Amor Universitário
6 Capitulo 6 - Um desconhecido aparece.
Notas iniciais
Kuroko concordou em ser a minha empregada meu Deus nem posso imaginar as milhares de coisas que vou poder obrigá-lo a fazer. Voltei para o quarto, não me esquecendo de falar aonde ele arranjaria a roupinha de empregada. Joguei-me na cama tentando tirar o sorriso malicioso que se formou em meu rosto, mais simplesmente não conseguia! Só de imaginar ele com aquela roupa ficava intensamente animado. Amanhã ele começaria, ficou combinado que sempre após as aulas ele teria que se vestir e só podia tirar para sair e com a minha permissão. E aí dele se contar para alguém! O namoradinho dele seria expulso mais rápido do que ele consegue falar pamonha!
Meu celular toca, vejo que é Aomine, pensei algumas vezes antes de atender.
– Eu e os outros do time vamos beber quer vir?
– Vou sim, aonde vai ser? – Tudo o que preciso para o meu dia ser demais é beber um pouco.
– Na arquibancada do campo de futebol, já estamos aqui vem logo, tem umas garotas – Deu uma risadinha, com certeza ele ainda está tentando manter a pinta de macho.
– To indo. – Desliguei sem muita cerimônia.
Tomei um banho rápido e coloquei uma roupa bem simples e despojada, Kuroko ainda não tinha retornado, talvez estivesse falando para Midorima que agora ele era meu. Sorri imaginando aquele quatro olhos chorar por ter perdido o azulado para mim.
Dirigi-me até o local combinado todos estavam lá, umas garotas que já estavam bem alegres, e sentados ao lado de Kise estava as duas pessoas que mais odeio! O casalzinho feliz! O que aqueles dois estavam fazendo ali? Cheguei no grupo praticamente bufando de raiva. Aomine logo me cumprimentou.
– Finalmente em Kagami tava quase indo te buscar. – Me olhou de uma forma safada enquanto me entregava uma garrafa de cerveja, percebi que ele não se sentava de forma alguma. Sorri lembrando do que fizemos no vestiário.
– O que eles estão fazendo aqui? – Sussurrei para o moreno depois de pegar a bebida que me oferecera.
– Parece que não são um casal, mais sim um trio. – Sussurrou de volta, Vendo que não entendi nada continuou. – Não é Kuroko e Midorima, mais sim Kuroko Midorima e Kise.
– O QUEEEEEEEEEEE? COMO ASSIM É KUROKO MIDORIMA E KISE? – Gritei tendo toda a atenção para mim, não me envergonhei, mais sim continuei. – KUROKO VOCÊ CHEGA AQUI HÁ POUCO TEMPO E JÁ TA DISTRIBUINDO POR AI?
Todos me olharam assustados, Kuroko corou e abaixou a cabeça, enquanto Midorima cerrava os punhos e Kise observava tudo com um sorrisinho.
– E você acha que é quem para sair falando do Kuroko? Bem que você queria ser mais um para quem ele está distribuindo! – Nunca tinha visto aquele macumbeiro erguer a voz para mim isso me irritou mais ainda.
– PORQUE EU IRIA QUERER A PUTINHA DA UNIVERSIDADE? SE EU QUISER ARRANJO MELHOR!
– Então porque quer que ele seja sua empregada? – Kise falou calmamente.
– Fala serio né! Preciso de alguém para fazer minhas lições, limpar meu quarto, lavar a minha roupa, ou seja, eu preciso de uma empregada, e se ele concordou você não tem nada que reclamar! – Rosnei, me segurando ao máximo para não acabar com aquele cara.
– Kuroko é um idiota por se submeter à isso! – Midorima rosnou de volta para mim já se levantando.
– Ele está fazendo isso por você seu maldito – Me aproximei o encarando.
– Como assim por mim? – O maldito quatro olhos não recuou.
– Se você não traficasse drogas aqui na universidade, Kuroko não teria que me agradar para manter a minha boca fechada. – Ele recuou e voltou para o lado do azulado totalmente atordoado.
– Isso é verdade? – Direcionou o olhar para Kuroko que só manejou a cabeça afirmativamente.
– Então, ainda quer ter razão seu macumbeiro? – Um sorriso vitorioso estampado em meu rosto.
– Desculpe Kuroko, mais isso não vai durar muito. Aguente só um pouco, daremos a volta por cima. – Beijou o topo da cabeça de Kuroko e Kise, e se retirou apressadamente.
O clima ficou pesado, Kise abraçou Kuroko e os outros continuaram quietos. Sai dali rapidamente, agora meu dia foi totalmente estragado, ao chegar no meu quarto coloquei os fatos em ordem
1- Transei em um box do vestiário com um CARA.
2- Consigo uma empregada sexy que é um CARA.
3- Descubro que a minha futura empregada é a putinha da universidade, lembrando ela é um CARA.
Meu Deus será que fiz alguma coisa hoje que não tinha um cara envolvido? Acabei dormindo depois de um tempo.
–x-
Acabo de entrar no anfiteatro da universidade, teríamos uma palestra inútil de uma mulher inútil.
Ela começou com um papo de corrupção, de empresários que faziam fraudes e coisa e tal, até que o maldito quatro olhos, também conhecido como Midorima subiu ao palco para passar alguns dados de empresários corruptos.
– Agora para o final deixei o pior deles, o pai de um dos nossos melhores jogadores do time de basquete, o nosso querido Kagami Taiga! – Ele exibia um sorriso vingativo. – O pai de Kagami desviou cerca de setecentos mil de um projeto que acabaria com os moradores de rua da cidade, outros 1,4 milhões de um projeto que seria para prevenir as destruições de terremotos e outros desastres naturais, e ainda tem mais! Ele desviou oitocentos mil de uma empresa americana do governo e por ultimo o maior roubo que ele fez! Um milhão e meio de um projeto que visava diminuir o aquecimento global! E é por isso que ele está preso hoje e nunca mais sairá não é Kagami?
Não consegui acreditar no que ele tinha falado para todos ouvirem, meus olhos se arregalaram enquanto o sorriso dele aumentava, todos me encaravam sussurrando entre ele perguntas como “ Será que ele é igual o pai?” , “ Como ele tem coragem de ainda estar aqui depois de tudo que falaram sobre o pai dele?”.
Olhares acusadores vinham de todos os lados, sai correndo do anfiteatro, para o telhado do prédio aonde tínhamos aulas. Sentei-me, já com as lagrimas ardendo em meus olhos.
– Está tudo bem? – Uma figura de cabelos escuros me perguntou.
– E desde quando isso importa? – Segurei as lágrimas, rosnando para quem quer que fosse.
– Desde que você chegou aqui correndo e parecendo que iria matar alguém.
– E quem é você? – Reparei melhor naquele cara, cabelos negros curtos e que cobriam um de seus olhos.
– Himuro Tatsuya.
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