Notas iniciais
Oiieee Então vamos lá mais um capítulo para atiçar os sonhos quentes de certo aquariano! Eu queria agradecer imensamente pela receptividade positiva da fic, os comentários e tudo mais Ah alerta do caps para a insinuação à pedofilia ok? A fic vai abordar alguns assuntos psicológicos lá na frente, eles são tensos e tudo só queria avisar que não é uma apologia antes que pensem que apoio o tema. Verão que não é nada disso, mas achei importante abordar o assunto.

— Eu só conseguia pensar “Isso parece aqueles vídeos do Xvideos com esse mecânico sexy sorrindo desse jeito. Deus quando vamos começar a transar?”

— Ai caralho Camus você vai para o inferno!

Shura ria até as lágrimas marejarem os belos olhos negros, jogando o corpo sobre o sofá de couro branco do amigo que não estava muito melhor do que ele. Ambos haviam partilhado de um bom carneiro assado ao molho de vinho, receita especial de Camus que era apaixonado pela culinária e tinha seus dotes especiais, Shura havia trago um vinho espanhol encorpado para acompanhar o cordeiro e era o vinho que os dois amigos estavam terminando. A conversa depois de ser basicamente sobre o Projeto Medalha de Ouro e a Fundação Kido, agora se estendia para o encontro inusitado que Camus teve com o meio irmão de Aiolos Argenkland.

— Se ele aparecer de macacão na reunião amanhã é provável que eu tenha uma crise de risos. – Camus serviu mais vinho a si e ao amigo – Shura quando me disse que já tinha arrumado outro emprego, não me disse que era de amante de Aiolos Argenkland Savalas.

— Vai tomar naquele lugar seu francês maldoso! – Shura riu de lado olhando Camus rir de um modo malicioso para si – Acontece que eu já era professor do Aiolos na academia quando fomos demitidos e ele me disse que tinha uma indicação sobre trabalho, como eu também já fui professor de educação física ele me indicou para a Fundação. Mas eu não sabia que ele era presidente da Kido. – o moreno deu de ombros – Fiquei surpreso por você conhecer os irmãos Savalas e não conhecer Milo.

— Mundo pequeno na verdade. Eu não os conheço muito, sou mais intimo de Aiolia por conta do nosso passado de atletas. – Camus fitou a sua taça – Eu mesmo não esperava que ele fosse me chamar para participar do projeto, já tínhamos conversado sobre eu não querer mais me envolver em nada com patinação artística.

— Mas você aceitou e não foi só pelo dinheiro. Você viu como aquelas crianças são talentosas? Eu vi o jovem russo e fiquei surpreso com o que ele consegue fazer sobre aquelas lâminas.

— Hyoga me lembra de tanta coisa... Estou assustado confesso. Eu sinto muita vontade de treiná-lo, mas não sei se vou conseguir fazer isso devido a minha... Limitação. – Camus entortou a boca e nesse momento seu celular tocou e ele o pegou na mesinha abrindo um sorriso ao ver quem era – Eu preciso muito falar com esse cara, você se importa de esperar alguns minutos?

— Claro que não, se for pra tirar você da seca.

— Bastardo! É o auxiliar que solicitei para a equipe de ginástica.

Camus deixou Shura rindo e foi atender ao telefone na varanda, o personal trainer ficou observando o amigo falar ao telefone já imaginando quem era. Não fazia muito gosto daquela amizade porque achava o outro amigo de Camus um tanto estranho, mas o francês lhe dissera que conhecera os gêmeos há muito tempo e apesar de tudo eram amigos. Pelo bufar e revirar de olhos do ruivo era com Kanon que ele falava ao telefone, esse Shura gostava muito menos por saber que ele nutria uma espécie de obsessão por Camus. A verdade era que Shura torcia para que Camus encontrasse um relacionamento saudável, o amigo já sofrera inúmeras coisas na vida e merecia a felicidade. Pensou em Milo Savalas que deixara uma forte impressão em Camus.

“Esses dois bem que podiam dar certo!” pensou.

***

— Você vai mesmo desistir de lutar? Ikki eu pensei que fosse o seu sonho e tudo.

— Sonhos não vão me deixar ficar com o Shun se a Agatha morrer. Faço dezoito em breve e já dei entrada nos papéis pra tutelar o Shun, foi a Agatha que me pediu isso e mesmo que não me pedisse eu faria porque sei que ele odiaria que a gente se separasse. – Ikki fez força com as ferramentas, ele e Milo finalizavam um conserto – Você sabe que meu pai nem quer saber da gente.

— Eu queria poder ajudar, mas já está difícil manter o Hyoga sozinho...

— Natasha?

— Ela não desiste você sabe. – Milo estalou a língua – Vai à reunião da Fundação?

— Vou. Shun não para de falar nisso e como a Agatha está internada alguém tem que ir de responsável dele, ele e o Hyoga estão bem felizes não é? Isso é uma coisa boa pra você porque assim tem mais um motivo pra Nachata desistir de tentar convencer o russinho a ir embora.

— Ela vai ficar ainda mais empolgada porque você sabe que ela e a Natássia sonhavam em patinar e nenhuma das duas conseguiu. Agora que ela casou com um ricaço lá na Rússia, bem capaz de entrar de novo na justiça pra tentar me tirar o Hyoga.

— Vaca. – Ikki limpou o suor da testa, Milo também tinha tantos problemas quanto ele. A vida deles era bem difícil.

Ikki Amamiya faria em alguns dias dezoito anos e só por isso Tatsumi concordou que ele saísse do meio período para o período integral. O jovem mestiço de pai japonês e mãe grega tinha um irmão mais novo, Shun de quatorze anos que criava junto com a avó materna de ambos. A mãe morrera no parto de Shun, o pai era apenas um nome no banco ao qual ia todo mês receber uma parca pensão. Ikki não ligava, sua família se resumia a Agatha e Shun e tudo estava bem, se para manter isso precisasse desistir de se tornar um atleta olímpico desistiria. Era suficiente que Shun conseguisse! Graças a Fundação ele tinha uma profissão, Shun uma boa educação e ele também o que era maravilhoso por ser ter conseguido tudo de graça. Ikki ainda era um rapaz, mas até na aparência já se mostrava um homem por ser tão alto e forte quanto Milo. Apenas no rosto e no olhar ainda havia uns resquícios da adolescência.

— O Saga deixou o Lamborghini para a revisão viu? Deu ordens expressas pra que você fosse o mecânico.

— Esse santo quer reza. – ele e Ikki trocaram um sorriso malicioso – É que o trato que eu dei nele foi de primeira, ele ficou apaixonado.

Gargalharam. Milo ria, mas não se iludia com Saga Laskari. Saga era rico e podia ter quem quisesse o fato de estarem as voltas era um capricho! Apenas pela simples diversão de ir contra os pais e sua vida de alta sociedade.

— Sério Milo eu não entendo como você casou e tudo, você é definitivamente gay.

— Mas eu me apaixonei pela Natássia, ela foi única e me deu o Hyoga... – Milo se encostou ao carro pensativo – Eu a amava, nós fomos felizes pelo tempo que a vida permitiu. Era incrível como a Nat era generosa e doce, divertida! O total oposto da Nachata e olha que elas são gêmeas. Às vezes eu consigo ver ela quando olho para o Hyoga.

— A Nachata vem no verão? – o apelido carinhoso para a tia de Hyoga era compartilhado por todos.

— Tomara que não, mas sei lá.

— Fica tranquilo Milo porque o Hyoga nunca ia te deixar e ele já tem quinze anos, a advogada da Fundação me disse que nessa idade a criança escolhe com quem quer ficar e o juiz tem que levar em consideração. E tem mais! Você tem os seus irmãos e o Hyoga te ama.

— Ele não ficou muito feliz de saber que você saiu da equipe de luta, principalmente porque fui eu que soltei sem querer. – Milo pegou a estopa para limpar as mãos olhando o mais novo que apenas entortou a boca ao ouvi-lo falar. Seu instinto protetor dizia que tinha coisa ali – Ikki Amamiya se você estiver pensando em colocar essas mãos sujas no meu anjinho...

— Tá louco cacete?! Hyoga é praticamente o meu irmão, um pirralho! Só pensa merda Milo.

— Tô só avisando.

Milo não estava convencido, no entanto.

Foram juntos para a reunião de roupas trocadas, insistência de Ikki ou o grego não o faria. Estava um caco porque e o trabalho fora extenuante naquele dia e tudo que Milo queria era sua cama, talvez não a sua porque Saga lhe convidou para jantar. Isso significava muitas coisas e o deixava satisfeito! Sexo e comida boa lhe ajudariam a relaxar, mesmo que sentisse meio prostituto por Saga marcar apenas aqueles encontros fortuitos.

Não deixou de pensar em Camus Chevalier e se ele seria assim como Saga, os ricos eram esquisitos. E aquele ruivo não tinha nenhuma aliança, arrasador como ele era provavelmente era um destruidor de corações e lares.

Fez uma nota mental para agradecer o filho por separar sua melhor roupa, calça de brim vinho e blusa de tricô bicolor com gola em “V”, seu sapato quase não usado. Porque ao ver os outros pais e ver os professores, principalmente Camus que conversava com nada mais nada menos que Kanon Laskaris irmão gêmeo de Saga, viu que não estava tão mal arranjado.

“Ricaço destruidor de corações!” constatou o Milo ainda olhando o ruivo e observando aquelas roupas caras e de bom corte, coisa de alfaiataria fina. Tudo muito caro como o Bvlgari no pulso esquerdo que podia pagar uma das prestações da hipoteca, ele não precisava de tudo aquilo para chamar atenção, bonito daquele jeito Milo pensou consigo.

— O que o Saga tá fazendo aqui? – Ikki perguntou de viés ao lado de Milo, ambos escolheram as primeiras fileiras para sentar.

— Não é o Saga, é o Kanon irmão gêmeo dele.

— Aquele advogado tem um irmão gêmeo? Porque não disse logo Milo seu pervertido? Nem pra dividir você serve... – Ikki estava embasbacado. Kanon era uma cópia mais arrojada de Saga e tão bonito quanto. Os cabelos escuros eram longos e emoldurava o rosto helênico de olhos verdes mar, o corpo de deus grego sob a blusa maleável e a calça jeans que moldavam as pernas grossas.

— Oi pai, oi Ikki! – Hyoga cumprimentou os dois que pareciam atentos demais em observar o grupo de professores do que perceber que ele e Shun haviam chegado.

— O que Kanon Laskari faz aqui?

— Não gostei muito também, mas ele é o novo assistente do Camus e treinador do Shun.

— Sim eu tenho um treinador agora não é um máximo nii-san?! – Shun se virou empolgado para o irmão e Milo – O Camus explicou que o Kanon era ginasta e que seria um excelente professor para me ajudar a aprimorar minhas técnicas, assim eu posso tentar as olimpíadas!

— Seu treinador é incrível Shun! – Ikki segurou o irmão pelos ombros – Vai me apresentar pra ele não vai?!

— Todos os responsáveis serão apresentados aos treinadores no final da reunião. – Hyoga rebateu irritado odiando toda aquela empolgação – Limpe a baba Amamiya, você vai inundar o salão.

— Não enche loiro, você não tem idade para essas coisas.

— Sei que você é um idiota! – Hyoga torceu os lábios e ficou ali de braços cruzados mordendo o canto interno da boca, Milo passou o braço sobre os ombros do filho e lhe beijou o alto da cabeça sem saber que acalentava um rapazinho enciumado.

Depois de horas que pareceram intermináveis para Milo, a reunião teve fim e todos estavam livres para irem embora comer algo além dos biscoitos e suco que eram servidos. Milo achava que um panfleto resolvia tudo.

— Vem pai se despedir do Camus. – Hyoga arrastou Milo entre as pessoas para falar com Camus, Ikki estava ali também só que falando com Kanon que Shun lhe levava para conhecer (bem contra vontade, diga-se de passagem) – Senhor Chevalier.

— Me chame de Camus Hyoga. – o francês se virou afável para o russo que já estava ali ao seu lado com pai. “Ele não ter vindo de macacão foi irrelevante... Foco Camus pelo amor de deus ou você vai rir na cara dele” repreendeu-se o francês apertando a mão de Milo – Como vai senhor Savalas?

— Ah você também pode chamar de Milo. Deixe para chamar de senhor quando eu tiver setenta anos. – Milo sorriu e Camus desistiu de tentar refrear seus pensamentos – Hyoga está muito empolgado com tudo e que bom que você percebeu o potencial do meu filho. Quando começam os treinos?

— Amanhã já, embora o material só chegue semana que vem. Mas trabalharemos a parte muscular e disciplinar primeiro de qualquer forma, é primordial que Hyoga se dedique com afinco e tenha todo o apoio em casa.

— Ele já tem, não se preocupe. E seu carro como está?

— O motor está fazendo alguns barulhos estranhos... – Camus deixou que o lábio escorregasse pelos dentes lentamente, devia ter feito uma revisão geral no carro há alguns meses e esquecera completamente. Agora estava pagando o preço – Confesso que estou atrasado na revisão.

A cara culpada e sem graça de Camus era deveras irresistível, Milo pensou colocando o braço sobre o ombro do ruivo e o puxando para o canto – Se você tiver urgência, você pode ir à minha casa no sábado. Se você for à oficina o Tatsumi te arranca o couro. Posso fazer o serviço na minha garagem pela metade do que vai custar na concessionária.

— Não ligo para o dinheiro, mas se for melhor para você que o serviço seja na sua garagem pode cobrar o valor que achar que deve. Se o dinheiro for para você e não para esse Tatsumi tanto melhor não?

Houve um momento de olhares trocados que Hyoga apenas ficou olhando de um para o outro sem entender, que foi quebrado quando Kanon chegou ao lado do ruivo pegando Camus pelo cotovelo de forma íntima.

— Vamos Camus... Milo?! Que coincidência encontrar você aqui! Achei que já estava com Saga, quer uma carona? Eu e Camus estamos indo para minha casa também.

— Tenho que levar meu filho em casa . – Milo se afastou um pouco de Camus se sentindo desconfortável por Kanon ter tocado no nome de Saga ali na frente de todo mundo – Conversamos outra hora Camus.

— Também precisando dos "serviços" do Milo Camus? Mas eu estou aqui. – o duplo sentido na frase era quase palpável.

— E está sendo totalmente inconveniente. – Camus se desvencilhou do toque de Kanon e ainda acrescentou para Milo – Ligarei para acertarmos tudo Milo.

Milo acenou se despedindo e Hyoga fez o mesmo se afastando em seguida, Kanon tentou se aproximar de Camus outra vez, mas o francês o repeliu com um safanão.

— O que o faz pensar que só porque o convidei para integrar o projeto vamos ter alguma coisa Kanon? Estamos em nosso ambiente de trabalho, cercados de crianças! Foi muito ridículo o que fez agora, expondo o Savalas e demarcando território como se tivesse direito. Pois você não tem, fique ciente disso.

Camus nem esperou Kanon retrucar para lhe dar as costas e ir embora, Kanon nunca deixava de tentar essa era a verdade e já estava farto disso. Esperava que isso não atrapalhasse o trabalho na Fundação.

***

Milo passou o caminho para casa pensando em todas as coisas que Kanon poderia estar falando dele agora para Camus, um azar danado que o ruivo conhecesse os gêmeos Laskaris. Acabou decidindo cortar a sua noite por ali ou seu constrangimento se tornaria humilhação, já fora suficiente na reunião e Hyoga falando até o fim dos tempos que aqueles gêmeos o tratavam como um prostituto e que ele devia tomar vergonha na cara. Lição de moral do seu filho de quinze anos.

Não que se importasse com o que Kanon ou Saga pensassem sobre ele, nunca ligou muito para a imagem um tanto fácil que passava aos ricaços que iam à concessionária, eles não eram nada mais que prazer fortuito. O problema era pensar no que Camus achava dele agora. O Chevalier era alguém próximo, professor do seu filho e pelo menos pra ele queria passar uma imagem respeitável. Todavia Camus poderia muito bem ser igual aos gêmeos já que era amigo deles e tinham toda aquela intimidade.

Chegou em casa e depois de preparar algo para si e para o filho comer, foi tomar uma ducha e procurar dormir. Seu celular apitou com uma mensagem quando ele se deitou na cama, esticou-se para pegar e pousou os olhos na foto da mesa de cabeceira. Era uma foto de Natássia com Hyoga, ele ainda um garotinho na primeira viagem que os três fizeram para a Rússia, terra natal da loira. Apesar da pressão da família dela e do frio horrendo, foi uma boa viagem.

"Estou esperando você até agora." era uma mensagem de Saga, Milo revirou os olhos, estava irritado e nem se dignou a responder.

"Kanon me falou que o encontrou na Fundação Kido. Não sabia que você conhecia Camus Chevalier" insistiu Saga com outra mensagem.

"Saga, não estou com um humor muito bom e seu irmão estragou com o que já estava ruim. Vamos nos outro dia ok? Eu não conheço o Camus, ele é o treinador do Hyoga na Fundação. Boa noite" Milo respondeu e voltou a colocar o telefone na mesinha. Mas agora ele começou a tocar e Milo bufou irritado pensando ser Saga ainda, mas o número era desconhecido.

— Alô?
— Boa noite Milo, é o Camus.

Sentou-se na cama de supetão surpreso pela ligação do ruivo àquela hora.

—Primeiro eu queria me desculpar pela atitude de Kanon hoje, ele foi um babaca com você e...

— Não esquenta ruivo. Esqueceu que eu conheço aquele idiota? Não é curioso Camus que com tantos amigos em comum eu nunca tenha posto meus olhos em você antes?

— Então Saga é seu amigo? – uma malicia curiosa foi percebida pelo grego.

— Do mesmo jeito que Kanon é seu. – alfinetou de volta e pode ouvir a risada baixa do ruivo do outro lado da linha.

— Tem razão, isso não é da minha conta e estou sendo indelicado. Porém, eu ainda queria me desculpar por Kanon ter agido como se fosse meu dono, nós nem temos tanta intimidade assim. Ele não tem esse direito, nunca tive nada com ele para justificar aquele comportamento.

"Ah então você não é mais um dos casinhos do Kanon!" pensou Milo deitando-se novamente e um sorriso satisfeito moldou os lábios cheios.

— E também ele lhe expôs ali na frente de todos. O que você faz com Saga não interessa a ninguém... De qualquer forma queria que soubesse que não tolero atitudes desse tipo.

— Isso é reconfortante. Vamos esquecer os irmãos Laskaris e falar de algo mais urgente, o conserto do seu carro por exemplo. – Milo refreou-se antes de dizer "sobre nós", estava apressando as coisas. Embora descobrir que Camus seria treinador de Hyoga atrapalharia um pouco, porque na casualidade eles não poderiam ficar e aquele ruivo sério provavelmente não gostaria de uma aventura.

— É principalmente sobre o que eu quero falar na verdade. Queria marcar um horário que seja conveniente para ambos. Estou livre pela manhã...

— De manhã a partir das oito, ruivo. Anote meu endereço...

No seu apartamento na área nobre de Atenas Camus fitava o bloco de notas em que anotou o endereço de Milo Savalas. Poucas vezes na vida Camus podia dizer que agira por impulso, aquele telefonema tardio era uma delas, mas a necessidade de se explicar e saber mais sobre o que Milo e Saga tinham foi mais forte. Ficou surpreso ao descobrir que o mais novo objeto de obsessão de Saga Laskaris era o mecânico simples que conheceu há dois dias, uma parte de si achou maravilhoso que assim o fosse. Tinha uma amizade confusa com os irmãos Laskaris, por muito tempo fora amante de Saga até descobrir que manipular e seduzir eram tudo que o advogado sabia fazer.

Kanon lhe dissera que Saga estava apaixonado por um reles pobretão e Camus quase riu de incredulidade. Agora conhecendo Milo Savalas não estava mais tão desacreditado assim, porque tudo que Milo não podia ser era reles! Não falara muito com o grego, mas o pouco que sabia já lhe dava uma pequena amostra do caráter dele. Milo criava o filho sozinho, sem recorrer aos irmãos ricos, trabalhava duro e gostava do que fazia. Era altruísta a ponto de parar mesmo atrasado para ajudar um desconhecido e o filho apesar de toda a dificuldade financeira era inteligente e bem educado, maduro mesmo.

O ultimo pensamento de Camus antes de dormir foi que desejava que a semana passasse rápido para conhecer mais aquele novo ramo da família Savalas.

****

Meio da semana, Hyoga estava muito irritado e Milo estava mais empolgado do que o normal. O loirinho previa que era por causa de certa visita no sábado. Esperava não preferir ter que se enfiar num buraco a ver Camus depois. Mas não era só isso que o deixava irritado, um dos motivos inclusive estava ali empolgado como um filhote de cachorro em volta de Kanon e isso sim estava deixando-o irritado ao extremo.

— Ele voltou porque o Aiolia está ajudando no tratamento da vovó, por causa da bolsa também. Depois da reunião ele e o Aiolia conversaram muito – Shun disse ao ver o olhar de Hyoga para Ikki que estava ali próximo conversando com Kanon.

— E ele precisa ficar assim todo animado em volta daquele pervertido? Se derretendo por ele como se estivesse no cio? – resmungou Hyoga. Os dois estavam em aquecimento indicado pelos técnicos, na verdade só Camus porque Kanon assim que viu Ikki chegar e os outros jovens da equipe de luta saiu de perto deles e foi falar com os rapazes.

— Ai!

O choramingo de Hyoga trouxe Camus de volta da sua observação de Kanon, estava intrigado com o interesse do geminiano, principalmente por Ikki que em sua opinião ainda era um menino mesmo que já tivesse dezoito anos. Shun também parecia um tanto desconfortável com Kanon, Camus era bem atento. Começava a achar que fora uma péssima ideia integrar Kanon no projeto, a ideia partira de Marin e como ele conhecia o ex-ginasta achou boa ideia e intermediou as coisas.

— Está doendo? – Camus puxou a perna do russo que mordia o lábio – É uma câimbra, estique a perna e relaxe os músculos... Você está tenso. – Camus seguiu o olhar de Hyoga e viu Kanon se aproximar de Ikki e segredar algo em seu ouvido deixando o rapaz sem graça – Ainda está irritado com o que Kanon disse sobre seu pai?

— Quê? – Camus pensou ter adivinhado que a irritação de Hyoga era por Kanon ter dito aquelas coisas de Milo – Na reunião? Ah não isso é bem feito para o magnânimo Milo, eu já disse que se meter com aqueles dois é problema! Não é que... Puta que... – Hyoga socou o chão quando Camus começou a puxar os tendões para o lugar.

— Hyoga está irritado porque o Ikki tá todo animado com a atenção do Kanon. – Shun disse juntando os pés e esticando como Camus o ensinara – Camus eu não gosto desse cara! Ele fica me pegando o tempo todo, tem esse papo estranho aí com o Ikki e eu soube que ele mexe com a June. Com a June! Ela tem doze anos, isso é pedofilia certo? Se o Jabu irmão dela descobre torce o pescoço do Kanon...

— Eu vou resolver isso. Levanta Hyoga e vai correr um pouco em volta da pista de gelo, Shun continue o alongamento.

Camus deixou os dois e seguiu em direção a Kanon, mas quando ia chamar o grego para uma conversa em particular Aiolia passou por ele como um trator e empurrou o ex-ginasta pelo peito com força para afastá-lo de Ikki.

— Escuta aqui seu filho da puta, fique longe dos garotos! De eu pegar você mexendo com qualquer dessas crianças eu te dar uma surra que você nunca vai esquecer. ELES SÃO CRIANÇAS SEU PERVERTIDO!

— Ei qual é?! Você sabe com quem você ta falando? – Kanon Se voltou para o outro professor, demonstrando não estar entendendo nada. A essa altura todos estavam em volta dos dois.

— Quebra a cara dele Aiolia! – gritou Shiryu – Ele fica alisando o Shun. – depois disso não era só Aiolia que queria quebrar Kanon.

— Esse pervertido mexe com a gente Aiolia – Pandora de braços cruzados emendou – Ele também fica olhando pra bunda da Marin.

— Seu filho da puta!

Camus quase não foi rápido o bastante para pegar Aiolia, Shura e Tenma precisaram ajudar o francês. Houve um pouco de confusão para levá-los dali enquanto Marin ficou para trás com os alunos, Aiolos foi chamado na diretoria às pressas e todos os alunos queriam ir e contar coisas que aconteceram aqueles dias.

— Não todo mundo vai ficar aqui! Eu já relatei a Shina e Aiolos tudo que vocês me contaram, como diretor e orientadora pedagógica eles vão saber o que fazer.

— O que vai acontecer agora? – perguntou Ikki.

— Tomara que ele seja expulso! Eu disse que não era uma boa ideia ele aqui.

— Tomara mesmo Hyoga – Hilda puxou a trança de modo nervoso – Ele às vezes olhava de um jeito...

— Ele adorava ficar pegando em mim! – Shun fez uma careta de nojo e Shiryu que estava ao lado dele o abraçou pelos ombros em um gesto protetor.

— Vai ficar tudo bem Shun, ele não vai mais te tocar.

— Nem você! Ei wol, larga o meu irmão!

— Ikki shiu! – Shun se aconchegou mais em Shiryu – Ai Shi foi horrível! Tô tão assustado. Me abraça!

— Ei wol! – Ikki insistiu e Hyoga lhe deu um beliscão.

Na dala de reuniões depois de Kanon sair dizendo que processaria todos por calúnia e difamação, os outros membros do projeto Medalha de Ouro permaneceram em um silêncio constrangedor.

— Eu nem sei o que dizer. Estou me sentindo culpado por ter ajudado a trazer Kanon aqui na Fundação, eu juro que não conhecia esse lado dele.

— Se alguém tem que se sentir culpada essa sou eu! Gente eu admirava esse homem, todos no comitê olímpico babam por ele e tudo. – Marin estava arrasada – Quando eu disse que ele tinha aceitado participar, todos disseram como eu tive sorte de ter uma estrela no time. Lembra Aiolos da reunião na federação? Foi só elogios!

— É Camus não imaginávamos ninguém precisa se sentir culpado por isso.

— Eu avisei. – Shura interveio de passagem – Não gostei desse cara assim que pus meus olhos nele. As coisas que as gêmeas me contaram sobre o que ele estava fazendo me deixaram furioso! Por isso vim falar com a Shina e ela já tinha falado com a Marin.

— Só hoje Shun me disse que ele o tocava demais, eu só havia percebido o desconforto do rapaz na presença de Kanon. Shun nunca fica sozinho com ele, eu ia chamá-lo para conversar por causa da atenção excessiva que ele estava dando a Ikki. – Camus se absteve de dizer que notou isso através do ciúme de Hyoga – Estou me sentindo péssimo.

— Acha que ele vai levar o processo adiante? – Aiolia ainda estava tentando segurar a raiva.

— Duvido muito agora. Temos os relatos dos garotos e ele não seria tolo de manchar a própria imagem assim Aiolia – Camus se ergueu – Eu vou cuidar do treinamento de Shun a partir de agora, você pode verificar aquele assistente que indiquei Aiolos?

— Vou chamá-lo amanhã já! Não se preocupe, o importante é que vai tudo se acertar agora.

***

À noite na pequena cozinha de Milo a confusão provocada por Kanon ainda era assunto de pauta junto com o jantar que era servido pelo grego aos adolescentes, Shun e Hyoga estavam com eles também.

— Eu sabia que Kanon era um pervertido, mas daí a ser pedófilo...

— Acho que nem Camus sabia pai, ele estava arrasado. – Hyoga remexeu na sua comida – Só o Ikki parece triste com a saída do Kanon.

— Fala sério Ikki! Te falei que esse cara era roubada.

— E se acha que eu ‘tava me apaixonando por ele Milo? Faça-me o favor! – Ikki revirou os olhos – Eu só ‘tava o deixando falar e achar que tava me enrolando.

— Ainda bem porque sabe deus o que aquele doido podia fazer com você nii-san. E se ele vendesse seus órgãos?! Milo você deveria ter falado dele no dia da reunião.

— Camus era amigo dele e não disse nada porque eu vou dizer?

— O Camus não sabia! Shiryu contou que Shura disse que Camus estava arrasado com tudo isso.

— Shiryu e Shura andam bem entrosados, será que ta rolando alguma coisa?

— Cê tá louco o Aiolos morre! Ele e Shura namoram há um bom tempo – Hyoga retrucou – Shiryu já tá na mira de alguém – Hyoga e Shun trocaram olhares e Milo notou.

— Olha Ikki se eu fosse você ficava de olho no Shun e não no Shiryu, apesar de que eu tenho muitas boas recomendações do meu sobrinho. E um bom garoto para namorar o Shun.

— Queria ver se fosse o seu "anjinho".

— Pai eu não acredito que você fica me chamando de anjinho por aí! – Hyoga teve vontade de afundar a cara no macarrão em seu prato.

— Chama de anjinho, ameaça as pessoas que vai castrar elas de encostar em você! Milo colocou na cabeça que a gente pode ter alguma coisa pode? – Ikki bufou sarcástico – Afim de você?! É o óleo diesel que ta afetando os miolos dele.

— Qual o problema? Eu sou tão horrível assim pra você nem sequer pensar em ter algo comigo? – Hyoga estava realmente indignado.

— Hyoga você é um pirralho! Nem devia tá pensando nessas coisas de namorar, melhor ficar só patinando mesmo.

— Isso Ikki, você é muito sensato. Por isso confio em você.

Ikki e Milo começaram a falar sobre outra coisa e Hyoga ficou ali alheio a conversa perdido nos seus pensamentos. Shun viu que o amigo ficou amuado e por baixo da bancada segurou a mão de Hyoga.

No fim da noite Hyoga já tinha traçado seus planos a partir daquele dia. Ia mostrar para Ikki Amamiya que ele não era nenhuma criança.

***

Amada sexta! Camus podia ver a empolgação nos garotos e até nos professores, Shura já mandara mensagens para marcar o happy hour. Previa terminar o fim da noite em algum bar entre os amigos casais e ele sozinho a caça.

— Camus eu posso sair trinta minutos mais cedo?

— Porque Hyoga?

— Vou ter um encontro hoje. – e Hyoga corou tão adoravelmente.

"Ah a adolescência! Veja Camus você está morrendo de inveja, ele tem quinze anos e tem com quem se divertir e você ninguém".

— Ikki? – perguntou olhando Hyoga e o garoto ergueu a cabeça assustado.

— Como sabe dele?!

— Não é difícil de adivinhar. Você não é muito discreto também. – Camus afagou Hyoga pelos ombros e o chamou para saírem da academia, o treino ainda era mais físico porque só trabalhariam com a patinação em si quando os equipamentos chegassem – Vai sair com ele? Tudo bem se não quiser me contar.

— Eu gosto do Ikki, mas ele me vê como criança. – Hyoga deu de ombros – Acho que não posso esperar nada dele, então hora do plano B.

— Hum então você tem outra pessoa em vista? – Camus perguntou surpreso, mas gostando da determinação do russinho.

— Já! – Hyoga respondeu com um sorriso confiante.

Estava com toda a confiança possível depois que Tenma aceitava sair com ele, iam ao fliperama perto da Fundação com a turma, mas era definitivamente um encontro. Certificara-se disso!

Ainda no horário da aula regular durante o intervalo Hyoga foi para a sala do terceiro ano onde a maioria dos componentes da equipe de luta estudavam Ikki e Tenma, já que Jabu e Seiya eram do segundo ano.

— Oi Tenma, oi Ikki? – cumprimentou os lutadores com as mãos no bolso do casaco da escola – Ei Tenma quer ir ao fliper comigo depois do treino?

— Ta me convidando pra sair Hyoga? – o rapaz remexeu nos cabelos castanhos rindo sem graça, Ikki riu de lado olhando aquele atrevimento do loirinho. Ia levar um baita fora.

— Tô e tem problema?

Tenma e Ikki ficaram boquiabertos e Hyoga apenas deu de ombros, olhando para o primeiro esperando a sua resposta. Conhecia Tenma, já estudava na Fundação há muito tempo para conhecer todo mundo e pelo que pode apurar Tenma era alguém que já demonstrou algum interesse.

— Eu pensei que você estava interessado. Outro dia você me disse que sairia comigo.

— Disse! É que... Só fiquei surpreso. – o moreno sorriu – Mas se for verdade e não tiver problema eu adoraria...

— Então tá combinado? – Hyoga deu seu melhor sorriso e Tenma estava com uma cara de bobo que Ikki achou exagerada – Até mais tarde.

Hyoga se foi e Tenma soltou um suspiro, tinha prendido a respiração e nem percebia.

— Cara você vai sair com Hyoga? – Ikki não conseguia acreditar e sua expressão era quase de nojo.

— Ei! É o Hyoga! Metade da Fundação Kido é apaixonada por aquele loiro, ele é inalcançável e de repente quer sair comigo?! Olha a sorte que eu tive?

— Mas ele é virgem e tem quinze anos!

— Melhor ainda! A gente vai namorar e eu, EU vou ser o primeiro dele em tudo. — Tenma parecia nas nuvens.

— Argh! Que nojo!

O sorriso que estava o rosto de Hyoga era a certeza de que depois daquele dia, ele seria visto com outros olhos.

— Venha para o vestiário. Agora você precisa de algumas dicas.

Então Camus se viu em uma conversa adolescente na qual nunca imaginou na vida e Hyoga descobriu que seu treinador sério e comedido, era um expert em ser feito de trouxa. Adorou conversar com Camus e descobrir aquelas pequenas travessuras da adolescência.

— Agora um toque final. – no espelho do vestiário Hyoga olhava a roupa que escolheu graças à Aiolos o menino tinha roupas boas porque o tio adorava presenteá-lo com algo da moda. O loirinho escolheu uma blusa de lã roxa e jeans escuros, um moletom de zíper com capuz e estava feliz com a escolha –Tome.

Camus colocou na mão de Hyoga o frasco de um perfume e o garoto ficou admirado. Era um perfume francês muito caro.

— Não posso aceitar!

— Algumas gotas não lhe farão mal. Eu daria o frasco, mas pode causar problemas a você principalmente depois de Kanon Laskaris. Contudo você pode usar sempre que quiser, vou deixar aqui no armário. – Camus soltou os cabelos que prendera no banho rápido, em casa tomaria um banho completo.

— Obrigado Camus! – Hyoga sorriu e se deixou entrar em uma nuvem de perfume francês.

***

Ikki entrou no fliperama olhando em volta a procura do irmão e de Hyoga. Pensou em não ir, mas não conseguiu tirar da cabeça que o russo ia se encontrar com Tenma, ainda tinha o fato de que tinha de vigiar Shun já que ele parecia muito interessado em Shiryu. Enfim ossos do ofício quando se tem irmãos mais novos, embora tecnicamente Hyoga não fosse seu irmão de fato. Mas era como se fosse e Milo ia ficar satisfeito se ele tomasse conta do loiro.

Todo mundo da Fundação estava ali, o local além dos jogos tinha lanchonete e karaokê. Ikki localizou Shun em uma mesa com as gêmeas Paradox e Integra, June estava lá e Shiryu estava no balcão da lanchonete com Jabu e foi pra lá que Ikki se dirigiu. Seiya chegou também.

— Fala galera.

— Fala Ikki beleza? – cumprimentaram-se com acenos.

— Beleza. Alguém viu o Tenma? – Ikki voltou a olhar em volta apenas para se certificar que não tinha visto nada.

— Cara eu não vi o meu irmão, acabei de chegar.

— Eu vi o Tenma lá na área dos jogos – Shiryu riu de lado para Jabu, o outro já estava aos risinhos.

— Com o Hyoga. – ajuntou Jabu os três olharam para Ikki e as expressões variavam em muitos níveis de malícia.

— Com o Hyoga? – Ikki tinha tirado uma nota do bolso e já estendia ao caixa para pagar um refrigerante que pedira com um aceno.

— Eles estavam bem lá nos fundos, nas mesas afastadas. – disse Shiryu apenas para saber o que viria sair dali.

Fora surpresa para metade da turma que os conhecia ver o loiro chegar com Tenma, que parecia ter ganhado na loteria. O lutador não largou o loirinho em nenhum momento sequer desde que chegaram ao local e em um dado momento os dois sumiram das vistas de todos.

Enquanto Ikki pensava em Hyoga, o moreno era a última coisa que passava na cabeça do russo. A verdade era que o loirinho não conseguia pensar em nada que fosse coerente naquele momento com Tenma deslizando os lábios e a língua no seu pescoço, as mãos grandes do lutador estavam no quadril de Hyoga apertando-o junto a si. Já conseguia sentir a ereção de Tenma dura junto a sua.

— Que cheiro gostoso loiro. – Tenma levantou o rosto e os olhos puxados estavam quase fechados por conta da excitação, a boca vermelha do patinador estava inchada dos beijos ávidos que trocaram e parecia a Tenma que pedia por mais – Você é gostoso loiro.

— Vam... Vamos voltar. – murmurou o russinho ofegante. Queria sair dali logo ou não sabia o que faria. Tenma era muito experiente e Hyoga já levara a cabo todos os conselhos de Camus, mas daquele ponto já não sabia o que fazer. Saíram para os fundos do fliperama onde ficavam os jogos em cabine, Tenma dissera que era para ficarem mais a vontade. Só que se ele ficasse mais a vontade, pensou Hyoga, acabariam transando ali.

— Ok, vamos voltar. Teremos outras oportunidades agora, porque afinal somos namorados, certo? – o moreno acariciou o rosto afogueado de Hyoga – Hum docinho?

— Quê?!

Notas finais
se a imagem não ficou lá no meio do caps segue o link https://scontent.fbsb1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/13407303_1125146647527242_3059224407246933856_n.jpg?oh=3ab6ded91528206e1e1766bebbbd31c2&oe=57C2658A