Amor Proibido

19 Natal em família


Notas iniciais
Oi, amantes de caskett!!! ♥ ♥ Bem antes de qualquer coisa deixem-me dizer que eu queria escrever um capítulo de natal no natal, mas como o natal só será daqui a 50 dias isso ia ser meio complicado kkkk. A história avançou um pouco no tempo, mas era isso que estava faltando para tomar um novo rumo! Falando um pouco do natal - para falar a verdade pessoas da minha família já morreram e isso torna tudo mais triste, mas sempre que o natal se aproxima aquela sensação de montar a árvore e estar com a família faz sempre a pessoa voltar atrás no tempo... E apesar de tudo eu continuo gostando do natal - acho uma época muito linda ♥ ♥ Me falam nos comentários aquilo que vocês gostam mais no natal e se é uma época que vocês gostam! Enjoy it - vocês são as melhores ♥ ♥ ♥

No capítulo anterior:

Depois do jantar, Kate assistiu um pouco de TV enquanto eu aproveitar para escrever.

Eu não tinha noção de quanto eu tinha escrito e, quanto mais escrevia, mais ideia surgiam na minha cabeça. Se continuasse neste ritmo em um mês o meu primeiro estaria pronto.

No entanto eu tinha uma coisa ainda mais importante para me preocupar agora – Kate faria anos daqui a três meses e eu tinha que começar a pensar no presente ideal.

Para falar a verdade eu acho que já fazia uma pequena ideia do que fazer para ela, mas para isso eu teria de pedir autorização ao pai dela e eu não sabia sequer se ele me iria aceitar.

Pov Kate

Mais uma semana tinha passado e estava tudo correndo bem demais.

Eu e Rick sempre tínhamos o nosso final de semana nos Hamptons e ele estava super dedicado escrevendo seu primeiro livro – eu tinha a certeza que iria ser um sucesso.

Eu treinava arduamente na academia para adquirir o tempo e as provas certas para ingressar na policia. Estava mais focada do que nunca.

Lanie para meu espanto estava muito feliz com a chegada do seu bebé e sobretudo por Esposito e seus pais terem apoiado em tudo.

Ia visitar meu pai todos os dias e ainda estava ganhando coragem para levar Rick até lá.

A boa notícia é que daqui a três meses eu estava fazendo anos, ou seja, iria atingir a maior idade e ai já poderia andar com Rick na rua sem medo. Isso ia ser bom.

Pov Castle

Eu estava tremendo.

Hoje iria me encontrar com Jim e Kate não sabia de nada, mas eu tinha de tentar. Eu queria muito lhe dar uma prenda de anos inesquecível e sem dúvida que ela merecia.

—Nossa, Richard! Acalme-se, por favor! – Minha mãe olhava para mim, impaciente.

—Como assim me acalmo…? Eu sou 15 anos mais velho que Kate, com certeza o senhor vai surtar!

—Eu acho que você está enganado… Agora vai!

—Ok. – Eu beijo a sua testa e me preparo para ir.

Estava confiante, mas por outro lado tinha medo da reação dele, eu confesso.

Eu sabia onde ele morava, porque Kate já me tinha falado, mas eu não fazia a menor ideia de como ele era. Sabia que tinha tido problemas com álcool por algum tempo, mas que desde que Kate tinha saído de casa ele estava bem.

Páro o carro em frente da casa e logo avisto um homem magro, porte médio e cabelos grisalhos.

Ele estava arranjando o gramado que tinha lá e me olhou de imediato, tentando me reconhecer.

Engulo em seco, como se fosse a primeira vez que iria conhecer o papai da primeira namorava. Ri com os meus pensamentos bobos e acabo saindo do carro. Caminho até ele encurtando a distância.

Ele me olha confuso, pois não me reconhece.

—Bom dia. – Eu falo e o cumprimento com um aperto de mão.

—Bom dia. – Ele olha o meu rosto detalhadamente como já soubesse quem eu era.

—Você é o pai de Kate? – Eu confirmo aquilo que já sabia.

—Sim e você é…? – Ele me olha desconfiado.

—Richard Castle… — Eu engulo em seco.

—Ah o namorado! – Ele dá um sorriso forçado. – Como você vai?

—As nossas diferenças de idades não incomodam o senhor? – Eu pergunto, diretamente.

—Jim, por favor. – Ele pede. – O que eu quero é ver minha filha feliz, Rick. – Ele aperta o meu ombro e de imediato uma empatia nasce entre nós dois.

—Farei de tudo para que ela continue feliz! – Eu asseguro.

—Precisa de alguma coisa? – Ele me pergunta, convidando-me para entrar.

—Na verdade, eu queria te pedir uma autorização. – Eu suspiro, tentando manter a calma.

—Você não vai me falar em casamento? – Eu vejo o pânico nos seus olhos e acabo rindo.

—Não… Não para já. – Ele ri também, aliviado.

Ele me convida para sentar no sofá e eu lhe explico tudo direito sobre o que estava pensando.

Primeiro convidei-o para passar o natal no loft da minha mãe junto com Kate. Ele aceitou sem piscar e devo confessar que ele me pareceu bem satisfeito com o convite. Ele era uma pessoa humilde e fácil de lidar.

Depois falei-lhe da minha primeira ideia – ele ficou relutante, mas acabou por concordar e achar que Kate iria adorar.

Por fim, pedi autorização para levar Kate para viajar no final do ano, porque o seu aniversário era nesse mesmo dia e eu queria lhe dar um dia e um final do ano maravilhoso.

Conversamos bem até tudo ficar bem definido. Ele prometeu não falar nada nem sobre a prenda nem sobre a viagem. Eu agradeci-lhe por isso.

Agora era só esperar.

…2 meses depois…

https://www.youtube.com/watch?v=yXQViqx6GMY

Pov Kate

Só faltavam dois dias para o natal dava para acreditar? Tudo tinha passado tão rápido!

Era o segundo natal que iria passar sem a minha mãe, não havia motivo para comemorar, mas este ano iria ser diferente.

Rick tinha convencido o meu pai a passar com Martha e Castle e ia ser de novo mágico, pela primeira vez em dois anos.

Já me encontrava de férias na escola. Nem acreditava que faltava apenas meio ano para acabar a escola e depois eu iria ingressar na academia policial. Estava feliz demais com tudo aquilo que me tinha acontecido desde que Rick tinha entrado na minha vida.

Nós dois estávamos melhor que nunca. Cada vez mais unidos. Jim adorava Castle e isso só era mais um motivo para tudo dar certo.

Lanie já estava começando a ganhar barriga e pela primeira vez Esposito iria passar o natal com ela e com os seus pais.

Estava tudo tomando um rumo lindo.

Castle tinha lançado o seu primeiro livro e tinha sido um sucesso.

No primeiro mês, atingiu um volume de vendas grutesco e as fãs começavam surgindo. Não podia mentir isso me fazia ficar ruída de ciúmes, mas eu confiava nele e isso era o mais importante.

Para meu espanto Jim e Martha tinham virados os melhores amigos e isso enchia o meu peito de alegria. A magia de natal estava fazendo bem a todos.

Sentia minha mãe em paz por ver Jim e eu felizes e isso era o mais importante para mim. Ela estava bem onde quer que fosse. E eu tinha certeza que nós nos voltaríamos a reencontrar mais tarde.

Só me faltava fazer justiça por ela e eu estava mais perto desse dia do que alguma vez estive.

Pov Castle

Aproveitei que Jim estava tomando um chá com minha mãe e decidi ir pegar Kate a casa de Lanie que tinha vindo de uma consulta.

A minha surpresa para ela estava pronta e eu estava ansioso para que ela pudesse ver.

É verdade faltavam apenas dois dias para o natal. Nossa como eu adorava essa época…

Chocolates, árvores de natal, decorações…. Era tudo lindo e com Kate tinha ficado ainda mais.

—Vim te raptar… — Eu a puxo pela cintura, roubando-lhe um beijo.

—Você está a ficar bem safado… — Eu trinco o seu lábio, arfando entre o beijo.

—Eu pensei ir até á neve… — Eu beijo o seu pescoço, aspirando o aroma dos seus cabelos compridos.

—Nos Hamptons…? – Ela sorri.

—Nós dois estamos ficando bons em telepatia… — Eu pisco e rimos os dois.

—Vamos? – Ela sorri, encaixando-se debaixo dos meus braços com sua roupa moletom. Ela ficava tão sexy desse jeito.

—Espera um minuto… — Eu tiro o meu celular do bolso e disco o número de minha mãe. Beckett me olha confusa.

Ao terceiro toque minha mãe atende.

Richard…

Só para saber que vou fugir com Kate, ok? Voltamos amanhã…

Kate me olha e ri.

Ok, crianças…. Divirtam-se!

—Você e Jim ficam bem? – Eu pergunto.

Melhor que nunca…. Estamos cozinhando!

—Nossa… Ainda bem que vou fugir!

Ela ri e depois acabamos desligando a chamada.

—Agora você é só minha… — Eu a puxo de volta e pego nela ao colo fazendo-a gargalhar. Enfio-a no carro e lhe dou beijos pelo corpo todo, fazendo ela rir sem parar.

Fomos a caminho para os Hamptons. Lá estava nevando como nunca e nós iríamos aproveitar cada momento.

Fomos cantando músicas de natal o caminho todo.

—Nossa! – Kate ri. – Você parece uma diva cantando!

—ALL I WANT FOR CHRISTMAS IS…. – Eu canto com todos os meus pulmões e Beckett me olha contendo o riso. — … YOOOOOU!!!

—Você está muito louco hoje! – Ela ri e em pouco tempo estávamos de volta ao nosso cantinho do amor nos Hamptons.

—Eu estou feliz, Kate! – Eu mostro a língua para ela e agarro um pouco de neve do chão e jogo contra ela.

Ela abre a boca incrédula e me olha, enquanto limpa as roupas que agora se encontravam brancas da neve.

—Você vai ter a paga! – Ela arqueia as sobrancelhas e começa pegando mais neve do chão fazendo uma bola.

—Não! – Eu começo correndo, enquanto ela me persegue. Estávamos parecendo duas crianças. – Me desculpa!

—Agora não tem volta! – Ela joga a bola de neve contra as minhas costas e eu caio no chão, derrotado, fingindo ter me aleijado.

—Rick… Pára de brincadeira! – Ela se aproxima com medo.

Eu continuo fingindo.

Ela se aproxima cada vez mais.

—Rick… Você está bem…? – Ele baixa-se para tocar de leve na minha cabeça.

—Te peguei! – Eu a agarro e a jogo na neve, deitando-me por cima do seu corpo.

As nossas gargalhadas eram música para os meus ouvidos.

Nós continuávamos apaixonados – mais do que nunca.

Nos beijamos na neve sem mesmo nos importarmos com a sujeira e ficamos assim por um bom tempo.

…Noite de Natal…

Estava tudo perfeito. Eu, Martha, Jim e Kate.

Se alguém me perguntasse como iria passar o meu natal este ano antes de conhecer Kate iria ser como á dez anos atrás.

Gina e a família, Martha e eu. Não vou dizer que era desagradável, mas não havia aquele companheirismo que estava havendo hoje e éramos apenas quatro pessoas na mesa.

A árvore que eu e Martha tínhamos feito estava enorme e estava tudo fantástico.

Eu e Kate mais cúmplices que nunca. Jim feliz por estar de novo em família e minha mãe também estava muito satisfeita dava para ver.

O jantar foi agradável, mas a melhor parte era mesmo as sobremesas. A mesa estava farta e a conversa fluía muito bem entre nós. Era como se fizéssemos isto por anos e essa era uma sensação fantástica.

Acabamos o jantar e decidimos ir até á sala, assistir um filme de natal que estava passando.

Iriamos fazer como mandava a tradição – abrir os presentes á meia-noite. Estava ansioso para que Kate visse aquilo que tinha preparado para ela com tanto carinho durante dois meses.

—Crianças! – Martha se levanta. – É meia-noite!

Ela bate palmas empolgada e vai até junto da árvore, pegando nas prendas e distribuindo para cada um.

Todas elas eram prendas simbólicas, mas o mais importante era estarmos todos juntos e vivermos aquilo que realmente representava o natal: família e amor.

—Agora vem comigo… — Eu peço, olhando Beckett.

—Pega a chave. – Jim me entrega a chave da garagem.

—Onde nós vamos? – Kate nos olha confusa.

—Venha comigo e verá… — Eu sorrio e pego na sua mão.

—Eu não gosto de surpresas… — Ela fala, insegura.

—Você vai adorar essa… — Jim fala, limpando a lágrima que escorria pelo seu rosto.

Depois de conseguir convencer Kate a sair, entramos no carro e vamos rápido até casa de Jim.

—O que estamos fazendo na casa do meu pai? – Ela parece cada vez mais confusa.

—Fecha os olhos… — Eu peço.

—Rick… — Ela está insegura.

—Confia em mim, por favor. – Eu olhos nos seus olhos e ela ri. Sei que eram nervos. Eu sabia que ela detestava surpresa, mas eu espero que ela goste desta. Afinal levou dois meses para que tudo ficasse certo.

Eu lhe dou a mão, guiando-lhe o caminho e abro a porta da garagem, certificando-me primeiro que ela estava mesmo de olhos fechados.

—Quando eu falar 3, você pode abrir os olhos… — Eu combino com ela.

—Ok… — Ela concorda.

—1, 2… — Eu respiro fundo. Eu só queria que ela gostasse. — … 3

Vejo ela destapar os olhos.

Pov Kate

No momento em que abro os olhos, meu mundo caiu assim como minhas lágrimas.

Como ele foi capaz de fazer isto?

—Kate…? – Ele me olha preocupado ao ver as minhas lágrimas.

—Rick isto está… — Eu me aproximo do carro que tantas recordações me trouxe.

Minha mãe sempre conduziu Chevrolet impala de 1967 e desde que ela morreu ninguém tinha tocado nele. Ela idolatrava este carro. E agora ele estava aqui bem diante dos meus olhos, todo remodelado.

Eu não conseguia segurar as minhas lágrimas.

—Kate, você não gostou? – Ele está preocupado.

Eu toco o carro e fecho os olhos, lembrando de cada momento naquele carro. Isso me fazia chorar ainda mais. Nossa! Eu tinha tanta saudade da minha mãe e ver o carro da forma que ela gostava com a cor que ela gostava. Eu não tinha palavras para explicar o que estava sentindo.

—Você não gostou… — Eu ouço, Rick murmurar e me aproximo dele, limpando as lágrimas que insistiam em cair.

—Amor, eu adorei… — Eu o abraço com força. – Esta foi a melhor prenda que me podiam ter dado.

—Você está falando sério? – Eu sinto ele me apertar contra o seu corpo.

—É claro que eu estou! – Eu soluço agora. Estava extremamente feliz por ele me ter feito esta surpresa.

—Fica calma, Kate… Eu não consigo te ver chorando… — Ele beija a ponta do meu nariz e limpas as minhas lágrimas com os seus polegares.

—Você me fez a pessoa mais feliz do mundo, Rick… Eu não tenho palavras… — Eu olhos nos seus olhos.

—Ele é seu agora… — Ele fala, entregando-me as chaves. Só Jim as tinha. Eu não aceito. – Kate?

—Você vai conduzi-lo… — Eu falo, abrindo um sorriso.

—Não, Kate, eu não posso… — Ele fica atrapalhado.

—Rick… — Eu seguro as suas mãos. – Esta é a prova de como eu confio em você. Vamos, eu quero que você o conduza!

—Kate… — Ele, sorri, deixando também cair uma lágrima. – Obrigada!

Caminhamos até ao carro e ficamos passeando pelas ruas enfeitadas de Nova Iorque com o carro de minha mãe.

Fiquei contando para Rick histórias de infância e ele ouvia cada detalhe.

Era a melhor sensação do mundo estar outra vez sentada neste carro. Eu olho o céu e vejo uma estrela brilhante lá no alto. Eu sei que podia não ser minha mãe, mas eu acreditava nisso com todas as minhas forças.

Quando voltamos em casa eram quase três horas da manhã e Jim e Martha já dormiam. O meu pai tinha ficado no sofá e Martha na outra ponta.

Decidimos apagar a TV e deixa-los dormir.

Meu dia não podia ter sido melhor. Assim como meu natal.

Pov Castle

Só queria me enfiar no quarto com Kate e fazer amor durante a noite toda.

Assim foi.

Não havia palavras para definir a intensidade do nosso relacionamento.

O que ela não sabia é que o melhor ainda estava para vir.

Dentro de dois dias nós dois estaríamos viajando para Itália, mais concretamente Veneza e lá ficaríamos até o final do ano e até Kate fazer 18 anos. Eu só esperava lhe dar o melhor aniversário de sempre.