Amor além das aparências.
1 Prólogo
Notas iniciais
Boa leitura!!!
Observo a professora fazendo um discurso sobre Planejamento Financeiro e seus impactos na economia mundial, bufo e isso chama a atenção de todos na sala, principalmente da professora.
— Algum problema, Sakura? – Vejo-a vindo em minha direção, parando em frente à minha cadeira. — Que nada, profe. Eu já aprendi sobre isso, mas pode continuar. Nada como aprender novamente! — Solto uma piscada para ela e ouço risos dos alunos. —Já que você... – Ela continua... Lançando-me um olhar indignado. O sinal bate em seguida, não dando brecha à professora para continuar. Bem feito! Espero os meus colegas de turma saírem da sala, colocando a minha mochila nas costas, pego meu lanche e saio em direção ao refeitório.Durante o trajeto observo pelo canto dos olhos certa curiosidade dos estudantes sobre mim. No refeitório, porém, é visível o quanto todos, sem exceção, me lançam olhares curiosos enquanto despejo minha coca-cola no copo e abro meu bk. É estranho, eu sei, ainda não me acostumei com os costumes do Japão e sabem o por quê? Sou meio brasileira, meu pai é japonês que em uma de suas viagens ao Brasil acabou tendo um caso com a minha mãe e cá estou eu. Tentando me adaptar a um ambiente completamente diferente do qual vivi boa parte da minha vida. Levo um susto com Karin se sentando ao meu lado, bufo vendo seu almoço, um Shashimi, enquanto dou uma mordida no meu BK. — Sério que vai almoçar isso? – Karin fala fazendo uma careta de desgosto. — Melhor que esse seu almoço e nem adianta... não quero um pedaço. — Olho pra ela e vejo que está erguendo seu hashi com um belo pedaço de peixe. Tento ignorar essa visão. O telefone vibra sobre a mesa e vejo Mãe no visor, não atendo. Eu ainda não quero falar com ela, não depois de tudo que fez. Sinto em dizer isso, mas mesmo não querendo considero que é muita cara de pau me ligar depois de tudo. Evito ao máximo raciocinar desse modo, porém, mesmo evitando não posso deixar de pensar que ela deva ter achado legal me chutar para o meu pai dizendo, se bem me lembro, que seria melhor eu morar em um lugar onde a disciplina é rigorosa, como uma forma também de amenizar o meu lado rebelde. Tá certo, eu pintei meu cabelo de Rosa, mas foi uma aposta que perdi, isso não conta. O fato de ela ter descoberto sobre eu ter tirado a virgindade do garoto evangélico da minha escola e os pais vieram exigir casamento também não. Sem preconceitos, tá legal! Mas, o cara era gostoso! Por fim, a gota d’agua para a minha mãe, tendo como resultado a minha viagem repentina ao Japão foi pelo simples motivo de eu ter meio que namorado um caixa operador do mercadinho do bairro, ter levado chifre e ficar mal falada no bairro. O que me magoou profundamente. De certo modo, ele se aproveitou da minha ingenuidade. Após o caso com o carinha do mercadinho, prometi a mim mesma que iria fechar meu coração e focar no meu futuro. Ok! Então, esses são alguns pontos, mas não são motivos para me mandar para o outro lado do mundo. *** O sinal do término do intervalo bate, pego as minhas coisas e vou até a lixeira jogando o resto do lanche, Karin faz o mesmo. Andamos até os armários, abro o meu e pego o livro da próxima matéria. Assim que fecho o meu armário e me viro dou de cara com uma parede de músculos o que faz com que eu perca o equilíbrio e antes que eu sinta o choque com o chão, sinto braços enlaçando a minha cintura evitando assim a minha queda. Abro os olhos dando de cara com um loiro com um sorriso lindo me encarando. Estamos tão próximos que sinto nossas respirações se mesclarem. — Cuidado por onde anda, Rosadinha. — Sorri de canto. — Você que está no meu caminho. – Respondo, tirando as mãos dele da minha cintura. — Olha... essa não é a brasileira? Você é bem esquentadinha. Adoro garotas assim, ainda mais exóticas e bronzeadas. – Ouço alguém falar atrás de mim, enquanto sinto alguém pegar uma mecha do meu cabelo. Quando me viro vejo duas pedras de Ônix me encarando com deboche ao mesmo tempo em que leva a mecha do meu cabelo ao nariz. Bato em sua mão, o que faz o largar o meu cabelo. — Não sei o que você viu nessa garota nem é tão interessante assim... — Uma loira diz e se vira para o moreno.- Sasuke. Uma rodinha se forma em nossa volta e finalmente, vejo Karin aparecer do nada ao meu lado. Onde essa garota estava? — A Sakura dá de dez a zero em você, Ino. E você, Uchiha, tire o seu cavalinho da chuva, ela não é para o seu bico – Karin aponta para mim, depois agarra o meu pulso e sai puxando sem me dar chance de me defender. *** Enfim, o sinal determinando o fim das aulas naquele dia soa pela escola. Organizo meus pertences lentamente e rumo em direção a saída do Colégio. Ao chegar ao estacionamento porém, vejo o Uchiha com seus amigos, ele me encara alguns segundos e por fim, manda uma piscada. Entro no carro lhe mandando o dedo do meio deixando o Uchiha com uma cara nada boa. Aqui que eu vou cair no papo do garoto sedutor da escola...
Sou uma garota de cabelo rosa com costumes diferentes em um país estranho, não posso e não quero me relacionar ou criar laços com ninguém, tenho as minhas metas e vou segui-las. Fechei meu coração e tenho medo de abri-lo novamente. Karin, no entanto, é uma exceção. Já sobre Sasuke Uchiha, Karin me avisou sobe ele e, claro, como toda boa amiga me disse para ficar o mais longe possível. Não importa o quanto eu quisesse afastá-lo, mais tarde eu saberia que por mais que eu tentasse o evitar, ele sempre estaria lá para me levantar quando caísse.
Notas finais
Irei postar uma vez na semana
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Até semana que vem.
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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