Notas iniciais
Desculpe a demora

Eu estava sentada em um dos bancos mais afastados do jardim, com Miguel deitado com a cabeça em meu colo. Havia algum tempo que não ficávamos assim, ele deitado em mim e eu acariciando seus cabelos, seu rosto ao mesmo tempo em que beijava seus lábios e mordiscava a ponta de seu nariz.

O som de passo vindos em nossa direção fez com que meu irmão tentasse se levantar de meu colo, mas o impedi pondo minha mão direita em seu peito e o empurrando para baixo.

- Lucy... – Protestou Miguel.

- Pense não iriamos deixar rolar? – Perguntei.

- Pense, você está completamente certa. – Concordou ele sorrindo.

— Bem, vocês disseram que queriam saber quem me arrumou pra essa entrevista aí está ela. – Disse Carla apontando para mim em seguida, logo depois que ela, os outros rebeldes, os membros da imprensa e praticamente todo o colégio pararam a nossa frente.

No exato momento em que um dos fotógrafos ali presentes nos reconheceu flashs brilharam e os clicks das câmeras fotográficas ecoaram pelo jardim, quebrando o silencio.

- Senhor Zimer, será que poderíamos fazer uma entrevista com vocês? – Perguntou uma das repórteres, que aparentemente estava indo na onda do fotografo que nos reconhecera.

- Pense Lucy? – Perguntou meu irmãozinho enquanto deliberadamente invertia nossas posições me fazendo deitar sobre seu colo.

- Pense, deixem que perguntem talvez respondamos algumas das questões que tem para nós. – Respondi distraidamente enquanto observava o sorriso atrevido no rosto de Miguel.

Se ela não sabe quem somos como irá nos fazer perguntas? Mas se ela se essa repórter sabe quem somos será o fim de nosso joguinho, se assim nós quisermos, pois se sabe quem somos reconheceram o sinal mudo de comando e se não o cumprir está em sérios problemas.

Miguel displicentemente me mudou de posição novamente, colocando em seu colo dessa vez ao mesmo tempo em que víamos a expressão confusa do resto das pessoas que ali estavam.

- Pense, isso será extremamente divertido. – Sussurrou o homem que me tinha sobre seu colo em meu ouvido.

- Pense, certamente será bastante divertido. – Sussurrei em resposta ao pé do ouvido dele.

Assim que caímos na gargalhada por cona da expressão dos outros e de nossos comentários sussurrados a fisionomia confusa dos sujeitos que ali estavam se tornou ainda mais engraçada aos nossos olhos.