Amor, Verdadeiro Amor - Riddle & Mcgonagall
1 Capítulo Único - Lembranças
Notas iniciais
Se ficar bom ou ruim, comentem.
Mas comentem
Comentem muito, amo comentários kkkkkk
Beijos!
Ela olhava protetoramente para todos os alunos, não só os pertencentes à sua casa. Hogwarts estava prestes a ser atacada pelo bruxo das trevas mais poderoso que já existiu. Ele era tão poderoso que pouquíssimos bruxos ousavam dizer ou sequer pensar em seu nome. Ele, aquele-que-não-deve-ser-nomeado.
Dumbledore não estava mais lá para proteger a todos. Minerva se sentia só e desesperada. Ela tinha medo por todos, mas ela não tinha medo por ela mesma, porque não se pode temer alguém que já foi o seu grande amor. Um amor, que talvez tenha sido correspondido. Ela nunca iria saber, mas ela se lembrava.
Se lembrava do toque dos lábios dele, do quanto ela se sentiu amada por ele na Torre da Astronomia. Ela nunca foi capaz de esquecer aquele sentimento, tanto que nunca conseguiu se casar ou se relacionar com alguém depois dele.
Ela o conheceu em 1938, no seu primeiro dia de aula na escola. Como não notar aquele garotinho de 11 anos, a mesma idade que a dela, com os cabelos negros e perfeitamente alinhados. Aquele garotinho cuja altura superava a de todos os outros. Ele se destacava por sua altura e por sua beleza, mas o que mais chamou a atenção dela foram os olhos. Negros como a noite e frios como uma noite solitária de natal.
Depois ela foi descobrir que ele se destacava pela inteligência, pela educação e que apesar de ter sido imediatamente escolhido para a Sonserina, ele era corajoso, e era ele quem a salvava nos sonhos de menina que ela tinha à noite, os sonhos em que ela era salva por seu príncipe encantado. Ela era salva por Tom Riddle.
Com o passar dos anos, ela descobriu que talvez ele não fosse tão perfeito assim. Ela ouvia os boatos de alunos nascidos trouxas que eram atacados por ordens dele, ela pensou ter visto um um brilho vermelho nos olhos dele certa vez quando ela o paquerava da mesa da Grifinória, ela via o quanto Dumbledore era desconfiado em relação a ele. O professor de Transfiguração nunca cismava à toa com alguém.
Quando ela estava no sétimo ano, ela não tinha mais dúvidas: estava apaixonada por ele de um jeito que nunca pensou que amaria alguém um dia. Não importava o quão cruel ele aparentava ser, não importava se ele aterrorizava todos enquanto se escondia atrás da máscara de bom moço, para ela, ele era perfeito, ele tinha salvação e ela queria salvá-lo.
Queria livrá-lo da solidão que ele vivia apesar de estar cercado de amigos influentes e garotas bonitas. Ela queria pertencer a ele.
Faltava um mês para o fim das aulas e, consequentemente, para a formatura. Por uma ironia do destino, ela teve que pedir a ajuda dele. Ele era monitor chefe e ela precisava da senha que dava acesso a sala do Diretor.
Encontrou-o junto a Abraxas Malfoy, Lestrange, Avery e Mulciber. A gangue de Tom Riddle, ela pensou. Obviamente, todos os garotos, com exceção dele, olharam-na com desdém quando ela se aproximou. Ela agradeceu por não sofrer o mesmo olhar vindo dele.
Então ele a olhou, e ela tomada por uma súbita coragem, perguntou.
— Riddle, com licença. Desculpe-me atrapalhá-lo em seu momento de lazer, mas preciso de um favor. – ela fez uma ligeira pausa para analisar a reação do garoto. Sentindo que tinha o sinal verde para continuar, ela continuou – Preciso ver o Diretor Dippet em sua sala, mas desconheço a senha que dá acesso a ela. Pensei que você pudesse me ajudar...
— Certamente, McGonagall, mas sinto não poder lhe informar a senha. – ele respondeu mecanicamente enquanto a olhava com seus olhos inexpressivos – Mas posso levá-la.
Aquilo era mais do que esperava. Era como um presente porque apesar de não ser nada de mais, ela pôde ser vista pelos corredores da escola ao lado dele, ainda que caminhassem em silêncio, lado a lado.
Após ele liberar a entrada para ela, ele se afastou sem ao menos responder ao agradecimento dela.
Foi então que ela percebeu que havia maneiras de se aproximar dele, então ela sempre o interrompia para pedir alguma ajuda que ele nunca negou. Ela estava completamente viciada nesses momentos que ela passava com ele, tanto que começou a puxar conversa sempre que ele a acompanhava até algum lugar. No início, ele respondia com má vontade, mas com o tempo, ele foi se soltando, e ela até podia afirmar que ele gostava da companhia dela.
Então o conto de fadas que ela idealizou estava prestes a chegar ao fim: faltava apenas uma semana para o fim das aulas.
Cada dia que passava, era um dia a menos ao lado dele. Então ela ousou. Chamou-o para ir com ela até a Torre da Astronomia na noite de formatura deles. Como sempre, ele não negou o pedido, e quando chegaram lá em cima, ela decidiu abrir o coração para ele.
— Tom – ela chamou-o pelo nome. O amor que ela sentia dizia que ela tinha intimidade para tal coisa – Essa é a nossa última noite no Castelo. Tenho uma confissão a fazer. – ela disse fazendo suspense. Ele apenas a olhava, mas ela sabia que havia uma expressão de curiosidade no rosto dele – Eu amo você!
O rosto de Tom Riddle que sempre foi uma máscara, se abriu em um quase sorriso ao ouvir aquelas palavras, então em um instinto contido por muito tempo, ele tomou-a nos braços e invadiu a boca dela com a sua.
Eles não sabiam o que sentir porque era o primeiro beijo de ambos, mas a sensação era boa. Eles estavam próximos e vulneráveis um ao outro.
Aos poucos, o beijo foi ficando mais intenso e uma onda de calor invadiu o corpo dos dois. Pouco tempo depois já estavam sem roupa, mas quando Tom ia penetrá-la, ela pediu pra ele parar.
— É a minha primeira vez.. – ela disse.
— A minha também. – ele respondeu.
Então ela cedeu. Sentiu dor no começo, mas a expressão de prazer no rosto dele compensava. Ficou claro que era a primeira vez dele também porque ele se movia desajeitado dentro dela. Aos poucos, toda a dor e desconforto se transformaram em prazer. Ela gemia em baixo dele e ele em cima dela. Pertenciam um ao outro.
Após o alívio que sentiram ao chegar ao ápice, voltaram a ser vestir e ficaram abraçados enquanto trocavam beijos e juravam ficar juntos após a escola.
Eles até tentaram começar algo, mas a ambição dele os separou. Ela não entendia e não queria que ele seguisse por aquele caminho das trevas, mas ela também não entendia que sem aquilo, ele não seria feliz, completo.
Nem a dor que ele sentiu ao ter suas horcruxes destruídas foi maior do que a dor que ele sentiu quando ela terminou com ele, então ele jurou que a mataria. No dia seguinte ele desapareceu, e ela nunca mais ouviu falar dele por um bom tempo, mas quando ele voltou, ele era Voldemort, e não era nada parecido com Tom Riddle.
Ela dispensou inúmeros pedidos de casamento e preferiu voltar a Hogwarts como professora porque foi ali que ela fora feliz, foi ali que ela conheceu o amor e seria ali que ela morreria porque ele estava voltando para cumprir a promessa. Ele a mataria após matar Harry Potter, mas morrer pela varinha dele valeria à pena se ela pudesse olhar nos olhos dele mais uma única vez.
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