Amor Sublime

6 Capítulo 6 — O Calor no Meio do Nevoeiro


Notas iniciais
Oi, tudo bem? Seja bem-vindo a mais um capítulo. Gostaria de agradecer outra vez pelos comentários e pelo carinho de todos e dizer que fico muito feliz em ler a perspectiva de vocês e todos os palpites. Eu sei o quanto o capítulo anterior foi triste e ao que tudo indica Nessie foi muito rude com Edward. No entanto, ela agiu como uma adolescente comum faria, pois está se sentindo abandonada, coitada.


Eu não esperei por uma resposta de Carlisle. Virei as costas e corri. Correr e chorar ao mesmo tempo é uma armadilha; minha visão ficou turva, um borrão de branco e cinza, enquanto meus pés batiam no assoalho e, finalmente, na grama úmida lá fora. Eu não pensei. Só queria que a distância entre mim e aquela cadeira motorizada fosse infinita.

Entrei na floresta sem olhar para trás. O ar gelado de Forks cortava meus pulmões, mas era o que eu precisava para parar de sentir o cheiro de antisséptico. No entanto, enquanto eu avançava entre os troncos cobertos de musgo, a raiva começou a ser substituída por algo pior: o peso do que eu tinha feito. As palavras que despejei sobre Edward voltavam como ecos, martelando minha consciência. Eu estava com medo. Um medo visceral daquilo que eu não podia controlar.

O que quer que tivesse acontecido com ele — um acidente, uma doença, uma tragédia — não deveria ter apagado o papel de pai. Mas vê-lo ali, quebrado, fazia meu ódio parecer um crime. Eu me sentia afogando em uma culpa que não pedi para ter.

Quando finalmente parei, percebi que o verde da floresta tinha me engolido. Eu não fazia ideia de onde estava. O pânico subiu pela minha garganta e eu desabei no chão úmido, soluçando contra os joelhos por longos minutos. O silêncio da floresta foi quebrado por um estalo de galhos. Meu corpo inteiro se arrepiou.

— Está perdida? — Uma voz masculina, profunda e vibrante, soou a poucos metros.

Olhei para cima, o coração disparado, pronta para fugir novamente. Um garoto saiu de trás de uma árvore imensa. Ele era alto — muito alto —, com ombros largos e uma pele num tom caramelo quente que parecia irradiar calor naquele clima frio. Tinha traços jovens, o queixo arredondado, mas seus olhos castanhos eram intensos e focados. O cabelo preto comprido estava preso em um rabo de cavalo prático.

— Desculpa se te assustei. — Ele ergueu as mãos, as palmas abertas em um gesto de paz. O olhar dele era doce, quase protetor. — Meu nome é Jacob Black. Eu trabalho na casa dos Cullen, que fica perto do lago. Você precisa de ajuda?

Eu balancei a cabeça, incapaz de falar por um segundo. Ele se aproximou em poucos passos, o movimento fluido como o de um animal da floresta. Ele estendeu a mão para me ajudar a levantar. Hesitei, mas o calor que emanava dele era quase magnético. Aceitei o apoio.

— Obrigada — murmurei, tentando limpar a lama e as folhas das minhas calças jeans molhadas. Eu devia estar um desastre.

— Então... — Ele inclinou a cabeça, curioso. — Qual é o seu nome?

— Renesmee. Mas todos me chamam de Nessie — respondi, cruzando os braços para tentar conter o tremor do meu corpo.

— Nessie? — Um sorriso largo e branco iluminou o rosto dele, e ele soltou uma risada que pareceu vibrar no ar. — Tipo o monstro do Lago Ness?

Fechei a cara, unindo as sobrancelhas.

— Minha mãe escolheu esse nome. É uma homenagem — respondi, defensiva.

Jacob levantou as mãos novamente, selando os lábios com um gesto de brincadeira.

— Tudo bem, tudo bem. As escolhas de mãe são sagradas. Não falo mais nada.

Eu revirei os olhos, mas senti uma ponta de tensão abandonar meus ombros.

— Você disse que trabalha para os Cullen, certo? Pode me levar de volta?

— Será um prazer — ele disse, virando-se na direção oposta e começando a caminhar com passos largos e seguros. Eu o segui de perto, tentando não tropeçar nas raízes. — Você está de visita?

— Na verdade... eu sou filha do seu chefe — informei, tentando manter a voz firme, embora a palavra "filha" ainda parecesse um espinho na minha língua.

Jacob parou por um meio segundo e franziu a testa, olhando para mim por cima do ombro.

— Do senhor Carlisle? Que velho danado...

— Não do senhor Carlisle! — corrigi, sentindo o rosto esquentar. — Do filho dele. Edward Cullen. Eles já devem ter falado sobre mim.

Jacob voltou a andar, mas sua expressão mudou. O tom de voz ficou um pouco mais sério, embora ele tentasse manter a leveza.

— Ah... do Edward. É, eu ouvi algumas histórias estranhas sobre isso.

Eu apertei o passo, ficando ao lado dele.

— Como assim "histórias estranhas"? O que você sabe?

Notas finais
Desejo um ótimo fim de semana para todos e vejo vocês na segunda-feira com mais um capítulo!!! Os comentários de vocês é o único contato que temos e eu adoraria que vocês me dissessem qual é a sua impressão. ❤️ Recomendem! Favoritem!