Amor de Chiclete - Bubblegum Love
9 A Cerimônia
Notas iniciais
~Finn POV’s ON:
A rainha de fogo era muito mais do que eu imaginava, ela era o que eu estava procurando há anos, não sei como não tinha visto isso nela antes. E agora ela era a minha Phoebe, ninguém mais a roubava de mim.

Mesmo sabendo que eram planos futuros, muito distantes, perguntei a ela como oficializaríamos nossa relação. Minha resposta não foi a esperada, apenas duas palavras:
— Próximo mês.
Eu achava cedo, mas a aceitável adiantar o processo, antes que alguém mudasse de ideia ou atrapalhasse nosso relacionamento.
No grande dia ela me acordou com uma linda e brilhante bola de fogo girando à minha volta e circundando o lustre preso ao teto. Ao levantar, ela me levou ao hall principal do império. Lá tínhamos um salão maior do que costumava ser, completamente enfeitado e iluminado, com fogo por toda parte, e a companhia de todos os seus servos, além de alguns convidados.
A cerimônia foi a coisa mais bonita que eu já havia visto na vida, perdendo apenas para o visual da minha rainha naquela manhã. Durou um dia inteiro. No momento em que todos solicitavam um beijo final, ouvi uma voz familiar. Uma não, duas. Ao olha para o lado pude ver uma multidão e, no meio de vários seres, estavam lá Marceline e Jujuba, em traje de proteção, que haviam vindo apenas para apreciar nosso casamento, sem que ao menos eu soubesse.
~Jujuba POV’s ON:
Eu sei que o Finn ainda era muito novo para isso, também acho, mas foi bom saber que ele estava aceitando a situação numa boa e que havia encontrado seu grande amor, mesmo que esta já tenha sido perigosa em algum momento. Eu não poderia deixar de ir, ainda mais com a minha amada vampira ao meu lado insistindo para ver a cerimônia.
Foi realmente a festa mais bonita que eu já tinha visto em todos os meus vários anos de vida, e acho que Marceline pensava o mesmo. No momento em que Finn me fitou com os olhos e abriu um leve sorriso, Marcy, talvez por proteção involuntária, pegou minha mão e a abraçou contra seu peito. Em seguida se ajoelhou, deu um leve beijo em minha mão e pediu que eu fizesse o mesmo.
— As próximas seremos nós. Que tal? – disse ao levantarmos.
Fiquei chocada e não tive reação. Me fiz de desentendida.
— Bonnibel, casa comigo? – insistiu.
Continuei muda, porém agora mais rosada que o normal. No momento em que ela se aproximou para repetir mais uma vez seu pedido, dei-lhe a resposta da forma mais clara possível. Sei que o casal do momento eram os dois que estavam no altar, mas meu “sim” foi um profundo e longo beijo, que chamou a atenção de todos.
~Finn POV’s ON:
Era isso mesmo que eu estava vendo, elas se beijaram! Que bom que as duas estavam felizes. Para falar a verdade, no início, eu não acreditava muito que aquilo daria certo, mas, pelo jeito, deu.
Aquele cenário chamou a atenção de todos, mas agora quem queria tomar a atitude era eu. Sem que ao menos esperassem, peguei a rainha no colo. “Pelo nosso futuro”, pensei alto. Em seguida beijei-a da forma mais apaixonada possível, selando eternamente nossa relação.
— Finn! – alguém gritava. Outra voz familiar – Finn!
“Jake?”, pensei, “O que você está fazendo aqui? Como chegou até o salão?”.
— Finn! – os gritos se tornavam cada vez mais profundos.
* * *
— Finn, acorda cara.
— Oi? O que? – questionei meio grogue.
— Você está dormindo há quase uma semana, estava ficando preocupado! – alertou o cão
— Como assim? – perguntei. Aquela situação era muito estranha.
— Você caiu na cama em um sono muito pesado e fazem 5 dias que você estava dormindo, não sei como foi possível.
— Então quer dizer que não aconteceu nada?
— Nada o quê? – estranhou.
— Ué, eu me lembro muito bem de ter tido uma decepção com a Jujuba, me decepcionado e ter corrido atrás da rainha do fogo. Nada disso foi verdade? – estava pensativo. Minhas memórias me consumiam e minha cabeça fazia rodeios, enquanto eu olhava para o teto, tentando me recordar da última cena que poderia ser real.
Jake torceu a boca e fez que “não”, com um leve gesto de cabeça. Aquilo estava me decepcionando, em parte, pois todo o meu esforço não havia passado de mera ficção, ilusão da minha cabeça, e aqui estávamos nós, mais uma vez entrando em um mistério, uma aventura não esperada, na terra de Ooo.
— Mas... – hesitei.
— Jake, acho melhor você se acalmar um pouco antes, deite mais um pouco antes de sair da cama, você ainda está estranho – preocupou-se.
— Mas eu vou atrás da Phoebe, depois desse sonho, tenho certeza do que quero.
— Lamento, mas acho que ela não vai mais te querer.
— E a carta? – lembrei.
— Que carta? – o estranhamento continuava, estava me sentindo um louco.
— A carta que eu te mostrei e pedi que não mostrasse nem citasse a mais ninguém – disse enquanto me levanta para pegar.
Jake suspirou. Fui em direção ao baú onde, ao menos no meu sonho, se encontrava a carta. O baú realmente estava lá, mas o cadeado estava fechado, da mesma forma em que estava antes de pegarmos o papel. Abri o cadeado mais uma vez, repetindo a cena do meu suposto “sonho”. A carta não estava lá, realmente Jake parecia estar certo.
Porém eu estava mais certo que ele em outra coisa: sonho ou não eu correria atrás de quem eu deixei e não deveria tê-la abandonado. Apenas não tinha mais certeza se Bonnie ainda gostava de Marceline e a vampira a correspondia, já que aquilo não havia passado de um sonho, mas aquilo não me afetava mais, sob a minha certeza em relação ao meu amor.
— Da mesma forma, Jake, vou em busca da minha rainha.
Saí pela porta, porta essa que já havia recebido o Finn triste, alegre, animado, cabisbaixo e agora recebia um Finn possivelmente insano e totalmente louco, que havia “hibernado” por 5 dias consecutivos. Mas aquela poderia ser a última vez, porque agora mais do que nunca eu tinha certeza de que havia acordado – me belisquei antes de sair – e estava em busca de mais aventura. A aventura agora era a missão da minha vida, chamada Phoebe, a Rainha de Fogo.
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