Anoiteceu Vladimír, eu e Miguel estávamos sentados no banco do jardim.

- Você vai fingir ser meu namorado.

- Não fingirei, serei.

- Fingirá. – Disse como ultimado.

- Serei.

- Somos mais velhos e mais forte que você, Vladimír Romanov, não nos provoque. – Grunhiu meu irmão.

- Nem aqui, nem agora. – Apertei a mão de Miguel.

Assim que cheguei à porta de meu quarto ouvi Carla conversando com Roberta.

- Miguel disse para Vlad não provocar, porque ele e Lucy são mais velhos e mais fortes que o russo. – Comentou Roberta.

- Eles devem estar se referindo ao RPG. – Carla ponderou.

Elas ficaram em silencio e eu entrei no dormitório.

- Boa noite, Carla. Boa noite Roberta. – Cumprimentei.

- Boa noite, Lucy. – Responderam em coro.

Tomei um longo banho, coloquei minha camisola no banheiro e ao sair de lá Roberta estava fechando a porta de meu quarto.

Deitei em minha cama, me cobri e coloquei a mascara.

- Lucy está acorda? – Perguntou Carla, ignorei.

- Ei Lucy. – Insistiu ela, continuei ignorando até que ela adormeceu.

Acordei com os braços de um homem me envolvendo.

- Supressa. – Sussurrou Miguel em meu ouvido.

- É perigoso. – Murmurei.

- Algumas noites atrás você correu esse mesmo risco por mim, para ficarmos juntos durante a noite, agora é a minha vez. – Sussurrou ele antes de mordiscar o lóbulo da minha orelha esquerda.

- Miguel... – Sussurrei.

- Por favor, não me mande embora, me deixe ficar com minha mulher essa noite. – Pedia ele ao mesmo tempo em que beijava e raspava os dentes por meu pescoço, o que me arrepiava.

- Fique. – Supliquei.

Adormeci nos braços de meu amor foi uma noite tranquila de sono, depois de tudo que aconteceu em plena segunda – feira ambos necessitávamos daquele momento um do outro, de dormir juntos, um sempre renovando as forças do outro desde sempre.