Amor Submerso
43 Capítulo 43: Despertando
Notas iniciais
Os reviews eu respondo quando voltar da academia, eu prometo! Ah, eu não estava planejando, mas acabou rolando um orangezinho qq
Estava confortável demais para que eu quisesse realmente acordar. Era como uma manhã nublada e fria, com um cobertor sobre seu corpo esquentando acompanhado de uma boa cama macia. Ah, definitivamente eu não queria despertar, não ainda! Só mais um pouco de conforto, só mais um pouco de paz. Talvez fosse melhor ainda se estivesse abraçada a Dianna...
Sentei bruscamente na cama, ofegando e com medo. Eu não sentia o corpo de Dianna ao meu lado! Algo teria acontecido? Não, por Deus, de novo não! Mas o meu movimento abrupto fez com que meu corpo doesse nos locais onde eu havia sido atingida na batalha. Como um estalo, minha mente lembrou toda a luta contra aquele bicho horrendo. Olhei ao redor franzindo o cenho completamente confusa. Por que diabo eu estava em meu quarto? O que aconteceu?
-Di... – minha voz saiu rouca, engoli em seco e senti um pouco de dor se formando em minha garganta – DIANNA!
Levantei da cama com alguma dificuldade, ficando tonta no meio do processo. Porque estava tão fraca? Onde estava todo mundo? Eu estava ficando completamente aflita com tantas perguntas sem nenhuma resposta. Meio cambaleante, similar a um bêbado que passou muito da sua conta, segui até a porta aos tropeços. Mal notei que estava usando uma blusona minha, de cor marrom e que meu estado estava realmente péssimo. Sudorese e falta de cor na pele, sinais fortes de tontura e a ponto de um novo desmaio. Saí do quarto arfante, como se tivesse corrido um quarteirão inteiro. Meu corpo cambaleou até ser amparado pela parede do corredor, assim eu pude arrastar meus pés com o ombro escorado evitando que eu caísse no chão. Eu tinha medo de não conseguir levantar novamente.
-Dianna – murmurava sem força em minha voz – Cadê você? Dianna!
Dessa vez, ao menos uma vez, os deuses atenderam o meu apelo prontamente. Dianna apareceu no inicio do corredor, carregava uma espécie de bandeja com um café da manhã. Mas assim que me viu naquele estado deplorável deixou a bandeja cair, produzindo um som que me fez encolher. Acrescentei enxaqueca aos meus sintomas.
-Fernanda, por Deus! – Dianna correu em minha direção amparando meu corpo com seus braços – Se você acordou era para ficar lá, você ainda está fraca!
-Não, não! – eu nem ao menos sabia pelo que estava negando, apenas me joguei nos braços dela, literalmente, deixando que meu peso por inteiro fosse amparado por ela – Eu... eu fiquei com tanto medo de você ter sumido novamente, eu não poderia ficar lá.
Dianna olhou-me chorar. Eu estava em um estado miserável, completamente frágil e desnorteada. Meu psicológico não estava bom, parte dele ainda estava em alerta por causa da batalha, outra parte estava cansado daquilo tudo, implorando por um pouco de paz. E esta veio apenas quando Dianna abraçou-me forte, as palavras não se fizeram necessárias.
Não sei quanto tempo ficamos ali, mas logo Lynn apareceu no corredor, trocou algumas palavras com Dianna que eu não me importei em prestar atenção. Mas logo as duas estavam me carregando de volta para o quarto, deitando em minha cama confortável e cobrindo com minha coberta. Minha mãe logo foi pegar um termômetro digital e o colocou debaixo de meu braço. Dianna fez menção de sair de perto de mim, mas eu agarrei o seu braço como uma criancinha desesperada.
-Não! – implorei novamente prestes a chorar.
-Tudo bem, eu não vou sair, eu vou cuidar de você – Dianna prometeu ajeitando-se ao meu lado.
Ela começou a fazer carinho em meu cabelo, não tardei a dormir novamente. Três dias se passaram assim, eu acordava e procurava Dianna ao meu lado, entrando em desespero quando ela não estava. Pouco a pouco minhas forças voltavam, mas em uma velocidade tão lenta que eu não sabia mais quando era noite ou quando era dia. Apenas percebi que estava bem quando despertei e não senti nenhuma dor aguda, nenhuma enxaqueca ou tontura. Porém, como sempre, olhava para os lados procurando pela minha mulher, apenas para encontra-la adormecida ao meu lado. Suspirei aliviada, mas logo fiquei apreensiva novamente. Mesmo adormecida Dianna parecia estar tão cansada! Havia marcas escuras debaixo dos olhos, o cabelo estava embaraçado.
Respirei fundo e movi meu corpo com o máximo de cuidado possível para não acordá-la, fiquei apoiada sobre um cotovelo ganhando um pouco de altura para melhor admirá-la. Toquei o seu rosto e senti todas as minhas preocupações esvaindo de meu corpo. Finalmente entendia que havíamos ganhado a batalha e que ela estava bem, que estávamos em casa. Naquele momento apenas essas informações eram suficientes para mim. Não resisti em depositar um beijo carinhoso no rosto moreno, porém diferente do que eu esperava, Dianna acordou e se sobressaltou.
-Fer? Você está bem? Está sentindo dor? – ela perguntou prontamente.
-Eu estou bem – respondi agradecendo aos céus por minha voz sair normalmente – Eu estou bem meu amor, apesar de ter a sensação de que eu te dei bastante trabalho.
Ela me fitou com aqueles olhos verdes um tanto desconfiados, mas lhe fiz carinho mais uma vez e mantive meu sorriso. Aquilo pareceu o suficiente para convencê-la, pois logo ela me abraçava com um jeito choroso. Dessa vez eu que tive de consolá-la, murmurar diversas vezes de que eu estava bem para que ela não caísse em um pranto.
-O que aconteceu, meu amor? Eu lembro poucas coisas depois de ter saído daquele Leviatã! – perguntei quando ela se desfez de meu abraço para sentar na cama, me puxando junto.
-Tudo o que eu soube foi por Lynn – Dianna começou a contar – Que você foi engolida por uma serpente marinha. Sua mãe entrou em desespero e em um modo foda-se tudo, chegou a brincar que o povo submerso não sabia se tinha mais medo dela ou dos monstros.
Ri ao imaginar a cena, se bem que isso também me fez lembrar como foi estar dentro daquele monstro. Fiz uma careta e apenas para poder ficar melhor a minha situação, puxei Dianna para que ela pudesse sentar entre minhas pernas, de frente para mim. Eu simplesmente não conseguia ficar sem o corpo dela próximo do meu, não ainda.
-Você conseguiu matar o monstro por dentro, ninguém sabe direito ainda como, mas que você o cortou ao meio praticamente. Quando saíram você e sua mãe fizeram uma magia poderosa que acabou com a batalha – Dianna continuou a narrativa, dessa vez mexendo em meu cabelo de forma distraída. Foi então que ela suspirou cansada – Mas o interior do Leviatã era venenoso e você passou tempo demais lá dentro para ficar em uma situação de alto risco. Além de ter ficado muito cansada por causa das magias... Fernanda, eu fiquei com tanto medo de que você morresse!
-Eu sou teimosa demais para isso – tentei brincar, mas recebi um tapa em meu ombro.
-Estou falando sério! – Dianna brigou com os olhos marejados novamente – Você apagou por dois dias, com febre, convulsões. Quando acordou a encontrei daquele jeito! E então voltou a ter febre e alguns delírios, falando coisas que ninguém entendia. Chamava-me e se eu não estivesse por perto você piorava. Se bem que eu não queria sair de jeito nenhum de seu lado.
-Desculpe dar tanto trabalho – pedi um pouco envergonhada – Mas... O que aconteceu com os outros? Você ficou bem no iate não é?
-Foi assustador ficar lá. Ver a água se tornando vermelho, ver pedaços flutuando na água. Scarlet teve de me amarrar para que eu não caísse na água novamente – Dianna contou com um meio sorriso – Nathan ficou protegendo o perímetro, alguns monstros esquisitos sempre vinham pelo mar.
-Aposto que ele ficou se exibindo para Alexia.
-Também! – Dianna riu baixo e curto, mas ainda assim fez meu corpo estremecer – Depois pelo que eu entendi, levaram você e Lynn para a Cidade Submersa para tratamento de urgência, afinal sua mãe também deu tudo de si na batalha. Boa parte de sua cura veio lá e eu não sei muito bem o que aconteceu, mas quando você parou de se curar Katreen sugeriu que deveria voltar para terra para que sua parte humana se curasse. Então te trouxemos de volta para casa.
-Ainda acho que só bastava me deixar próxima a você – comentei séria.
-Boba – Dianna sorriu grande e me abraçou apertado por alguns segundos – Eu fiquei com tanto medo, Fer!
-Estamos bem, estamos juntas de novo.
Ela afastou-se um pouco, nos olhamos e mais nenhuma palavra precisava ser dita. Como se fosse uma lei natural que regia o mundo, nossos lábios se encontraram em um beijo. Meu corpo estremeceu por inteiro, como se finalmente estivesse bem. Nossos lábios moviam-se um contra o outro sem pressa, apenas usufruindo de um sabor a muito tempo não experimentado devidamente. Porém quando eu não resisti mais, a puxei pela cintura colando nossos corpos, minha língua invadindo aquela boca e deixando o beijo muito mais intenso, forte, urgente pela saudade. Meu coração batia forte contra o peito, como se assim pudesse sair de meu corpo e ir dançar com o dela. Eu a tinha novamente, em meus braços, em um beijo avassalador e que me fazia transpassar para um mundo que era só nosso. Eu estava viva novamente. Ao menos o suficiente para sentir fome, pois minutos depois minha barriga roncava alto, fazendo Dianna quebrar o contato de nossas bocas.
-Venha, vamos comer algo bom – ela sorriu e começou a se afastar.
-Então meu amor, eu tenho de comer você – falei sem nenhum pingo de vergonha.
A derrubei na cama, ficando por sobre ela e por vantagem do destino, entre as pernas dela. Dianna riu e tentou me afastar enquanto eu atacava seu pescoço. Era verdade, eu estava com fome, mas havia uma necessidade maior a ser saciado primeiro.
-Fernanda, você mal comeu esses dias, tem de se alimentar – Dianna tentava pensar, mas parecia ser uma tarefa difícil quando eu pressionava meu corpo no dela e começava a passear minhas mãos por seu corpo.
-Shh, me deixe devorar você. Depois eu me preocupo com as outras coisas – falei começando a descer o short que ela usava.
-Mas...
Eu a interrompi com um beijo veemente, dominador e completamente enlouquecedor. Dianna desistiu de lutar e finalmente entregou-se, tão necessitada quanto eu. Não havia precisão de romantismo, ou delicadeza, não era fazer amor, mas sim suprir a uma necessidade tão gritante que era impossível controlar. Quando me cansei de tentar tirar o short dela simplesmente o rasguei, tão fácil quanto rasgar a um papel. Fiz o mesmo com nossas calcinhas, já que eu ainda estava apenas com minha blusona. Dianna mais uma vez separou nossas bocas e deu um chupão em meu pescoço, suas mãos adentrando a minha blusa, uma acariciando as costas e a outra descendo para minhas nádegas para apertar com gosto.
-Sem torturas, eu quero você agora! – Dianna ordenou ofegante em meu ouvido.
Um riso gostoso escapou de meus lábios e como uma boa garota obediente, não pensei duas vezes em juntar nossos sexos. Gememos juntas e eu vi em meus braços ficarem com as tatuagens lilases. Sorri de lado lembrando que da ultima vez que isso aconteceu, eu podia sentir o que ela sentia e com ela a mesma coisa. Dianna acompanhou o meu olhar e gemeu baixinho, puxando-me para mais um beijo. Era uma das coisas mais absurdas e mágicas que poderia existir, sentir o seu prazer e o do outro mesclados parecia duplicar, triplicar... multiplicar em mil o que seria um beijo. Dianna foi a primeira a começar a se mexer, movendo o quadril do jeito que ela sabia ser o suficiente para me provocar. Afastei os lábios, não muito, para poder respirar e gemer, fechei meus olhos e simplesmente me entreguei. Comecei a movimentar, subindo e descendo, deslizando e causando um atrito que beirava a alucinante por causa da conexão. Quando a primeira onda de energia atingiu Dianna as costas dela arquearam e a fez pressionar ainda mais nossos corpos. E o pior? Eu recebi de volta o mesmo prazer e podia dizer agora que era completamente verdadeira a tese de que os orgasmos vinham mais fáceis daquela forma. Foi assim que parei de pensar, apenas a agarrei e comecei a fazer cada vez mais forte, mais rápido, em um frenesi que não caberia ao meu corpo ainda fraco. Dianna rasgou minha blusa, eu a dela, o contato de pele era mais do que necessário, aquela camada de tecido estava apenas atrapalhando e frustrando nosso desejo. O corpo dela começou a mover-se abaixo do meu com o impacto, logo depois eu podia escutar a cama balançar. Se eu me preocupava? Nem um pouco, precisava de ainda mais. E o fiz, ao afastar nossos sexos para poder penetrar dois dedos dentro dela e movimentá-los, entrando e saindo o mais rápido possível até minha mão cansar.
-Eu disse que estava com fome de você – murmurei com a voz rouca pelo tesão.
Desci pelo corpo dela, lambendo e mordendo os seios e barriga até chegar ao ponto que eu mais queria. Ah eu não hesitei nem um pouco, nem brinquei ou provoquei, apenas beijei aqueles lábios internos e me pus a trabalhar primeiro com a língua, em movimentos hábeis e que a levava cada vez mais a loucura. Consequentemente me levava junto, eu ainda recebia de volta todo o prazer que eu dava. Saber à medida que cada ato meu causava, me dava uma satisfação ainda mais indescritível. Era pensar que tudo aquilo era culpa sua, ou melhor, de minha língua. Dianna levou a mão ao meu cabelo, segurou, puxou, pressionou. Seu corpo saía diversas vezes do contato com a cama, seus gemidos não eram nem um pouco controlados. Mas foi quando eu comecei a suga-la com afinco que seu corpo inteiro pareceu entrar em sintonia com os chupões que eu dava. Foi inevitável que quando ela gozou, eu também gozasse, mesmo que não estivesse sendo tocada. Nossos corpos estavam suados e meu corpo novamente estava extremamente cansado.
Quase engatinhei para poder deitar ao lado da minha morena. Desabei ao seu lado ofegante e com um sorriso inabalado. Ela cobriu a minha cintura com o seu braço e deitou a cabeça no meu ombro enquanto se recuperava do que tinha acontecido.
-Nada como um bom sexo para saber que eu estou mesmo viva – brinquei e logo minha barriga roncou novamente, comecei a rir divertida da situação.
-Idiota, temos todo o tempo do mundo agora, ou uma boa parte dele. Agora estou com muita preguiça de levantar – Dianna tentou fingir raiva, mas estava sorrindo também.
-Passamos dias longe de você, eu precisava de seu corpo – a puxei para poder dar vários selinhos – Você é sempre muito deliciosa, sabia?
-Fernanda! – ela mordeu meu lábio com um pouco de força, me fazendo gemer de dor e rir – Você é muito pervertida sabia?
-Claro, é um dos meus charmes – brinquei novamente e sentei na cama a puxando comigo – Agora vamos comer, eu estou faminta. Dessa vez de comida, eu juro.
Ela me bateu novamente e eu ri. Em bem da verdade, eu estava simplesmente feliz. Iria rir de qualquer coisa, sorri toda vez que a olhasse ou apenas pensasse. Estava tudo bem, mesmo sabendo que era apenas uma batalha vencida, mas não a guerra. Quando saímos do quarto, devidamente vestida e com as mãos entrelaçadas, pude finalmente perceber que era dia e que da minha cozinha vinha um cheiro gostoso de comida. Assim que chegamos encontrei todo mundo ali, reunido em volta da mesa, almoçando e conversando. Scarlet fazendo alguma piada de mal gosto enquanto minha mãe terminava de colocar o prato de camarão na mesa, recebendo uma verdadeira palmada com a colher no ombro. Alexia também estava ali, bem pertinho de meu irmão e rindo por ele ter ficado vermelho por algum motivo.
-Quanta consideração, nem sentiram minha falta! – falei para chamar atenção e fazer um pouco de drama.
-Filha! – minha mãe esqueceu completamente a ruiva e veio em minha direção.
Ela me abraçou forte que me fez retribui com gosto. Seja como for, depois daquela batalha eu me sentia ainda mais ligada àquela sereia. Era mais do que minha mãe, era no momento a minha amiga, minha parceira e definitivamente alguém que estaria ali sempre para mim. Só naquele momento eu percebi o quanto sentia falta dela, tudo bem que Dianna era algo tão necessário quanto o ar para que eu continuasse vivendo. Mas ali, naquele lugar, estava a minha família. E mesmo quase inconsciente, eu senti falta deles.
-Consideração foi sua mãe ter feito algum tipo de magia para bloquear os sons que vinham de seu quarto! – Scarlet logo provocou com um tom de riso – Eu já disse que vocês fazem muito barulho!
-Nem precisamos ir perguntar se estava tudo bem e se você acordou bem, né Fernanda? – Alexia entrou na onda.
-Eu tinha de acordar com estilo! – me defendi prontamente, recebendo uma beliscada de Dianna.
Todos riram e fizeram questão de me abraçar, até mesmo Scarlet estava sorrindo contente e bagunçando o meu cabelo. Talvez eu devesse começar a vê-la como minha atual madrasta. Sentei a mesa, com Dianna obviamente ao meu lado, servindo-me e me enchendo de dengo até eu me senti completamente mimada. A conversa rolou solta, estávamos contando tudo de novo, lembrando detalhes divertidos e perigosos de nosso passado. Não preciso nem dizer que quando Alexia falou da Suzannah, Dianna fechou a cara e tentou me ignorar o máximo possível.
-Eu já te expliquei o que aconteceu! Se não fosse por aquilo não teríamos nem chegado perto de te salvar – tentei me defender pela milionésima vez.
Dianna estava irredutível. Levantou da mesa e começou a sair da casa. Obviamente eu larguei tudo e fui atrás dela, a abraçando apertado por trás.
-Eu não posso te deixar chateada com isso. Não houve sentimento nenhum, foi com um propósito que nunca vai se repetir – murmurei com medo de que ela ficasse ainda mais ciumenta.
-Hum – foi tudo o que ela falou e me soltou, eu estava começando a ficar com medo quando ela virou para mim com um sorriso – Agora se me permite, eu vou dar uma passada no salão, pra ficar muito gostosa e te fazer esquecer completamente de qualquer succubus. Sugiro que volte e descanse, a noite vai ser nossa.
-Nem pensar! – eu exclamei animada – Iremos juntas, eu estou acabada e não posso andar com uma musa como você nesse estado. Até porque, eu já dormir demais. Vamos aproveitar e passear um pouco, também estava com saudades de Noronha!
Ela me deu um selinho e eu peguei sua mão. Dessa vez não houve nenhum tipo de medo de sermos julgadas enquanto passeávamos pelas ruas. Se eu já tinha enfrentado todo o tipo de monstro por ela, não seria um preconceito bobo ou julgamentos que iriam nos separar agora.
Notas finais
Agora acho que já ta na hora delas irem pra universidade *o*
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