Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
58 Conversando na praça
Notas iniciais
Assim que passaram pela porta de vidro e saíram dos limites do escritório de advocacia, em direção ao rol de elevador, Kate e Richard, por coincidência, demonstraram estar com a mesma dúvida...
— Amor, eu achei estranho o jeito como a sua secretária olhou para mim e para você... Uma cara assustada... E depois ficou toda atrapalhada... Acho que ela está precisando de férias... — Richard declarou.
— Eu também achei isto... — Kate concordou com o noivo acerca das feições e do comportamento de sua secretária — A Sra. Kynnoty estava estranha... Eu nunca a vi assim...
Já aguardando a chegada do elevador, no hall do prédio do seu escritório, Kate, com um sorriso enorme estampado na face, olha para o noivo e comenta — Vamos deixar a Sra. Kynnoty com os problemas dela... — e depois declara — Adorei esta surpresa, amor... — ela levantou o rosto e deu um beijo na face dele — O que deu em você para adiantar o horário da sua chegada, eihm? — e logo completou — Eu adorei!
Pegando uma das mãos dela e levando aos lábios, depositando um beijo, ele confessa — Saudades... Eu não aguentava de saudades e não conseguia me concentrar em nada... Então convoquei o Malcon e a Antonella e passei as minhas pendências para eles resolverem — vendo a cara de aflição no rosto dela, ele explica — Hey, garota, eles estão acostumados... Aliás, eles conhecem cada detalhe daquela fábrica e todos os projetos em andamento... Eles são excelentes! Eu não levo minha vida pessoal para o trabalho, mas tendo em vista que aqueles dois também são meus amigos, então, sem comentar sobre sua gravidez, eu disse a eles que eu vinha pra cá e que não estava me concentrando nas atividades, então a Antonella, divertida como ela só, me disse para largar tudo e correr pra cá porque do jeito que eu estava distraído, eu só estava atrapalhando... E o Malcon concordou com ela... — Então eu peguei o primeiro voo e estou aqui... — deu mais um beijo no dorso da mão dela.
Com cara sapeca, Kate acomodou por uns segundos sua cabeça no ombro do noivo e repetiu — Eu adorei, amor. Adorei!
Rick, feliz por estar com ela, perguntou animado — E aí, amor, — ele pousou a mão na barriga plana da noiva e prosseguiu — O que é que este moleque quer almoçar?
— Hey, quem disse que é um moleque? — sorrindo, ela o advertiu de modo brincalhão — Pode ser outra princesa!
— Tanto faz, Kate — ele sorriu todo satisfeito, mas depois, torcendo a boca em sinal de confissão, fez uma cara de culpado e falou — Amor... Eu... eu acho que eu menti...Quer dizer... Não é assim uma mentira propriamente dita... É que... — enrolou — Óbvio que eu vou amar esta criança se for a quarta princesinha do papai — deu um sorriso fofo de 'papai-babão' — ... Ainda mais sendo nossa...- ele sorriu, constrangido — Mas, reconheço que estou torcendo para ser um moleque... — apertou a boca decidido — Pronto! Falei.
O elevador chegou. Como a cabine estava vazia, continuaram o assunto e, enquanto desciam, Kate ponderou — Ai, amor! Não fique se sentindo mal por pensar assim... — ela falou carinhosa — Eu diria que é normal... Por exemplo, eu mesma, ainda que estando dividida, tipo, tanto faz menino ou menina, confesso que estou sonhando muito com um garotinho... — ela mordeu o canto inferior dos seus lábios e dirigiu a ele um olhar sapeca e continuou — vira e mexe eu me pego pensando em decoração de quarto de menino... fico pensando em nomes para menino... em roupinhas e sapatinhos de menino...
Ao ouvir tal revelação, ele levou sua mão em direção ao rosto dela, fazendo-lhe um suave carinho — Ah! Ainda bem que não sou só eu...
Adorando o carinho que recebia dele e o tom de voz amoroso que ele usava, Kate relatou sobre uma pesquisa informal que ela havia feito — Eu andei lendo matérias sobre isto e vi que é super normal cada um dos pais terem suas preferências, o que não significa que não aceitam quando, por exemplo — ela deu uma risadinha leve e continuou — quando por exemplo, a cegonha entrega uma menina ao invés de um menino.
Ambos riram diante daquele exemplo dela e foi com este clima feliz que eles saíram do prédio.
Lembrando-se que a noiva não havia respondido o que o bebê queria almoçar, ele a questiona — Hey, Kate, terminou que você não me disse o que é que... — fez uma pequena pausa e sorriu — o que é que esta nossa criança quer almoçar... — piscou para ela — Algum desejo especial, amor? Estou aqui para te levar aonde você quiser...
— Hummmm!!! Que cavalheiro maravilhoso! — brincou feliz.
Kate prosseguiu falando — Então, deixe-me ver... — ela fez um trejeito de quem não tinha pensado em nada — Nada em especial... Você está com sorte, amor... Não estou pensando em nenhum alimento diferente... Não estou com desejo de nada em especial... Por enquanto... -ela o preveniu — Mas eu adoro comida japonesa... Podemos ir para um restaurante maravilhoso... Os donos, incusive, são meus clientes há quatro anos... Você vai amar o restaurante.
Gostando da sugestão dela, ele disse — Então vamos.
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Entraram no restaurante de mãos dadas e foram recepcionados por uma das proprietárias, uma japonesa vestida a caráter com seu tradicional quimono em cetim com padronagem de flores e folhagens, onde os tons amarelo e salmão predominavam e com detalhes em vermelho no decote e na faixa. A moça usava cabelo preso no alto da cabeça, de onde pendia um cacho de pequeninas flores.
Assim que a japonesa olhou para Kate, a reconheceu imediatamente e a cumprimentou com entusiasmo — Dra. Beckett, que alegria recebê-la no nosso restaurante.
Kate fez as apresentações e, após os cordiais cumprimentos, a japonesa, como uma perfeita hostess, os levou ao espaçoso salão principal. O espaço era amplo e as mesas eram harmoniosamente dispostas nas extremidades das paredes, separadas umas das outras por biombos orientais, peça versátil e bonita, que, sem escurecer, abafar ou comprimir o ambiente, contribuía para a decoração típica, proporcionando ainda privacidade do cliente.
Uma das características marcantes daquele restaurante japonês, era que o Cheff preparava ao lado da mesa dos clientes os pratos escolhidos por eles, utilizando-se de um equipamento móvel no formato de um pequeno balcão, tipo fogão, dotado com gavetas, prateleiras e duas bocas-queimadores de chama. E ali, fatiava e grelhava os vegetais e as carnes quando do preparo do prato, acrescentando os condimentos e os molhos, e cada movimento parecia ser estudado e executado como se fosse uma coreografia.
Era um restaurante de primeira linha, disputado pela nata da sociedade, mas, devido à proximidade de Kate com os proprietários, ela era dispensada de fazer reserva, pois o estabelecimento sempre tinha uma ou duas mesas destinadas a clientes iguais a ela, que apareciam de última hora, como era o caso deles naquele momento.
Contudo, mesmo com o excelente sistema de exaustão, ventilação e climatização do restaurante, que propiciava o bem estar aos presentes, ainda remanescia um mínimo de cheiro residual do preparo dos alimentos, situação que era imperceptível, contudo, como Beckett estava com o olfato sensível devido a gravidez, assim que entraram no recinto, ela largou a mão do noivo e apressou-se em se retirar do restaurante.
Pego de surpresa, Richard ficara estupefato com o comportamento da noiva e, sem entender o motivo da repentina atitude dela, tanto ele quanto a hostess, se entreolharam e foram imediatamente atrás de Kate a fim de verificar o que estava acontecendo, encontrando-a fora do restaurante, na calçada, literalmente escorada com as costas na parede.
No instante que Richard a viu, pálida feito cera, percebeu que era algo relacionado à gravidez, então a trouxe para si e a abraçou.
Tendo assistindo ao desenrolar da cena, a hostess perguntou de forma atenciosa — Aconteceu algo que a desagradou, Dra. Beckett? Há alguma coisa que eu possa fazer para ajudar?
Ainda apoiada pelo noivo, constrangida pelo ocorrido, e se recuperando do mal estar, Kate, apesar de não gostar de falar sobre sua vida pessoal para os clientes, não teve alternativa e explicou delicadamente — Está tudo bem, Sra. Yoshie. Obrigada pela atenção. Eu amo comida japonesa e aprecio bastanate o serviço e os alimentos do seu restaurante, tanto que eu o escolhi para almoçar com meu noivo, só que... — fez uma pequena pausa e sorriu demonstrando não só que estava melhor, mas também que daria uma ótima notícia — ... só que eu estou grávida e o cheiro do preparo dos alimentos que costumeiramente não sinto, me pareceram muito forte, e aí fiquei enjoada... Por isto eu tive que sair para respirar ar puro.
Sorridente com a notícia da gestação da advogada, a Sra. Yoshie a felicitou — Oh, Dra. Beckett. Parabéns pela gravidez! — e fazendo um trejeito no rosto, se queixou — Entendo perfeitamente o que você está sentindo... E como entendo — enfatizou — pois já passei quatro vezes por isso — ela sorriu. — Não se preocupe, Dra. Beckett, evite ambientes com cheiros fortes, pelo menos nesta fase... Não vai faltar oportunidade da senhora retornar.
Despediram-se e foram embora.
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Ao invés de pegarem logo um táxi a fim de ir a outro restaurante, Kate sugeriu atravessarem a rua e caminharem um pouco pela praça arborizada que havia em frente, porque precisava respirar ar puro.
Assim fizeram.
De mãos dadas, caminharam lentamente por cerca de cinco minutos até que avistaram uma lanchonete que funcionava em um trailer de tamanho médio, onde estavam exibidas uma vasta variedade de frutas para preparo de sucos. Kate propôs beberem água de côco.
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Ao retornarem à caminhada, Richard, ainda preocupado, peguntou — Amor, já aconteceu outras vezes este tipo de mal estar que você sentiu agora?
Fez-se silêncio... e Kate ficou pensativa.
Percebendo que ela omitia algo, ele ficou na frente dela, impedindo-a de continuar caminhando. Segurando carimhosamente suas mãos ele quis saber — Kate, você quer me dizer alguma coisa?
Kate abaixou as vistas, mordeu o cantinho inferior direito dos lábios e, em seguida, ergueu o rosto, olhou para o noivo e falou bem baixinho — Bem... — fez uma pequena pausa e prosseguiu, pausadamente — Hoje pela manhã... eu... passei muito mal...
— Ele a abraçou e com um tom preocupado na voz, perguntou — Oh, meu Deus! — ele a apertou nos braços — Porque você não me contou, babe?
— Eu não queria preocupar você.... Tão longe... Lá em Nova York...
— E você aqui... sozinha... — Ele, visivelmente tenso, afastou-se um pouco dela.
Richard passou os dedos por seus curtos cabelos, coçando a nuca, num nítido sinal de que estava angustiado.
Com o rosto erguido na direção dele, Kate, ainda com voz baixinha, tenta atenuar — A Beth estava lá em casa comigo... Ela me ajudou e ficou cuidando de mim...
Ainda tenso e carinhoso, ele argumentou — E se ela não estivesse lá, amor? E se você estivesse sozinha? Ou com as crianças? E se você desmaiar sozinha ou na frente das crianças? Além delas não terem condições nenhuma de te ajudar, de chamar algum adulto, elas ficariam abaladas.
Pensativa, ela falou com uma voz quase inaudível — Eu passei sozinha toda a minha primeira gravidez...
Visivelmente tenso e sentindo que aquele assunto ia render, caminhou com Kate até um banco, então, sentados, continuaram a conversar, quando, com um timbre de lamento, ele desabafou — Nem gosto de lembrar disto, porque eu fico com muita raiva de mim... Pois é, amor, mas naquela época, o imbecil aqui excluiu todos os seus e-mails e mensagens do celular, além de não ter atendido suas ligações, e não ficou sabendo que você estava grávida. — Rick apertou os lábios, chateado, passando as mãos pelos cabelos, como se quisesse arrancá-los — Que raiva eu sinto de mim!
Fazendo carinho nas mãos dele, Kate o lembra — Hey, babe. Lembra o que combinamos? Não devemos ficar nos martirizando sobre este período? Isto não vai trazer o tempo de volta... Só vai nos machucar...
Carinhoso, Rick concordou — É. Você tem razão. Vou tentar não pensar mais nisto. — Suavizando ainda mais o tom de voz, Richard continua a falar com doçura — Mas agora, amor, além de saber que você está grávida, eu também quero participar de cada segundo deste momento que também é meu — ele acariciou a barriga dela e, emocionado, completou — pois você está carregando essa pessoinha aí que é a melhor parte de mim.
Reflexiva, Kate falou — Eu estava pensando sobre isto hoje pela manhã, logo depois de eu ter passado mal... Enquanto eu estava deitada, descansando e esperando eu me recuperar... eu resolvi que vou contratar uma outra pessoa para ficar lá em casa nos horários em que a Beth não está, ou seja, uma pessoa para passar a noite lá em casa e que possa ser um suporte pra mim, caso seja necessário...
Ainda sentados lado a lado numa das alamedas da praça, entre as árvores frondosas, Richard volta a fazer um carinho no rosto de Kate, quando ele fala com uma voz decidida — Kate, eu venho morar com você aqui em Washington, D.C.. Resolvido! Só vou precisar de alguns dias para resolver isto com o Malcon e providenciar a transferência escolar da Alexis.
Imediatamente após ele fazer tal declaração, Kate sorriu de alegria, porém, logo em seguida, ela pondera — Amor, saiba que eu estou mega contente com esta sua proposta. Estou nas nuvens, mas sejamos sensatos... Uma mudança agora, seria muito precipitado... Mudar de estado não é assim como mudar de quarto... Tem que haver toda uma estrutura organizada, tem que haver uma estrutura montada em volta desta mudança... Amor, nós já falamos sobre isto... Não ficou certo de você morar aqui somente quando o apartamento estiver reformado e mobiliado, pronto para morar e também ao final do ano letivo da Alexis? Você não pode mudar sua vida assim, da noite para o dia... Até porque, como já falei, tem a escola da Alexis... Sim, porque não vá pensando que você vem morar aqui, deixando-a lá... Querido, eu vou ser repetitiva, mas tenho que falar: ainda estamos no meio do ano letivo... — como uma metralhadora, Kate disparou a falar, analisando todos os detalhes que envolvia a possível mudança imediata dele — E a fábrica? Você não pode ficar longe dos seus negócios assim... de uma hora pra outra... Tenho certeza que você não conversou com o Malacon... Amor, eu também tenho meu trabalho, óbvio que em proporções totalmente diferente, pois o seu é infinitamente maior, mas eu sei exatamente o que é gerir um negócio... Não podemos ficar longe sem antes haver um preparo... um planejamento muito bem elaborado.
Visivelmente angustiado, Richard fala — Lá vem você com sua lógica...
— Querido, alguém tem que ter os pés no chão... Não posso deixar você agir por impulso. — Kate fala categórica.
Ele a escuta e esclarece — Amor, vamos por ordem... Você está corretíssima em tudo que falou... contudo, eu sei que posso contar com o Malcon para toda e qualquer empreitada; ele está lá comigo desde a fundação da fábrica e é um excelente Diretor Financeiro, ele entende e tem conhecimento de todos os projetos em andamento e sabe de tudo que acontece e pra melhorar, ainda tem a Antonella, com quem eu também posso contar de olhos fechados... E o que é melhor, eles são meus amigos. Eles são pessoas íntegras e excelentes profissionais. — Kate ouvia atentamente a tudo que Rick falava — Então, Kate, eu me mudar para morar com você aqui em Washington, D.C. e montar aqui um escritório virtual vai ser muito fácil. Tudo que eu preciso é que o Departamento de Informática faça todas as concexões necessárias e deixe tudo preparado para o trabalho online. Querida, estamos no século XXI e temos os recursos necessários para a concretização deste meu plano. Fácil, fácil. E não quero ver você se preocupando com estes assuntos, viu, mocinha?... Não quero você tensa... Eu quero você tranquila, alegre e sabendo que tudo vai dar certo.
Mal Richard terminou de falar, ela, suavemente, indagou com ar preocupado, alfinetou — Sim... Eu estou te ouvindo...Tudo resolvido com a fábrica, ou seja, dinheiro, documentos, negócios, mais dinheiro, contratos, reuniões, compra e venda de material, mais dinheiro, dinheiro, dinheiro... mas e...
Richard a interrompeu e, como se estivesse lendo os pensamentos de Kate, deu um selinho nela e falou — Amor da minha vida, lógico que a Alexis vem comigo, foi uma das primeiras coisas que eu falei agora há pouco. Está totalmente fora de cogitação eu morar aqui em Washington DC e deixar minha ruivinha lá... Nunquinha! — ele riu. — Eu não vou a canto nenhum sem ela. Moraremos nós cinco — e sorrindo e acariciando a barriga dela, ele completou — até este molequinho nascer.... — deu um selinho nela — Depois, seremos nós seis: eu, você e as nossas quatro crianças...
— Sim.
Richard sorriu consultou o relógio e questionou — Querida, você já se sente bem para almoçar? — pausa — A consulta com a Lanie está agendada para 16 horas, estou certo?
— Sim — Kate fez que sim com gesto de cabeça para as duas perguntas dele.
— Porque nosso tempo está curto.
Richard se levanta e a ajuda a se levantar também e juntos, retomam a caminhada.
Rick faz o planejamento da tarde deles — Depois do almoço nós dois vamos à escola das gêmeas para perguntar se tem vaga para a Alexis e, se tiver, eu faço logo a reserva da matrícula. Amanhã mesmo, assim que eu chegar em Nova York, eu converso com Alexis sobre a saída dela da escola de Nova York e a vinda dela para cá, mas tenho certeza que ela vai pular de alegria porque vem morar aqui com você e com as irmãs... depois eu vou à escola dela resolver os problemas burocráticos, como pegar a certidão de transferência e o histórico escolar, tudo registrado e documentado.
De repente ele para a caminhada e fica meditando e, em seguida, pergunta — Hey, amor... Eu estou aqui falando, falando, falando... planejando a minha vinda para morar com você aqui em Washington, D.C., estou aqui resolvendo tudo já dando por decidido... porém, nem mesmo lembrei de perguntar se você realmente quer isto agora... — ele a olhou ansioso e curioso — Não sei se você quer que eu venha morar com você antes do novo apartamento ficar pronto para morar.
— Sério!? Jura que você está em dúvida quanto a isto? — Rá, rá, rá — ela imita o som de uma risada e em seguida se aconchega nos braços dele. – Eu te amo, seu bobo e o que eu mais desejo é morar com você, te ver todos os dias ao vivo e em cores, sem o intermédio da internet, quero dormir e acordar com você todos os dias, fazer tudo com você e com as meninas, refeições, passeios e ... — ela deu outro selinho nele — Mas e a Martha? — ela indagou.
Ele sorriu diante da preocupação dela com sua mãe — Você conhece a mamãe. Ela vai pular de alegria quando eu anunciar que antecipei minha vinda para cá e que venho morar aqui com você, pois é o que ela sempre quis... Ela sempre quis nos ver juntos, casados.
— Isto que é sogra! Eu tirei a sorte grande! — ela sorriu
— Já a mamãe..., ela fala que foi ela quem tirou a sorte grande ao ter você como nora... — ele sorriu todo contente.
— Eita, quanta rasgação de seda — Kate comentou e ambos riram...
— A mamãe também vai surtar quando souber que vai ganhar um netinho. — ele percebeu que Kate semicerrou os olhos ao ouvir a palavra "netinho", então retificou — tudo bem, tudo bem, vou corrigir... A mamãe vai surtar quando souber que você está grávida.
Feliz, mas pensativa, Kate faz uma observação — Então já está resolvido, você e a Alexis vêm morar aqui em Washington, D.C.... Contudo...
Ele a interrompeu e comentou — Não sei se é isso que você vai perguntar, mas se for sobre o apartamento novo...
— Não... Não era sobre isto que eu ia perguntar, amor... Mas já que você tocou no assunto, me conte... Eu também quero saber quando vou receber a documentação do aparatamento para eu analisar. Eu quero ver toda a papelada do imóvel, da construtora, do Cartório de Imóveis... Tudo...
— Certo, amor, eu vou providenciar, mas ainda estou negociando valores e forma de pagamento... Estou negociando o percentual que vou dar agora e quanto darei com a entrega das chaves e estamos quase chegando num consenso.
— Richard, que homem de negócio é esse? — ela pilheriou — Sr. Richard Rodgers, antes mesmo de você desembolsar um centavo para a compra daquele apartamento, eu tenho que, inicialmente, analisar toda a documentação e todos os pormenores para verificar se está tudo direitinho ou se vai ser uma furada. Muito me adimira você não ter pensado sobre isto.
— Ok! Estou com tanta ansiedade de comprar aquele apartamento para morarmos todos juntos que nem me lembrei deste detalhe importantíssimo. Então vou aguardar sua análise, Dra. Katherine Beckett — brincou — Sim... Então resolvido o assunto do apartamento. Sim... Querida, mas você queria me perguntar uma coisa... Diga aí...
— Pois é, Rick... O que eu queria perguntar, amor, é um assunto mais delicado... Na verdade, nem é perguntar... Eu queria era trocar ideia com você...
Ele a olhou curioso com o assunto que ela iria falar... — Diga...
Kate sorriu e piscou o olho para ele.
Em seguida, ela revelou o assunto — Bem, é sobre o nosso casamento... — ele arqueou as sobrancelhas diante daquele assunto — Hey, não me olhe assim... Eu não vou desistir. — sorriu.
De forma brincalhona, ele a olhou de canto de olho, torceu a boca e resmungou — Hummm! Acho bom, mocinha, porque nada nem ninguém vai me impedir de casar com você. Entendeu bem? Nada! Sou capaz de mover céus e terra para manter você ao meu lado. — ele sorriu bobo de felicidade — Então, prossiga... O que é que você está arquitetando? O que é que se passa nesta sua mente brilhante?
— Bem... Lá vai... — ela o olhou com os olhos apertadinhos... — Mas você tem que me prometer que vai me ouvir sem me interromper, Sr. Richard Impaciente Rodgers....- sorriu.
Demonstrando que não tinha como fugir de responder, ele deu um sorrisinho e falou — Ok, moça.
— Faltou você falar uma palavrinha, Richard...
— Ok! Eu prometo. — Rick sorriu conformado — Tá bom assim?
— Ok! Bem, — apreensiva, ela começou a falar — Bem... Lá vai... apesar de ser romântica e estar perdidamente apaixonada por você, Sr. Richard Rodgers, você sabe que eu sou prática. Então, que tal casarmos somente no civil? Fácil e simples, amor... Nós dois vamos ao Cartório, daqui a cinco, dez, quinze, vinte dias...não importa quando... levamos um casal de padrinhos, por exemplo a Lanie e o Javier, e então, "plim!" nos casamos e pronto... Assunto encerrado.
— Ops! — ele falou — Pode parar, moça. Pode parar... — Rick falou com jeito tenso, no intuito de atalhá-la. Porém, milésimos de segundos depois, ele lembra da promessa que fizera à noiva, então, mesmo impaciente, ele se cala. — Sorry, babe... Eu prometi que não ia te interromper...

Mas logo em seguida, vendo que ela não falava nada, apenas ria do jeito e do comentário dele, ele arriscou — A senhora terminou? — ele perguntou. — Posso falar agora ou ainda tem mais alguma coisa pra dizer, Dra. Katherine Prática Beckett?
Ela continuou sorrindo, agora, então, diante do nome que ele a chamou. — Sim, senhor... Terminei.
— Então, querida, pode parar... Pode parar com esta ideia... — ele fez uma carinha de quem estava com receio dela reclamar com ele, então, com jeito de criança levada ele sondou... — Se eu falar que esta sua ideia é louca, você vai brigar comigo? — vendo que ela riu diante daquela pergunta, ele continuou — Pois é, moça, esta sua ideia é simplesmente horrível! Pronto! Falei! E eu estou falando a palavra "horrível" porque estou pegando leve... Meu amor, coloque nesta sua linda cabecinha prática que nós vamos nos casar como manda a tradição: Religioso com efeito civil e depois teremos uma festa linda e maravilhosa. Imagina se eu iria dispensar a emoção de ficar no altar esperando você, toda linda e maravilhosa num belíssimo vestido de noiva... — ambos sorriram diante da descrição pormenorizada que ele fez.
Kate torceu a boca num sorriso diante do que ele falara — Depois dizem que as meninas é que já nascem escolhendo seus vestidos de noiva... — sorriu — Depois dizem que são as mulheres que fazem questão de casamento tradicional, pompa e circunstância. — ela sorriu, mas logo em seguida confessou um desejo romântico... Tudo bem que eu sempre quis casar com você com tudo o que temos direito... Mas é que...
Ele a interrompeu — E tem mais, Kate, a Alexis já me perguntou mais de dez mil vezes que dia que ela vai experimentar o vestido de daminha de honra... É isso mesmo, Kate — ele sorriu diante da cara de pânico dela — Nós falamos para as meninas que elas terão um papel muito importante no nosso casamento, lembra? Pois é, garota. E para agravar a situação, nós dois compramos revistas de roupinhas de daminhas de honra e mostramos pra elas, então, nada mais natural que a Alexis esteja ansiosa... Nem digo isto com relação às gêmeas, porque ainda elas são muito pequenas para lembar destes detalhes, mas a Alexis... Ela já está fazendo planos... Ela até já me contou que conversou com algumas coleguinhas da escola que vai ser daminha de honra do casamento dos pais e algumas delas disseram que também já foram daminhas de honra... Então, querida noiva, nada de casamento em Cartório. — ele piscou para ela de forma divertida e depois conclcuiu — Estamos entendidos? Mais alguma dúvida?
— Meu Deus! Que noivo mais rigoroso e tradicional que eu arrumei. — ela falou toda derretida — Ok, Sr. Rodgers, o senhor me convenceu... Então tenho que realmente providenciar vestido de noiva e vestidos de daminhas de honra para as três meninas.
— Com certeza... — deu outra piscada para ela — Querida, vamos aproveitar que você está precisando tomar ar fresco, vamos continuar mais um pouquinho aqui e aproveitamos para conversarmos mais... Mais alguma coisa que você queira me perguntar?
— Sim!... É sobre a retificação da documentação das gêmeas para fazer constar você como pai. — Kate falava e ele escutava atento — Desde que eu soube que estava grávida, este sempre foi o meu maior desejo.
Encarando-a de forma tensa, ele disse — Amorzinho, isto eu queria combinar com você... — ele percebeu que ela prendeu a respiração e que estava tensa — Bem, eu não estou muito preocupado com isto...
— Como assim, você não está preocupado com isto, Rick? — Impaciente, ela quis saber.
— Muito simples... Eu não estou preocupado com isto porque sei que eu não vou a lugar nenhum sem vocês três e que vocês três não vão a lugar nenhum sem mim... Ou seja, vocês não vão fugir de mim nem eu vou fugir de vocês — ele sorriu — Então, já que estamos seguros do nosso amor, estamos seguros do que queremos, estamos seguros que estamos juntos e que não há qualquer espécie de litígio entre nós e que eu não corro o risco de perdê-las, eu prefiro fazer a retificação da documentação de registro de nascimento da Bia e da Annie somente após o nosso casamento.
— Porque isto? — ela ficou curiosa.
— Porque eu quero que na documentação delas conste não somente o nome delas com o sobrenome Rodgers e o meu nome como pai... Eu quero também que conste o seu nome de casada, com o sobrenome Rodgers, entendeu?
— Mas... — ela tentou falar, mas foi interrompida.
— Não sei como você vai conseguir fazer isto e nem sei se é possível o seu nome ficar consignado no registro dela como sendo Katherine Beckett Rodgers, porque este não era o seu nome quando do nascimento delas... Mas não quero nem saber... — ele sorriu — A advogada é você... Então, querida, procure um jeito de resolver esta situação... porque eu quero que...- ele mesmo interrompeu e perguntou — Kate, qual é mesmo o atual sobrenome das meninas?
— Beatrice Houghton Beckett e Annie Houghton Beckett.
— Então... eu sou exigente, viu? — sorriu alegre — Então, completando o que eu estava falando, as meninas passarão a se chamar Beatrice Houghton Beckett Rodgers e Annie Houghton Beckett Rodgers e quero que conste o seu nome de casada, ou seja, Katherine Houghton Beckett Rodgers. Entendeu, Dra. Beckett? — ele deu uma piscada de olho divertida para ela. — Fui claro?
— Sim, senhor, entendi. O senhor foi claro. — sorriram. — Já vi que não tenho somente um noivo exigente... Eu tenho também um cliente exigente.
— Pode ter certeza. — sorriu — Te digo mais... Se você for boa e alcançar êxito nestas minhas exigências e se conseguir também destrinchar e resolver com rapidez a documentação do apartamento a fim da compra ser efetivada, eu vou te arrumar umas pendências lá da fábrica para você resolver, tipo, algumas coisas que a Antonella tenta me desencorajar a ir adiante, mas como eu sou persistente, tenho certeza que você, por ser mais competitiva, ousada e determinada, vai querer resolver a situação.
— Hummm! Você é um abusado! Estou de olho em você e no seu jogo de palavras, Richard... — ela se divertia — Mas não vá pensando que eu vou misturar nosso casamento com seus negócios... Não vá pensando que me ganha com estes elogios...
— Você está enganada, garota. Você nem vai se dar conta... Quando cair em sí já vai estar no meio da batalha e louca para resolver tudo. — ele riu solto.
— Diga aí Sr. Sabichão... Se eu aceitar advogar para a sua fábrica, hipoteticamente falando, diga aí um exemplo de caso...
— Eu já te disse, querida... Pensei que você tivesse boa memória... — gracejou e recebeu de volta um sorriso de menina travessa — ... Eu já te disse, querida, eu não quero mais tirar a "NICE CLOTHES" lá das minhas vistas, muito pelo contrário, eu quero trazê-la para mim, ou seja, eu quero que a "NICE CLOTHES" seja mais uma pequena fábrica que vai fazer parte do grupo "RODGERS's". Entretanto, os donos da "NICE CLOTHES" nem querem ouvir falar do assunto.
— Richard, não sei quem fala mais, se sou eu ou se é você... Mas a questão é: Vamos deixar estes assuntos da "NICE CLOTHES", "RODGERS's" e disputa de egos para outro dia... — ela riu diante da cara dele ao ouvir a expressão "disputa de egos". — A consulta com a Lanie será às 16 horas. Eu já estou me sentindo ótima e temos pouquíssimo tempo para almoçar e ir à escola das gêmeas para tentar reservar a vaga para Alexis. E aí, o que você me diz?
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O almoço transcorreu num clima de harmonia e romance e não se sabia quem estava com cara mais feliz
Continua...
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