Amor Verdadeiro, Amor Eterno
1 Capítulo 1
Sara e Grissom já estavam juntos há 1 ano, se amavam, se desejavam, se completavam... Tudo em segredo! Já fazia 1 mês que Grissom havia viajado para uma série de palestras longe de Vegas, mais precisamente na Coréia do Sul. Ainda lembrava-se como foi difícil dar a notícia para a sua namorada, Sara Sidle, a princípio ela ficou muito chateada, afinal seriam 2 meses longe de seu amado, porém depois lhe cobriu de beijos, lhe desejou muita sorte e acabou aceitando, afinal eram só 2 meses. Durante esse tempo conversariam diariamente, trocariam e-mails, juras de amor. Depois de mais um dia de palestra, Grissom já estava em seu quarto de hotel, mas antes de tomar um banho, abriu seu notebook para checar seus e-mails. "Que surpresa boa, e-mail da Sara! " — Grissom agora sorria.
Gil, Na sua ausência meu coração se revolta por ter que suportar a solidão! Volta logo! Te Amo. Com Amor, Sara Sidle.
Ao terminar de ler, sorriu ainda mais, respondeu em poucas palavras, mas com todo o sentimento de um homem apaixonado... Suspirou profundamente e enviou, como sentia saudades dela, do seu corpo, dos seus beijos! " Mais 1 mês, apenas 1 mês e estarei de volta meu amor. " Pensava Grissom enquanto já estava no banho.
Os turnos de Sara sem Grissom eram diferentes, sem graça, era com se ela tivesse ligado o piloto automático, só a espera de seu comandante Gilbert Grissom. Ela trabalhava com maestria, sempre beirava a perfeição, mas a falta que Grissom fazia era muito grande... Tinha pressa para chegar em seu apartamento, para falar com ele, o ver pela webcam, para minimizar a saudade que sentia. Viu o e-mail que ele lhe enviara, chorou de emoção ao ler:
Sara,Meus olhos te procuram silenciosamente sem conseguir êxito, eu disse que sentiria a sua falta e sinto! Tão logo estarei ai para poder te amar! Te Amo,Sempre seu, Gil Grissom.
(...) 2 semanas, apenas 2 semanas para a volta de Gil, Sara já não aguentava de ansiedade, a saudade estava consumindo aos poucos seu coração... Seu telefone tocava insistentemente durante a madrugada, a despertou de um sonho lindo com Gil."
Se for você Ecklie, pedindo para eu trabalhar agora, eu te mato, juro que te mato!" — Pensava Sara irritada. Atendeu entre bocejos.
# — Alô, Sara Sidle?— Sim , sou eu, em que posso ajudar? O fim da frase foi mais por educação, queria estar em sua cama, sonhando!
# — Bem, meu nome é Richard, sou o diretor responsável pelas palestras aqui na Coréia Do Sul... e, e ... eu queria falar sobre o Sr. Gilbert Grissom, um de nossos palestrantes, a Srta. é o que dele?
Sara ficou imóvel, o que será que aconteceu com o Gil? E agora o que dizer a este homem? Que sou a namorada ou apenas subordinada?
# — Alô Srta. Sidle? Deixa eu explicar melhor, encontramos uma foto sua e seu telefone na carteira dele!
—Pois bem, sou a namorada dele, cadê o Gil?
# — Como eu posso te dizer? Está em pé Srta.? Sara estava desesperada, sentiu em seu coração que aconteceu algo muito grave com Grissom.
— Sim estou, mas me diga logo !
# — Acho melhor a Srta. se sentar!
Lágrimas escorriam por seu rosto, agora tinha certeza que algo muito ruim aconteceu ao seu amor. Se sentou trêmula, a voz embargada pelo choro, tentou ser forte nas palavras.
— Estou sentada, pode falar!
# — Sinto lhe informar que nesta manhã aqui na Coréia do Sul, o Sr. Gilbert Grissom sofreu um grave acidente de carro...
Sara não deixou que ele completasse e deu um grito ao telefone.— MAS ELE ESTÁ BEM, NÃO ESTÁ? Por favor me diga que ele está bem!
# — Eu sinto muito, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local, antes mesmo da chegada dos paramédicos.
Seu coração sangrava, suas pernas estremeceram, sua cabeça pesava. Será que ela ouviu mesmo a frase: "não resistiu aos ferimentos e morreu? "Não, seu Grissom não, ele é forte, não pode morrer.
Sara ficou perdida em seus pensamentos, talvez fosse um pesadelo, mas a voz do diretor a fez despertar para a triste realidade.
# — Srta. Sidle, sei que é um momento difícil, mas precisamos de sua autorização para os trâmites legais do sepultamento dele em nosso país.
— Eu quero ele, eu quero o corpo dele!
# — Não será possível Srta., aqui em nosso país nós cremamos todos os corpos vítimas de acidentes de carro, a Srta. poderia ter os restos mortais dele, só isso. Desculpa!
— Então eu viajo hoje para a Coréia do Sul, eu preciso vê-lo. — Sara suplicou em meio as lágrimas.
# — Me entenda Srta. Sidle, mesmo que venha até nosso país, não poderia vê-lo, seu corpo está, ele está... irreconhecível. – Falou sentindo pena da mulher do outro lado da linha que chorava copiosamente.
Sara chorou silenciosamente, seu Gil , seu amado Gil, morto de forma tão trágica. Reuniu forças e disse:
— Tudo bem então, faça o que for preciso, mas eu quero ele aqui... seus restos mortais, por favor!
# — Sim Srta., mais uma vez eu sinto muito por sua perda. Estamos em luto...
Sara desligou o telefone, já não tinha forças, se arrastou até o quarto, abriu seu criado-mudo pegou uma foto de Gil: — Como pôde fazer isso comigo Gil? Porque me deixou, me diz?Esbravejou o quanto pôde com a foto dele em mãos, se sentiu fraca, impotente, sem forças...
Sara estava perdendo o total controle de sua mente, a tristeza era muito grande, dilacerante. Não havia em momento algum sentido uma dor tão potente, seu coração estava rasgado! Por vezes se engasgou com o próprio choro, não tinha o porque viver, não sem ele. Entre soluços adormeceu, sonhou com ele, o beijando, o acariciando, o amando... Acordou assustada, gritando por ele em vão! Nunca mais o veria, nunca mais o tocaria, nunca mais...
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