Amor Universitário

2 Capitulo 2 - Anjo Azul


Notas iniciais
Ai gente mais um capítulo, desculpe a demora é que as aulas recomeçaram e estou meio sem tempo. Boa Leitura

Acordei com a pior ressaca da minha vida. Sentei-me na cama prometendo pela milésima vez que não iria beber mais, e eu sabia que pela milésima primeira vez eu iria quebra-la. Levantei tonto, caminhei esbarrando eu tudo até o banheiro, tomei um longo banho na água gelada, fiquei imaginando que horas seriam, se eu me atrasar para o treino estou simplesmente ferrado, daqui a uma semana teríamos o primeiro jogo do torneiro regional, lógico que ganharíamos facilmente, mais ainda assim a diretora exigia que fossemos aos treinos.

Ao sair do banheiro e me vestir com uma roupa casual, encarei o relógio, ele marcava 11:30 os treinos começavam as 14:00, eu tinha um tempo ainda, sai do quarto a passos lentos, a dor de cabeça que não passava. Fiz um caminho já muito conhecido até a biblioteca, apesar de falarem que é coisa de mulherzinha eu adoro ler livros de romances, então sempre que posso venho aqui ler um pouco, peguei um livro qualquer, a historia era de um agente secreto que se apaixonava por uma rebelde anarquista, que iria ser executada pelo estado, me distrai tanto com a leitura que não vi o tempo passar.

– Vamos – Dei um pulo com a aproximação repentina, ao olhar percebi que era aquela coisa azul.

– Vamos aonde idiota? – Falei entre dentes tentando acalmar meus batimentos cardíacos.

– Você me prometeu que me mostraria a escola. – Kuroko falou indiferente.

– Eu disse depois das aulas. – Guardei o livro aonde o peguei.

– Mais agora já é 14:15 – Ele continuou.

– Ata sendo assim... OQUE? DUAS E QUINZE TENHO O TREINO! – Sai correndo deixando para trás uma bibliotecária raivosa e um Kuroko confuso.

Ao chegar na quadra, logo fui ao vestiário colocando uma roupa bem larga, por alguns minutos esqueci da ressaca, e ela voltou com toda força, acabei deixando um “presentinho” na lixeira na saída do vestiário caminhei lentamente até as bolas que ficavam na quadra, peguei uma e arremessei, mais uma mão interrompeu sua trajetória, essa mão pertencia a Aomine que veio até mim bufando de raiva.

– O que você fez com a Momoi? – Rosnou com um olhar de puro ódio enquanto me agarrava pela gola.

– Quando eu descobrir te conto. – Um sorriso sacana reinava em meus lábios.

– Ninguém faz Momoi sofrer!

– E o que via fazer sobre isso? – Encarei-o durante um tempo antes de me soltar de seu aperto.

Sai da quadra com raiva, caminhei ate um dos muitos bancos da escola me joguei ali e fechei os olhos.

– Me mostra a escola. – Lá estava ele novamente.

– Não sei se percebeu, mais não estou tendo um bom dia. – Rosnei tentando manter a calma.

– Não ligo me mostre a escola. – A indiferença presente novamente.

– Não vou!

– Não saio daqui até você me mostrar. – Esse cara é persistente.

– Se quiser sente-se, vai precisar.

– Não, obrigado.

Ele começou a mastigar algo que imaginei ser um chiclete porque não acabava, ele mastigava como uma lhama fazendo um barulho irritante. Fui fazendo uma careta até que não aguentei mais.

– ESTÁ BOM, EU TE MOSTRO MAIS SEM UMA PALAVRA! E JOGA ESSE MALDITO CHICLETE FORA! – Me levantei já irritado.

Kuroko obedeceu minhas instruções, fiz um tour pela escola, passando pela quadra de tênis, de futsal, o campo de futebol que era pintado de uma forma diferente para receber jogos de futebol americano. Ao fim deixei-o para trás enquanto ia até o quarto, ao chegar me joguei na cama, a minha cabeça doía demais, e a tontura voltava. Ouvi a porta se abrir e fechar-se em seguida, anunciando que o demônio azul chegou logo o silencio se acabou.

– O que você tem? – A emoção sempre ausente em sua voz.

– Ressaca. – Rosnei em resposta.

– Toma. – Estendeu-me dois remédios e uma garrafa de água, encarei um tempo até aceitar aquela gentileza, voltei a me deitar me seguida.

– Durma que vai melhorar.

– Acha que nunca tive ressaca? – Rosnei novamente, estou passando muito tempo com Aomine.

Kuroko abandonou o cômodo tão rápido quanto tinha entrado, talvez ele não seja um demônio azul, mais sim um anjo. Sorri com a imagem mental dele vestido de anjo sexy, senti meu baixo ventre dando sinal de vida, me repreendi por pensar nisso. Aonde já se viu? Eu Kagami o maior pegador da Teiko querendo um homem? Mais bem que naquela roupa ele parecia uma garota...

Ok, já podem me levar para um hospício, acabo de pirar de vez! Adormeci com aqueles pensamentos controversos mais acima de tudo, pensando naquela coisa azul.

Acordei já a noite com meu celular tocando, era Aomine.

– Vem aqui no deposito, precisamos conversar. – Falou só isso e desligou.

Ponderei durante alguns momentos o que deveria fazer, decidi que iria ao encontro de Aomine, acho que ele quer conversar sobre o incidente com Momoi, apesar de não lembrar, devo satisfações. Tomei um banho, a ressaca já tinha quase desaparecido, Kuroko não estava no quarto, alias parece que ele vem aqui só para dormir. Vesti uma roupa simples e fui até o deposito que noite passada teve uma festa.

Ao adentrar o local Aomine estava sozinho me esperando. Algumas lagrimas molhavam seu rosto.

– Porque você fez isso Kagami? – A voz estava embargada, nunca vi o moreno chorar.

– Se é sobre a Momoi, eu não me lembro de nada, serio! – comecei tentando me explicar mais ele me interrompeu.

– Não quero saber da Momoi, ela já esta melhor quero que me explique isso. – Estendeu algumas fotos, nela eu estava deitado abraçando Kuruko enquanto dormíamos.

– EPA! NÃO É NADA DO QUE PARECE EU SOU HOMEM! – Fiquei na defensiva automaticamente.

– Não é isso Kagami... Pensei que algum dia teria meus sentimentos correspondidos! – Ele percebeu a confusão em mim e continuou – Eu sempre te amei, me repreendi por muito tempo, afinal somos homens mais ai quando eu crio coragem para me declarar, vejo você dormindo com outro!

– Não aconteceu nada! Eu tava bêbado nem sei como parei na cama dele! Mais espera ai se declarar? – Aquilo ficava cada vez mais estranho.

– Sim, todo esse ódio era só uma forma de tentar te esquecer mais não consigo Kagami não consigo! – Se aproximou de mim segundo meu rosto entre suas mãos.

– Aomine, eu sou homem, gosto de garotas! – Tentei me soltar mais o moreno era mais forte.

– Não tente encarar pela lógica Kagami, a lógica é apenas uma coisa criada para estabelecer parâmetros e limites! E eu estou pronto para esquecer os limites com você! – Sorriu antes de selar nossos lábios. Meus olhos se arregalaram de uma forma que pensei ser impossível.

Ele pediu passagem e como se eu estivesse em transe concebi, ele explorou toda minha boca em um beijo desesperado. Quando a ficha caiu me afastei dele olhando-o totalmente incrédulo.

– O-O QUE FOI ISSO? – Me descontrolei.

– Calma Kagami, eu posso te fazer feliz! Esqueça aquele seu colega de quarto! Fique comigo. – Seu tom era necessitado e ele gesticulava sem parar.

– Eu gosto de garotas entendeu? G-A-R-O-T-A-S! E como eu disse com Kuroko não aconteceu nada! – Sai andando, a dor de cabeça voltou.

– Não pense que eu vou deixar você ficar com aquela coisa de cabeleira azul! – Aomine gritou com raiva. – Você ainda será meu Kagami, guarde essas palavras!

Voltei para o quarto praticamente correndo, sentei na cama escondendo o rosto nas mãos, a ultima frase que Aomine disse realmente me perturbou, não sei porque mais a idéia de não poder ficar com Kuroko me incomodava mais do que a ideia de ficar com ele.

Me deitei olhando para o teto, Kuroko ainda não tinha voltado. É, tenho quase certeza que passarei a noite em claro.