Amor cultural
1 Capítulo 5
Notas iniciais
Ali chega a casa depois de visitar Maria no hospital e pôs se a pensar, já está na hora de Zaya saber que ele não gosta dela e nunca virá a gostar, pois despreza o gênero de mulher como ela, mesquinha que se acha a melhor mulheres só porque é bela e rica, mas que com ele não funciona. Depois de um tempo decide ir dormir, não foi fácil adormecer que por alguma razão se sentiu culpado pela situação de Maria, mesmo sabendo que Zaya tratava todas as mulheres do escritório da mesma forma, mas não compreende porque com Maria era mais agressiva.
Ao chegar á empresa pede a Raja para assim que Zaya chegar manda-la ir ao seu escritório e que não queria ser incomodado nessa altura. Raja ficou um pouco intrigada com o pedido do patrão mas não questionou, simplesmente obedeceu, ligou para o escritório de Zaya e pediu a sus secretária que a avisa-se assim que esta chegasse.
Após ser avisada por sua secretária que Ali a queria ver esta ficou toda animada, e dirigiu-se ao seu escritório, quando lá chega, como sempre que lá ia nem bateu na porta como se tudo aquilo fosse dela, deixando Ali furioso.
— Bom dia querido!
— Não sabes bater a porta antes de entrar.
— Porque essa agressividade toda logo pela manha. Atirando-se descaradamente a ele, mas ele nem estava a ligar a mínima para ela, desviando-se o que a deixou irritada.
— Está na hora de termos uma conversa séria.
— Estou toda de ouvidos querido. Fazendo mais uma investida, mas este esquiva-se.
— Quando vais acordar para a realidade.
— Como assim?
— Já te avisei varias vezes para tratares os funcionários com respeito.
— Querido são apenas subordinados, tem que saber quem lhes paga o ordenado!
— E por acaso és tu? Deixando-a espantada.
— Qual é o teu problema hoje.
— O de sempre não estou para aturar os teus caprichos mimados e não te esqueças que trabalhas na empresa apenas porque as nossas famílias são amigas e respeito os mais velhos, mas não passa disso.
— Os nossos pais vão ficar muito contentes no dia em que nos casarmos.
— Vai sonhando Zaya, não passas de uma mulher mesquinha que se acha melhor que os outros, mas na realidade ninguém está para te aturar.
— Ali o que queres dizer com isso, estás a me ofender ao dizer isso.
— Ficas ofendida com a verdade a teu respeito, mas quando se trata de lidar com os funcionários não os respeitas.
— Se te referes ao que se sucedeu ontem foi um mal entendido, a Maria é demasiado sensível, nem devia de trabalhar numa empresa como esta, não aguenta a pressão do trabalho.
— Ok! A pressão do trabalho, por acaso esqueces que o Ebraim e o meu pai estavam presentes por isso não desconverses.
— Eles estão a exagerar não foi como te contaram.
— Nem sequer sabes o que me foi contado como já estas a dar desculpas, para o que se passou.
— Mas é verdade sabes que as pessoas inventam coisas, destrocem a verdade.
— Não quero saber de mais desculpas sobre o que se passou ontem, mas aviso-te entre mim e tu nunca haverá nada, mete isso na tua cabeça.
— Como podes dizer isso, se nem tentas.
— Contigo nunca e deixa-me em paz de uma vez por todas e parte para outro alvo.
— Alvo! Eu amo-te. Como podes dizer isso.
— Tu só amas o teu bem estar e orgulho.
— Ali porque dizes essas coisas, sabes que te amo desde criança.
— Amor! Fazes-me rir com a tua autoconfiança em ti mesma, mas não estou para perder o meu tempo a tentar explicar, nunca irás perceber, só aceitas e percebes o que te interessa.
— Ali, foste longe demais mas isto não fica assim, vais ver?
— Não me importa o que tentes fazer a meu respeito, desde que deixes os meus funcionários em paz.
Zaya sai do escritório batendo a porta, que Raja e os seguranças levaram um susto com o sucedido, pois nunca a viram tão brava. De seguida Ali chama Raja e diz-lhe que avise a segurança que sempre que Zaya tente vir ao escritório para a travarem, custe o que custar, mesmo sabendo que ela não irá facilitar.
Nesse mesmo dia Maria recebe alta e Markus foi leva-la a casa, mesmo esta dizendo que não era preciso que já estava bem.
Maria quando entrou em casa fui buscar o computador e ligou por videochamada para casa, dizendo aos pais o que lhe tinha acontecido no dia anterior, mas como sempre os pais a confortaram e perguntaram quando ela teria um tempo para ir a Portugal pois todos tinham saudades dela.
Os pais sabiam que a filha melhorou muito desde que deixou Portugal, mas a saudade era tanta mas sabiam que sempre que vinha a Portugal mal saia de casa e as recaídas eram mais frequentes, mas tinha sempre o apoio de toda a família. Desde que ela está no Dubai, os seus pais e irmãos sentem-se mais seguros, pois o motivo que levou-a a deixar Portugal era compreensível, todos á sua volta a traíram menos a família, todos na sua terra na altura acreditaram numa mentira que demorou muito tempo a ser esclarecida, havendo agora muita gente arrependida da forma como olhava, sem saber o mal que lhe causou.
Mas de certa forma essas pessoas após saberem a verdade começaram a limpar o seu nome, do qual não tinham o direito de difamar, mas essas pessoas sentiram-se piores ao saber a verdade sabendo que de todas as vezes que falavam ou cochichavam pelas suas costas só a punham mais doente, muitas dessas pessoas presenciaram muitas vezes o chamamento de uma ambulância para a levar para o hospital em crise. Essas pessoas sempre que ela vai a Portugal tentam uma aproximação quando a encontram, mas ela recusa-se o que só faz aumentar o arrependimento de algumas pessoas ao ver o seu medo quando estas tentam se aproximar da sua família, pois nunca sai sozinha.
Irá Maria voltar a interagir com as pessoas em Portugal tirando a sua família e aqueles com quem fez amizade após todo aquele mal entendido.
Fale com o autor