Amor de Irmãs
28 Emma ♥
Notas iniciais

~ Pov Damon ~
Eu sabia que alguma coisa não estava bem com a Elena, então depois da discussão eu pude ter as certezas, mas porra, eu pensava que ela tinha percebido que a única coisa que eu quero era passar com ela este tempo limitado que ela tem, e não estou a fazer isto como obrigação ou pedido, eu estou a fazer isto porque eu quero… Segui Elena nas escadas, mas como só há um carro, e ela o levou, e liguei à Bonnie, que era a única que tenho a certeza que não estaria ocupada a estas horas, ela atendeu no terceiro toque e a fiz vir rapidamente a minha casa, vesti uma coisa a pressa e quando desci, ela já lá estava em baixo, seguimos a rua principal e reparamos que a praça estava cortada, sai do carro, depois da Bonnie estacionar e corri vendo um acidente lá, vi que estava lá já a ambulância e que estavam a tentar reanimar um corpo… e era a Elena!
~ Pov Elena ~
Acordei do lado de fora do carro, sem dores aparentes, olhei para o lado e lá estava o carro que apitava freneticamente estava quase dentro do meu e o lugar onde eu antes estava, estava agora vazio. Olhei em volta, vendo a polícia e ambulância e um aglomerado de pessoas aumentar.
Damon: ELENA! – Um grito desesperante me tirou dos meus desvaneios, olho para trás e está lá o Damon, mas ele não está a olhar para mim, segui o olhar dele e encontrei uma Elena desmaiada em cima de uma maca e vários enfermeiros de volta dela. Era eu. Era eu que estava ali… Então porque eu estava também aqui, em pé, a observar tudo aquilo? Aproximei-me e consegui perceber mais a conversa dos enfermeiros
Enfermeiro: Temos que a levar imediatamente para o Hospital – Um avisou tentando encontrar pulsação – Os batimentos dela estão a cessar, rápido, carreguem em 200 – Pediu e todos se afastaram e ele pôs aquelas esponjas em cima do meu peito – Voltaram, voltaram! – Anunciou – Levem-na rápido. Olhei assustada para aquela situação, era eu ali, eu ia morrendo ali… Olhei de volta para o Damon e ele queria-me ver, mas não deixaram, eu tentei falar para eles, mas ela como se eu fosse… Um fantasma… Entrei na ambulância com o meu corpo e fiquei a olhar para mim, desanimada, enquanto o meu peito descia e subia lentamente, olhei para a minha/dela barriga e pus a minha mão em cima, sentido a minha filha aos pontapés freneticamente, sorri emocionada com aquilo, pelo menos ela estava viva. Rapidamente chegamos ao hospital e levaram-me para as emergências, onde cuidaram de alguns cortes na minha cara e braços, graças aos vidros do carro, ligaram soro no meu braço e puseram uma borrachinhas no meu peito, para ir medindo as minhas frequências cardíacas, pelo que eu vi no ecrã, estava tudo bem. A Jo chegou e fez uma ecografia em mim e pude ver a minha menina
Jo: Algo não está bem – Ela semicerrou os olhos, vendo melhor. Cheguei a perguntar o que se passava, mas lá está, ninguém me ouviu – Temos que a levar para a sala de operações. AGORA! – Ela ordenou e fiquei assustada, segui o meu corpo na maca para a sala de operações e ele começaram a fazer uma cesariana em mim. Não percebi o porquê, se eu estava bem, porque estavam a fazer uma cesariana em mim? Um choro invadiu os meus ouvidos e lágrimas chegaram aos meus olhos, a minha filha havia nascido e eu não poderia tocá-la… Assim que levaram o meu corpo de volta ao quarto onde estava antes. Andei pelo corredor para ver se ouvia alguém falar de mim ou da minha filha, uma vez que não podia perguntar. Acabei por ouvir um médico falar com uma enfermeira que o bebe Salvatore estaria na Neo em observação, rapidamente fui até a Neo e lá estava a minha menina, dentro de uma incubadora, dormia calmamente, um verdadeiro anjinho, a coisa mais linda que eu já havia visto na minha vida, ela era a minha filha, a minha bebe. Enfiei o meu braço, dentro da incubadora e toquei na sua cara e ela pareceu que sentiu, pois esboçou um pequeno sorriso, o sorriso mais lindo do mundo. Fui até a sala de espera e encontrei o Damon e a Bonnie lá sentados. O Damon chorava enquanto a Bonnie consolava-o, dizendo que tudo ficaria bem e ele ateimava que a culpa era dele, mas era minha, a culpa disto tudo era minha, senti lágrimas molharem o meu rosto e estava sentada ao lado do Damon, tocando-lhe na cara, mas como das outras vezes, nada aconteceu. Passado um pouco chegaram os meus pais, e os meus irmãos com os respetivos pares, sem falar a Car, chegaram todos alarmados e a Bonnie explicou o que havia-se passado, uma vez que o Damon, não conseguia falar, rapidamente a minha mãe e o meu pai começaram a chorar, sentados em cadeiras, a Katherine chorava no peito do Stefan, a Caroline chorava agarrada à Bonnie e a Anna consolava o Jeremy que também chorava
Katherine: Eu quero ver a minha irmã! – Ela falou enquanto chorava, andando em direção das alas, sendo parada por uma médica, a médica que estava comigo à pouco – DEIXE-ME! EU QUERO VER A MINHA IRMÃ! – Ela debatia-se nos braços do Stefan – Eu quero… — Ela chorava um pouco mais calma depois de lhe darem sedativo. Tu o que estava acontecer era por minha culpa, eu tinha causado aquilo e agora estavam todos ali a chorar, será que seria assim, quando isto tudo acabasse, eu virar um ‘’fantasma‘’ e ficar a ver todos de longe? Ver todos chorar por minha causa, ver a minha filha dormir calmamente, enquanto eu não consigo tocar em nada, nem ninguém? Eu já aprendi a minha lição, eu quero voltar agora… Chorava novamente
Jo: Boa noite – Ela desejou sorrindo triste e todos focaram nela – Vou começar por dizer que está tudo bem com a Elena e com a bebe. – Ela anunciou e todos suspiraram aliviados começando a esboçar um sorriso
Jenna: Posso vê-la? Eu quero ver a minha menina – A minha mãe desta vez sorria fraco
Jo: Neste momento ainda não, ela saiu agora de uma cesariana. – Ela falou e todos olharam para ela, confusos – A bebe dela nasceu, a Elena teve uma paragem cardíaca no local do embate, mas conseguiram lá recuperá-la, chegaram cá, ela estava bem, tudo normal, mas entretanto, ela entrou em trabalho de parto. Como ela está inconsciente desde que a encontramos, fizemos uma cesariana nela. A bebe está bem, você podem vê-la, dois de cada vez apenas – Ela falou e o Damon levantou-se pronto para ir ver a nossa menina – Sigam-me. Quando a Elena estiver mais estável, virei ter convosco. – Ela informou quando chegamos na Neo e ficaram todos a babar na minha menina, quando a Jo a identificou, vestiram umas batas e uma luvas e entraram dois de cada vez. O Damon foi o primeiro, assim como eu, ele fez uma caricia na sua cara e ela reagiu exatamente como reagiu comigo, o fazendo sorrir enquanto chorava
Damon: Vai ficar tudo bem, Emma, a mãe vai ficar bem e vamos todos ser uma família feliz – Ele chorou e acabei por chorar também, Apetecia-me abraça-lo e dizer-lhe que estava tudo bem e que estava aqui, mas eu não conseguia. Depois dele entrou a Bonnie e a Caroline, que babaram demais ela, seguidos pelos meus pais, o Jeremy e a Anna e no fim a Katty e o Stefan. Quando de lá saíram os últimos, foram todos para a sala de espera de novo – Eu lamento imenso tudo o que aconteceu, de verdade, eu não a quero perder – Ele lamentava-se chorando e o meu pai abraçou-o dizendo que estava tudo bem, que iria ficar tudo bem. Passado um pouco apareceu a Jo e puderam-me visitar, desta vez as primeiras foram a BonBon e a Care
Bonnie: Tu vais acordar Lena, ouviste? Nós precisamos de ti aqui, connosco – Ela tentava não chorar enquanto segurava a minha mão, eu estava sentada de um lado da cama e ela do outro, assim que elas tocaram na minha mão, ou na mão da Elena adormecida, eu senti um formigueiro na minha mão
Caroline: Fomos ver a Emma, é a menina mais linda do mundo, vê-se logo que saiu aqui à tia Care – Ela disse divertida e eu e a Bonnie rimos e senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Eu tinha que acordar. Eu quero acordar. Elas saíram e entraram a Katy e o Stefan e sentaram-se onde estavam a minha amigas antes
Katherine: Oi mana, como estás? – Ela falava comigo como se realmente tivesse acordada – Elena Gilbert, tu vais abrir esses olhos, tu estás a perceber, como tua irmã mais velha, tens que me obedecer e eu estou a mandar para tu abrires os olhos – Ela chorava enquanto tocava na minha cara e senti um formigueiro na minha cara – Mana, acorda, eu não estou preparada, por favor – Ela chorava e o Stefan tirou-a do quarto, de seguida entrou o Jer e a Anna.
Jeremy: Elena, deixa de ser casmurra e acorda logo – Ele disse chorando e sorri com aquilo – A tua filha está a tua espera, o teu marido está à tua espera, nós estamos à tua espera, vê se acordas logo – Ele disse esfregando o meu braço e escusado será dizer, que senti formigueiro né? É! Eles saíram e entraram os meus pais, mas eles nada disseram, apenas tocaram no meu cabelo, na minha cara, apenas confirmaram que estava tudo bem mesmo, a minha mãe depositou um beijo na minha testa e senti um formigueiro onde ela beijou e senti-me mais segura depois disso. O último foi o Damon que ficou calado por um tempo a olhar para mim, ou para a minha pessoa adormecida.
Elena: Damon desculpa, amor, desculpa e ter saído, eu ter continuado a discussão, mas eu não quero que tu desistas dos teus sonhos, só por causa de mim, eu percebo tudo o que tu disseste, eu só não queria que fizesse esse sacrifício, uma vez que a faculdade fica tão perto de casa, por favor desculpa por te fazer passar por isto tudo, por favor – Eu chorava descontroladamente, enquanto tocava na sua mão, mesmo não sabendo que ele não me conseguia ouvir ou sentir, eu tinha que falar. Ele esboçou um sorriso triste no fim das minhas desculpas
Damon: Eu perdoou-te Elena – Ele disse tocando na minha cara e desta vez não senti um formigueiro, mas sim como se fosse um choque. – Eu percebi que tu não querias que eu desistisse dos meus sonhos, mas eu quero fazer isto, por nós, pela Emma, que neste momento está a lutar pela vida dela na Neo, que com quase 7 meses, está ali à tua espera, a espera que abras os olhos, que te levantes e que a pegues ao colo, ela está a espera de conhecer a mãe dela, a uma pessoa doce, alegre, meiga, teimosa, que quer sempre ter a razão, mas ela vai amar-te acima disso tudo, como eu te amo, porque tu és tudo para nós. Por favor amor, acorda, eu preciso de saber que tu estás bem, eu preciso de dizer a todos que tu estás bem, eu preciso que fiques bem, porque tu és a minha vida e eu não vou aguentar, te perder, não agora, não depois de uma discussão estúpida – Ele chorava e eu chorava também. Eu juro que estava a tentar voltar, mas como se volta de uma coisa que não se sabe onde está? Como se volta de um estado que não se sabe onde está, eu ouvia tudo, eu sentia tudo, mas ninguém me sentia ou ouvia, a não ser a Emma, a minha filha. Eu tentei fechar os olhos com força, eu tentei bater com a cabeça, eu até tentei causar algum tipo de dor em mim, mas não resulta, pois é como se eu me curasse a cada vez que me fizesse mal. Eu queria abrir os olhos, queria pegar na minha filha, eu queria ir para casa, com a minha família e queria dizer ao Damon, o quanto eu lamento por tudo, mas eu quero acordar. Eu só quero acordar!
Elena: ACORDA ELENA! POR FAVOR, ACORDA. EU QUERO ACORDAR, POR FAVOR ABRE OS OLHOS, EU QUERO ACORDAR. ELENA! – Gritei, me levantando e tentando abanar o meu corpo, mas nada. Vi o Damon levantar-se também e depositando um selinho nos meus lábios, senti um choque nos lábios e por instinto fechei os olhos, até que me começou a faltar o ar, abri os olhos, me sentando na cadeira de novo, mas eu não conseguia respirar, olhei no monitor e estava tudo bem com a Elena adormecida, então porque eu estava preste a morrer sem ar? O Damon afastou e quando ia abrir a porta, não sei como, não me perguntei, mas voltei ao meu corpo e foi como se tivesse saído de baixo de água e tivesse a respirar novamente. O Damon olhou para mim assustado e eu ainda estava tentar regularizar a minha respiração e chorava ao mesmo tempo, vendo o Damon andar até mim e me abraçar. Tocou no botão da enfermeira e colou os nossos lábios num selinho demorado – Desculpa – Desculpei-me chorando e ele fez sinal de silêncio e beijou a minha testa. Rapidamente a enfermeira chegou entrando com ela a Jo que assim que me viu, sorriu aliviada e me alguns exames para ver se realmente estava tudo bem. Não sei quanto tempo passou, mas acho que foram 2 horas, depois que acabei os exames, pude ir até a sala de espera, onde estava a minha família e desta vez eles viam-me, eles levantaram-se e abraçaram-me todos enquanto choravam de alegria. Abracei todos, emocionada e no fim beijei o Damon, fazendo todos rir. Fui com o Damon a Neo ver a minha filha – Ela é linda! – Emocionei-me e ele concordou
Damon: Só podia ser linda, já olhaste para nós? – Ele disse convencido e dei um tapa de leve nele – Ela é igualzinha a ti – Ele sorriu babado e colei os nossos lábios – A Jo disse que tu terias que passar a noite aqui hoje, mas a Emma, ainda tem que ficar em observação mais alguns dias, ela disse que se até ao final da semana ela engordar e crescer, que ela pode ir para casa connosco – Sorri com aquilo, mas ao mesmo tempo fiquei meio triste, porque durante uma semana, não poderia ficar com a minha filha, na minha casa… Ficamos ali um bom tempo até a Jo chegar e nos dizer que já tinha conseguido tempo extra para as visitas, mas que não conseguia mais e que teriam que ir embora e eu tive que voltar ao ‘’meu‘’ quarto, sem o meu Damon, mas ao menos eu consegui que a Jo trouxesse a minha filha para o quarto, sentia-me mais segura com ela ali comigo. A minha filha linda, perfeita, ainda não tinha aberto os olhos, mas tenho a certeza que são uns olhos lindos e perfeitinhos assim como ela é!
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