Amor, Um Sentimento Confuso
24 Conflitos e Inimiga Mortal
Notas iniciais
Ele distribuía seus beijos por todo meu corpo, mas eu não me sentia relaxada, estava tensa e não conseguia tirar essa sensação de mim, seus dentes me mordiam no pescoço, nos lábios e voltou a descer para meus seios, minha respiração ficou irregular novamente e me entreguei a ele, me entreguei a todas as sensações do momento, senti ele ficar tão excitado a ponto de não aguentar e nos unir lentamente, senti ele se movimentando dentro de mim, senti um desejo crescente tanto em mim como nele, senti algo se acumular dentro de mim, concentrado em meu baixo ventre, mas não senti aquela sensação esperada, talvez o nervosismo não me deixou, mas ele sentiu, ele estremeceu por cima de mim, sussurrando em meu ouvido quando um orgasmo o atingia, senti meu olhos marejarem com a pequena dor, mas o prazer a substituiu, ele continuou me beijando depois de chegar ao pico do ato.
–Oh Bells – Falou me abraçando ao deitar-se ao meu lado.
Me mantive em silencio, pensando se deveria falar para ele qu eu não tinha conseguido ¨chegar lᨠ, mas decidi que não falaria nada.
–Como foi para você? – Ele me perguntou.
–Foi maravilhoso mas... – Deixei as palavras presas na garganta.
–Mas? Eu te machuquei? – Ele perguntou preocupado.
–Não, eu...
–Bella? Edward? Ângela? Onde vocês estão? – Gritou alguém não muito longe dali.
–Isabella? – Era Alaric.
Em um pulo Edward me jogou minhas roupas e as vesti e ele vestiu as suas, saímos correndo em direção as vozes antes de eles nos pegarem no flagra.
–O que aconteceu? – Perguntou Edward arfante quando alcançou Alaric na areia.
–O que aconteceu? Eu que pergunto o que aconteceu seus irresponsáveis! – Gritou Alaric quando eu os alcancei.
–Hey, você não tem o direito de... – Começou a falar Edward também alterando o seu tom de voz.
–Eu tenho direito de fazer o que eu quiser com crianças como vocês, eu já não tinha falado que não era para sair de noite sozinhos por ai? Vocês estão afim de morrer é? Por que diabos saíram de lá? E Ângela? Onde ela esta?
–Não sabemos de Ângela nenhuma! – Esbravejou Edward.
–Como assim cadê a Ângela? Ela sumiu?
–Pois é Isabella, enquanto vocês brincavam de esconde-esconde sua amiga sumiu do mapa, ela pode estar por ai, jogada, ou até mesmo... Ah nem quero pensar...
–Oh, não! – Não podia ser, ela tem que estar bem!
Andamos de volta até onde todos estavam, acompanhados por Alaric e mais um pessoal que eu não quis olhar e ver quem eram, estava muito envergonhada, só queria um banho e o abraço de minha mãe nessa hora.
–Vai ser a ultima vez que vou falar – Começou Alaric assim que chegamos perto da fogueira que estava quase apagando, todos pararam de falar e prestaram atenção nele – Não quero ninguém andando por ai sozinho ouviram? Vamos encontrar Ângela, custe o que custar e depois vamos seguir andando pela costa, vocês querendo ou não!
–Por que temos que fazer o que você manda? – Perguntou Edward se pondo em frente a ele e estufando o peito que nem um galo de briga.
–Por que sim!
–Por que não podemos voltar em direção a caverna e tentar encontrar a saída por lá mesmo, voltando ao inicio? – Tentou Edward mais uma vez.
–Por que se nos perdermos dentro da caverna não teremos mais água nem comida, e aqui ainda temos chances de conseguir algo para nos mantermos vivos Sr. Cullen!
–E aqui temos? O que? Uma banana por dia? Quatro peixes para alimentar onze pessoas? Menos de um litro de água por dia? Você só pode estar louco!
–Então encontre algo melhor, mas não iremos voltar para a caverna Edward, não temos saída a não ser andar.
–Mas estamos cada dia mais longe da caverna professor... – Comentou Irina, a irmã de Tania.
–Não podemos tentar encontrar o caminho pela caverna Irina, se entrarmos lá, as nossas chances de sobrevivência são menores do que estando aqui fora, andando pela costa, temos que tentar!
–Eu não vou! – Protestou Edward, apenas revirei os olhos e sentei ao lado de Alice que estava pensativa, olhando intensamente em direção ao fogo. Mas quando ela falou repentinamente todos a olharam.
–Ao invés de ficar discutindo devíamos procurar Ângel, ela pode estar machucada ou até mesmo perdida por ai.
–Alice tem razão! – concordei com ela e os outros também murmuraram em aprovação.
–Então faremos o seguinte, não podemos nos afastar mais de dez metros daqui entenderam, vamos sair unidos de três, cada um para um lado, você sabem o quanto é dez metros não é? – Perguntou Alaric olhando raivosamente para Edward.
Todos concordaram e assim nos dividimos, eu fui junto de Jacob, o combinado era que quando encontrassem ela dessem um assobio agudo e voltassem até a fogueira, não demorou muito para ouvirmos o assubiu, não sei de onde veio, mas Jacob e eu nos colocamos a andar rapidamente de volta.
Quando chegamos la estavam todos em volta dela, todos olhavam sua perna, quando cheguei perto pude ver, ela estava inchada perto do tornozelo, e com uma cor terrivelmente estranha.
–Você viu que espécie era? – perguntou Alaric.
–Não... Mas esta doendo muito, eu não conseguia mais caminhar, por isso fiquei ali, esperando alguém aparecer...
–Alguém me da um pedaço de pano? – Pediu Alaric, mas ninguém se mexeu, então ele pegou e rasgou outra manga de sua camisa e amarrou acima do machucado.
–Ela era grande? – perguntou Emmett.
–Sim, era bem grande.
Apenas ai fui entender que se tratava de uma picada de cobra.
Eu podia ver pela expressão de Alaric que ele não fazia ideia do que fazer.
–Eleve a perna dela!- Recomendou Jasper — Tem que deixar levantada, e desamarre esse pano, só piora o inchaço. Precisamos lavar com água e ver se as presas ficaram ali ou não.
Alaric o ouviu e encontraram um pedaço de árvore para ela apoiar a perna, depois de um tempo, quando todos se afastaram dela cheguei e sentei ao seu lado.
–Como você esta se sentindo? – perguntei depois de um breve silencio.
–Com muita dor, meio tonta e enjoada.
–Isso é péssimo! – Abaixei a cabeça entre os joelhos e assim fiquei, não tinha nada que eu pudesse fazer por ela, mas eu queria tanto poder ajudar.
–Sim, é péssimo, eu só não quero morrer Bells!
–Não Ângel, você não vai... Conseguiremos tirar esse veneno de você, tem que ter algum meio. Você está pálida!
–Você também, que é isso no seu cabelo? – perguntou ela tirando algo da minha cabeça – É musgo?
Fitei aquilo e estremeci, eu com toda certeza devia estar com uma aparência horripilante.
Só tomava banho com a água do mar, fazíamos todas as necessidades no meio do mato, onde vários bichos apareciam e meu estomago estava a ponto de latejar de dor, a fome era nossa inimiga, eu sentia enjoos constantemente também, esse era mais um sintoma da fome, e acho que não era só eu que passava por isso.
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