Amor X Guerra.

6 Capítulo 5 : Guerra


Notas iniciais
Olá queridas leitoras. Me perdoem por ficar sem postar, mas eu estava sem inspiração nenhuma e eu prefiro ficar sem postar do que escrever porcaria... Gostaria de agradecer a "Thank You THG" por comentar. Obrigado diva! Boa leitura!

Dezembro -1941

Encaro o lago petrificado á minha frente e agarro meu casaco de lã, aproximando-o para mais perto de meu corpo, quando uma rajada de vento passa por mim. O inverno começou, e está tão frio que meus dentes batem um noutro e meus pés estão congelados mesmo estando dentro de meias grossas e botas de couro.

Ando de um lado para o outro a espera de Peeta. Mal posso esperar para vê-lo, mesmo tendo uma péssima notícia, eu preciso de seus braços ao meu redor para me acalmar. Não podemos desistir por causa de meu pai, precisamos urgentemente achar outra saída para salvar seu irmão. Mas qual seria?

Sinto um arrepio quando duas mãos grandes e congeladas pelo frio, fecham meus olhos.

–Adivinhe quem é?

Sorrio ao escutar a voz levemente rouca e grossa de Peeta.

–Não faço ideia.

Digo com tom de deboche. Ele beija minha bochecha e ri.

–Não?

–Não.

–Vou lhe dar uma dica! Sou alto, bonito e loiro… E eu te amo muito.

Ele sussurra em meu ouvido a ultima parte. Eu retiro suas mãos e me viro para encara-lo. E antes que eu possa pensar em qualquer coisa, ele me beija. Seus lábios são gélidos, mas bem convidativos. Passo meus braços por seu pescoço. Mais uma vez sinto uma chama arder dentro de mim e não quero me separar de sua boca, mas o ar nos falta.

Colo nossas testas. Peeta beija a ponta de meu nariz.

–Oi!

–Oi.

Ele sorri. Vendo seu lindo sorriso, sinto meu coração desfalecer só de saber que eu vou desmancha-lo. Retiro minhas mãos de seus ombros e pego suas mãos.

–Tenho que te contar algo…

Abaixo meu olhar e encaro meus pés. Sinto as lágrimas na borda de meus olhos. Estreito-os para que elas não denunciem que o que eu tenho a dizer é ruim e me machuca tanto quanto o machuca.

–Conte-me princesa.

– Peet… Eu, eu não consegui.

Senti uma lágrima molhar minha bochecha.Peeta levanta meu rosto e limpa a lágrima solitária com o polegar.

–Eu estraguei tudo. Meu pai não vai ajuda-lo. E ainda por cima ele me proibiu de te ver de novo.

Senti Peeta endurecer à minha frente, a mão que limpara meu rosto caiu em seu lado fechando-se em punho. Segurei seu rosto fazendo-o me encarar, mas ele fechou os olhos com força e pela primeira vez o vi chorar.Se eu pudesse adormecer e acordar somente quando tudo já estivesse passado… Mas não posso… Devo entender e suportar porque também faço parte dessa dor. Ele é minha metade e se ele estiver triste assim também estarei.

–Vamos achar outro jeito meu amor! Tudo ficará bem.

–Como Katy? Eu não posso… Perder vocês dois. Eu já perdi meu pai e…

–Psiu!

Coloco meu dedo em seus lábios impedindo-o de falar.

–Você não vai me perder, nenhum dos dois. Juntos arrumaremos um jeito de colocar tudo em ordem. Mas por enquanto vamos ter que ficar longe um do outro.

–Não!

Ele segura meu braço como se eu fosse fugir.

–Não se afasta de mim, eu preciso de que você fique do meu lado se não, não vou conseguir.

–Mas meu amor, eu tenho que me afastar. Vai ser só por um tempo, ate meu pai voltar a trabalhar e nos esquecer. Nós ainda nos veremos na escola. Enquanto isso pensamos em algo para salvar seu irmão.

–Não sei se temos muito tempo até chama-lo Katy, e isso me assusta.

– Vamos ter esperanças.

–Eu não sei, eu já estou as perdendo.

O abraço forte. Instantaneamente Peeta chora incessantemente em meu ombro. Sinto meu corpo desfalecer por vê-lo neste estado.

Ficamos um tempo conversando, mas a todo tempo eu ficava alerta em busca de algum capanga de meu pai.

–Eu tenho que ir Peeta.

–Não! Fique mais um pouco.

–Eu não posso correr o risco de meu pai descobrir que vim te encontrar. Isso só irá piorar as coisas. É melhor voltar.

Ele suspira e pega em minha mão me ajudando a levantar.

–Posso te levar em casa pelo menos?

–Não. Você sabe que não pode Peeta.

Seus lábios se comprimem em um bico.

–E um beijo de despedida? Pode?

Ele arqueia as sobrancelhas e eu rio totalmente ruborizada.

–Pode.

Digo rindo. Ele segura meu queixo e aproxima seu rosto do meu, me dando um beijo suave. Separo-me dele com custo e saio andando sem olhar para trás, por que se não provavelmente eu voltaria pros seus braços.

Espero que meu pai nos deixe em paz o quanto antes, pois não sei se aguentarei ficar tanto tempo longe dele.

Quando já estava na esquina de minha casa apressei o passo para que nenhum vizinho fofoqueiro me veja. Entrei em casa e fui direto à cozinha, pois meu estomago já roncava de fome.

– Greasy Sae… O almoço está pronto?

Greasy leva a mão no peito e me encara assustada.

–Que susto menina!

–Óh me perdoe.

–Tudo bem, menina. O almoço vai demorar um pouco.

Suspiro e me sento á mesa.Greasy seca as mãos no avental e acaricia meu braço.

–Tenho uma ideia!Por que não vai até a biblioteca pegar um livro de poesia? Você recita tão bem. Eu adoraria ouvir.

Fico animada com a ideia e corro para a biblioteca imediatamente. Talvez com a leitura eu possa pelo menos fugir da vida real.

Entro no escritório de meu pai e abro as portas do fundo onde fica a enorme coleção de livros. Chego a ultima seção. Passo a mão pelos poucos livros de poesia ali. Meu pai nunca foi muito adepto a poesia, ele só comprou estes por muita insistência minha e de minha mãe.

–Quero que Katniss saia da escola.

Diz meu pai ao entrar em seu escritório.Eu não ouvi o que dissera?Ouvi?

–Mas por que marido? A Ross School é a de melhor ensino.

Me aproximo da porta e encaro a face pálida de minha mãe.Ela não me vê.

–Sim eu sei,mas infelizmente eles insistem em fornecer ensino a gente de classe inferior!Não quero Katniss andando com gente assim.Eu ja lhe disse mulher para tomar conta de sua filha, mas tudo que parece fazer é gastar meu dinheiro com porcaria!

–Marido, eu…
–Eu quero Katniss… E Finnick também! Fora daquela escola o quanto antes.Esta me ouvindo?
–Mas porque tomar tal decisão tão precipitada?
–Aquele moleque…
–O menino Peeta?
–Não diga o nome daquele moleque ele não é nada para que seu nome seja pronunciado…

Seu tom de voz se elevou e eu pude ver o corpo de minha mãe se encolher e tremer à minha frente.


–Ele esta feito um abutre em cima de Katniss.E não vai parar até que consiga o que quer.Conheço o sujeitinho que é,aquele moleque quer ganhar dinheiro as custas de um filho bastardo.Mas se ele pensa que será fácil ,está muito enganado! Eu nunca deixarei um herdeiro bastardo, e eu não vou deixar que ela apareça embuchada de um lixo como ele!Prefiro vê-la morta!


Levei minha mão à boca para abafar meu gemido de surpresa.Como meu próprio pai pode dizer tal coisa?


– Oh meu Deus!Marido não diga uma coisa dessas!

–Pois assim será ! Se Katniss aparecer grávida eu mesmo matarei ela,o bastardo que carrega e aquele moleque!
Ele bateu na mesa e apontou para minha mãe .Seus olhos transbordavam ódio.

–E mato você junto por ser tão inútil!

Ela se levantou e saiu chorosa. Conti meu impulso de entrar naquela sala e bater em meu próprio pai,por dizer coisas tão horrendas e menosprezar minha pobre mãe.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Até o próximo.