Amor Sobrevivente
1 Um novo amigo.
Notas iniciais
Um banho...eu só queria um banho! Não pensei que fosse chamar a atenção de tantos zumbis para mim. Agora estou cercada, não que seja algo muito aterrorizante, nada disso. Eu só estou muito ferrada!
Com o mesmo pé-de-cabra que utilizei para arrombar a porta, tentarei arrancar uma abertura fechada que consigo enxergar no teto. Mas preciso de uma escada...
—Droga! — milhares de palavrões ecoam pela minha mente quando vejo que a única escada da casa está na pequena varanda cheia de mortos-vivos horrorosos.
Olho para cima e percebo um lustre que parece forte o bastante para aguentar meu peso. Subo as escadas e tento acreditar que vai dar certo o meu plano.
Um...dois...três...
Salto e seguro no lustre, que balança inicialmente, me fazendo ficar um pouco zonza.
—Okay, vamos lá. — respiro e relaxo, antes de começar a me segurar somente com um braço, e com o outro bater no concreto oco que ficava exatamente encaixado no desenho de um quadrado no teto.
Quando bato com força, pedaços caem violentamente no chão, revelando, ao cair, uma entrada para algo como um sótão.
Rapidamente me seguro na beiradas da abertura, e puxo meu corpo para dentro. Meus dedos latejam devido à força que fiz para não cair do lustre.
"Bum!" , ouço um barulho de algo caindo próximo a mim. Será que tenho companhia? Me viro, e quando percebo, tem um zumbi em cima de mim. Caímos no chão, sinto como meu coração palpitar velozmente.
O empurro de cima de mim com o pé, pego uma estaca que está ao meu lado e levanto. Ele se joga velozmente em minha direção, e eu, numa rápita tentativa de me esquivar, caio, e sinto uma dor terrível na coxa. Olho para minha perna, eu caí em cima de um pedaço de lâmina afilada.
Quando o zumbi volta a me atacar, enfio a estaca bem no meio de sua testa, atravessando sua nuca. Depois que ele cai, crio coragem para retirar aquela lâmina cravada em minha coxa, e não consigo segurar um grito de dor quando a puxo.
—Tudo bem...aguenta firme... — levanto, me apoio na parede e pulo num pé só em direção a uma pequena janela que leva a um telhado baixo.
Quebro a janela e vou para fora. De cima da casa tenho uma boa visão do quão ferrada estou, eles cercavam a casa por todos os lados.
—É... parece que é o fim... -perco as esperanças.
De repente, um barulho de helicóptero surge, e coloco os braços sobre os olhos para protegê-los quando o mesmo pousa na parte alta do telhado. E dali de dentro sai um cara usando óculos escuros.
—Precisa de ajuda? — pergunta, se aproximando.
—Quem é você? — sinto meu corpo fraquejar e perco o equilíbrio.
—Cuidado! — ele me segura — Eu sou Rafael, e você? Ei, está ferida!
—É...estou. Sou Thalia... — tento falar algo mais, quero falar algo mais, porém minha voz não sai.
Tudo está escurecendo, eu...
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