Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
66 A história da sementinha
Kate e Richard estavam confortavelmente sentados nas almofadas da brinquedoteca analisando sobre os nomes dos bebês e, ao final, o assunto já descambava para o ciúme desmedido dele com relação às filhas, o que estava divertindo Kate mais do que ela previra.
Entre sorrisos, Kate conseguiu expor sua opinião — Amor, eu realmente estou ansiosa para o dia em que a campainha tocar e você se deparar com o namorado da Alexis... Óbvio que, como uma Leoa que eu sou... eu me conheço..., eu vou sondar tudo sobre ele... E mesmo depois que eu constatar que o garoto é gente boa, eu vou ficar de olho e acompanhar de perto os passos dele... Vou ficar ligada, tipo, “um olho na missa e o outro no Padre”... – piscou para ele (risos) – Mas, Rick, eu não vou amedrontar o garoto, muito menos a Alexis... E também não vou permitir que você o assuste ou que interfira negativamente no namoro dela, e não nego...(risos) Vou achar divertido apreciar você se contorcendo de ciúmes. – Kate ria da cara de tensão que ele fazia.
— Vá brincando, vá... Vá brincando... Acho melhor mudarmos de assunto... Que tal voltarmos a falar sobre os nomes dos nossos filhos... – tenso, ele tentou retornar ao tema inicial da conversa, mas não conseguiu – E se você continuar me apavorando, eu vou pagar na mesma moeda, viu, Kate?... – sorriu, piscou prá ela e a olhou ameaçador – se você insistir nesta história de mãe liberal para com os namoros das meninas, eu te juro que coloco em um dos meninos o nome de “Cosmo”... – ele riu.
— Nem nos seus sonhos, babe. – ela se divertiu com a ameaça dele, pois sabia que ele era fofo o bastante para não colocar aquele nome horroroso em um dos bebês, sabendo que ela não apreciava. — ela piscou para ele provocativa.
— Então continue... Falando sério, Kate, não estou gostando disso... Quer dizer que você é a mãe liberal e eu o pai repressor.... Castrador... Por falar em “castrador” – ele sorriu – isto me deu uma idéia... – e pegando ao lado um brinquedo das meninas, armou uma cena divertida e fez uma cara de carrasco.
— Richard Rodgers! – Com jeitinho, Kate o repreendeu – Você já passou dos limites, querido... Faça-me o favor... Acho bom você abrandar seus ciúmes... Acho bom mesmo... E rápido, porque em menos de cinco anos a Alexis, com certeza, vai aparecer na nossa casa com um namoradinho cheio de espinhas na cara... Um garoto do ensino médio igual a ela... E não faça esta cara de assustado... – amolecendo o tom de voz, Kate prosseguiu – Amor da minha vida, ela é uma garota normal e não vou permitir que você ponha minhocas na cabeça dela e nem das gêmeas... Na verdade, nós dois temos que ter este assunto muito bem resolvido com nós mesmos dentro da nossa própria vida e continuar tendo um excelente relacionamento com nossas filhas..., com a mente aberta, sem maldade ou malícia, eliminar toda e qualquer distância entre nós, pois nós como pais, devemos compartilhar confiança e intimidade com elas e assim, conseguiremos falar sobre estes assuntos da forma mais natural possível, tanto de nós para elas, quanto delas para nós. — ela explicava — Outra coisa, amorzinho, esse negócio de eu ser “liberal” é fachada, porque na verdade eu sou..., como já te falei..., eu sou uma Leoa de olho nos meus filhotes e ai daquele que fizer algo contra as três... Mas tenho que preservar este ar tranquilo para continuar conquistando a confiança delas para todo e qualquer assunto. Se eu for birrenta, reclamona e desagradável, eu só vou conseguir afastar minhas filhas de mim e não é isto que eu quero. E eu estou me referindo a todas as três – vendo o olhar alarmado dele, ela prosseguiu – É isso mesmo... Não estou falando somente da Alexis... Estou me referindo a Bia e a Annie, inclusive, pois elas também vão namorar... – ela deu um risinho leve e um selinho nele – Meu amor, não faça esta cara de espanto, porque você vai ter muito tempo para amadurecer esta ideia, ok, porque elas ainda são nossas bebezinhas e no momento os únicos interesses destas duas são as bonecas, os bichinhos de pelúcia, os filminhos e vestidos de princesas e coisas assim com seus mundos mágicos de sonhos e fantasias...
(risos)
Diante do sorriso mais leve dele, ela percebeu que ele havia concordado com o pensamento dela, então se esticou e deu um leve selinho nele e depois perguntou de forma bem sensual – Hey, bonitão... Que tal aproveitar que as meninas estão entretidas com as brincadeiras?... — ela piscou para ele de forma bem safadinha — Vamos selar este assunto com um beijinho, amor? – sem esperar resposta ela se aproximou ainda mais dele e o beijou, sendo totalmente correspondida. Um beijo longo e apaixonado, carregado de amor, paixão e emoção.

Quando o beijo terminou, Kate quis saber – E aí, babe, tudo entendido?
Fingindo-se desentendido e com uma carinha bem safadinha, ele contesta – Huuummm!! Não sei... Talvez se você me der outo beijo assim... Com todo este entusiasmo...
(risos)
Com olhar de promessa ele mordeu levemente o lóbulo da orelha dele e sussurrou ao seu ouvido – Quem sabe mais tarde... Isso se você for um bom menino... – ela graceja.
— Ops! Menino comportado se apresentando! – ele levanta a mão, como se estivesse respondendo a uma “chamada” de sala de aula.
Achando fofa e ao mesmo tempo divertida a reação dele ela se derrete toda — Eu te amo, sabia?
Com um olhar apaixonado, mas cheio de malícia, ele faz um gesto positivo com a cabeça — Sim... Sabia.
Ainda sussurrando, ela o informa — Você me deixa doidinha, viu? Eu estou com uma vontade louca de fazer amor com você... Agora! — ela conclui.
— E como é que você pensa que eu estou, babe? Estou também numa situação complicada...
Em seguida, ele se faz de inocente e sofredor ao comunicar — Mas fazer o que?... Tenho que encarar minha sina... Que vida difícil esta minha... Complicado ser assim tão gostoso e bonitão...
Depois de rirem sobre o jeito divertido que ele falou, Kate recomeça a falar já em outro tom de voz, significando que mudara de assunto – Então, babe, vamos chamar as meninas para comunicar os nomes dos bebês?
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Em poucos segundos as meninas já estavam novamente ali. Os cinco estavam sentados nos almofadões coloridos, quando Kate anunciou. – Então, princesas, queremos anunciar que nós já sabemos os nomes dos bebês.
Sem protelar, Richard vai direto ao assunto e se dirige para as filhas – Pois é, a Alexis escolheu “Arthur”, a Annie escolheu “Bernardo” e a Bia escolheu “Bryan”. – Richard concluiu sob os olhares e sorrisos de todos.
Após breves comentários, o assunto dos nomes dos bebês não se prolongou mais.
— Papai – Annie estava com uma carinha curiosa – Você agora vai nos contar a história da “sementinha”?
— É mesmo... – Bia ficou interessada – Eu tinha me esquecido, Annie... Boa ideia! Vai, papai, conta aí a história da “sementinha”. Estamos esperando.
Ao ouvir que as meninas não tinham esquecido do assunto da "sementinha", Richard ficou tenso.
Kate se divertia com o retorno do assunto da história da “sementinha”.
Tomando fôlego, Richard anuncia — Bem, vou ser muito prático e didático com esta explicação...
Richard pede a Kate para pegar o iPad. Sem demora, ela o faz e ao retornar, o entrega a Richard.
Numa pesquisa muito rápida ele localiza o vídeo previamente escolhido.
— Princesas, vamos assistir a este vídeo. Prestem bastante atenção no que a professora do vídeo vai mostrar e explicar.
Era um vídeo educativo direcionado para crianças, e apresentava sementes em vasilhas de vidro, sendo germinadas sobre algodão, onde, com efeitos da edição de imagens, mostrava dia a dia até que as tais sementes começam a germinar e vão se modificando naturalmente. O vídeo era curto, porém, muito interessante e, por ser direcionado para um público infantil, era de fácil entendimento e as imagens eram muito nítidas, pois, por estar sobre algodão e não sob a terra, dava para ver passo a passo da transformação das sementinhas.
Ao final do vídeo, ele perguntou se as meninas queriam assistir novamente. E, conforme pedido, ele repetiu a apresentação.
Ao final, sob os olhares atentos das filhas, ele faz com que Kate se sentasse bem juntinho dele e, então, começa empregando um tom afirmativo... – Bem, as minhas princesinhas querem saber como os bebês foram parar na barriga da mamãe... Foi assim... Quando eu conheci a mãe de vocês eu me apaixonei por ela – ele lança um olhar apaixonado para Kate – Eu me apaixonei muito e ela também se apaixonou por mim...
Kate o interrompe e, sorrindo para as filhas, complementa – Muito... Eu me apaixonei muito pelo pai de vocês.
Retomando a palavra, Richard prossegue – Eu e mãe de vocês... – ele pega uma mão de Kate e a põe entre as suas, num sinal claro de carinho — ... Nós dois nos apaixonamos... Nós nos amamos. Então sempre estávamos nos abraçando e nos beijando... – neste momento, ele dá um selinho em Kate e, imediatamente ouve o coro infantil...
— Eca!
O casal ri diante das carinhas fofas das filhas.
— Pois é... Mas nós dois somos adultos e quando os adultos se amam, eles se beijam muito e gostam de ficar coladinhos – dizendo isto, ele põe o braço ao redor dos ombros de Kate, trazendo-a para ficar coladinha a ele, mas logo retira o braço e retorna à explicação. – Os adultos que se amam, também gostam de dormir abraçadinhos...
— Eu também gosto de dormir abraçadinha à mamãe – Annie lembrou ao pai.
— Eu também – Bia anunciou.
— Geralmente os filhos gostam de dormir abraçadinhos com seus pais, queridas. Isto é muito normal e tenham certeza que tanto eu quanto a mãe de vocês amamos isto. – Richard revelou.
— É isto mesmo. — Kate confirmou o que Rick dissera — Eu adoro quando vocês vão dormir lá na cama comigo, abraçadinhas...
— Mas só que vocês três têm suas caminhas, né? – Richard lembrou.
— É, nós temos nossas caminhas... Mas é que às vezes o "Cotton" e o "Sweetie" acordam assustados e querem dormir com a mamãe..., né, Annie?... – atriz nata, Bia avisa – Eles são pequenininhos, papai, você entende né? – a garota conclui se achando bem grandinha...
Sem querer estragar a fantasia das filhas, ele se esforça para não rir do que Bia acabara de falar, então concorda – Ah, sei... Sim, querida, eles são pequenininhos... – ele olha para Kate e ambos sorriem levemente diante da esperteza da filha – Bem..., voltando a falar do amor do papai e da mamãe... Pois é..., como eu já disse, eu e a mãe de vocês somos adultos... Nós nos amamos muito e gostamos de dormir bem abraçadinhos, bem coladinhos e também gostamos de fazer muitos carinhos um no outro e dar muitos beijinhos... — as meninas estavam atentas e não perdiam um gesto do pai — E estes carinhos, beijinhos e abraços são diferentes daqueles que nós damos em vocês, queridas. São abraços mais apertados, beijos mais demorados e carinhos mais intensos. Então, queridas, quando nós estávamos abraçados, coladinhos, trocando carinhos e nos beijando, eu deixei uma sementinha na mamãe... – as meninas continuavam atentas – Mas aí vocês poderiam até perguntar se a sementinha do papai é igual a sementinha do vídeo que acabamos de assistir... – ele reparou que, apesar de continuarem caladas, as meninas tinham um semblante de dúvida — Então a minha resposta é “não”. A sementinha do papai não é igual a sementinha que assistimos no vídeo. Contudo, apesar de serem diferentes, a sementinha do papai que ficou na mamãe se transforma do mesmo jeito daquelas sementinhas do vídeo, só que as sementinhas do vídeo quando crescem, se transformam em plantinhas, com raízes, caules e folhinha... e a sementinha que o papai deixou na mamãe, também cresce, só que se transforma em um bebê, que vai crescendo, crescendo, crescendo e fica com rostinho, olhinhos, nariz, boquinha, orelhas, bracinhos, mãozinhas, perninhas, pezinhos, coração, barriguinha...
— Bundinha e periquita também, né, mamãe? – Annie pergunta sem nenhuma malícia.
Amando ver a descontração e espontaneidade da menina, fruto de muito carinho e confiança compartilhados, Kate confirma – É, filha.
Pensativa, com uma carinha de dúvida, Bia pergunta — Menina tem periquita... Menino tem o que, mamãe? ... Papai?
Antes mesmo dos pais responderem, Alexis, que estava calada responde – Papai, ontem eu assisti a um filme infantil onde aparece uma sala de aula... O professor estava explicando umas coisas, daí um menino interrompeu e falou que “o menino tem pênis e a menina tem vagina...” (vídeo)
Os pais se entreolham, e, com tranquilidade, Rick confirmou o que Alexis falou – Sim, querida. O garotinho do filme é muito sabido e ele está certo. – fez uma pequenina pausa e ficou observando se iriam ter outros questionamentos sobre aquele tema. Como não houve, Rick voltou a falar – Então, vocês entenderam a explicação de como nascem os bebês?
— Entendi... – Bia se adianta e, olhando para Kate, ela resume do jeitinho próprio dela – Mamãe, o papai te beijou, te abraçou bem forte, bem forte, bem forte porque vocês são adultos – enquanto falava a garota fazia gestos, caras e bocas – e também te fez muito carinho e então deixou uma sementinha em você. – Olhando para o pai, perguntou – A sua sementinha cresceu na barriga da mamãe e se transformou nos meus irmãozinhos, não foi papai?
— Muito bem, filha. – Rick a elogiou – Muito bem! A sementinha que o papai deixou na mamãe se transformou nos seus irmãozinhos, o Arthur, o Bernardo e o Bryan. E há seis anos, o mesmo aconteceu com vocês duas... E antes disto, o mesmo aconteceu com a Alexis...
Tendo sua curiosidade satisfeita, Annie já tinha superado o interesse naquele assunto... Como qualquer outra criança daquela idade, já pensava em outra coisa – Papai, nós vamos passear hoje?
Richard olha para Kate, como se repassasse a pergunta da filha.
— Sim, meus amores. Nós vamos passear... — Kate informou a todos — E vai ser agora pela manhã. – ela consultou o relógio e viu que ainda era cedo e daria tempo de todos se arrumarem a contento — Na verdade é um passeio misturado com diversão e aniversário... — vendo a carinha animada das filhas, ela confirma — Sim, meus amores... Nós vamos ao aniversário de...
Ao ouvir a “palavra mágica”, Bia interrompe a mãe – Oba! Aniversário?
— Oba! Aniversário! De quem é o aniversário, mãe? – Annie quis saber.
Continua.....
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