenso.

— Sim... Mas voltando um pouquinho o assunto... Que história é essa deste tal de Max, eihm? Que história é essa dele conversando e lanchando com a Lexi, eihm? Não estou gostando nada disto... Vou falar com ela. – ele fica enciumado com relação ao paquerinha da filha.

— Richard Rodgers! Não se atreva a reprimir a Alexis, tá entendendo? – Kate se senta na cama, fica de frente para ele e fala sério.

Richard se comporta igual a um garotinho que leva uma reprimenda e tenta argumentar — Mas...

— Não, Rick... Não tem “mas” nem meio “mas”. – Ela continuava séria, mas não estava brigando. Ela empregava seu tom de voz agora mais doce — Por favor, amor, não faça com que a Lexi fique com receio ou, sei lá, medo de se aproximar dos garotos. Ou pior, ela pode ter também medo de comentar com a gente sobre os paqueras dela... Se você a inibir, ela nunca mais vai me contar nada e aí ficaremos sem saber o que se passa na cabeça e no coraçãozinho dela. Entendeu, amor? Você precisava ver o entusiasmo dela ao me contar sobre esse garoto e me mostrar as fotos dele. Não acabe com isto, babe.

— É, você tem razão... – mas logo depois a olhou com cara assustada – Mas se ele tentar...

— Pode deixar que eu me encarrego de ficar sondando e puxando assunto para ficar por dentro dos planos e sobre as intenções deles. E para isto acontecer, Rick, a nossa ruivinha precisa continuar confiando em mim. Se você falar qualquer coisa negativa, já era! É capaz dela nunca mais me confidenciar nada e ficar ouvindo somente os conselhos bobos das amiguinhas.

— Mas Kate, e se ele tentar... – apesar de entender o que ela disse, ele estava preocupado.

— Meu amor, se ele tentar, ela vai me contar e aí eu a oriento... Se eu achar que ela é ainda muito novinha, muito imatura eu a aconselho a esperar o momento certo, mas se ela já estiver pronta, madura e entender realmente do que se trata e tiver certeza do que quer, eu a levo para o ginecologista para ela ter as orientações e os cuidados necessários para a sua primeira vez, como toda mãe deveria fazer com sua filha, ao invés de criar uma barreira entre elas e tornar deste assunto um tabu.

— Nem quero pensar nisto... – ele agora estava pálido. Minha menininha...

— Rick – ela sorriu da carinha dele – Eu não falei que ela vai transar amanhã, querido... Ou no ano que vem... Ou daqui a dois anos... Eu falei que um dia isto vai acontecer e eu quero que ela saiba que eu estarei ao seu alcance para apoiá-la. Não quero que ela se abra com a mãe de alguma amiga, eu quero que ela se abra comigo que sou a mãe dela.

— Mas...

— Você não quer que a garota fique virgem a vida toda, né?

— Quero!

Kate não se aguentou e riu muito do jeito como o marido via as coisas. Ela voltou a deitar bem juntinho dele e falou – Babe, relaxe, não pense nisto... Ainda tem tempo... Ela ainda é muito novinha...

Ela se insinuou para o marido — Então, Bonitão... Que tal a gente...

— Acho que não vou conseguir – ele agia igual um garotinho fazendo birra.

Ela passou a fazer carinhos mais ousados nele a fim de estimulá-lo, só que ele não se animava. Ela apalpou o marido e nada... – Querido, você já foi mais receptivo comigo... Só de eu encostar em você, você já respondia... E agora...

Ele estava com cara de sofredor – Eu não consigo... Agora não dá, babe... Eu estou aflito... Só penso na minha garotinha sendo...

Kate se afasta um pouco dele, senta-se na cama de frente a ele e o olha de modo ameaçador— Sério, Richard?

Kate continua — Você vai deixar de lado nossa vida sexual porque você está abalado só de pensar que um dia, lá bem distante pode acontecer da nossa filha transar com o namorado? Pode acontecer, não... Vai acontecer, porque ela é uma garota normal. Ela também vai ter desejos porque ela tem sangue que corre nas veias e muitos hormônios... Oh, se tem... Enquanto você não superar isto, você vai me deixar na mão, é? O que eu faço com o meu desejo? Eu guardo na gaveta para um dia, quem sabe, quando você quiser e se quiser...

De uma forma máscula, mas sem agressividade, ele a interrompe, empurrando-a deitada sobre o colchão e fica sobre ela, fazendo-a refém – Eita que mulher é essa que eu fui arrumar? Feroz, impetuosa... – ele, muito rapidamente, sem dar tempo ou oportunidade dela impedir, ele tira a camisola dela com muita facilidade, passa apalpar, acariciar, apertar o corpo da esposa, beijando-a com volúpia e entre um beijo e outro ele confessa – e eu adoro isto em você. Adoro esta sua valentia. Adoro, com todas as letras maiúsculas.

Sem se esforçar muito ela tenta sair debaixo dele, mas claro que não consegue, então anuncia – Agora quem não quer mais sou eu...

Beijando-a de forma selvagem, incendiando os dois, ele acaricia os seios e a intimidade dela e ele dá uma risadinha irônica e comenta – Acho que você não conseguiu nem convencer a si mesma de que você não quer fazer amor.

Arquejando, devido à excitação ela ainda tenta convencê-lo – Eu... Eu não quero mesmo...

— Então porque os bicos de seus seios te desmentem, eihm, babe? Eles estão quase furando minhas mãos – Ele arranha o pescoço dela com os dentes e abocanha um dos seios sugando quase com violência, como se dependesse disso para sobreviver. Simultaneamente, passa a acaricia-la intimamente usando a mão e os dedos, introduzindo-os e bombeando ritimadamente, arrancando suspiros da esposa – E aqui, amorzinho, toda molhadinha, pedindo por isto.

Neste momento, Kate para com a encenação e dá um lindo sorriso – Eu te amo, Rick.

Com habilidade ele substitui os dedos pelo seu membro já volumoso e a penetra.

— Uaauuww! Que delícia, Rick!

— Você já está querendo, é? – ele a instiga e passa a se movimentar bem lentamente, entrando e saindo dela sem penetrá-la inteiramente.

Ofegante, Kate avisa – Mais ou menos – no entanto, contraditoriamente, ela movimenta seus quadris ao encontro do marido, mas ele continua sem se introduzir por completo.

— Que pena! – Rick continua provocando. Ele agarrava os seis dela com suas mãos e ora sugava um, ora sugava o outro, sempre com muita intensidade e isto a levava a loucura. — Então vou parar...

— Se você parar eu te mato, Richard Rodgers... – ela quase gritou – depois falou mais baixo, quase inaudível – Mas eu quero tudo, babe.

— Agarrando-a forte como se ela fosse fugir, ele a acariciava, apaixonado, quase com violência.

Neste momento, com muito esforço, ele se retira dela somente para provoca-la – Eu não ouvi o que você quer, Kate.

— Eu te quero inteiro, Rick – ela quase choramingava – Bem forte e fundo.

Imediatamente ele atende ao pedido dela e muito excitado ele se introduz completamente e ao fazê-lo ouviu-se não só o arquejar dela, mas também o choque oco dos corpos e tais sons se repetiram por muito tempo até que foram recompensados com orgasmos fantásticos.

Ele a tinha sob seu peito, agarrada a ele. Ficaram em silêncio, desfrutando do prazer alcançado.

Kate quebrou o silêncio e falou dengosa – Pensei que você não me quisesse mais.

Ao ouvir aquela declaração, Richard girou o corpo novamente ficando parcialmente sobre ela, acariciando seus cabelos e olhando-a com amor e paixão – Nunca! Isto nunca vai acontecer, Kate. Nunca! Nós fomos feitos um para o outro. Somos as duas únicas peças do quebra-cabeça onde eu só consigo me encaixar se for com você. Eu só quero você, só serve ser for você... Sua voz, seu cheiro, seu corpo, seu toque, seu hálito, sua pele, seus cabelos. – ele a beijou com paixão e o fogo os consumiu novamente e mais uma vez o quebra-cabeça se armou levando-os ao prazer total, deixando-os exaustos, porém satisfeitos.

Assim que a pulsação de ambos volta ao normal, ela se recosta na cabeceira da cama, olha para o marido, quebra o silêncio e com um sorriso lindo ela comunica – Rick, se eu disser que sou a mulher mais feliz do mundo, você acredita?

Feliz, ele aceita o que ela falou — Eu acredito, sabe porque? Porque eu sou o homem mais feliz do mundo.

Ambos se olham e sorriem.

— Hey, vem prá cá, amorzinho. – ele a puxa pra ficarem deitados juntinhos. Ele a acomoda nos seus braços e passam a conversar sobre os planos finais para o casamento que estava tão próximo.

— Faltam quatro semanas. Já está tudo contratado, reservado e os convites já foram entregues. As roupas das crianças e a da Alexis já estão todas prontas. Eu combinei com a Lanie de ir na próxima sexta-feira fazer a ultima prova do meu vestido de noiva.

— Como é ele, babe?

Fingindo-se desentendida, ela indagou — Ele? ‘Ele” o que?

— Seu vestido de noiva, amor. Você ainda não me falou?

— Sério, que você me perguntou isto, Rick? – o marido faz uma carinha de inocente diante daquela pergunta e Kate, sorridente, o repreende – Fala sério, Rick! É ruim de eu te contar isso... – ela faz o som de uma risada forçada – Rá, rá, rá!

— Mas isto é injusto! – ele fez bico e parecia criança birrenta — Você sabe como vai ser o meu traje.

— Queridíssimo, amor da minha vida, eu vou te falar pela milésima vez, não existe surpresa, superstição nem ansiedade com relação à roupa do noivo... O mistério é com relação ao vestido da noiva. O noivo não pode ver nem mesmo saber como é o vestido da noiva antes do casamento. Milhões de superstições com relação ao casamento...

— Ah, entendi... Mas repare bem... Uma coisa que você não levou em consideração... Kate, o noivo não pode ver o vestido de noiva antes do casamento... Só que tem um detalhe: nós ‘já somos’ casados...

— Mas como é engraçadinho este meu marido... Tô morrendo de rir – ela ironizou e começou a rir — Rick, não colou. – ela chega bem pertinho dele e o enche de beijo.

— Pelo menos eu tentei, né? – ele faz uma cara divertida.

...

...

...

Eles ficam conversando por mais um tempinho até que ela boceja – Estou com sono, vamos dormir?

Ele concorda e a puxa para dormir abraçadinha a ele. – Antes que você durma, quero te lembrar de uma coisa... Eu te amo.

— Eu também te amo. Muito, muito, muito, muito.

E assim, abraçadinhos, felizes a apaixonados, eles dormem.

Continua...

Notas finais
Falta pouco. Quem quiser favoritar e recomendar ainda tá valendo. ================ Kate e Alexis - https://i.ytimg.com/vi/mpG4mBhlq9Y/maxresdefault.jpg https://i.ytimg.com/vi/GSOcSX6yJkA/maxresdefault.jpg Alexis - http://images5.fanpop.com/image/photos/30800000/molly-quinn-molly-quinn-30867034-385-218.gif Alexis abraça Kate - http://37.media.tumblr.com/6d2a15bfd5940cbb2e319889e63b6701/tumblr_n4rwijl9l31rodbmno4_250.gif Alexis meditando - http://25.media.tumblr.com/bce085c413baaa9a6b4cfb3030fdf6fc/tumblr_mu1li70yZs1su1lono5_400.gif Alexis desanimada - https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/68/02/17/68021754599fdf3f8d0b0bc07d76612d.jpg http://40.media.tumblr.com/f35d4eb5c23c4135132ecfdcb4a890d0/tumblr_ncqot801Gr1sjxvs8o5_1280.jpg Kate e Alexis conversam - https://49.media.tumblr.com/1ec89282eb79e2b698d8e26925708944/tumblr_n4s2tsdQAF1qh85ueo2_250.gif Paquera de Alexis - http://static.tumblr.com/yabf4fw/sFslyvh0g/1.jpg http://images2.fanpop.com/images/photos/7700000/Jake-T-Austin-jake-t-austin-7778013-388-610.jpg http://images4.fanpop.com/image/photos/15600000/Cute-Jake-3-jake-t-austin-15698544-336-500.jpg Alexis alegre - http://images4.fanpop.com/image/photos/23700000/2x14-The-Third-Man-alexis-castle-23712186-1280-720.jpg Cozinha - http://imguol.com/c/entretenimento/2014/04/17/a-arquiteta-andrea-chicharo-criou-um-projeto-de-cozinha-em-que-o-cozinheiro-permanece-no-centro-do-ambiente-e-a-mesa-de-refeicoes-sai-da-propria-bancada-de-trabalho-em-aco-escovado-1397766778297_749x500.jpg CASKETT foram se deitar - https://i.ytimg.com/vi/9cjHTMRvsWk/maxresdefault.jpg Kate com olhar ameaçador - https://49.media.tumblr.com/00d4b5f9755608ab781537c24dfc52b8/tumblr_ndi8j6zbmp1qh85ueo1_500.gif CASKETT na cama - http://49.media.tumblr.com/417e0f529186b0f9b4803f8533538554/tumblr_ndl12nGUtj1rkxs22o1_500.gif http://49.media.tumblr.com/59f2404937852987914463e099fad388/tumblr_ndevxpPze31qhxmtdo2_250.gif kate olha Rick apaixonada - https://4.bp.blogspot.com/-PVMBTpuNYAI/VrvnxX9UAKI/AAAAAAAAHa0/CC5OTZOq4aQ/s1600/caskett2.gif