Amor de Flor

22 và hai mươi hai


Notas iniciais
Desculpem-me a demora a postar. Eu fui inventar de iniciar novos projetos, mas agora eu estou de volta e postando. título em vietnamita.

Eu queria poupar-lhes de um clichê, mas desde o começo, todos os conflitos se mostraram nada autênticos e minha preocupação surgiu nesse momento. Nosso amor é tão comum assim? Tão comum para acabar bem, ela e eu na mesma casa conversando sobre como seria na Itália.

Mais um, dois, três beijos para a coleção, inúmeros abraços e olhares frequentes, mas eu estava como uma louca, sentindo falta do desafio.

E foi se indo a semana, o que eu mais queria, o dia da entrevista chegou. A tevê local vinha na praça para falar sobre essa tal viagem para a Itália. Nós — a Liz e eu — éramos as únicas vencedoras da cidade, só tínhamos mais um concorrente, um garoto lá de um estado bem longe.

Era loucura ter duas vencedoras de uma mesma cidade levando em conta que tinha o país todo para garantir primeiro, segundo ou terceiro lugar no concurso. E às vezes eu ficava parada vendo os resultados, como se a qualquer momento eles fossem mudar.

1º Maya Cecília Arante Mazzaropi.

2º Gustavo Esteves de Jesus.

3º Liz de Lira Souza.

A lista seguia com os nomes dos que ficaram abaixo do top três. Havia muitos nomes.

— Maya! — chamou Andressa. — A Rê chegou! A Rê chegou!

Não consegui conter um sorriso. Para mim, a Heiwa era uma das melhores pessoas do mundo. A menina poderia ter um estilo diferente, mas tudo nela era tão correto.

Então eu fui para sala e vi Liz abraçar a garota, Heiwa estava acompanhada de dois garotos, os que completavam a pequena banda dela, o Lucas e o Fernando. Eles eram garotos bem interessantes. Lucas fora quem me oferecera carona quando em agredi o amigo da Liz, ele era bem bonitinho. O Fernando era bem musculoso, tinha pele avermelhada e cabelo encaracolado.

— Que bom ver vocês — falei abraçando Heiwa logo depois da Liz.

— Lucas! — exclamei. — Quanto tempo.

— Você é mais simpática bêbada — sussurrou ele quando nos abraçamos e eu ri desdenhosamente.

Abracei também o Fernando que era quem trazia o presente do trio. Duas caixas de chocolate empilhadas em forma de coração.

— Uma pra você. — Ele entregou uma para Liz. — E outra para você. — Então eu recebi a minha.

— A praça está lotada, as pessoas não aguentam ver uma tevê — disse Heiwa.

— A Dona Eliete acha que a tevê veio para ela poder reclamar do cocô de cachorro que vivem deixando na porta da casa dela... — disse Fernando.

— Ela é uma boba! — disse Andressa chegando na sala. — A Rê e eu que colocamos o cocô lá! É do cachorrinho da Rê...

— Menina! — disse Rê gargalhando. — Era segredo...

— Enfim — falou Liz —, eu só queria dizer que vocês são demais.

Fernando passou o braço pela cintura dela e Heiwa murmurou apaixonantemente para o que Liz dissera.

— Tá bom, não é, cara — falei afastando Fernando de uma Liz sorridente.

— Essa sim é ciumenta — comentou Lucas rindo.

— Agora só falta a Mar e o Felipe chegarem — falei.

— Outro casalzinho difícil de lidar... — disse Heiwa.

— Já não bastava essas duas — completou minha mãe atraindo a atenção de todos. — Vocês não baguncem nada!

— Sua mãe é uma fofa — disse Fernando apoiado por todos os outros.

Mar e Felipe não chegaram a tempo de nos encontrarmos na minha casa, mas estávamos todos na praça quando eles vieram de mãos dadas. O cabelo bem azul da Mar preso em um rabo de cavalo combinava tão bem com a cor do céu — e com a camisa do Felipe que falava algo sobre como física era legal.

Então eu consegui sentar em um banco apenas com a Liz e ela estava bastante ansiosa, talvez até alarmantemente ansiosa.

— Vai dá tudo certo, minha flor-de-lis — falei enquanto a acariciava sentindo seus cachinhos nos dedos.

— Teve uma vez — continuei percebendo que ela nada falaria — que eu tinha sonhado com a primeira menina qual gostei e eu fiquei uma chatice o dia inteiro, lembra?

Liz assentiu rapidamente.

— E eu disse que eu tinha medo que desse errado como aconteceu com ela — falava. — E então você disse que daria certo, pois também me amava.

— Sim, eu te amo — falou se aproximando para um beijo rápido.— E teve uma vez que eu senti ciúmes da Heiwa — disse ela aos risos.

— É muita coisa para pouco tempo, não? — falei e ela concordou.

— Mas... do que a gente estava falando mesmo?

Nós sorrimos insanamente quando não nos lembramos do início da conversa.

— Suas loucas, quinze minutos pra entrar no ar — avisou Mar nos interrompendo. — Eles querem repassar as coisas da entrevista.

— Nós já repassamos isso umas vinte vezes — falei.

— Ah, Maya, vamos lá — chamou Liz.

E estava Heiwa conversando com Andressa enquanto Fernando e Lucas estavam mais afastados mexendo nos celulares. Liz trouxe os papéis com as perguntas e a respostas que daríamos.

E quinze minutos depois eu e a Liz estávamos ao lado da Kátia, a repórter aqui da cidade. Uma mulher de pele morena e cabelos enroladinhos. Eu nunca tinha visto Kátia pessoalmente, apenas pela televisão.

— ...é realmente um orgulho dizer que nossa cidade teve duas vencedoras, como uma chance em bilhões. E finalmente nós estamos com a Liz e a Maya — disse Kátia. — Primeiramente, Liz, você poderia dizer em que você se inspirou para escrever seu texto?

— Para mim a proposta veio de modo mais aberto, por se tratar de perfumes, de algo que pode ser tanto figurativo quando totalmente literal — falou Liz. — Eu pude brincar com isso, colocar um pouquinho de tudo e fazer da minha escrita os polos de dois mundos.

— Impressionante! — disse Kátia sinceramente. — E agora você, Maya. E, se puder, conte-nos o segredo de se estar no topo.

— Diferentemente da Liz, eu segui o rumo somente do que é poético — falei. — Tive como inspiração vários poetas que conseguem tocar o coração das pessoas e era realmente o que eu queria fazer e espero muito ter conseguido.

— Cogito que conseguiu sim, Maya — disse Kátia. — E agora uma pergunta surpresa para ambas, queríamos que respondessem do coração: como vocês lidam com essa grande coincidência?

— Eu não acredito em coincidências — falou Liz firmemente. — A Maya e eu sabemos, mais do que ninguém, que se tudo de extraordinário na nossa vida fosse coincidência, estaríamos com todas as coincidências do mundo.

— Então vocês já se conheciam antes do concurso? — perguntou Kátia surpresa.

— Na verdade, nos conhecemos enquanto participávamos do concurso, mas não porque participávamos dele — falei torcendo para que tudo soasse com nexo. — Eu e a Liz nos tornamos amigas na época em que o concurso acontecia, mas esse era o último assunto qual nos preocupava.

— Então a Maya e eu nos tornamos namoradas — completou Liz surpreendentemente. — E, de alguma forma, o Universo sabia disso e quis nos presenciar com essa viagem. Eu tenho certeza que as “coincidências” não pararão por aí.

— Incrível! —Kátia sorriu. — Então terminamos por aqui a entrevista com as antigas duas de um bilhão, agora vejo que elas são duas de muitos bilhões.