Amor de Eternidade
1 Amor de Eternidade
Notas iniciais
Amor de Eternidade
Quando a noite cai
E as estrelas pequenas surgem
Emergem das sombras do medo
Os passos dados em segredo.
E o beijo dado
Este que é tão apaixonado
Sussurra os versos mais perfeitos
E o abraço tão esperado.
Ele desenha sobre a face
A lágrima negra escorrida
Ela dança sobre a margem
A música já esquecida
O rio continua correndo
Enquanto as estrelas ofuscam
Entre sussurros e gracejos
Entre lágrimas e tormentos
Ficando apenas encerrado naquele beijo
Ela sorria tristemente
Desmanchando a lágrima negra
Ele lhe tocava os lábios de deusa
Beijando-a lentamente
Em Platiplanto, os sonhos emergem
Como flocos de algodão
Como bolhas de sabão
Como a neve na estação
No sussurro, regato de um rio
No faiscar, pertinente de uma estrela
Numa floresta, sobre o intenso frio
Os corpos circenses ficam à burguesa
Naquela manhã tardia
Entre os risos da mocidade já perdida
Dormiam serenos e tranqüilos
Dois amantes, dois amigos.
E as crianças de Platiplanto encontraram
No meio da floresta uma estátua misteriosa
Que dos amantes moldaram, bela e formosa
Bailarina e Pierro entre afagos
Para sempre eternizados.
O circo de Non-Miér procurou
Mas jamais encontrou os apaixonados
Enquanto as crianças da cidade
Esconderam e enfeitaram de forma constante
A estátua tão bela daqueles dois amantes
E para sempre no coração daquela floresta
No regato daquele pequeno rio
Eles velaram as estrelas ao estio
E seguiram para sempre
Entre as flores e o sol poente
Estações após estações
O compasso de dois corações...
“E eles ainda estão lá, guardados pelo tempo...”
Luciene — Luna
2009
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