Notas iniciais
Hey people! Voltamos finalmente com o último capítulo. Mas já que a gente gosta de deixar os outros tensos e ansiosos fizemos em duas partes esse capítulo como um especial. Dia 15 foi atualizado o capítulo com a continuação dos mistérios a serem desvendados. Espero que gostem! Comentem.

~Jujuba POV’s ON:

A tensão era grande. O grande homem apenas observava junto de seu parceiro, Marceline estava sem palavras, eu com menos ainda.

— Vamos garota! – o tal Hunson aumentara o tom de voz de uma forma inexplicável. A voz se tornou ainda mais grossa – Você sabe que eu não gosto que me enrolem!

— N-Não t-tem ninguém en-enrolando, papai... – Marceline falava com a cabeça baixa

— Então quer dizer que aqui no Reino Doce vocês chamam isso de quê? Vamos ou vou ter que mata-la, não quero minha filha com uma estranha.

Não estava mais conseguindo ver aquela cena, precisava intervir.

— Eu sou -- – Algo então voou até minha testa, um objeto metálico que no momento não pude distinguir. Só pude ver que Marceline o tinha lançado.

— É minha namorada! – Foi a reação mais rápida que Marcy poderia ter para evitar que algo acontecesse no contratempo que acabara de ser criado.

Fiquei chocada com a afirmação inesperada, imaginando o quão chocados também estariam aqueles dois ao saber que a filha do “Imperador da Noitosfera” era homossexual, ou ao menos vivia um momento de recaída.

— Aaaarghhhh!!!! – Hunson lançou um grito ensurdecedor, colocando-o a uma frequência completamente prejudicial a um ouvido comum, um demônio aos berros soaria melhor que aquela cena – Minha filha! Com outra mulher?!?

— É necessário aceitar... – Marceline insistiu

— Não aceitarei nada! Vocês duas! Não sabem o que estão fazendo!

Me virei de costas a procura de uma saída. Marceline abaixou a cabeça novamente e lançou uma única frase no tom de voz mais falho e baixo possível.

— Mas eu amo ela...

— Você o que? Essa... MIMADA?!?

— Amo ela – repetiu. Me virei levemente para presenciar a declaração da vampira

Um brilho roxo então se revelou por debaixo da vestimenta do homem, enquanto o outro se mantinha calado, assim como quando chegou. Um brilho cegante, achei que seria nosso fim. Iríamos morrer, mas pelo menos iríamos morrer juntas.

~Finn POV’s ON:

Aquela floresta nos levara até os fundos da casa de Marceline. Jake sabia que era muito mais seguro acompanhar os fatos pela janela até que a princesa ficasse sozinha, mesmo eu estando certo de que as duas, em clima de romance, não se largariam tão cedo. Foi então que escutei o inesperado:

— ... eu amo ela...

— Ingrata! – resmunguei

— Calma Finn, tem alguém na porta, você não sabe de quem se trata, nem o assunto no qual estão conversando – Jake tentou me acalmar

— Eu tenho certeza, cara, é a voz da Marceline, inconfundível.

— Pode ser, mas não temos certeza se ela se refere à princesa ou a qualquer outra.

Aquelas palavras me confortaram por um momento, até que vi uma luz muito forte emanando da porta de entrada da casa. A luz ofuscava tudo o que estava ali dentro daquela casa, mas logo depois ouvi algo que ofuscou inclusive a própria luz, pelo menos diante do meu coração:

— Eu também te amo, Marceline! – Jujuba gritou de um ponto distante de onde estávamos, porém também distante da vampira.

Não havia mais dúvidas, a Princesa Jujuba realmente havia feito sua escolha, e esta escolha era uma garota, Marceline Abadeer. Dei meia volta e fixei meu olhar em meus pés. A tristeza me atacava profundamente. A garota dos meus sonhos, a única que eu sempre desejei, me trocou por outra, por uma que a maltratava todas as vezes que a via e agora haviam se tornado mais que amigas de um dia para o outro. Não sabia se ia conseguir superar aquilo, ou ainda se conseguiria gostar de mais alguém, assim como amei aquela linda e doce – literalmente – garota.

~Jujuba POV’s ON:

Se aquele fosse o fim, eu estava certa de que deveria realmente mostrar o que havia guardado há anos.

— Eu também te amo, Marceline! – gritei, correndo em direção a ela.

— Jiloba... – seus olhos brilhavam, era a única coisa que eu conseguia ver em meio àquela luz.

— Marcy... – nos entreolhamos, esperando pelo fim.

Nos abraçamos. A luz se ofuscou e o Sr. Abadeer apresentava certo sorriso no rosto.

— V-Vocês realmente se amam tanto? – questionou em uma voz quase silenciosa, porém ainda grossa.

— Sim, senhor. – cortei antes que Marceline pudesse dizer algo – Há muito tempo eu já sentia algo por sua filha, mas não sabia o que era, até que há algumas horas senti uma saudade imensa dela. Não sabia onde encontra-la, mas meu coração sabia. Então usei a desculpa de sair em mais uma aventura para deixar que ele me guiasse. Fui então parar em uma floresta e acabei atacada por um lobo.

— Eu também senti a mesma atração no momento e tive a impressão de que alguém muito importante precisava de ajuda naquele exato ponto da floresta. Foi então que encontrei a princesa, ataquei o lobo e, logo depois, a trouxe para cá. Eu não sabia que era capaz de amar alguém assim como amo ela.

— Está certo – a voz do homem finalmente se tornara natural –, façam o que quiserem, desde que minha filha esteja feliz, boa sorte para vocês.

Ficamos boquiabertas ao imaginar como um ogro daquele porte havia aceitado uma situação daquela sem sequer nos fazer um arranhão.

~Finn POV’s ON:

A luz se apagou. Pude ver que o homem da porta era alguém conhecido, porém não conseguia lembrar seu nome ou parentesco com alguma das duas, ou qualquer relação.

— Finn, cara, não é aquele monstrengo que atacou a gente aquela vez? O pai da Marceline? – Jake me cutucou, me ajudando a lembrar da identidade do homem.

— Isso mesmo Jake, bem lembrado. Ele é Hunson Abadeer. Vamos ver o que ele veio fazer aqui.

Ficamos observando toda a cena pelo parapeito da janela.

~Marceline POV’s ON:

Eu estava certa de que meu pai, no fundo, aceitaria, mas também estava certa de que apenas aquela verdade não bastava, eu tinha de contar tudo, mesmo sabendo que poderia causar outros efeitos.

— P-Papai, n-nós...

— Prossiga – meu pai deu abertura.

— N-Nós transamos. Foi... tão bom. Um verdadeiro sinal de paixão – completei.

O que você fez? — gritou assustado. Achei que aquela sim seria a hora de correr

Olhei para a minha querida Jiloba, mas não tive tempo nem de ver sua cara de assustada, ela já havia se escondido o mais rápido possível atrás da parede que dividia os cômodos. Não sabia se aquilo havia sido correto, mas eu precisava contar, não podia ficar com aquilo guardado para sempre, já sou madura, não tenho motivos para me restringir.

— Isso mesmo... Nós fomos para a cama juntas.

— B-Bom, não sei o que dizer – abaixou o tom de voz novamente – Não vou te julgar por sua escolha, nem pelos seus atos, você sobreviveu aqui até hoje sem mim, não tenho razões para te impedir de fazer algo. Vá em frente e faça isso quantas vezes você desejar, aliás, o amor justifica tudo.

Aquela realmente não era a resposta esperada, fiquei boquiaberta. Percebi que, no fundo, ele estava abalado, mas fiquei satisfeita pela aceitação. Ao olhar para trás, percebi que minha amada já voltava à sala, de forma calma e devagar.

— Marceline, eu também preciso assumir algo... – afirmou a princesa, com as mão apertadas umas nas outras e a pele mais rosada que o natural, mantendo a cabeça baixa e levemente inclinada para a direita.

Depois de tudo, meu maior medo seria que a princesa renegasse sua – ou deveria dizer a nossa – paixão, mas não era eu quem ia decidir o que ela iria falar, bastava escutar.

— Diga, minha querida – respondi sem qualquer cuidado com as palavras usadas na frente de meu pai.

— Sabe aquela camisa de rock que você me deu? – me questionou. Como eu podia não lembrar, a camisa dada para a minha amada.

— Claro – respondi.

— Foi graças a ela que eu salvei o Hambo, seu ursinho.

— Sim, o ursinho roubado pelo Ash – recordei –, mas o que a camisa tem a ver?

— Eu dei ela em troca do seu ursinho, só assim consegui recuperar ele – disse, erguendo levemente a cabeça.

— Mas... a camisa era sua, porque você –

— Era uma simples peça no meu guarda-roupa – abriu um leve sorriso enquanto falava –, sua felicidade vale mil vezes mais do que alguns centímetros de pano.

Naquele momento, o fogo que antes queimava em meu interior – o tão chamado amor – agora consumia todo o meu corpo sem dar trégua a um pelo sequer. Sem pensar, caí sobre a princesa num beijo longo e profundo.

Beijá-la já era extremamente bom, mas sabendo que a vida inteira ela se sacrificara por mim – uma vida longa inclusive – tornava as coisas muito mais prazerosas. Seus lábios estavam ainda mais macios e calorosos, sua respiração era mais aquecedora, mesmo seus braços mantinham um repouso mais agradável sobre minha cintura, sua língua me guiava a um lugar até então desconhecido, talvez o pico do meu prazer. Agora eu estava mais que certa que ela foi a escolha mais certa que eu havia feito na minha vida e esperava que ela pensasse o mesmo.

~Jujuba POV’s ON:

Já que todos os segredos já haviam sido lançados ao vento, achei que também fosse minha vez de assumir o que deveria, porém realmente não esperava aquela reação imediata. O momento mais agradável da noite fora aquele, o beijo mais delicioso de todos os meus 827 anos. Ela realmente foi minha melhor opção, não sei porque havia demorado tanto para declarar meu amor a ela.

Em minha cabeça só passavam belas ideias. “Ela é a verdadeira rainha. Marcy, você é a mulher da minha vida. Foi incrível quando você enfrentou seu pai e--. Meu Deus, o que eu estou fazendo? Hunson ainda está nos observando enquanto estamos tendo nosso momento de paixão e ternura em plena sala de estar”. Imediatamente me soltei dos braços da rainha dos vampiros e olhei, envergonhada por cima do ombro de Marceline. No momento ainda não conseguia ver nada, pois ainda estava imergida no profundo beijo. Parecia que podia ler sua mente e ela também estava certa de que estava fazendo o melhor para sua vida, seus sentimentos se transpareciam através de cada molécula de ar expirada por suas delicadas narinas, ou por cada milímetro de seu olhar jogado sobre mim, ou ainda por cada calor de proximidade emanado quando ela me tocava.

Finalmente consegui enxergar a minha volta, porém vi o inesperado, o grande homem e seu ajudante haviam desaparecido num piscar de olhos. Eu e Marceline nos entreolhamos, expressando um ar de dúvida e mistério, mas no fundo parecia que sabíamos o que fazer.

~Finn POV’s ON:

— Jake, cara, olha aquela luz! – exclamei

— Será que aconteceu algo com alguma das duas?

— Não sei, espero que não. Agora só quero ir embora e pensar no meu futuro daqui pra frente.

Me virei e sem olhar para trás fui em direção ao lugar de onde partimos. Quando cheguei em casa, vi que a luz ainda nos perseguia, mas dessa vez em um potente clarão. Algo estava acontecendo e eu registraria aquela cena para o resto da minha vida.

~Jujuba POV’s ON:

Marceline abriu a porta e nos dirigimos ao lado de fora da casa. No meio da imensa floresta, pudemos encontrar uma abertura direta para o céu. Já era noite, podíamos apenas ver a profunda umbra dos céus de Ooo, mas lá, bem no fundo da escuridão, na direção da Noitosfera. Nunca ninguém havia visto uma passagem para a Noitosfera que não fosse aquele portal que havia dentro da casa da vampira, aquela era a primeira vez. Em uma fração de segundos conseguimos ver uma espécie de estrela brilhar no céu, de uma forma esplêndida. Foi lindo. Em nossos corações algo batia mais forte do que acreditávamos que seria possível, em nossas mentes aparecia uma única imagem, a imagem da parceira e, logo em seguida, se ofuscando no meio da luz, a imagem dava lugar a um rosto familiar, era Hunson em sua forma normal, sorrindo e, de alguma forma, sabíamos exatamente o que ele dizia:

— Garotas, vocês estão corretíssimas. Vocês se amam e isso é o importante, não há preconceito que possa anular o relacionamento de vocês, algo mais forte ainda reina. Reina sobre vocês princesas, rainhas e até sobre mim, e é isso o que mantém vocês juntas. Sigam em frente e recebam meu apoio.

A luz levemente se apagou e nossas mentes aos poucos foram voltando ao plano em que estávamos. Leve e inconscientemente demos as mãos, logo em seguida nos apertando em um forte e caloroso abraço e terminando com a melhor forma de fechar nossos laços, um beijo, ou melhor, O BEIJO, o beijo da eternidade.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Aguardem que ainda tem mais uma surpresa na fic! ~Daisuke: Enquanto isso peço que leiam minha mais nova produção: http://fanfiction.com.br/historia/571020/Vazio/ Valeu pelo apoio durante a série!