Tem dias que estou tão mal, baixo astral!

E você chega assim tão zen,

Como dias de sol,

Com relevo que embasa no seu olhar...

Me faz tão bem!

Noite de aurora,

É tua alma meu amor,

Tu chegas e sais,

Mas sempre volta com o mesmo calor...

...Calor que me aquece em corpo e alma,

Reveste meus sentimentos de dentro para fora,

Cada dia com um gole a mais,

Então bebo da tua água,

Água doce que me faz acatar tudo em ti.

Mas tu amor, és um abismo sem fim,

Tu és manhã de neblina,

A qual caminho todos os dias,

Mas parece que nunca a vi,

Sem saber qual direção seguir.

E mesmo eu sendo do avesso

Te fazendo de ioiô,

Tu me amas com tua essência,

A qual eu não mereço!

Fim de tarde e a maré está fria

Você diz ir embora,

Mas volta com a mesma alegria,

De momentos antes daquela hora.

Dono da minha embriaguez e

Tristeza das vezes que te lanço para fora.

E eu quase morro de saudades,

Com teu abandono forçado,

Pela minha estupidez...

Mas tu voltas me abraçando

Com tua beleza elegante e o toque suave da sua timidez,

Eu toda solta e arrogante,

E mesmo sem merecer,

Tu és amor, o meu bumerangue.

Teu perfume Chipre,

Que me aquece no frio e

Refresca minha fúria nos dias turbulentos.

Não sumas de novo,

De repente o vento muda e tu perde a direção,

E em mim restará apenas uma recordação,

Deste amor bumerangue.

Te lanço de novo com minhas incertezas e tu volta trazendo,

O equilíbrio deste amor remanescente,

Me amando sempre com clareza.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!