Amor Submerso

27 Capítulo 27: Inicio do Carnaval


Notas iniciais
Perdão a demora, para quem não sabia eu fiz uma cirurgia e tals. Mas já to boa o suficiente para escrever um capítulo. Infelizmente está sem correção, porém dando inicio ao festival de PoVs! Espero que não tenham abandonado a fic t.t

PoV Dianna

Duas semanas do mais árduo treino havia se passado. Minha vida que antes tinha um propósito simples havia virado ao avesso por ter me apaixonado por uma meia-sereia. Não me arrependia em momento algum, apenas sentia vontade de dar inicio a caça aos piratas toda vez que saia pela manhã com Scarlet e Dante. Nos primeiros dias havia sido um choque de realidades, por mais que a alguns anos atrás eu tivesse tido algum tipo de treino, nada se comparava aos ataques daqueles dois. Scarlet não era um monstro, era um verdadeiro titã humano em ação. Tudo piorou depois que minha licença do Santuário saiu e eu pude treinar manhã e tarde como minha sereia fazia.

Mas nada disso importava mais, não nos próximos dias que estavam por vim. Por quê? Era carnaval! E nem mesmo uma princesa ou uma pirata iria me impedir de passar um tempo com a minha loirinha. Era época de festa e iriamos para Natal correr atrás de algum bloco de rua, pular e nos beijar sem ter medo de nada. Precisava urgentemente disso. Então, assim que eu sai do banho e desci a sala encontrei aquela penca de estranhos conhecidos em minha sala anunciei.

-Amanhã eu e Fer vamos sair – falei em um tom decidido.

-Vamos? – Nanda olhou para mim do sofá com um sorriso esperançoso.

-Com que autorização, maruja? – Scarlet ergueu o olhar desconfiada.

-É carnaval, época de festa. Isso daqui vai estar superlotado e vai ser difícil se esconder. Até porque quero curtir um pouco meu primeiro carnaval aqui no Brasil – expliquei cruzando os braços – Para uma pirata você não está sendo nada divertida.

-Que blasfêmia! – Scarlet saltou do sofá como se estivesse sendo insultada – Esse carnaval nunca mais será o mesmo por ter Scarlet Castillo como presença ilustre!

Mordi o lábio para não rir, mas Nanda não aguentou e gargalhou. Ela também levantou do sofá e quase correu para mim saltando em meus braços com o seu jeito meio moleque. A envolvi em meus braços como um gesto automático, tendo aquele corpo feminino e delicado junto ao meu me aquecendo. Eu não sabia explicar, em minhas outras relações eu nunca fui do tipo grudenta, mas eu não poderia vê-la sem me aproximar, estar perto o suficiente sem tocá-la de alguma forma. Costumava culpar o que ela dizer ser vínculo, mas não importava, apenas aceitava.

-Só estará liberada pela tarde, Fernanda – Lynn avisou ajeitando-se melhor na minha poltrona – Tem de treinar ainda a intensidade de suas magias. Fora isso estará livre.

-Tão carrasca – provocou Scarlet sorrindo em escarnio para Lynn – Você era mais divertida quando era mais liberal e lutando contra esse controle todo.

-É o melhor para minha filha, não se meta!

E para melhorar o clima, Lynn pegou uma almofada e jogou contra Scarlet que apenas riu deixando a princesa sereia mais irritada ainda. As vezes perguntava-me se era apenas eu que sentia aquela tensão entre as duas mulheres, mas ao ver o olhar reprovador de Fernanda também soube que algo desse tipo se passava na mente dela. A pior parte foi a despedida, Fernanda, Lynn e Nathan estavam morando em uma casa comprada na quadra seguinte a minha. Foi uma das primeiras coisas que fizeram quando Lynn e Scarlet quase destruíram a minha cozinha quando tentaram decidir o que teríamos para o jantar. Enquanto isso os piratas residiam em minha casa.

-Durma por mim e por você – Fernanda pediu fazendo uma pequena careta – Você escapou do treino da manhã.

-Pode deixar, faço esse favor para você com o maior prazer – respondi sorrindo sapeca – Mas não se desgaste muito, quero você muito bem quando formos festejar.

Só então ela abriu aquele sorriso que eu tanto gostava e inclinou para depositar um suave beijo em meus lábios. Nathan gritou por ela a chamando e com um resmungo contrariado ela se afastou correndo pela rua até chegar perto da família dela. Sorri de lado e entrei em casa, espreguicei de forma preguiçosa e fui para a cozinha preparar o jantar.

-O que acham de lasanha? – gritei para que Scarlet e Dante escutassem da sala.

-Assim você me doma, morena! – gritou Scarlet com seus costumeiros gracejos.

Revirei os olhos e comecei a pegar os ingredientes para uma lasanha a bolonhesa. Sabia cozinhar o suficiente, não era nenhuma descendente de Ana Maria Braga, mas me virava muito bem. Estava terminando de preparar o molho quando senti uma presença atrás de mim. Por puro instinto virei pronta para atacar com uma colher de pau quando Dante no último minuto seguro meu pulso impedindo de ser massacrado por aquele item doméstico.

-Calma! Estamos no mesmo lado! – ele exclamou rindo e recuando.

-Não chegue tão silenciosamente! – reclamei com o coração ainda disparado.

-Mas isso é bom, seus reflexos estão muito melhores.

Revirei os olhos e voltei para o balcão da cozinha. Dante era... Estranho. Às vezes o flagrava me observando atentamente, outras parecia um adolescente normal, nos treinos era um verdadeiro capetinha que adorava me provocar e derrubar. Tinha certo prazer em acertá-lo com mais força do que o necessário. Dante encostou-se ao balcão com o corpo virado em minha direção, com os braços cruzados observando cada movimento meu. Ser encarada daquele jeito estava me incomodando até que eu reagisse.

-Precisa de algo? – perguntei arqueando uma sobrancelha.

-Você gosta daquela meia-sereia? – ele questionou direto, com uma voz mais pesada que o de costume, seus olhos estranhamente índigos me fitando com seriedade.

-O que? – inquiri confusa, o que ele queria com aquilo?

Meu erro foi fita-lo. Aqueles olhos com tonalidade diferente tinha algo a mais, algo que envolvia sua mente e enervava seu raciocínio. Eu podia ver ele me fazendo perguntas, mas que respostas eu estava dando? Algo me incomodava profundamente por dentro, mas aquela sensação era mais forte...

-Dianna, cadê a lasanha?! – Scarlet gritou da sala de estar.

Aquilo me acordou. Pisquei várias vezes como se tivesse desperto de um torpor, minha cabeça estava um pouco confusa, mas logo olhei para Dante que estava com um sorriso em expectativa de minha resposta.

-Claro que eu gosto da Fernanda, não estaria aqui se não sentisse algo por ela, não acha? – respondi e o empurrei – Agora sai dessa cozinha, preciso fazer a lasanha ou a Scarlet me mata e eu não estou brincando.

Ele ergueu as mãos em sinal de redenção e saiu de minha cozinha. Franzi o cenho sentindo algo estranho, mas dei de ombros e continuei a cozinhar. Deixei Dante longe de meus pensamentos e como sempre uma certa sereia inundou cada pedaço de minha mente. Fernanda havia surgido em minha vida do nada e estava tão penetrada em meu ser que eu já não sabia como respirar sem pensar nela. Parecia loucura, mas o que nesse mundo novo não era? De certa forma imaginava meu pai de certa forma orgulhoso de mim, ele tem um senso de honra e proteção muito grande devido ao seu trabalho no exército. E cá estava eu, fazendo parte de um grupo de Caçadores que lutavam para proteger esse mundo e os povos. Não fazia isso apenas por Fernanda, apesar dela ter a maior parte do peso em minhas decisões. Eu não conseguiria voltar a ter minha vida normal sabendo que existe coisas nesse mundo desconhecidas e perigosas, que colocaria em risco as pessoas que eu amava. Não iria ficar simplesmente parada se sabia que poderia fazer algo, mesmo que pequeno, para fazer a diferença. Herdei esses pensamentos de meus pais, tão prestativos a proteger os mais fracos que muitas vezes esqueciam-se da própria vida, outras esqueciam até mesmo de mim.

Lasanha feita, chamei a todos para comer. Scarlet veio correndo e às vezes me perguntava se ela era uma mulher ou uma garota. Apesar de pela lógica ela ter por volta dos quarenta, seu corpo e espírito ainda estavam nos trinta ou até mesmo menos. Talvez os exercícios diários a deixassem com aquele ar espirituoso e juvenil, mas não importava, ela ainda continuava sendo espalhafatosa, energética e extremamente teimosa. No fundo não havia como não admirá-la, uma mulher que comandava outros seres e ainda conseguia tanto respeito e lealdade. Apesar de na maior parte do tempo a estar matando de alguma forma em minha mente, na outra eu ficava pensando no que ela tinha feito pra chegar aonde chegou. Dei de ombros e depois de arrumar tudo na cozinha fui fazer a minha mais nova coisa favorita: dormir.

{...}

Diferente do que até mesmo eu pensei, na manhã seguinte não passei inteiramente dormindo, apesar de ter acordado depois das nove horas. Havia passado dias treinando e finalmente teria um tempo normal com a Fernanda. Então fiz a coisa mais lógica que uma namorada faria: fui até o centro da vila seguindo diretamente para um salão de beleza. Eu ainda era uma novata em Fernando de Noronha, não fazia nem seis meses que estava residindo ali naquela ilha, mas mesmo assim era uma figura conhecida por causa de meu trabalho no Santuário. E claro, havia causado um belo de um escândalo. Assim que entrei no local vi algumas mulheres me olhando de cima a baixo, cochichando e murmurando entre si, algumas apontavam descaradamente. Felizmente a dona do salão era simpática e por mais que fizesse perguntas discretas, disfarçava a curiosidade com certa sutileza. Fiz tudo o que tinha direito e tempo, tratei meu cabelo, fiz as unhas e paguei a mais por uma massagem especial.

Depois tive de ir comprar comida pronta, já que não teria tempo para cozinhar nada. Estava em um humor que refletia toda a minha felicidade do momento. Era carnaval e as ruas estavam cheias e a cada esquina parecia ter uma festa particular. Mesmo que Noronha não fosse uma cidade grande, era um ponto turístico e sempre estava preparado para festas. Eu mal podia esperar para encontrar com Fernanda e sair por ai para nos divertimos. Aquele seria o nosso primeiro momento a sós e ao mesmo tempo em público. Sem o peso da culpa, sem ser escondido. Meu pobre coração parecia disparar alucinado e cheio de ideias bobas só com esse pensamento! Assim entrei em minha casa e como sempre encontrei Scarlet e Dante jogando alguma coisa, disputando como sempre. Segui para a cozinha assoviando para por a comida para esquentar.

-Dianna, eles quase me mataram! – escutei a voz de Fernanda antes mesmo que ela entrasse na cozinha de um jeito agitado – Disseram que... Ah meu Deus.

Virei para ela com um sorriso estampado no rosto. Se havia uma das coisas que eu havia me apaixonado por aquela garota era o seu jeito espontâneo. Fernanda não era boa em disfarçar as coisas quando era pega de surpresa. E aquele olhar cor de âmbar tinha a mesma expressão quando me viu pela primeira vez, como se estivesse perante uma musa. Ela me fazia sentir assim, linda e cada vez mais viva.

-Acho que vou me retirar, minha dignidade ainda existe, eu aqui acabada e você ai mais linda que a própria Afrodite – ela brincou com um sorriso completamente bobo nos lábios – O que fez?

-Apenas o básico, não poderia sair com minha namorada por ai sem estar minimamente apresentável, não acha? – expliquei enquanto me aproximava.

-Juro que só escutei a parte “minha namorada”, o resto nem teve tanta importância – Fernanda admitiu me fitando com intensidade.

Ri baixo e a vi arrepiar. Aproximei o suficiente para enlaçar meus braços no pescoço da meio-sereia e manter meu corpo pertinho do dela. Era algo tão natural quanto necessário, estar perto dela e sentir o calor de seu corpo. Extremamente romântico e grudendo, nada do que eu faria antes, mas nada era como antes.

-Ia dizendo que tentaram te matar? – lembrei enquanto capturava uns fios louros dela em meus dedos e ficava brincando.

-Bem que eles tentaram – Nanda murmurou distraída, seus olhos passeavam por toda a minha face até mirarem meus lábios – Mas vou morrer se não te beijar agora mesmo.

Ela inclinou em minha direção para reclamar minha boca na sua, mas recuei com um sorriso travesso. Como recompensa escutei um resmungo baixo vindo dela, senti a mão de Fernanda indo até minha nuca e me puxando para que dessa vez não escapasse. Sua boca tomou a minha em um longo e íntimo beijo. Meus olhos fecharam-se tão rápido quanto foi a minha entrega. Todo o meu ser tornava-se sensível a qualquer toque dela, todos os pelos de meu corpo arrepiavam e meu coração batia acelerado contra o meu peito. E aquele sabor único e inebriante que vinha daquela boca tentadora. Poderíamos ter levado a tarde inteira ali nos beijando daquela forma, mas como sempre nem tudo que era bom durava muito.

-Hey! – Scarlet bateu na porta da cozinha, separei-me abruptamente de Fernanda vendo a ruiva com uma cara triste e pidona – Eu to com fome... Seja boazinha Dianna!

Revirei os olhos e dei um último selinho em Fernanda. Dianna era outra pessoa quando se tratava de comida, isso eu havia aprendido depois de perceber que esse poderia ser um ponto fraco seu.

-Vou aproveitar e tomar um longo banho. Não quero parecer o vagabundo ao lado de sua dama – Fernanda falou separando-se mais – E espero que esteja preparada, assim que terminarmos só vou ir me arrumar e partimos para Natal.

Fiz que sim com a cabeça por simplesmente não me achar muito capaz de falar depois de um beijo daquele. Fernanda correu porta a fora indo usar o meu banheiro, aproveitei para terminar de ajeitar o almoço enquanto Nathan ajudava a por a mesa.

-Vocês ficarão aqui? – perguntei desconfiada.

-Provavelmente, a ilha é inteiramente protegida enquanto que em Natal é apenas uma parte – Nathan explicou.

-Ótimo! – exclamei mais feliz ainda.

Aquela era a oportunidade de termos um dia mais normal ainda. Querendo ou não, aquelas figuras em minha sala de estar representavam tudo nesse novo mundo. O almoço foi relativamente tranquilo, apesar das farpas entre Scarlet e Lynn. Todos pareciam aliviados com aquela folga, até mesmo as treinadoras. Assim que terminamos Fernanda deu um jeito de ir até sua nova casa para se arrumar, enquanto isso eu e Nathan cuidamos dos pratos, o que me atrasou um pouco.

-Vai lá, eu termino de arrumar – Nathan falou com um sorriso de lado – E cuide de minha irmã.

-Obrigada cunhado, você é mesmo incrível!

O abracei de surpresa o deixando avermelhado. Sorri divertida e corri para o meu quarto para tomar um banho usando alguns sais que nunca tinha aberto desde que tinha me mudado para a ilha. Tentei ser rápida, mas meu esmero em ficar bonita para Fernanda me impediu que essa tarefa fosse cumprida prontamente. Estava saindo do banheiro com uma toalha cor vinho enrolada no corpo enquanto soltava meus cachos da presilha que havia usado para que o cabelo não molhasse.

-Essa é a segunda vez que quase me mata por simplesmente existir.

Fernanda estava sentada em minha cama devorando-me com o olhar. Estava absurdamente linda para mim. Usava um shortinho jeans branco e azul desfiado, uma blusa de alça fina branca e soltinha. O cabelo loiro e pintado nas pontas estava solto e bem penteado, a maquiagem ainda não existia. Meu corpo inteiro pareceu incendiar apenas com aquele olhar predador e dominante que ela me lançava, analisando cada parte de meu corpo, seguindo cada gota que escorria pela minha pele descoberta. Sorri de lado perversa, aproximando-me sem dizer nada em passos lentos e languidos.

-Deixe-me concertar esse meu erro – falei em um tom de voz quase rouco e completamente sensual.

-Erro? – Fernanda repetiu com a voz falha, observando-me com um desejo estampado.

-Irei tentar te matar da melhor forma possível.

Não hesitei em sentar no colo de Fernanda, cada perna ao redor do corpo dela enquanto ficava o mais próximo possível. Minha mão foi até a nuca segurar os fios de cabelo dali e puxá-los para trás ao mesmo tempo em que minha boca a beijava de uma forma arrebatadora. Havia decidido naquele momento que o meu carnaval começava ali mesmo, da melhor forma que poderia começar.

Pov Scarlet

Estava redescobrindo minha paixão por sorvete de menta. Todos os dias tomava um copo cheio com sorvete enquanto assistia ao Jornal Hoje na televisão de Dianna. Se falassem para mim que estaria bancando a caseira eu teria rido e provavelmente dado uma surra no infeliz por ter difamado a minha imagem de pirata. Porém ali estava eu, treinando uma humana prodígio, sentada em uma sala confortável na presença da princesa que roubou meu ex-namorado. Dante havia saído como sempre, ele tinha os seus assuntos e eu entendia o tédio que o garoto deveria sentir ao se misturar tanto com os humanos. Era um estranho momento de silencio, estava concentrada em minha sobremesa e na televisão enquanto os outros dois faziam algo que não me interessava.

-Ouviram isso? – Nathan perguntou confuso.

-O que? – perguntei sem nem olhá-lo.

-Nada, pensei ter escutado algo – o garoto negou com a cabeça e fingiu assistir ao jornal.

Porém cinco minutos depois eu poderia ter escutado algo também. Franzi o cenho e sentei melhor na cadeira... Até escutar novamente. Era um gemido abafado que logo foi seguido por outro, mais curto e alto. Meu olhar seguiu em direção a origem do som e deparei-me com o quarto de Dianna. Revirei os olhos rindo e voltei a prestar atenção no jornal.

-Elas não poderiam... – Lynn ficou estática no sofá ao meu lado.

-E porque não? São um casal e estão de folga – disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Há gente em casa! – Lynn levantou como se aquilo fosse um ultraje – E eu sou a mãe da Fernanda, não tenho de ficar ouvindo... Essas coisas!

-Aposto que é mais escandalosa ainda – não aguentei a provocação acompanhada de meu clássico sorriso soberbo.

-Não ouse sugerir esse tipo de coisa sobre mim! – como eu esperava a sereia esquentadinha logo estava apontando o dedo em minha direção.

-E que deve gostar de fazer barulho também – continuei a provocação sem conseguir diminuir meu sorriso – Deixe as crianças, largue de ser uma velha rabugenta! Não duvido nada que quando no auge da coisa você não saia quebrando as coisas no meio de caminho sem se importar com nada.

Peguei o controle e simplesmente aumentei o volume da televisão para que os gemidos fossem sobrepostos pelo som da TV. Lynn estava vermelha de raiva, não havia negar que eu fazia de propósito... O problema era o motivo disso. Eu a achava ainda mais linda daquele jeito, sem aquela pose superior que tinha naturalmente. Era como se assim ficasse mais humana e sincera com seus sentimentos. Ela resmungou alto, cruzou os braços e desistiu de ficar ali, saindo porta a fora. Nathan não demorou a sair e me deixar sozinha sem nem ao menos se despedir. Mas sabia que era da natureza quieta do garoto. Porém, agora que estava só tinha caído em meu próprio veneno. Não conseguia parar de imaginar Lynn mais solta, sedutora e gemendo de uma forma gostosa. Pior ainda, que era eu a causar esses gemidos. Balancei a cabeça com força e aumentei ainda mais a televisão. Sinceramente, essas garotas sabiam como fazer barulho.

Notas finais
Perdão não responder os reviews! Sinceramente eu comecei mas a falta de ânimo é foda, to muito lerda esses dias, perdão ><' mas li todos! Desculpa de verdade, quando puder eu vou responder ta? Nau briguem comigo t.t