Amor Proibido

14 Tensões e Paixões


Notas iniciais
Oi amantes de caskett! ♥ Obrigada a juhmusic e Aline Freitas por favoritarem a fic ♥ ♥ Antes de lerem eu só quero dizer.... preparem os corações kkkkk (sem spoilers, ok?) Enjoy it! ♥ ♥

No capítulo anterior:

Tentei ligar a Rick, mas tinha o celular desligado. Isso me inquieta.
Tinha medo que ele fosse fazer alguma besteira. Eu sabia pelo seu olhar o quanto ele estava nervoso e isso não era bom.
Iria sair do trabalho e ter com ele. Eu precisava saber o que se passava.

Pov Castle

Eu tentei controlar toda a raiva que estava sentindo, mas eu precisa de ir ter com Gina. Olhar nos seus olhos e perceber se realmente tinha sido ela.

O meu passo é apressado e pesado. Sentia a minha energia descarregar no chão a cada passo que dava.

Páro em frente á casa que outrora foi nossa. Aliás, minha. Eu paguei cada cêntimo dela. Respiro fundo antes de bater na porta.

Nada. No entanto, eu conseguia ouvir vozes e bastantes conhecidas para mim. Uma delas era de Josh eu tinha a certeza.

Ri, sarcástico. Só faltava esses dois porcos andarem juntos.

O meu nervosismo começou a assumir outras proporções e eu estava começando a perder o controle. Eu me conhecia. Não iria ser bom para ninguém se eu perdesse a cabeça.

—GINA! — Eu bato com mais força e posso sentir alguém se aproximar da porta. — ABRE A PORRA DESSA PORTA!

Eu pontapeio a porta, sem mesmo tentar me acalmar.

Tudo isto estava me enojando. Esta conspiração entre Gina e Josh para tentar me afastar de Kate? Agora todo o silêncio dos dois começava a fazer sentido na minha cabeça.

A porta é aberta e Gina me olha com pavor.

—Tudo bem, Rick...? — Ela se faz despercebida e aquilo me irrita ainda mais.

—O que você acha? — Eu contraio os maxilares um contra o outro.

—Eu não sei do que você está falando. — Ela desvia os nossos olhares.

—Eu podia esperar muita coisa de você, menos isso... — Eu rio, nervoso.

—Do que...?

—Cala a porra desssa boca! — Eu alteio o tom de voz. — Quer dizer, você me trai na nossa cama... fica com tudo e ainda se julga no direito de me punir...? Eu merecia paz depois de toda a merda que você fez...

—Espera, como é que é...? — Ela ri, nervosa. Extamente o que eu queria. — Quer dizer você passa a vida escrevendo sobre uma vagabunda qualquer que eu acabo descobrindo que é menor e eu que fiz merda?!

—Então foi você! — Eu olho para ela, sentindo nojo. — Eu sinto repulsa de você...

—Você não está em condições de me ameaçar, querido... — Ela se aproxima de mim, passeando as suas mãos pelas minhas costas. — Eu posso te denunciar.

Eu rio, descansado.

—Sim, você pode. — Eu concordo, afastando-me. — Mas Kate já tem idade para decidir se queria ficar comigo ou não, por isso... Eu não tenho medo.

Eu olho bem nos seus olhos, rindo.

—Aliás... — Eu continuo. — Eu nunca vou desistir de Kate. Ela me dá tudo aquilo que você nunca conseguiu — amor. Prazer. Confiança. Honestidade. — Eu rio, vendo o ódio nos seus olhos. — Por isso, eu te aconselho a ficar no seu lugar, porque você até pode ir para o tribunal, mas pode dizer adeus a esta casa. Afinal de contas ela é minha.

—SAÍ! — Ela grita, dando-se por vencida.

—Ah e diga ao vagabundo do Josh que eu o vou apanhar pessoalmente. — Eu pisco, me preparando para sair.

Viro as costas e de imediato sinto algo com muita força me derrubando. Uma dor imensa me atinge nas costas, me fazendo tossir. Viro-me rapidamente e consigo ver Josh com um sorriso nos lábios.

—Você me tem agora pessoalmente. — Ele ri, segurando uma pau grande com o qual me tinha atingido. Eu me levanto com dificuldade.

—Acha que isso é de homem? Atacar pelas costas e ainda por cima com um pau...? — Eu rio, voltando de novo ao estado de nervos que estava inicialmente. — Ah, espera! Eu esqueci que você só ataca pelas costas, certo? — Eu me vou aproximando e ele recuando. Eu sei que ele estava com medo.

Eu lhe arranco o pau da mão com força e o empurro contra a parede.
Gina apenas gritava.

—CALA A BOCA! — Eu a olho, acabando de perder o pouco controlo que me restava. — Você é medrioce sabia?

Eu agarro as suas roupas e o atingo com um soco no lábio inferior, fazendo-me sangrar de imediato. Dou-lhe uma joelhada na barriga, fazendo-o cair no chão sem sequer oferecer resistência.

—Vocês dois nem merecem que eu suje mais a minhas mãos... — Eu olhos os dois com repulsa e bato a porta com força

Nesse momento, eu desabo. Tinha perdido o emprego, e, provavelmente arruinado a vida escolar de Kate e isso estava me destruindo por dentro. Eu não tinha o direito de fazer isso.

Eu tinha que me afastar. Kate nunca iria conseguir comigo.

Era isso. Eu iria me afastar pelo tempo suficiente até ela acabar a escola.

Depois seguriamos juntos e eu iria ajudá-la a realizar o seu sonho. Encontrar o asssassino da sua mãe.

Opto por desligar o celular e ir para casa. A minha mente estava assoberbada de pensamentos e nenhum deles era bom.

O tempo da viagem é curto.

Umas lágrimas fogem pela minha face.

Porquê que a única coisa que eu estava querendo que resultasse na minha vida estava sendo tão difícil? Nossa, essa garota deu um nó na minha cabeça. Tudo aquilo que já vivemos juntos neste curto espaço de tempo foi tão intenso... Isso me faz pensar na minha vida. Eu desperdicei dez anos da minha vida com Gina. E o irónico de tudo é que quem me veio ensinar a viver foi Kate que, curiosamente, devia saber menos de viver do que eu.

Eu queria tanto tê-la agora, mas... Eu não podia fazer isso com ela. Não tinha esse direito. Me deito no sofá e ligo o laptop... Tinha vontade de escrever. De novo.

Pov Kate

Eu tinha de o fazer. Tinha de ir a casa de Jim. A minha mota estava lá e eu precisava dela neste momento. Sorri ao lembrar-me da minha mãe. Ela me tinha dado no meu 16º aniversário. Pensei que o meu pai teria um surto naquele dia, mas acabou por aceitar.

Eu tinha saudade do meu passado. Muitas.

Seria difícil reencontrá-lo, mas tinha de ser.

O trabalho passou rápido.

Eu não queria pensar no dia de amanhã agora. Neste momento, eu iria pegar a minha moto e ia ter com Castle. Estava ficando preocupada com ele. Ele não apareceu para me dar carona e tem o celular desligado. Eu realmente tinha medo que ele fizesse alguma besteira.

Respiro fundo antes de entrar em casa. Tento não fazer barulho. Eu queria evitar um confronto com Jim.

—Boa noite. — Eu dou um salto. Ele ri, calmo. Estava sentado no sofá. Parecia sóbrio. Isso me tranquilizou.

—Desculpe. Eu devia ter vindo noutra altura. — Eu falo.

—Katie... — Eu sinto a sua voz baça e a vontade de chorar. Naquele momento, eu deixo minhas lágrimas rolar.

Estava vulnerável. Meu dia foi péssimo.

—Eu já estou de saída. — Eu prendo o choro contra a garganta.

—Me desculpa, filha... — Ele se aproxima e eu me mantenho de costas.

—Não, você não precisa... — Eu limpo as lágrimas.

—Olha para mim, por favor. — Ele pede e eu assim o faço.

—Você parece bem. — Eu não consigo disfarçar a felicidade que senti naquele momento.

—Estou sóbrio. Desde que você saiu de casa. — Ele confessa e eu posso ver a honestidade no seu olhar.

—Eu fico feliz em saber. — Eu sorrio.

—Será que você me poderia perdoar por tudo aquilo que te fiz passar? Eu não percebi o quanto mal eu estava te causando... — Sua voz fica embriagada pelas lágrimas e eu não aguento vê-lo assim. Abraço-o.

Um abraço sentindo. Um abraço que não me lembrava de sentir do meu pai. Foi reconfortante. Muito.

—Eu preciso ir. Vim pegar a minha mota. — Eu falo, limpando as minhas lágrimas.

Jim me olha com cautela e rimos.

—Você é mesmo parecida com a sua mãe, sabia? — Ele sorria. — Quando eu vou te ver outra vez?

—Amanhã. — Eu beijo a sua testa. — Você está bem?

—Muito melhor agora que recuperei a minha Katie... — Ele me abraça de novo e eu retribuo. — Te amo, filha e me desculpa.

—Tudo bem, pai. — Eu suspiro aliviada por tudo ter ficado bem. Não totalmente, mas iria ficar. E eu sei que, onde quer que minha mãe estivesse estava feliz agora por ver Jim sóbrio.

Me despedi dele e prometi voltar amanhã. Eu sentia falta dele e iria tentar voltar recuperar aquilo que tínhamos.

Coloquei o capacete e senti um arrepio por todo corpo. Era como se estivesse voltando atrás no tempo e aquela sensação por algum motivo me deu mais coragem para ir ter com Castle. Eu precisava dele. Queria estar com ele e não interessava os obstáculos que aparecessem no caminho. Nós iríamos enfrentá-los.

Olhei o céu escuro que estava ameaçando chuva e sorri. Eu sabia que a minha mãe me estava dando força para encarar isso da melhor e da forma mais forte possível — com a verdade e com o amor. A arma mais poderosa de todas.

Faço-me ao caminho. Castle não poderia fugir por muito tempo.

Decido mandar uma mensagem a Martha a dizer que não deveria ficar em casa hoje. Não queria preocupá-la.

Pov Castle

Música do momento

Eu queria beber álcool, mas sabia que isso não iria resolver nada e só iria me levar a uma ressaca horrível no dia seguinte.

Pensei mostra aquilo que tinha escrito á minha mãe. Talvez uma opinião. Estava me sentindo muito bem escrevendo e era uma sensação muito libertadora. Talvez eu mostrasse a alguma editora também.

A campainha toca e eu estranho. Quem seria a esta hora? Era perto das onze horas da noite. Abro sem mesmo verificar quem era.

—Kate...? — Eu engulo em seco ao vê-la parada na porta. O meu coração disparou e não soube mesmo como me acalmar. Essa mulher enchia-me as medidas.

—Parece que sim. — Ela ri. Um riso muito sereno e aquilo me acalmou. — Posso entrar?

—Sim. — As palavras saem da minha boca sem que eu as quisesse dizer. Ela estava linda. Sempre foi, mas havia alguma coisa diferente. Ela tinha um certo brilho nos olhos que estava me deixando curioso.

No momento que ela passou aquela porta, eu percebi que não podíamos estar separados. Não fazia sentido e de imediato me senti um idiota. Eu nem sequer dei carona para ela como sempre... Ela veio até aqui sozinha?

—Como você veio até aqui? — Eu me preocupo.

—De mota. — Ela se senta no meu sofá.

—Mota? — Eu a olho confuso.

—Sim, eu tenho uma mota e sei conduzir. — Ela ri, fazendo troça da minha cara. Eu acabo rindo também.

—Sempre me surpreendendo. — Eu me sento do seu lado e nos olhamos em silêncio. Ambos queríamos falar do que tinha acontecido hoje, mas por outro lado não queríamos.

Ficou um silêncio sexual entre nós. O silêncio sexual acaba gerando um clima tenso e a temperatura começa subindo na sala.

Nenhum de nós fala nada. Não era preciso.

Nos aproximamos ao mesmo tempo e houve um beijo. Um beijo carregado de emoções. Não só amor. Mas sim também nostalgia e raiva.

Nossas bocas se grudam ainda mais, misturando sabores e abraçando línguas.

Era viciante beijá-la e sempre dava vontade de mais.

Kate sobe para o meu colo, deixando uma perna para cada lado. Sua bunda senta em cima do meu colo e aquilo me excita demais. Eu não iria parar, não porque não achasse que devia, mas porque sabia que estava tudo fluindo para que desse certo.

Eu agarro a sua cabeça com as minhas mãos, puxando-a mais para mim, mais para a minha boca. Ela passa os seus braços pelo meu pescoço e aprofunda ainda mais o nosso beijo.

A lua era a única iluminação da sala e eu agradecia por esse cenário estar tão perfeito.

Eu desço uma das minhas mãos pelas suas costas, enfiando-a por baixo da sua roupa. Ela arfa contra a minha boca, arrepiando-se com o toque das nossas peles macias.

Kate empurra a minha cabeça para trás e puxa os meus cabelos enquanto chupa o meu pescoço. Não tenho saída senão soltar um pequeno gemido. Os seus lábios humedecidos pelo nosso beijo sugando o meu pescoço estava sendo gostoso demais. Agarro a sua bunda com as duas mãos e acaricio toda a sua extensão.

Kate começa tirando a sua roupa, ficando apenas de lingerie e calça. Me permito olhar para os seus seios que, aparentavam ter a medida certas para as minhas mãos ou boca.

Nesse momento o meu membro pulsava de forma incontrolável. Não falo nada. Não valia pena. Nós dois sabíamos o que queríamos e eu iria tratá-la como ela deveria ser tratada — como uma princesa.

Eu sabia que iria ser a primeira vez dela e queria que fosse especial. Começo desbotoando a minha camisa e capturo os seus lábios, procurando por um beijo calmo e sensual. Consigo.

Kate passa as mãos pelo meu peito nu e másculo e me permite aproveitar cada toque seu. Ela se deita no sofá e me olha. Os nossos olhares estavam mais brilhantes do que nunca.

Ela joga as calças e a calcinha preta para longe e acabo fazendo o mesmo. O meu membro estava duro e pronto para ela e eu podia ter a certeza que ela estava pronta para mim.

Kate olha o meu corpo com malícia e eu pego uma camisinha que tinha na gaveta mais próxima. Abro a embalagem e coloco da maneira certa por toda extensão do meu membro pulsante.
Depois da camisinha colocada, me deito eu cima dela com calma, arrepiando-me com o toque dos nossos corpos. Beijámos-nos de novo, agora com mais intensidade.

—Kate...? — Eu a olho, esperando a sua permissão.

—Deixe acontecer, Rick. Eu quero.

Eu não digo mais nada. Colo as nossas bocas e aproximo o meu membro da sua intimidade. Consigo perceber o quanto ela está pronta para mim e isso me deixa num frenesim, ainda mais.

Controlo a minha respiração e aos poucos vou introduzindo o meu membro dentro dela. Ouço o seu gemido, mas não consigo perceber se é dor ou prazer. Penso em parar, mas sua intimidade quente, molhada e apertada estava me acolhendo tão bem que seria difícil. Nossos corpos se adaptam de maneira maravilhosa.

Ela se contorce, como se quisesse mais. Acabo penetrando-a completamente e eu gemo sem pudor. Me sentia livre com Kate, mas neste momento eu queria lhe proporcionar um momento especial.

Nossas intimidades e corpos se habituam ao ritmo um do outro até encontrarem a perfeita harmonia.

Eu podia jurar que fizemos amor a noite inteira e podia jurar que me minha vontade era continuar.

Atingimos o clímax ao mesmo tempo, suados e cansados. No entanto, felizes. Muito.

Deito-me no sofá e a puxo para cima de mim. Nossos corpos completamente nus agora repousavam. Eu acariciava as suas costas e tapei-nos assim que percebi que ela estava ficando com frio.

Eu sei que algum de nós podia dizer alguma coisa, mas não havia explicação para aquilo que tinha acontecido. Tinha sido mágico não só para ela, mas para mim também.

E eu apenas queria ficar a segurá-la pelo resto da noite e pelo resto das nossas vidas, custasse isso o que custasse.