Amor Proibido
18 Hamptons - Parte Dois e Novidades
Notas iniciais
No capítulo anterior:
Expliquei-lhe como funcionava e combinamos que voltaríamos lá amanhã para que Kate descrevesse o que tinha visto.
Hoje seria uma noite para esquecer – não iria conseguir dormi, por isso ficamos falando sobre o caso e para falar verdade já éramos nós dois que queríamos resolver. Aparentemente os Hamptons iriam ser tudo menos cliché…

https://www.youtube.com/watch?v=hTGGYsBeGLw
Pov Kate
Eu e Rick passamos a noite inteira falando sobre teorias malucas e parecíamos os dois em perfeita sintonia como se fizéssemos isso por anos.
Podia parecer estranho, mas era bem agradável – nós dois nos compreendíamos como ninguém.
Olhamos no relógio e já eram sete horas da manhã. Concordámos em tomar o pequeno-almoço e ir depois na delegacia para eu puder ajudar mais um pouco.
Eu estava ansiosa – este “caso” me fez ter a certeza que era mesmo a carreira policial que eu queria seguir.
E eu estava grata por puder ter Rick do meu lado.
—Isto é enorme… — Eu olho a delegacia movimentada onde entravam e saiam várias pessoas apressadas.
—Confesso que até eu fiquei com o bichinho de ser policial ao inventarmos toda aquelas teorias… — Ele me olha e eu sorrio.
Resolvemos entrar e fazer aquilo que estava destinado- o retrato robô.
Os policiais reconheceram-nos de imediato e ficaram imensamente gratos por nós termos voltado para ajudar.
Pediram a Rick para aguardar e me levaram até a uma sala bastante confortável onde me pediram para descrever os traços físicos da pessoa que tinha visto.
Falei sobre cada detalhe que me lembrava e depois me pediram para aguardar um pouco, para que eu depois do desenho pudesse confirmar se era a mesma pessoa.
Assim fiz – em apenas meia-hora estavam voltando com o desenho.
—É esse mesmo! – Eu olho o retrato e percebo o quanto está igual ao homem que tinha visto ontem.
—Senhora Beckett nós agradecemos a sua colaboração. – O policial alto e loiro sorri.
—Então é só isto? – Eu desanimo.
—Você já fez muito, acredite. – Ele aperta o meu ombro em forma de agradecimento.
—Sim, mas eu gostava de saber o desfecho dessa história… — Eu falo.
—Bem você pode tentar concorrer para o concurso de policial para o próximo ano. – Ele me aconselha.
—É o que eu farei. – Eu sorrio.
—Eu sei que você vai conseguir. – Ele me dá esperança.
—Obrigada.
—Se cuide. – Ele pisca e depois eu vou ao encontro de Rick que estava fazendo umas anotações num bloco.
—O que você está fazendo? – Eu pergunto.
—Tirando umas notas… — Ele continua escrevendo, concentrado no que estava fazendo.
—Posso ver? – Nós caminhávamos novamente de volta a casa.
—Sinta-se á vontade. – Ele sorri, me entregando o bloco.
Eu olho cada rabisco com cuidado. A letra dele era linda – um pouco inclinada como se fosse de médico e cada palavra e anotação me prendia.
Ele era bem observador e eu sabia que ele tinha encontrado esta nova paixão – escrever. Eu esperava que ele conseguisse seguir o seu sonho, já que ensinar tinha ido pelo cano e arruinado toda a sua reputação como professor.
Eu tinha sorte em tê-lo comigo. Ele me fazia sentir a melhor pessoa do mundo – como eu não me sentia há muito tempo.
—Você está pensando escrever um livro? – Eu pergunto, enquanto ele dirigia. Eu adorava vê-lo dirigindo – sempre tão atento.
—Bem, eu gostava…. Terei que esperar até minha mãe me dar a resposta. Ela enviou os meus rascunhos para uma editora, por isso é só esperar que ela goste. – Ele suspira.
—Eu tenho a certeza que vai adorar. – Eu seguro a sua perna, acariciando.
Ele pára o carro e me encara. Aquilo me assusta por momentos.
—Eu já falei o quanto você virou a minha vida de pernas para o ar, Kate? – Ele me olha.
—Devo considerar isso como um elogio…? – Eu não sei bem o que dizer.
—Não. – Ele sorri. – Deve considerar o quanto você é importante para mim e eu não quero que nada nos separe…. Estamos lutando contra um amor impossível para os outros, mas único para nós.
—A que propósito vem isso agora? – Eu olho no fundo dos seus olhos azuis.
—Eu apenas quero que você saiba. – Ele aperta as minhas mãos.
—Você também é importante para mim, Rick… — Eu falo da forma mais honesta que sei.
—O que acha de irmos comer um sorvete? – Ele muda o assunto completamente me fazendo rir.
—Mas…. Está frio!
—Você nunca comeu um sorvete no inverno? – Ele me olha surpreso.
—Eu acho que pessoas normais não fazem isso… — Eu troço e eu sorri de uma forma insana, fazendo-me gargalhar.
Estaciona o carro rápido e volta a me encarar.
—Vamos! – Ele trinca o lábio.
—Está chovendo! – Eu rio.
—E daí? – Ele abre a porta do carro e vem para o meu lado me abrir a porta.
—Pára louco! – Eu rio de forma incontrolável enquanto ele me segura nos seus braços, rodopiando os nossos corpos na chuva.
As pessoas que passavam nos olhavam com um sorriso percebendo o quanto nós dois estávamos apaixonados.
Na verdade, eu não estava nem aí para as pessoas que estavam pensando. Neste momento eram só duas pessoas se beijando e se molhando na chuva.
Entre beijos e gargalhadas acabamos pegando um sorvete.
—Na verdade… — Eu falo, comendo um pouco do meu sorvete. – Até é bem gostoso comer sorvete com frio…
—Eu te falei… — Ele devora o sorvete de uma vez só me fazendo rir.
Os nossos corpos estavam bem molhados pela chuva, mas isso não estava nos incomodando nem um pouco.
Acabamos os nossos gelados e ele me dá a mão pela primeira vez.
Eu olho nossas mãos dadas como se um sonho se tivesse tornado real.
—É bom puder andar de mão dada com você sem que ninguém julgue… — Ele pisca e me puxa contra o seu corpo, passando o seu braço por cima do meu ombro enquanto eu me agarro á volta da sua cintura como se nossas silhuetas tivessem sido feitas uma para a outra.
Pov Castle
Eu e Kate estávamos passeando agarrados pela chuva e estava sabendo bem demais.
Eu nunca pensei que ela fosse entrar assim na minha vida e mudar tudo.
Tudo estava bem até meu estômago reclamar por comida. O dela também estava, por isso, fomos até casa e decidimos tomar um banho quente com direito a espuma, beijos, toques e muito amor.
Era bom demais fazer amor com Kate.
O almoço acabou se atrasando, pois, nossos corpos se atraiam mais que ímanes.
1 dia depois
Não acreditava que nosso final de semana prolongado já tinha chegado ao fim e mais uma semana estava pronta para começar.
Pelo menos agora nós tínhamos o nosso refúgio.
Decidimos voltar só no final do dia – queríamos aproveitar cada segundo.
A viagem foi calma. Nós sempre tínhamos qualquer coisa para falar e parecendo que não isso tornava tudo mais fácil e fluente.
Entretanto minha mãe me ligou dizendo que tinha notícias para mim e combinamos jantar todos juntos.
Ela ia fazer o jantar. Eu não estava muito seguro dessa decisão, mas iria arriscar. Sempre que minha mãe cozinhava era bom ter alguma coisa de reforço.
Chegamos ao loft e para meu espanto cheirava bem.
Martha estava cantarolando uma música qualquer.
—Olá, crianças! – Ela beija as nossas bochechas e nós a ajudamos a colocar a mesa enquanto falamos do nosso final de semana fantástico.
—Richard! – Ela vem na minha direção. – Eu tenho boas notícias para si!
—Pode falar! – Eu estava ansioso.
—A editora adorou o que você escreveu e quer que continue para que possa publicar o seu livro!
Kate aperta a minha mão. Eu sabia que ela estava feliz por mim e eu não podia estar mais feliz.
…
Depois do jantar, Kate assistiu um pouco de TV enquanto eu aproveitei para escrever.
Eu não tinha noção de quanto eu tinha escrito e, quanto mais escrevia, mais ideias surgiam na minha cabeça. Se continuasse neste ritmo em um mês o meu primeiro estaria pronto.
No entanto eu tinha uma coisa ainda mais importante para me preocupar agora – Kate faria anos daqui a três meses e eu tinha que começar a pensar no presente ideal.
Para falar a verdade eu acho que já fazia uma pequena ideia do que fazer para ela, mas para isso eu teria de pedir autorização ao pai dela e eu não sabia sequer se ele me iria aceitar.
Fale com o autor