Amor Universitário
3 Capitulo 3 - Agora é guerra!
Como já era esperado fui dormir quando o sol já nascia, Kuroko chegou tarde naquela noite, fingi estar dormindo, ele se deitou e praticamente desmaiou, ele parecia fraco ou algo de tipo, não me importante tanto porque aquele garoto parecia um fantasma de tão pálido! Por volta das oito a diretora me fez uma visitinha, me acordando do pequeno cochilo.
– Kagami, o numero de presenças que você tem nas aulas são quase nulas, só aparece para as provas e magicamente tira notas boas. – Ela falou séria.
– Fazer o que se sou um gênio? – Dei um sorriso de canto.
– Não vim aqui para aturar suas criancices, é o seguinte, você vai começar a frequentar as aulas! E se você faltar um dia sequer sem estar em coma vai sair do time de basquete! – Ok, agora ferrou.
– Mais diretora... – Levantou o indicador me repreendendo.
– Nem uma palavra! Espero vê-lo nas aulas hoje, senão... – Deixou a frase no ar.
Ela me encarou um tempo para enfatizar e saiu rebolando pelo corredor, entrei no quarto batendo a porta. Ao me virar dei de cara com um Kuroko já arrumado e pronto para a aula, me assustei.
– Há um minuto você tava dormindo! – Apontei o dedo de forma acusadora, minha voz já elevada. Ele só me olhou nem dando bola, ele realmente me irrita.
Faltavam vinte minutos para o inicio das aulas, tomei um banho e pus o uniforme, não acredito que vou fazer isso! Nunca apareço nas aulas, os professores sabem meu nome apenas por eu ser um dos grandes atletas da universidade.
Ao entrar na sala, o professor já estava explicando alguma coisa que para mim era grego! Sentei-me perto de Kise, por mais que ele fosse terrivelmente irritante e sempre estivesse rodeado de garotas, era o integrante do time que eu mais tinha convívio. Ele estava com a testa franzida em sinal de concentração. Um pouco abaixo estava Kuroko que mantinha um semblante tranqüilo com aquela matéria, ele parecia ser mais um nerd idiota porque sempre que o professor perguntava algo ele era o primeiro a responder. Talvez esse colega de quarto pudesse me ajudar a tirar notas. Sorri imaginando que poderia copiar todas as respostas e trabalhos, a diretora vai ficar muito feliz.
Depois da troca de professores, me sentei ao lado de Kuroko, ele nem me dirigiu o olhar.
– Vai me ajudar né? – Sussurrei tendo apenas silencio em resposta. – To falando com você idiota!
– Esta bem agora cala a boca! – Kuroko falou estressado, pela primeira vez eu vi alguma emoção nele.
Fiquei quieto e comecei a desenhar no meu caderno, fiz uns monstros bem maneiros e toda vez que Kuroko olhava para o meu caderno ele bufava e passava a mão pelo rosto de forma nervosa. Acho que eu irrito ele da mesma forma que ele me irrita, sorri pensando em como será divertido vê-lo gritando de raiva, será que algum dia consigo essa façanha? Vou me esforçar ao máximo.
Quando as aulas acabaram fui almoçar, ao passar pela fila e já estar com a minha bandeja na mão, olhei em volta procurando aquele demônio azul, achei-o na mesa de uns nerds que tinha inclusive Midorima, percebi que Kuroko tinha a mão segurada por aquele quatro olhos, uma veia saltou com aquela imagem e eu não pensei duas vezes, fui a passos largos até a mesa, e sentei-me entre os dois, fazendo questão de olhar de forma ameaçadora ao nerd mais supersticioso do mundo, ele carregava um unicórnio de madeira, ele tinha essa mania, sempre tinha alguma coisa estranha com ele, desde ursos de pelúcias até objetos de macumba!
Ele ajeitou os óculos deu um sorriso de lado, o que eu achei estranho foi a reação de Kuroko, ele ficou totalmente decepcionado de eu ter ficado entre os dois. Será que os dois são namorados sou algo de tipo? Senti um ciúmes doentio do azulado, minha vontade era de arrancar a cabeça de Midorima junto com sua coluna vertebral* comi entre os dois sem dizer uma palavra, Kuroko ocasionalmente lançava alguns olhares sugestivos para meu ex-companheiro de quarto. Depois dessa tortura, fui ao treino, descontei toda a minha frustração jogando, eu fazia muito isso, vamos dizer que antes eu era um garoto problema e sempre me metia em brigas, o basquete sempre foi minha válvula de escape, Aomine me olhava desapontado, não falei com ele e ficava o mais longe possível.
Após o treino fui dormir, fiquei a noite inteira acordado, estava precisando dormir. Me joguei na cama com o uniforme mesmo e dormi a tarde toda. Ao acordar a lua já estava no alto, era uma linda lua cheia, Kuroko se arrumava por algum motivo lembrei do almoço, e logo a minha veia saltava.
– Vai sair com Midorima? – Rosnei com raiva.
– E desde quando lhe devo satisfações? – Falou com indiferença.
– Quando vai me ajudar com as matérias?
– Quando eu quiser. – Aquele definitivamente não é o Kuroko que dorme na cama ao lado.
Olhei-o com raiva e sai apressado do quarto, fui para o jardim principal, onde eu adorava ficar, tentei organizar os pensamentos que assolavam a minha mente não muito desenvolvida. Deitei-me no banco, a esta hora não tinha ninguém ali, e fiquei observando a lua e as estrelas, perdi a noção do tempo, e o sono começou a voltar. Caminhei lentamente até o quarto, a porta estava aberta, mais não liguem para isso mais sim para a cena que estava rolando na cama de Kuroko.
Arregalei os olhos, Midorima estava por cima de Kuroko o beijando, ambos estavam apenas de cuecas, não existia nenhum pudor naquilo, fiquei paralisado ouvindo os gemidos de Kuroko, que quase gritou quando Midorima começou a toca-lo em seu membro. Demorou um pouco até eu começar a acreditar no que via, falei tentando me controlar para não matar aquele quatro olhos desgraçado.
– QUE MERDA É ESSA AQUI? – Cerrei os punhos. Enquanto os dois pulavam assustados, Kuroko logo procurou suas roupas.
– O que foi nunca viu duas pessoas quase transando? – Midorima falou enquanto Kuroko corava.
– Se eu fosse você sumia daqui agora antes que eu quebre as suas duas pernas! – Encarei-o com puro ódio.
– Já que insiste... – Se vestiu calmamente e foi embora, mais não esquecendo de dar um beijo de despedida em seu namorado ou sei lá o que.
– Quer explicar? – Tentei me controlar.
– Não tenho nada para explicar. – Deitou-se de costas para mim.
– É assim que você quer que seja? – Sorri como aqueles psicopatas de filmes de terror.
– É sim, você fez muito mal para Midorima! – Não olhou para mim.
– Sabe... Eu tinha ido com a sua cara, mais agora você se ferrou na minha mão, vou fazer da sua vida um inferno! – Rosnei antes de tomar um banho e deitar-me também.
Aquele Kuroko vai aprender uma coisa, e não vou esquecer do namoradinho dele também! Ninguém trata Kagami Taiga assim! Já tinha mil e uma idéias de faze-lo sofrer.
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